NATAL PRESS

Mais cinco obras realizadas pela Prefeitura do Natal, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), entraram na reta final e devem ficar à disposição da população nas próximas semanas e meses.

Nesta segunda-feira (19), o secretário de saúde do município, Luiz Roberto Fonseca, acompanhado pela secretária adjunta de Atenção Integral à Saúde da SMS, Saudade Azevedo, visitaram a Unidade de Pronto Atendimento da Zona Sul (UPA Zona Sul), as Unidades Básicas (UBS) de Santa Beatriz e Artur Veiga, que ficam no Planalto, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e o Hospital dos Pescadores.

A expectativa é que a UPA e a UBS Santa Beatriz sejam entregues para a população já em julho. Em relação ao Cerest e a UBS Artur Veiga, embora os serviços já se encontrem bastante adiantados, precisarão de um pouco mais de tempo – expectativa de entrega é entre agosto e outubro.

A situação mais adiantada de todas é o Hospital dos Pescadores, que passa a ser chamado de Centro Integrado de Serviços em Saúde – Unidade Pescadores. Fechado desde 2015, quando as atividades foram transferidas para o Hospital Municipal de Natal, o espaço passa por uma reforma desde então. Com previsão de entrega até o final do mês e a primeira quinzena de julho, o prédio abrigará diversos serviços, como o ProSUS, centro de convivência de saúde mental e a Central do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD).

Somente com essas obras, estão sendo investidos mais de R$ 3 milhões, dentre recursos do próprio municipal e do Governo Federal.

O termo mucosite oral surgiu em 1980 para descrever uma inflamação da parte interna da boca e da garganta induzida pela quimioterapia e radioterapia de cabeça e pescoço, que pode levar a úlceras (feridas) dolorosas nessa região. Destaca-se como consequência aguda de maior frequência advinda dos tratamentos antineoplásicos.  Na quimioterapia, seu aparecimento ocorre entre 5-10 dias, já na radioterapia, os primeiros sintomas são observados na terceira ou quarta semana. A melhor maneira de trabalhar a mucosite é evitar que ela inicie ou tratá-la precocemente.

A primeira manifestação é o desenvolvimento de uma coloração esbranquiçada, seguida pelo inchaço e áreas vermelhas e depois úlceras (feridas) desenvolvem-se com a formação de uma membrana (película) superficial amarelada e removível, podendo apresentar sangramento. Sintomas como dor e queimação são comuns. Nos casos de mucosite severa o paciente apresenta dificuldade e dor ao deglutir, levando-o a uma queda no seu estado geral devido a uma possível desnutrição, podendo ainda haver necessidade de sondas nasogástricas, internação, interrupção temporária ou definitiva do tratamento de quimioterapia e radioterapia.

As terapias para o tratamento da mucosite oral incluem abordagens profiláticas. Aos pacientes da casa de apoio damos algumas orientações como evitar alimentos ácidos, picantes, salgados e secos. Escolher alimentos que exijam pouca ou nenhuma mastigação. Também recomenda-se o uso de chá de camomila, alguns analgésicos, laser de baixa intensidade e crioterapia, que consiste na sucção de lascas de gelo antes e durante cada quimioterapia.

É necessário que esses pacientes recebam orientações de como escovar os dentes com cuidado, usar escova ultramacia (se necessário, substituir por cotonetes) e creme dental, passar fio dental com cuidado após as refeições para não cortar a gengiva, a fim de evitar uma porta de entrada para infecções.

A integração do cirurgião dentista na equipe de oncologia é extremamente importante para o cuidado em todas as etapas da terapia. Juntamente com o médico, o dentista deve elaborar um protocolo que inclua prevenção, monitoramento e tratamento da mucosite oral, com objetivo de evitar complicações durante e após a quimio e radioterapia, ajudando assim, para que não haja comprometimento na qualidade de vida do paciente.

*Dentista - Casa Durval Paiva
CRO/RN 3663

Como forma de preservar a vida e garantir a promoção à saúde do trabalhador, o Hospital Municipal de Natal Dr. Newton Azevedo, em parceria com as universidades UNP e Estácio, iniciou nesta segunda-feira (5), a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT), com palestras, ginástica laboral, dinâmica e ações de saúde. A semana segue até a quarta-feira (7).

Segundo a enfermeira do Núcleo de Saúde Coletiva e da Comissão de Saúde do Trabalhador do SUS/HMN, Simone Alli Fernandes, o objetivo é conscientizar o trabalhador em relação a prevenção, orientando quanto aos riscos e adquirir uma consciência crítica de prevenção. Ela disse que maioria dos trabalhadores sabe que aquele ato é inseguro, mas alguns continuam com o procedimento de risco que pode causar acidente. “Essa consciência é adquirida ao longo do tempo”.

O professor da UNP, Brene Ralf, que ministrou sobre “Qualidade de Vida” disse que o tema está intimamente ligado a prevenção de acidentes. O corpo precisa de cuidado, de exercício, de alimentos saudáveis e de hidratação para se ter qualidade de vida. Ele afirmou que a ginástica laboral previne alguns tipos de acidentes. “Você tem que pensar: Se eu não estiver bem com o meu corpo, eu não consigo render no meu trabalho. Não há desculpas para não se exercitar”.

A manhã contou com a palestra “Prevenção de Acidentes e Riscos Ocupacionais no Hospital”, ministrado pelo técnico de Segurança no Trabalho, Antônio Silva. À tarde seguiu com a palestra Doenças Ocupacionais, com a médica do Trabalho/ Departamento de Vigilância Sanitária, Letícia Lima Trindade.

A programação da terça-feira (6), segue com a “Prevenção de Incêndio”, com o sargento Holanda do Corpo de Bombeiros/RN e “Riscos Ergonômicos no Ambiente Hospitalar’, com o fisioterapeuta, Nilton Vinholte. Na quarta-feira (7), prossegue com testes rápidos para detecção de sífilis, HIV e Hepatites, aferição de pressão arterial (PA), glicemia capilar, imunização, ginástica laboral, roda psicossocial, técnica de relaxamento, acompanhada por um fisioterapeuta, além da apresentação da Tenda do Conto.

A comissão de Saúde do Trabalhador faz a busca ativa nos setores para saber dos acidentes de trabalho, dá orientações e prevenção dos materiais biológicos, na utilização correta da caixa de materiais descartáveis perfuro-cortante. Mensalmente a comissão realiza testes rápidos de HIV/Sífilis, orientações sobre hanseníase, tuberculose, DSTs, entre outras doenças infecto-contagiosas.

A importância dos hábitos alimentares saudáveis, para o crescimento e desenvolvimento adequado da criança, é admitido atualmente como algo de extrema importância. Esses hábitos que influenciam a alimentação infantil são adquiridos através de diversos fatores, como os de origem econômica, os socioculturais, os psicológicos, os emocionais e os familiares.

Com essa perspectiva, o ambiente familiar se torna o primeiro educador e influenciador dos hábitos e comportamentos alimentares. Desde o nascimento, e nos primeiros anos de vida, um dos principais eixos de interação entre pais e filhos é a alimentação, tendo seu início com a amamentação. Aos seis meses, o leite materno já não supre as demandas metabólicas para o desenvolvimento da criança, passando a ser necessária a introdução da dieta complementar. E é neste momento em que se inicia o processo de conhecimento dos sabores, texturas, preferências e aversões, e tantos outros aspectos nessa jornada alimentar. Vale apontar ainda a influência que a cultura do grupo social em que a criança está inserida exerce em suas escolhas alimentares.

Pesquisas apontam que determinados comportamentos dos cuidadores podem acarretar em consequências negativas neste processo. Como exemplo, tem-se que a imposição às crianças para comer determinados alimentos está associada à diminuição do consumo e até mesmo à rejeição destes alimentos. Também pode ser percebido que a ideia do possível controle do apetite da criança, através de restrições, faz com que se altere sua capacidade fisiológica de auto regulação do eixo fome e saciedade, gerando descontrole e voracidade alimentar, podendo acarretar, no futuro, sobrepeso ou obesidade. E ainda, que não havendo hábitos e ambiente familiar que sirvam de base e exemplo para as crianças, não haverá bons resultados e adesão às mudanças.

Em pacientes oncológicos isso se torna ainda mais importante, pois se sabe que o tratamento, muitas vezes, traz consigo diversos sintomas que interferem diretamente em seu estado nutricional. O cuidado e atenção dos pais frente às náuseas, enjoos e alterações do apetite, por exemplo, respeitando os momentos de melhor aceitação alimentar dos seus filhos, torna as refeições mais agradáveis e suaves. Além disso, a adesão à nova dieta se torna mais fácil quando a família também adere à nova realidade alimentar do paciente, trazendo um reforço positivo quanto à pertinências destes novos hábitos para melhores resultados do tratamento.

Desta forma, percebe-se que a atuação do nutricionista transcende aos cuidados exclusivos com os pacientes, sendo de extrema importância as orientações e a educação nutricional, também daqueles que fazem parte do convívio rotineiro da criança, contribuindo assim para seu crescimento e desenvolvimento o mais saudável possível.

 

Nutricionista - Casa Durval Paiva

CRN 14096

divulgação

A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foi agraciada com o Prêmio InovaSUS 2015 – Gestão do Trabalho no SUS, organizado pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (31), em Brasília. O projeto “Estruturação da Saúde do Trabalhador da Saúde no SUS Municipal: corresponsabilização em roda”, é desenvolvido pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador do SUS (NSTS) e obteve a terceira colocação nacional.

O secretário adjunto de Gestão Participativa do Trabalho e da Educação em Saúde da SMS, Marcelo Bessa, representou o município junto com o chefe do NSTS, Alan Kardel Pereira dos Santos e a coordenadora do Setor de Educação Permanente e Articulação Ensino-Serviço (SDPES). Eles reconhecem a importância da premiação como uma oportunidade de visibilidade e efetivação das ações desenvolvidas pela SMS na área.

O objetivo do Prêmio InovaSUS é reconhecer, incentivar e premiar projetos e experiências inovadoras na Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde no âmbito do SUS, valorizando-as e contribuindo para o fortalecimento do SUS nos municípios e estados.

Por meio do NSTS, a SMS desenvolve ações de promoção à saúde, visando a melhoria da qualidade de vida, dos processos e condições de trabalho, promovendo caminhadas, ginástica laboral, comissões distritais e parcerias intersetoriais, entre outras.

O Comitê de Aleitamento Materno da Maternidade Dr. Araken Irerê Pinto realizou, ao longo de toda semana passada, uma programação para comemorar o Dia Mundial de Doação de Leite Humano e sensibilizar pacientes, acompanhantes, visitantes e servidores sobre a importância da doação de leite Humano, que ajuda a salvar a vida de muitos bebês que estão internados em UTI Neonatal.

Foram realizadas salas de espera na recepção e intervenções nas enfermarias de alojamento conjunto de uma forma criativa e utilizando vários recursos, como: álbum seriado, bonecas, cartazes e também com dinâmicas sobre mitos e verdades na amamentação, além disso, houve um momento de apresentação lúdica com a Trupe de Teatro da SESAP, que buscou sensibilização a todos de uma forma bem divertida com canções e encenação.

As pacientes também receberam material educativo com todas as informações sobre como realizar uma ordenha, como armazenar o leite humano e as vantagens da amamentação para a mãe e bebê, além de dicas para a alimentação da puérpera durante a amamentação.

A coordenadora do Comitê de Aleitamento Materno, a nutricionista Michelli Nascimento, relata que é fundamental fomentar para toda a população sobre a importância da doação de leite humano como forma de aumentar os estoques dos Bancos de Leite, tendo em vista que a demanda de bebês de alto risco é muito grande e o alimento ideal para eles é o leite materno que possui todos os nutrientes necessários para o bom desenvolvimento da criança e com compostos essenciais para o sistema imunológico, ajudando assim na recuperação de bebês que encontram-se em UTIs Neonatais.

As más condições de trabalho, o aumento dos índices da violência contra os profissionais no ambiente de trabalho, a sobrecarga, a campanha contra a educação a distância na graduação de enfermagem, a falta de um piso salarial regulamentado para profissão, levaram o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN) a promover uma caminhada pela valorização da categoria, próximo sábado (20), a partir das 9h, no Parque das Dunas.

A caminhada acontece no Dia Nacional do Auxiliar e Técnico de Enfermagem (20) e encerra a programação da Semana de Enfermagem 2017 do Coren-RN, que, desde do dia 15, debateu o tema “Enfermagem na linha de frente, transformando o cuidado: “Práticas avançadas no exercício profissional”, com profissionais e estudantes em Natal, Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros.

A ação também reivindica e chama atenção para a regulamentação da jornada de trabalho de 30h no país. Luta que há décadas vem sendo pleiteadas pelos Conselhos Federal e Regionais e demais entidades de representatividade da profissão.

Com a participação de estudantes e profissionais, a caminhada terá início às 9h, dentro do parque, onde também será oferecido aos visitantes serviços de verificação de pressão, glicemia, palestras de prevenção de acidentes domésticos e de trânsito, além da promoção à saúde da mulher e do idoso. Os alunos de várias instituições de ensino também farão a apresentação de trabalhos sobre temas diversos da saúde.

Na oncologia, a comunicação é essencial para favorecer a adesão ao tratamento e facilitar o processo de diagnóstico, tratamento, reabilitação ou morte. O tema chama a atenção ao perceber o quanto é preciso ficar vigilante quanto ao modo como as pessoas acomodam as notícias e as vivências, para que assim seja possível trabalhar da melhor forma, quando permitido pelo paciente.

O psicólogo que trabalha com portadores de doenças crônicas – como o câncer - deve ter uma postura mais ativa, com foco no adoecimento e nas preocupações do momento, visando sempre um atendimento humanizado e global ao doente. Tendo em vista que a comunicação deve ser um processo de construção diária, essencialmente singular e fundamental, os aspectos psicológicos da comunicação em oncologia podem definir a recusa ou a aceitação do que está por vir.

Há relatos de acompanhantes dos pacientes que, quando foram encaminhados ao oncologista, ou até mesmo a um hospital de tratamento do câncer e a própria Casa de Apoio, sofreram grande impacto, pois há a criação de uma série de fantasias nesse momento. A palavra “câncer”, muitas vezes, está associada à ideia de “sentença de morte” e o lugar de atendimento pode dizer algo, antes mesmo da notícia do diagnóstico chegar.

Sobre a comunicação de um diagnóstico, é válido lembrar que é direito inalienável do cidadão ter acesso as informações que dizem respeito, a sua saúde e ao seu corpo. Segundo o Código de Ética Médica (Art. 59), “é obrigação do médico informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e objetivos”. O paciente tem o direito de escolher saber ou não saber e o médico tem o dever de contar e trabalhar dentro das possibilidades de desejo do paciente e/ou desse familiar. A qualidade da comunicação, a forma como o diagnóstico é comunicado, repercute no futuro da relação da tríade, paciente-família-equipe, cabendo ao psico-oncologista ser um facilitador da comunicação entre estes.

Precisamos ficar atentos ao modo como o paciente recebe e acomoda aquilo que foi dito, como a informação chega e não apenas com o conteúdo do que foi dito. O psicólogo pode intervir no momento anterior a comunicação do diagnóstico (pré-diagnóstico), a fim de observar, por exemplo: os sinais de ansiedade e angústia; a disponibilidade de escuta; os medos, fantasias, crenças, estigmas e preconceitos; mecanismos de defesa; sobrecarga emocional; o apoio familiar; a rede de apoio social; os recursos de enfrentamento; a dinâmica de personalidade e o nível de conhecimento sobre a doença.

Já no momento da comunicação do diagnóstico, o psicólogo pode ser um facilitador nesse processo, oferecendo suporte ao paciente, aos familiares e ao profissional de saúde, uma vez que a fase do diagnóstico é considerada como um momento em que há a emergência de sentimentos e emoções acumulados durante a espera do resultado. Nessa fase,  também ocorre o encontro com o desconhecido, caracterizando um momento de angústia e desorganização psíquica. O psico-oncologista pode criar um espaço de acolhimento, para a expressão de sentimentos, em que se possa elaborar suas angústias, sofrimentos, além das dores emocionais e assim, resgatar as estratégias de enfrentamento, favorecendo a adesão ao tratamento que está por vir.

Há relatos de familiares que optam por saber de todas as informações acerca da doença do seu filho na fase do diagnóstico, como os riscos e o prognóstico. Como também, existem familiares que escolhem não saber dos detalhes nesse momento e ter acesso às informações de maneira gradativa durante o processo de tratamento. Considerando que a comunicação do diagnóstico pode ser realizada da maneira mais leve possível pelo profissional e que os pacientes/familiares podem não acomodar a notícia e as vivências de modo tão confortável, é necessário trabalhar e respeitar a autonomia e as singularidades do paciente e de seus familiares, tendo em vista que a comunicação pode definir a recusa ou a aceitação do tratamento.
*Psicóloga - Casa Durval Paiva
CRP 17-3166

divulgação

obesidsdes

Desde agosto de 2015, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desenvolve ações de atenção à obesidade crônica em pacientes da rede municipal de assistência à saúde, por meio da Policlínica Norte, situada no bairro Potengi. Atualmente, são 175 pessoas acompanhadas, mensalmente, por uma equipe composta por uma equipe multiprofissional, que atuam na melhoria da qualidade de vida dos usuários.

Segundo a enfermeira Sissy Ellen Santos, os pacientes com obesidade mórbida, que apresentam índice de massa corporal (IMC) acima de 40, geralmente chegam à Policlínica por indicação da unidade de saúde onde ele é atendido. Como a maioria apresenta comorbidades (doenças relacionadas) à obesidade, é iniciado o tratamento com os especialistas, sobretudo nutricionistas e endocrinologistas.

Ao chegar à unidade, os usuários são inseridos no grupo de obesidade, com caráter informativo e que realiza atividades onde são abordadas as principais dificuldades relatadas nos atendimentos, como as barreiras para a promoção/manutenção da alimentação saudável, co-responsabilização ao tratamento, ansiedade, integração e estímulo à prática esportiva.

“A maioria possui comorbidades como hipertensão arterial, diabetes e problemas circulatórios e recebe atendimentos em diversas especialidades, como Reumatologia, Psicologia e até Psiquiatria, quando necessário. Outros chegam com indicação para cirurgia bariátrica, mas com a atenção e o acompanhamento pelo grupo, conseguem emagrecer seguindo uma alimentação balanceada e rotina de exercícios”.

Por meio de oficinas, rodas de conversas, dinâmicas, exposição de vídeos e outras atividades promovidas pelo grupo de apoio, somado à atenção inserida na linha de cuidados da Policlínica Norte aos pacientes com obesidade mórbida, é possível perceber a melhora no estado geral da saúde física e mental destes.

“As reuniões são mensais, sempre na última quinta-feira do mês e podemos ver a melhora da qualidade de vida destes usuários com o acompanhamento e a atenção à saúde deles. Temos um participante que realizou a bariátrica e compartilhou sua experiência, positiva, com os demais, desde o início do processo até após a cirurgia”.

casa durval paiva

annick

Tratar o câncer? depois do susto do diagnóstico, o médico anuncia o tratamento. A palavra quimioterapia remete inevitavelmente a perda de cabelo, e talvez a cenas de enjoos e mal-estar. Mas o que realmente é um tratamento contra o câncer? Só há a quimioterapia como tipo de tratamento?

O tratamento do câncer começa com o diagnóstico correto, sendo necessário um laboratório de qualidade e um estudo de imagens. Muitas crianças e adolescentes com câncer chegam ao centro especializado de tratamento com a doença em estágio avançado por diversos fatores: desinformação dos pais, medo do diagnóstico de câncer, desconhecimento dos médicos. Algumas vezes o diagnostico é feito tardiamente pela apresentação clínica de determinado tipo de tumor não ser muito diferente de doenças comuns na infância.

O conhecimento do médico sobre câncer é determinante para um diagnóstico seguro e rápido.

Pela sua complexidade, o tratamento deve ser feito em um centro especializado. Compreende três principais modalidades: quimioterapia, cirurgia e radioterapia. O tratamento será́ aplicado de forma racional e individualizada para cada tumor específico e de acordo com a extensão da doença. Esse tratamento geralmente segue de acordo com um protocolo que representa um estudo, nacional ou internacional, onde vários especialistas discutem suas experiências e definem uma linha de tratamento. Posteriormente, esse protocolo será́ reavaliado de acordo com os resultados de todos aqueles que foram tratados pelo mesmo protocolo. Essa estratégia é usada mundialmente tanto em crianças e adolescentes quanto em adultos.

São muitos os questionamentos, as dúvidas, as mudanças de vida desde o momento do diagnóstico do câncer. Mas sendo definido diagnóstico, tratamento adequado e de início precoce, a cura passa a ser uma possibilidade para o paciente.


*Médica Oncologista Pediatra - Casa Durval Paiva - Professora Dep. Pediatria UFRN


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Assessoria de Imprensa Casa Durval Paiva - (84) 4006.1600/ 9981-3474/ 9622-4544



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