NATAL PRESS

Com a presença confirmada de mais de 150 Enfermeiros Responsáveis Técnicos e Coordenadores de Enfermagem, o Coren-RN promove, na manhã desta sexta-feira(06) o I Encontro de Responsáveis Técnicos da Região metropolitana.

Na programação será abordado pela presidente do Coren-RN, Silvia Helena Gomes, o papel fundamental do Responsável Técnico nos serviços de saúde. O tema Liderança: tendências e desafios, será discutido pelo psicólogo e consultor organizacional na área de gestão de pessoas e processos, Jean Tavares Leite.

 O exercício da liderança é um dos grandes desafios da atualidade, sendo o RT o responsável pela administração do maior contingente de profissionais na área da saúde nas Unidades. Além da palestra, o momento também possibilitará, troca de experiências e, principalmente, a aproximação do Conselho com os enfermeiros do RN e conhecimentos de suas ações.

A diretoria do Coren-RN espera que esse momento seja bem aproveitado e que os profissionais venham a fazer a diferença em cada serviço de assistência à saúde, promovendo uma gestão de excelência.

O I Encontro de Responsáveis Técnicos acontece à partir das 8h, no Centro Municipal de Referência em Educação Aluísio Alves (Cemure).

 

Cuidar da saúde é essencial e o diagnóstico precoce é uma das principais medidas. É pensando nisso que a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCCF) e a Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) se unem para promover a 20ª Campanha Nacional da Voz 2018, realizada de 15 a 20 de abril, com o tema “Afine a Sua Saúde – Cuide da Sua Voz”. Em Natal-RN, ações preventivas e educacionais serão desenvolvidas em escolas públicas e privadas, shoppings, na Liga Contra o Câncer e no Hospital Universitário Onofre Lopes.

Em todo país, profissionais da saúde e institutos parceiros desenvolvem atividades de orientação e diagnóstico precoce de distúrbios da voz e enfermidades da faringe e laringe. Na capital potiguar, o presidente da SBCCP, Dr. Luís Eduardo Barbalho de Mello, um dos responsáveis pela realização do evento, comenta sobre a importância da Campanha, “Participar de uma Campanha dessa magnitude é motivo de orgulho, reconhecimento e contribuição às melhores condições de saúde da população brasileira. O diagnóstico correto e o tratamento adequado influenciam diretamente na sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes”, explica Dr. Luís Eduardo Barbalho.

Na programação, já no primeiro dia (15), a Campanha da Voz sai em caminhada para conscientizar sobre a saúde da voz, na Praia de Ponta Negra, a partir das 9h30, com alunos e profissionais da área esclarecendo dúvidas sobre mitos e verdades correlacionadas a saúde.

No dia 16 de abril, ao qual é comemorado o Dia Mundial da Voz, acontece a Abertura Oficial, na sede da Associação Médica do RN, situada na Av. Hermes da Fonseca, 1396- Tirol, onde ocorrem palestras gratuitas sobre os ‘Cuidados com a Voz’ direcionadas ao público em geral e profissionais.

Já no período de 16 a 20, o Hospital Onofre Lopes desenvolve atividades informativas, das 8h às 12h, com equipes para triagens e avaliações vocais. Na quinta-feira (19), o Natal Shopping recebe intervenção educativa, com apresentações do Coral da Voz do Amor (formados por pacientes que passaram por tratamento contra o câncer de laringe), além de orientações médicas e entrega de material informativo, das 17h às 19h.

E, no último dia da Campanha, 20 de abril, acontece o Mutirão da Voz, com avaliações através de exames efetivados por cirurgiões de cabeça e pescoço e otorrinolaringologistas na detecção precoce de patologias da laringe.

A ação tem patrocínio da Unimed Natal, apoio local da Sociedade de Otorrinolaringologia Norteriograndense, do Hospital Onofre Lopes e Liga Contra o Câncer, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN e Universidade Potiguar. Realização da SBCCP, ABORL-CCCF e ABLV.

 

Saiba mais

O Dia Mundial da Voz e o Dia Nacional da Voz teve início no ano de 1999, no Brasil e, após quatro anos, passou a ter expressão internacional, com eventos nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Essa conscientização já auxiliou milhares de brasileiros.Uma das doenças que acomete a região é o câncer de laringe. Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer – INCA, ocorre predominantemente em homens e é um dos mais comuns entre os que atingem a área da cabeça e pescoço, sendo 25% dos tumores, malignos. A estimativa de novos casos, em 2018, é de mais de 7,5 mil, sendo 6.390 em homens e 1.280 em mulheres.

 

As inscrições para o concurso destinado ao preenchimento de vagas na Secretaria Municipal de Saúde se encerram às 23h59 do próximo dia 9 de abril. Nesta segunda-feira (2 de abril), no site do Núcleo Permanente de Concursos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Comperve), onde o candidato deve fazer sua inscrição, (www.comperve.ufrn.br), serão divulgadas as isenções de inscrições deferidas. A partir da publicação, os recursos às decisões podem ser interpostos em 48h.

 A divulgação dos locais de prova e da listagem final dos candidatos com deficiência está prevista para o dia 11 de maio e as provas objetivas serão aplicadas no dia 20 de maio. A data provável para divulgação dos resultados é 8 de junho e a entrega de títulos, para os cargos que exigem esse pré-requisito, deve acontecer no período de 7 dias úteis após a divulgação do Resultado das Provas Objetivas.

 
 

A redução dos óbitos maternos e infantis é um dos maiores desafios dos serviços de saúde, inclusive fazendo parte das Metas do Desenvolvimento do Milênio, compromisso assumido por países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Em Natal, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem realizado um trabalho intensivo nos últimos anos para reduzir os números na capital potiguar. Em 2015, foi implantado o Núcleo de Vigilância de Óbitos (NVO), que faz parte do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS). Desde então, as estatísticas são utilizadas para promover ações de combate ao problema, o que tem trazido bons resultados. 

De 2015 até 2017, o número de óbitos fetais (morte do feto a partir da 20ª semana de gestação) caiu de 118 para 112. No mesmo período, os infantis (de 0 a 28 dias ou mais) passaram de 165 para 151. Já as mortes maternas, passaram de 9 em 2016, para 8 em 2017. 

O NVO desenvolve ações de investigações de óbitos nos âmbitos hospitalares, ambulatoriais nas Unidades de Saúde das regiões de Natal, assim como a realização de visitas domiciliares. “Somos responsáveis pelas investigações de todos os óbitos que se encaixem nesses perfis em Natal, seja da rede privada, pública e de alto risco”, destacou Aline Delgado, chefe do Setor de Estatísticas Vitais do DVS. 

Ainda segundo Aline, o NVO tem procurado otimizar sua atuação. “Através de capacitações, do I Fórum em Vigilância de Óbitos (ocorrido em 2017) estamos expandindo nossas ações para as demais instituições hospitalares públicas e privadas, nas quais desenvolvem-se Grupos Técnicos, onde analisamos e discutimos todos os casos após as investigações feitas, com o objetivo de melhorar a qualidade nas informações epidemiológicas e qualificar a assistência em saúde em todas as suas esferas de governo”. 

 

 

Com a proximidade com a Semana Santa, período em que as pessoas consomem mais peixe, e há uma grande oferta no comercio. A Vigilância Sanitária do município de Natal vai realizar nesta terça-feira (20) e quinta-feira (22), a partir das 14h30, no Auditório do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), uma palestra sobre "Boas Práticas Sanitárias em Peixarias" para proprietários e responsáveis de estabelecimentos que comercializam Pescados em nossa cidade. 

 

O objetivo da palestra é orientar aos prestadores destes serviços sobre a importância das Boas Práticas Sanitárias em Peixarias, para que sejam minimizados os riscos de contaminação dos produtos e possivelmente adoecimento dos consumidores.

 

Durante o encontro serão dadas orientações acerca de acondicionamento dos pescados em temperatura adequada, utilização de água potável para higienização dos pescados, destino adequado dos resíduos produzidos, sobre o uso dos equipamentos de proteção individual (EPI'S) como tocas e luvas, para os manipuladores, utilização de gelo proveniente de estabelecimentos licenciados pela vigilância, dentre outras informações que visem fornecer um produto de qualidade com segurança sanitária à população.

 

O Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), está localizado na Avenida Rodrigues Alves, número 766, no bairro do Tirol.

Os corticoides são medicamentos indicados no tratamento de algumas doenças como as reumáticas, autoimunes, alergias, câncer, dentre outras. São derivados do hormônio cortisol e produzidos em laboratório, chamados hormônios sintéticos. Também podem ser chamados de glicocorticoides ou corticosteroides. O cortisol é chamado de hormônio do estresse e pode sofrer alterações em caso de medo, exercícios, altitudes elevadas, traumatismos, cirurgias e infecções. Isso acarretará aumento da pressão arterial, glicose e tônus cardíaco. Ele será o responsável por preparar o organismo para “luta ou fuga”.

A dosagem elevada e o acúmulo de corticoide no organismo podem causar efeitos indesejáveis e acarretar alterações graves que comprometem os ossos e músculos do paciente como: fraqueza ou perda de massa muscular, osteoporose, fratura patológica dos ossos longos e ruptura do tendão. Além dessas, ainda podem ocorrer alterações hidroeletrolíticas como a retenção de sódio, causando o inchaço do paciente e aumento da pressão arterial, alterações nos olhos, na pele, no estômago e intestino, no sistema nervoso e no metabolismo das proteínas. Podem ainda ocorrer alterações psiquiátricas como hiperirritabilidade, insônia, mudanças de humor e personalidade.

Após tratamento com altas doses, por um período superior a três semanas, o medicamento deve ser retirado de forma lenta e contínua, pois o uso prolongado inibe a produção do cortisol que leva certo tempo para voltar a ser produzido.

No setor de fisioterapia da Casa Durval Paiva todos esses fatores são levados em consideração na avaliação de uma criança ou adolescente com necessidade de reabilitação, pois terão implicação direta na execução dos exercícios terapêuticos.

Uma criança irritada, chorosa, com privação de sono, normalmente não será colaborativa, por isso, é importante que o ambiente seja acolhedor, divertido e também estimulante, com uma variedade de brinquedos, jogos e livros.

Exercícios que estimulem o metabolismo ósseo podem contribuir para a manutenção da massa óssea. Podemos citar como exemplo: exercícios ou brincadeiras realizadas na posição em pé, atividades com pequenos saltos, brincadeiras ou jogos com dança, etc. Também é fundamental que a família seja orientada para também estimular a criança a ser mais ativa o quanto possível.

Mesmo passando por um tratamento longo e às vezes agressivo, com vários efeitos indesejados, a criança tem a possibilidade de ter um atendimento humanizado, se divertir e de ser criança.

 

*Isabelle Resende - Farmacêutica CRF 2541
Cinthia de Carvalho Moreno – Fisioterapeuta Crefito 83476-F
Casa Durval Paiva

Presidente do Conselho Federal estará em Natal prestigiando o evento



Com o maior contingente de trabalhadores de saúde no Estado totalizando cerca de 32 mil profissionais inscritos, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN) realizará a posse de sua nova gestão nesta próxima quinta-feira (18), às 17h, no auditório da UNI-RN. O novo plenário administrará o Coren durante o triênio 2018/2020.

A solenidade de posse contará com a presença do presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Dr. Manoel Carlos Neri. Com mais de 2 milhões de profissionais inscritos em todo o Brasil, o Cofen tem abraçado bandeiras nacionais importantes como o fim do Ensino a Distância nas graduações de enfermagem e a melhoria da qualidade da saúde pública.

Os novos conselheiros foram escolhidos numa das eleições mais disputadas da história do Coren-RN, ocorrida nos últimos dias 01 e 02 de outubro, com o voto pela internet. Concorreram na disputa 3 chapas de nível superior e 2 chapas de nível médio. Entre os compromissos da nova gestão se destacam a valorização, uma maior visibilidade e o reconhecimento da importância dos profissionais de enfermagem no Estado.

Composição do Plenário Coren-RN, Gestão 2018/2020

Diretoria Eleita:

Presidente: Silvia Helena dos Santos Gomes

Secretária: Walmira Maria de Lima Guedes

Tesoureiro: Jorge Carlos de Araujo Medeiros

 Delegado Regional:

Silvia Helena dos Santos Gomes

 Suplente de Delegado Regional:

Rui Alvares de Faria Junior

 Conselheiros Efetivos Quadro I:

 Rui Alvares de Faria Junior

 Flávio Medeiros Guimarães

 Quandro I Conselheiros Suplentes:

 Katiucia Roseli Silva de Carvalho

 Joel Dácio de Souza Maia

 Francisco Sales da Silva Terceiro

 Ana Cristina de Freitas Silva

 Francisco Jalisson de Almeida e Silva

 Quandro I I e III Conselheiros Efetivo:

 Daniele Leitão Lourenço

 Edgley Ferreira da Silva

 Jonas Gonçalves dos Santos

 Selma Maria Freire de Morais Silva

 Quandro I I e III Conselheiros Suplentes:

Jair Gois Cavalcanti

José Orlando Fernandes de Jesus

Sueli Alves de Lima

Maria Damasceno da Rocha


Por:
Gabriella Pereira do Nascimento  - Coordenadora pedagógica
Laíse Santos Cabral de Oliveira  - Psicóloga CRP 17-3166
Casa Durval Paiva

 

O processo de hospitalização ocasiona diversas mudanças na rotina dos sujeitos que o perpassam em qualquer momento da vida. Além das mudanças físicas, há o surgimento também de sintomas emocionais que necessitam ser observados e cuidados. Para crianças e adolescentes, o diagnóstico e a hospitalização podem ser vivenciados como uma situação traumática, em que o sujeito “deixa de ser criança” para dar conta da nova rotina, repleta de exames, procedimentos, medicações e restrições. As condições do tratamento quebram sua rotina de vida, podendo alcançar sua totalidade de modo que o seu desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo seja afetado. 

Quanto mais prolongado o tratamento médico, maior deve ser a atenção às necessidades apresentadas pelo indivíduo. Crianças e adolescentes diagnosticados com câncer, por exemplo, passam longos períodos vivenciando a rotina hospitalar, em detrimento da sua rotina de vida habitual. Em meio a este contexto, percebe-se que as perdas estão presentes em diversos aspectos da sua vida, entre eles, as relações familiares e sociais (escola, igreja, esportes, lazer, dentre outros). O resgate dessa rotina, mesmo adaptada ao contexto hospitalar, tem bastante relevância e impacto sobre os resultados médicos obtidos, mostrando a importância de cuidar do sujeito de forma integral, com ações humanescentes aliadas ao tratamento de saúde.

Mesmo diante das mudanças acarretadas pelo surgimento da doença e da necessidade de realizar o tratamento, o processo evolutivo do ser humano continua com as necessidades próprias de cada idade. Dentre estas, incluem-se os aspectos emocionais, psicossociais e educacionais. Durante o desenvolvimento das habilidades motoras, por exemplo, a criança aumenta a autonomia e o autocontrole. Esse fato marca a sua primeira emancipação com relação à mãe. A partir dos 3 anos, a criança acredita que há regras para a manutenção da saúde e pode apresentar retraimento, pânico ou agitação motora quando há o surgimento de doenças.

Parte do desenvolvimento da criança e do adolescente ocorre dentro do contexto escolar e é nele que se percebe o maior impacto das perdas. Levando-se em consideração que este é o ambiente de maior interação, socialização e apreensão de conhecimentos diversos acerca da sociedade a qual está inserido, esta é uma das primeiras e mais significativas privações vivenciadas durante o tratamento, nesta fase da vida.

Nesta perspectiva, oferecer ao paciente o suporte educacional, mesmo que seja no ambiente hospitalar, possibilita o resgate de parte da sua rotina, oportunizando o desenvolvimento continuo paralelo à atenção a saúde. As atividades educativas realizadas na Casa Durval Paiva, por exemplo, ocorrem através do serviço do atendimento pedagógico hospitalar e domiciliar. Nestes espaços, o paciente tem acesso à sala de aula, tanto no hospital, quanto na casa de apoio, sendo possível sua participação efetiva nas atividades propostas.

Nesse contexto, diversas propostas educativas são possíveis, como por exemplo, a aplicação de projetos pedagógicos onde podemos reunir diversas áreas de conhecimento partindo de um tema gerador, oficinas de desenho, música, musicalização, teatro, passeios, informática, além da intervenção pedagógica sobre os conteúdos formais trazidos da escola regular. Com isso, é possível dar continuidade ao desenvolvimento educativo aliando a aprendizagem com a interação, socialização e integração deste aluno com os seus pares, aliviando o cansaço da rotina hospitalar, oferecendo a estes uma perspectiva de futuro para além da doença.

Na sala de aula também é possível perceber mudanças no comportamento e desenvolvimento das crianças decorrentes do tratamento médico, oportunizando a intervenção de outros profissionais.

A queda de cabelo, perda de peso, cansaço e a limitação na participação dos jogos e brincadeiras pode fazer com que a criança que enfrenta tal situação se sinta insegura por achar que é incapaz de realizar determinadas atividades, podendo haver perda da autoestima, sentimento de inferioridade e uma descrença de que a sua vida pode voltar a ser como era antes. Nesse momento, torna-se oportuno trabalhar a inclusão com o grupo, por vezes, abordando a própria doença, fazendo com que ela se empodere da sua situação atual e possa enfrentar as adversidades da vida com o apoio dos colegas e das intervenções multiprofissionais. Este trabalho pode ser realizado através de atividades lúdicas como: jogos, brincadeiras, rodas de conversa e leitura, contação de histórias, entre outras.

Assim, vale ressaltar que, toda possibilidade de intervenção supracitada ocorrerá de forma significativa com o apoio da equipe de saúde e, principalmente, com o compromisso e envolvimento da família, pois mesmo em vigência de tratamento médico, os indivíduos podem e devem ter uma rotina de vida, ainda que diferente da que se tinha antes do diagnóstico.

Por Eloisa Alexsandra Lopes *

 

O avanço tecnológico nos tratamentos radioterápicos tem aumentado a sobrevida dos pacientes portadores de tumores. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia são métodos disponíveis para diversos tipos de tumores, inclusive os de cabeça e pescoço. A radioterapia é um método local ou regional que busca destruir as células tumorais através de feixes de radiação, e está sendo largamente difundida como tratamento para pacientes portadores de tumores de cabeça e pescoço, aumentando a responsabilidade do cirurgião dentista frente a esses pacientes, sobre as estruturas dentais.

A boca pode ser uma fonte rica em bactérias que são especialmente perigosas para quem vai entrar em tratamento contra o câncer. Previamente ao inicio deste, os pacientes devem passar por uma consulta odontológica onde deve receber as instruções a respeito dos efeitos da radiação ionizantes sobre as estruturas dentais. Onde o profissional irá avaliar a condição clinica do paciente. Primeiramente, procuramos junto aos pacientes da Casa Durval Paiva, um possível foco de infecção, que pode ser uma doença periodontal (doença da gengiva e de todos os tecidos que dão suporte ao dente) ou cáries muito profundas. Também verificamos dentes com mobilidades(moles) e que precisam ser removidos antes de iniciar o tratamento de radioterapia.

Uma avaliação prévia à cirurgia e a radioterapia poderá diminuir de forma efetiva complicações advindas de processos infecciosos ou inflamatórios crônicos, de origem bucal, que podem exacerbar após o tratamento oncológico.

O tratamento clínico deverá ser concluído pelo menos oito dias antes do inicio da terapia. Incluindo exodontias, endodontias, restaurações, periodontia, próteses fixas. Nos pacientes pediátricos em fase de dentição mista, deve-se fazer exodontia dos dentes em esfoliação, restaurações e remoção de cálculos salivares supra e subgengivais através de raspagem de tártaro, assim também como aplicação tópica de flúor gel neutro que vai possibilitar a diminuição da sensibilidade da área tratada.

O tratamento odontológico realizado previamente ao inicio da radioterapia otimiza o tratamento antineoplásico, evitando interrupções durante sua aplicação e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

 

*Dentista - Casa Durval Paiva 
CRO/RN 3663

 

O Aedes aegypti foi introduzido em Natal em 1996 e desde então tem tido uma população vetorial significativa. Foi durante a epidemia de 2015 que foi implementado a nova metodologia, o Vigiadengueutilizada pela Secretaria de Saúde. Hoje, essa metodologia é reconhecida nacional e internacionalmente, pelo Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS).  

Esta metodologia consiste em um monitoramento permanente e sistemático dos dados epidemiológicos, que dizem respeito ao número de casos em seres humanos, e entomológicos, que diz respeito a situação da população do vetor, que no caso é o Aedes aegypti. Esses dados são coletados, cruzados e alisados.  

É a partir desta análise que os especialistas podem classificar diferentes partes da cidade em quatro cenários de risco. Essa classificação se dá baseada em indicadores. No primeiro cenário, os indicadores estão normais ou indicam uma situação leve. No segundo cenário, há o destaque de algum indicador de risco; no terceiro, de dois; e por fim, no quarto, a situação é considerada de epidemia.  

A principal diferença entre o Vigiadengue e a metodologia utilizada no resto do país, é que o primeiro trabalha com diferentes ferramentas, procurando abarcar o monitoramento, controle e prevenção da doença. 

Segundo o chefe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Alessandre Medeiros, Natal atualmente se encontra em um período de baixa recorrência de casos, que necessariamente segue uma epidemia, como a que ocorreu em 2015 na cidade e no país.  

“Fazer projeções para o ano seguinte é sempre complicado. O que a gente observa são indícios. Fatores que começam a disparar. O nosso objetivo é, ao disparar esses fatores, responder de forma imediata, diminuindo o risco de epidemia e do impacto dela” pontuou o Alessandre 

Dentre as ferramentas do Vigiadengue, está o Gabinete de Crise, reuniões quinzenais realizadas no CCZ que tem como objetivo promover a intersetorialidade entre os distritos sanitários e as secretarias, analisando e debatendo os atuais cenários da cidade em relação aos casos epidêmicos e entomológicos de zoonoses. 

As outras ferramentas utilizadas são o controle vetorial por meio da visita do agente comunitário de saúde, a borrifação e os monitoramentos e análises citados.   

 


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