NATAL PRESS

○ Por ordem de todo menos desatento em dizer que qualquer semelhança é mera coincidência com recordes e fatos atuais, do duvidoso ao menos pretensioso em avisar que quem paga a conta disso tudo, só não tente adivinhar quem! Se a Mãe-Terra continua a rodar em torno do seu próprio eixo, o nó cego da minha gravata eu ainda hei (pouco ululante) de desatar. Só não ponham mais lenha nessa fogueira que os festejos pós prisões em ´´camburão aéreo`` iremos – e em muito – ter que aplaudir. Planos e planos de fundo é que não vão faltar nessa hora do adeus/acenar, que eles darão. Os culpados, como sempre, decerto são os outros. Afora os gargarejos e atropelos vocais.

○ Ao ver certos gestos do ´´V`` de Vitória dentro os tais (os quais não precisamos citar tanto os nomes ora batidos por todos os canais), venceram o que?, necessariamente, e em que ordem? Continuam a não querer como não vão pagar nada? Sequer em ´´vitória régia``? O transporte em ´´família``, por enquanto, foi bem orquestrado nível lavo e enxaguo as minhas mãos e (as) seco na mesma toalha. Se um dia foi de Cesar por que não do Lulamania Estrelado?

○ E tal acabei de ler por um desses escalões de positivismo cívico, ´´se tudo falhar, tente o óbvio``, sem desmerecer ao que tanto nos salta aos olhos, assim, como alguém cantou: ´´tem que seguir```... então, não segurar mais essa peteca? Dos Delúbios aos dilúvios da vida ante a vida noveleira que vez por outra faz sempre questão de imitar a arte, juntá-la uma a uma por ordem de chamada, faltaram muitos ascestrais para o ´´camburão`` que cruzou os céus até a capital da esperança.

○ Só para lembrar (decerto ainda ao mundo daquele outro que nada sabia, apunhalado pelas costas, sem desmerecer os esquecidos pela falta de fosfosol) na política do aqui se faz, aqui se reescreve, ganham asas, como também se prescreve, e lá vamos nós. De privataria em privataria apredemos. Ora, eliminar os graúdos com alguns persistentes miúdos não cabe apenas àquele provérbio francês – ´jamé` em desuso –, que dinheiro não dá em árvore. Porém, atravessa paraísos fiscais em contas suíças, extra corretas. Declarar em público por que? ´´Minha cara metade equivale ao árduo patamar dos meus bons lucros``. Falei?

○ Se tudo falhar, como foi dito por entrelinhas acima, ou que a pergunta persista em não calar: ´´haverá luz, finalmente, acima do buraco`` (isso é o recomeço de uma Grande Era Lulística?), também não vamos ser tão egoístas, pouco obscuros, nem tampouco fazer vistas grossas ao que devemos crer para lá de ondas e mais ondas astrais. Nós também jogamos com os hipopótamos!

– Mas como foi esse alvoroço todo? Dos tais condenados encarcerados em regime fechado na Penitenciária da Papuda, àquele movimentado ´´Dia da Proclamação``? Entre eles o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, que quer virar gerente de hotel, o José Genoíno, em pessoa, acenando sabe-se lá para onde, e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares? Só não me desenganem ou que me trinquem de vergonha que em pouco entra em cartaz novo clássico de ´´Memórias de uns cárceres`` – menos privados, claro – sem fim. Tal o disse, se uma mão lava a outra, logo, as duas se enxugam na mesma toalha! Genuinamente corretos e sob forte controle de (ex)pressão...

(continua)


Celso Fernandes, jornalista, escritor. Colunista de Moda, TV e Literatura. Assessoria de imprensa. Blog: http://modarougebatom.blog.terra.com.br
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