´´Dito e feito que mesmo parado ele funciona pelo menos duas vezes ao dia, em pouco teremos respostas das urnas.´´

Enquanto ligeiras, breves e costumeiras tentativas para conquistar o povo torraram relâmpagos, eis que o palco das boas e intencionadas aparições começa a se fechar, baixar na tenda dos milagres para aqueles que quiseram entrar em cena. Fazer o que, não há espaço físico nem financeiro para bancar tanta gente querendo virar Vossa Excelência assim tão de repente. Efeito Bungee jump político? Ou de gangorra mesmo, que acaba sendo mais econômico pela ordem da livre concorrência. Desde que tudo esteja livre no cartório. Ganhar no pulo, no macete daquele que disse que pior do que está não fica e no balde de água fria em época de seca.

Se quantos mais voltam para ficar porque Brasília é o seu lugar, não acertando na quina – ainda que da mesa da sala – fazer por merecer o lugar ao sol na capital federal do país, a sorte pode ser disputada até nos palitinhos, nos dedos. E nada de coligações insustentáveis, como dos veteranos inconformados, dos ´´Sem Futuro Prévio´´, ´´Sem Bandeira´´, ´´Bajuladores´´ e ´´Sem Patrocinadores´´. O outro Pantaleão-mor que espere nova rodada. Tudo passa. Somos todos meros aprendizes! Levamos e ganhamos na ´´banguela´´, no despencar da ladeira, na esticada de braço. Ilimitados. E olha a hora! Vamos sorrir ao novo show – que não deve parar! Quem matou Leda e quem ficou com o maior legado do Mundial não importa. O inglês viu e wow! Sete a um foi pouco para tanta mágica em campo.

Avante ao reajustar dos ponteiros que por baixo do nosso lustroso ´´mofo político´´ tem sempre algo a ser revelado, a corrupção faz parte, muito há que se esconder para os mais empolgados em ação, que não moraram na armada do renovável ora no degrau do vitalício. Duvidar do seu atestado de dureza perene, ainda que pelo impasse do refil da navalha – como os nossos queridos sabatinados apontaram – , vamos crescer às mil maravilhas.

Flechadas insalubres de um lado (não aponte o dedo, menino, que é muito feio) quem sabe adotemos uma nova versão em parceria com o acima intitulado. Algumas películas amareladas podem ganhar belas tonalidades. Ficam novinhas em folha. Até mesmo para aqueles mais confiáveis que precisam de parabrisa, bonés, rouquidão extrema, usar do ´padrão esquecimento´ para voltar a subir nos pódios dos palanques. Para quem não sabe, ´Agorafobia´ tem tratamento e não precisamos mais permanecer escondidos 24 horas D/N enquanto os futuros eleitos posam no foto ¾ para uma nova posse a ser brindada.

Cabe lembrar que estrelas mudam de lugar? Pois olheiros de prontidão continuam saindo direto da sala, forno, cozinha e do famoso ´despensário´ alternativo, ah, se continuam – e como, oh vida, ó azar, isto não vai dar certo! – a arrematarem amores antigos. Aonde está Rosemary? Sejam eles estrategicamente corretos na ala dos rasurados ou simples aprendizes. Vez por outra, não custa resetar na máquina, antes que percamos no Ibope, sem selfie algum, ou, por onde pedir um giz emprestado, que o apagador sobra aos mais atentos. Se as paralelas se encontram no infinito, outra vez, os nossos ponteiros também se encontram lá!

– O que disse aí o último retardatário da fila em querer colocar tudo a perder por um descuidado voto? Grilo? Mas como não tem grilo e é só porque você quer! Trate logo de começar a descascar mais esse pepino, que o abacaxi entra como sobremesa já em 2015. Quatro anos passam assim, ó, sequer vamos sentir na pele! Se bem que desta vez chegamos a levantar voo. Rasante, porém chegamos...

Celso Fernandes,jornalista, escritor. Colunista de Moda, TV e Literatura. Assessoria de imprensa. Follow me: http://twitter.com/celsocolunista

www.facebook.com/celsocolunista