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Minervino Wanderley
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"A culpa é dos outros (?)". Artigo de Minervino Wanderley

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Esse foi um lema que adotei durante grande parte da vida. A qualquer insucesso, qualquer tropeço, mais que depressa, atribuía a culpa a alguém. Não importava o que fosse, sempre era mais cômodo tirar a minha da seringa.

Se acontecesse no trabalho, a culpa era do chefe que “Não sabe de nada. Só sabe cobrar!” Partisse para o campo sentimental, usava o chavão: “Aquela mulher era chata demais! Uma incompreensiva!” No esporte, diante de qualquer fracasso, disparava: “O treinador não entende de porra nenhuma!”. Nos estudos, olhando um boletim que mais parecia um guarda-roupa de torcedor do América, dizia: “Meus Deus, até onde vai parar esse baixo nível de ensino?”, esbravejava. Assim era eu. Nem minha família escapou. Também pus culpa: “São uns ultrapassados. Não acompanham minha evolução”, me gabava. E por aí, ia.

Até que um dia, num raro momento de inteligência, pensei: “Porra, bicho, será há uma conspiração mundial contra você? Ou será que essa terrível culpa está em você?” Difícil de aceitar, mas havia uma brecha.

Pensando nisso, mas, ainda com certa relutância, resolvi mudar a estratégia. Procurei olhar para dentro de mim (sem ser endoscopista) e vi que talvez o caminho a seguir fosse outro. Assumir os erros, por que não? Conviver com as limitações? Posso. Admitir não ser o melhor numa porrada de coisas? Claro! Nem bonito, nem feio. Nem gênio, nem burro. Um cara normal, simplesmente.

Essa mudança de comportamento trouxe-me uma visão mais clara do mundo. Principalmente a de que eu não era o único a carregar esse transtorno. Percebi que muitas pessoas faziam uso dessa fuga. Uns, assim como eu, por pura ignorância. Outros, por esperteza. Esses, infelizmente, são aqueles que passam pela vida sem vivê-la, já que o erro nos transforma ou nos mantém como pessoas perfeitamente normais.

Cansamos de ver pessoas dizerem: “Porra, se não fosse Beltrano eu não estaria nessa situação”. Ou: “Se dependesse de mim a coisa seria outra, mas Siclano esculhambou tudo”. E por aí vai.

Melhor seria, para todos nós, que seguíssemos os ensinamentos de Jesus que nos mostrou a nunca omitir nossos erros nem muito menos negar nossos defeitos. Acreditem: são exatamente essas coisas que nos tornam mais humanos, mais pacientes, mais solidários e nos coloca, cada vez mais, perto Dele!

*Jornalista

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"O Dia de Natal". Minervino Wanderley

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No dia 25 de dezembro comemora-se o Dia de Natal, data instituída em homenagem ao nascimento de Jesus. O Natal passou a ser contemplado em 330 d.C pelas igrejas Católica, Anglicana e Protestante. A igreja Ortodoxa comemora a data em sete de janeiro, data do batismo de Jesus. A palavra Natal se originou do latim (natalis), tendo como significado nascer.
Antes do nascimento de Jesus, aconteciam nesse dia as comemorações pelo sol invencível (Solis Invictus), em agradecimento aos raios solares que ficavam mais fortes. Mas, por ser uma festa pagã, que adorava um elemento da natureza e não a Deus, os cristãos adotaram-na com outro sentido, o do Natal, sendo oficialmente registrada pela Vossa Santidade o Papa Libério, em 354 d.C.

Os principais símbolos do natal são: a estrela de Belém, que guiou os três Reis Magos até Jerusalém; os próprios Reis Magos, que levaram incenso, ouro e mirra a Jesus; o presépio, criado por São Francisco de Assis, no século XIII; a árvore, desde as festas pagãs, tendo sido adotadas mais tarde pelos cristãos; a guirlanda e as velas, que representam as etapas da salvação de Cristo; Papai Noel, homenagem a são Nicolau – que no século IV oferecia presentes às crianças; a ceia, que simboliza o momento do nascimento; os presentes, como forma de lembrar a visita dos três Reis Magos que presentearam Jesus; dentre outros.

O que o Natal representa para alguns povos/religiões
Islamismo - Ao contrário das religiões cristãs - para as quais Jesus é o Messias, o enviado de Deus - o islamismo dá maior relevância aos ensinamentos de Mohamad, profeta posterior a Jesus (que teria vivido entre os anos 570 e 632 d.C.), pois este teria vindo ao mundo completar a mensagem de Jesus e dos demais profetas.
Em relação à celebração do Natal, os muçulmanos mantêm uma relação de respeito, apesar de a data não ser considerada sagrado para o seu credo. Para os muçulmanos, existem apenas duas festas religiosas: o Eid El Fitr, que é a comemoração após o término do mês de jejum (Ramadan) e o Eid Al Adha, onde comemoram a obediência do Profeta Abraão a Deus.

Judaísmo - Os judeus não comemorem o Natal e o Ano Novo na mesma época que a grande maioria dos povos, mas para eles, o mês de dezembro também é de festa. Apesar de acreditarem que Jesus existiu, os judeus não mantêm uma relação de divindade com ele. Na noite do mesmo dia 24 de dezembro os judeus comemoram o Hanukah, que do hebraico significa festa das luzes. Esta data marca a vitória do povo judeu sobre os gregos conquistada há dois mil anos, em uma batalha pela liberdade de poder seguir sua religião.
Apesar de não ser tão famosa no Brasil, a festa de Hanukah, que, tradicionalmente, dura 8 dias, em outros países é tão "pop" como o Natal. Em Nova Iorque, por exemplo, as lojas que vendem enfeites de Natal também vendem o menorah (candelabro de 8 velas considerado o símbolo da festividade judaica). "Para cada um dos 8 dias acendemos uma vela até que o candelabro todo esteja aceso no último dia de festa", explica o rabino.
O peru e bacalhau típicos do Natal católico são substituídos por panquecas de batata e bolinhos fritos em azeite. E em vez de desembrulharem presentes à meia-noite, as crianças recebem habitualmente dinheiro.

Budismo - Não há envolvimento do budista com a característica particular da comemoração do Natal do mundo ocidental, ou seja, da comemoração do nascimento de Jesus Cristo. Mas, os budistas admiraram as qualidades daqueles que lutam pela humanidade e, por isso, respeitam a tradição já estabelecida, respeitando a figura de Jesus Cristo, que para eles é considerado um “Bodhisattva” – um santo ou aquele que ama a humanidade a ponto de se sacrificar por ela. Para os budistas ocidentais, o dia 25 de Dezembro tem um cunho não cristão, mas sim, espiritual.

Protestantismo - Embora seja uma religião cristã, é subdividida em diversas “visões” da Bíblia. Algumas comemoram o Natal como os católicos, outros buscam na Bíblia e no histórico religioso, cuja data de nascimento de Cristo é discutida, um fundamento para não comemorar a data tal como é comemorada no catolicismo. É o caso das testemunhas de Jeová, por exemplo. Já a Assembleia de Deus e a Presbiteriana comemoram o Natal com o simbolismo da presença de Cristo entre os homens, onde a finalidade é levar a uma instância reflexiva a respeito de Cristo. Festejar condignamente o Natal é uma bênção e inspiração para todos quantos nasceram do Espírito ao tornarem-se filhos de Deus pela fé em Cristo, para os evangélicos.

Afro-Brasileiras (Candomblé e Umbanda) - Yemanjá, Yansã e Oxum são entidades comemoradas ao longo do ano nas religiões afro-brasileiras, que têm no mês de dezembro um simbolismo todo especial. Mas para os umbandistas a comemoração do natal cristão é algo mais natural, porque a maioria dos seus seguidores e médiuns praticantes veio da religião cristã. A umbanda encontrou um lugar para Cristo no rol de suas divindades – ele é associado a Oxalá, considerado o maior Orixá de todos. No dia 25 de dezembro, os umbandistas agradecem à entidade que, segundo a sua crença, comanda todas as forças da natureza. Alguns terreiros de Candomblé também oferecem algum ritual especial à data, mas a prática não configura uma passagem obrigatória em todos os centros.

Espiritismo - Segundo o “Portal do Espírito”: “O Natal convencionado no mundo está envolto em tradições e simbolismos, dos quais não participa o Espiritismo, o que não afasta o nosso dever de respeitar e reconhecer que na época do Natal a sociedade costuma ser envolvida num clima de maior fraternidade.” Natal espírita não se relacionaria ao nascimento físico de Jesus, mas sim ao seu nascimento "espiritual" em nossas almas. Isto é, o Natal para o espírita é aquele momento em que nós nos impregnaríamos da mensagem evangélica, permitindo a Jesus nascer em nossos corações, para nos tornarmos o "homem novo".

Fontes:
http://www.ebc.com.br/cultura
http://www.brasilescola.com
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/natal/natal-suas-origens.html

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"Viver o presente de olho no futuro". Minervino Wanderley

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Há, em todos nós, uma incurável doença chamada nostalgia. É fogo! À medida que o tempo vai passando, as pessoas mais ficam saudosas. É comum ouvir em rodas coisa do tipo “Naquele tempo é que era bom!”, “Se fosse antigamente vocês iam ver o que era um carnaval!”, “Os bons tempos voltaram! Teremos Colombinas, Pierrôs, tudo como antigamente!”, “Duvido que esse descaso do governo acontecesse na minha época!”. Tem umas assim: “Isso é uma vergonha! Aquele casal se beijando na frente de todo mundo. Por isso que os casamentos não dão certo. É tudo muito fácil!”. E por aí vai. Seria como se o passado fosse um mar de rosas, o presente uma completa desordem. E o futuro, uma mistura de Babel com Sodoma e Gomorra, à espera do Armagedon.

Mas é explicável. Essas pessoas ficaram presas a um passado que foi bom e não querem, sob nenhuma hipótese, dar esse passo à frente. “Era tão bom, pra que mudar?”, pensam elas, inseguras. Cá pra nós, tivemos momentos no passado que, se fosse possível “salvá-los” para vivermos outras vezes, nós o faríamos. Não tenho dúvidas. Porém, temos que ter em mente que a vida segue inapelavelmente na sua rotina e temos que acompanhá-la. Caso não o façamos, ficamos numa espécie de limbo. Nem lá, nem cá.

Por que não pensarmos no presente, que é algo que estamos vivendo agora e, a partir daí, construir nosso futuro? O ontem se foi. O presente está aqui, fazemos parte dele. O futuro, ao contrário do dito popular, pertence a Deus até certo ponto. Calma! Ele nos dá as ferramentas para que forjemos essa estrada, a inteligência para que a utilizemos nessa construção, a saúde para podermos levar à frente nossos projetos, enfim, Ele nos dá tudo. Isso de ficar flanando e deixar tudo por conta d’Ele é deixar de lado a sua vida. Nada disso. Mãos à obra!

O presente, se enxergado com bons olhos, pode proporcionar momentos deliciosos. Nada de se queixar de governo, de taxa de juros, do trânsito, isso é outra coisa. Tem a sua hora – ou quinze minutos, no máximo. Vamos viver um amor que está em plena ebulição! Isso é momento único! Vamos ver as coisas que a Mãe Natureza nos deixou. Não é frescura, não. Isso é sensibilidade. Vamos beijar nossas pessoas amadas. Vamos perdoar eventuais falhas. Vamos ser solidários. Vamos dar bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, obrigado. Vamos sorrir, mesmo quando o tempo está carrancudo. Vamos ligar para os amigos. Vamos visitar nossos familiares com mais frequência. Vamos dar menos valor ao vil metal que a gente se liberta de muita coisa. Vamos ser felizes. Afinal, estamos aqui pra isso.

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"Cristo, este esquecido!". Minervino Wanderley

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Quadro 1

Diálogo 1

- Alô? Mamãe? É Paulo, tudo bem?
- Olá, meu filho, tudo em paz. E você, como está de novo emprego e nova cidade?
- Muito bem, mãe. Estou ligando para que a senhora e o velho venham passar o feriadão da Semana Santa aqui. Vai ser animado, churrasco, música, bebidas, uma beleza!
- Que bom, filho, nós não tínhamos ainda pensado o que fazer nesses feriados. Nós vamos.
- Vê se o velho traz aqueles whiskies 12 anos que ele guarda, tá? Um beijo.

Quadro 1

Diálogo 2

- Olá Suzana, como vai? Faz tanto tempo que não lhe vejo.
- Tudo bem, Alice. É a correria do dia-a-dia, agora pior com a chegada do Natal. Um saco! As crianças eufóricas com o Papai Noel e seus presentes, ajeitar a arvore, você sabe como é que é.
- Estou na mesma situação. Fora a tristeza que dá na gente, não é? Coisa chata, o Natal.
- Eu detesto.
- Eu também. Feliz Natal.
- Pra você também.


Quadro 2
Monólogo 1 (A mãe de Paulo, do diálogo 1)
Meu Jesus, ajudai-me nesse momento que meu filho está na mesa de operação. Foi um acidente tão feio, Senhor, que só Sua bondade pode salvá-lo. Por favor, não deixe que ele morra, ele é ainda tão moço, tem tanta vida pela frente. E o Senhor sabe que nunca Lhe esqueço. Oh, meu Jesus, intervenha. Atenda esse apelo de uma mãe aflita.

Quadro 2
Monólogo 2 (Suzana ou Alice)
Senhor, Vós que morrestes na cruz socorrei meu filho no julgamento de amanhã. Eu sei que ele tinha bebido e bateu no outro carro de forma irresponsável, mas tanta gente comete erros e é perdoado, não é, Jesus? Sempre confiei no Senhor e creio no Seu poder para ajudar meu filho. E o rapaz do outro carro, de nome Paulo, que ainda está no hospital entre a vida e a morte, não deixe que ele morra, Senhor. Ajude a mim e à mãe dele, que deve estar desesperada.


Pode parecer duro e cruel, mas é assim que Cristo é tratado. Na sua morte, a euforia é geral. Afinal, é um feriadão, dá pra ir para a praia, uma fazenda, ou ficar em casa, recebendo amigos para festas e muita diversão. Poucos param para reverenciar Cristo. Poucos sequer sabem da sua agonia. E olhe que ele pagou com a própria vida sua missão.

Já no seu nascimento, as pessoas só se lembram de presentes, festas, Papai Noel, árvores de Natal, etc. Muito raramente, ouvimos ou vemos alguém se reportar a 25 de dezembro como o dia em que ele nasceu. Poucos fazem dessa data um momento de alegria por Jesus haver nascido e nos dar tantas e tantas lições. Lições que pouco aprendemos. Ou, se aprendemos, raramente as colocamos em prática. É triste, mas é a verdade.


*Jornalista

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"Marfim". Minervino Wanderley

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Detesto a cor branca!
Quando penso nela, sinto dor no estômago!
Tudo porque um sorriso de marfim, sem dó nem piedade, disse-me adeus!
E junto com o adeus levou um naco da minha alma!
Hoje, com a alma amputada, vago pela vida!
Morrendo de medo de sorrisos!
Principalmente daqueles que parecem marfim!

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"O passado foi, o presente é, e o futuro será!". Minervino Wanderley

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Há, em todos nós, uma incurável doença chamada nostalgia. É fogo! À medida que o tempo vai passando, as pessoas mais ficam saudosas. É comum ouvir em rodas coisa do tipo “Naquele tempo é que era bom!”, “Se fosse antigamente vocês iam ver o que era um carnaval!”, “Os bons tempos voltaram! Teremos Colombinas, Pierrôs, tudo como antigamente!”, “Duvido que esse descaso do governo acontecesse na minha época!”. Tem umas assim: “Isso é uma vergonha! Aquele casal se beijando na frente de todo mundo. Por isso que os casamentos não dão certo. É tudo muito fácil!”. E por aí vai. Seria como o passado fosse um mar de rosas, o presente uma completa desordem. E o futuro, uma mistura de Babel com Sodoma e Gomorra, à espera do Armagedon.

Mas é explicável. Essas pessoas ficaram presas a um passado que foi bom e não querem, sob nenhuma hipótese, dar esse passo à frente. “Era tão bom, pra que mudar?”, pensam elas, inseguras. Cá pra nós, tivemos momentos no passado que, se fosse possível “salvá-los” para vivermos outras vezes, nós o faríamos. Não tenho dúvidas. Porém, temos que ter em mente que a vida segue inapelavelmente na sua rotina e temos que acompanhá-la. Caso não o façamos, ficamos numa espécie de limbo. Nem lá, nem cá.

Por que não pensarmos no presente, que é algo que estamos vivendo agora e, a partir daí, construir nosso futuro? O ontem se foi. O presente está aqui, fazemos parte dele. O futuro, ao contrário do dito popular, pertence a Deus até certo ponto. Calma! Ele nos dá as ferramentas para que forjemos essa estrada, a inteligência para que a utilizemos nessa construção, a saúde para podermos levar à frente nossos projetos, enfim, Ele nos dá tudo. Isso de ficar flanando e deixar tudo por conta d’Ele é deixar de lado a sua vida. Nada disso. Mãos à obra!

O presente, se enxergado com bons olhos, pode proporcionar momentos deliciosos. Nada de se queixar de governo, de taxa de juros, do trânsito, isso é outra coisa. Tem a sua hora – ou quinze minutos, no máximo. Vamos viver um amor que está em plena ebulição! Isso é momento único! Vamos ver as coisas que a Mãe Natureza nos deixou. Não é frescura, não. Isso é sensibilidade. Vamos beijar nossas pessoas amadas. Vamos perdoar eventuais falhas. Vamos ser solidários. Vamos dar bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, obrigado. Vamos sorrir, mesmo quando o tempo está carrancudo. Vamos ligar para os amigos. Vamos visitar nossos familiares com mais frequência. Vamos dar menos valor ao vil metal que a gente se liberta de muita coisa. Vamos ser felizes. Afinal, estamos aqui pra isso.

*Jornalista

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"Padrão FIFA? Balela!". Por Minervino Wanderley

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Muitos vibraram com a escolha de natal para ser uma da sub-sedes da Copa do Mundo FIFA 2014. "Natal é primeiro mundo!", gritavam uns. "Governo é isso! Só traz coisas boas!", bradavam os babões políticos. "Quero ver agora de que vão reclamar!", dizia o otimista. Mas, outros, mais sensatos e com a visão voltada para África do Sul, país do Terceiro Mundo que sediou o torneio e, que, até hoje, não sabe o que fazer com os estádios construídos a preço de ouro - li-te-ral-men-te - e na mesma penúria de vida sem as prometidas obras de viabilidade, viraram o rosto à escolha.

Parece implicância, pessimismo, falta de boa vontade, mas não é. Apenas a realidade exposta. Eles lá, como nós cá, caíram no conto da FIFA. Pior do que o do Vigário mil vezes. Nós, com um agravante: já sabíamos do golpe que tinha sido passado na África. Mas os políticos, sempre eles, com os cifrões gravados nos olhos, exergaram mais uma oportunidade de se locupletarem. Seja politicamente ou financeiramente eles vão tirar partido disso. Para isso, bastou jogar a velha conversa em cima do povão - como o sedutor em cima da inocente - e a coisa foi aceita. Em clima de festa, diga-se de passagem.

Hoje, faltando menos de um ano para o início da competição, só tem uma coisa pronta e é extamente a que menos importa para Natal e para o RN: o Arena das Dunas. Depois de dois ou três jogos da Copa, pra que danado ele vai servir? Quando ABC e América - que, por sinal, marcham firmemente para a Série "C" - colocarão 40.000 espectadores no estádio? Nunca! "Vai ser uma arena multiuso, vai servir pra isso, praquilo, blá, blá, blá!", afirmam os que estão à frente do projeto. Porra nenhuma! Não vai servir pra nada!

Cadê a duplicação da Roberto Freire? Aeroporto? Veículo Leve Sobre Trilhos (Nome bonito danado!)? Hospitais padrão FIFA? Ruas e avenidas dentro do padrão FIFA? Escolas olhando para o Primeiro Mundo? Viadutos? Túneis? Nada! Só conversa fiada! Tudo como antes. Para nós, é claro. Para outros, as contas bancárias deverão estar diferentes.

Amigos, mais uma vez esses salafrários passaram a perna no povo. Assim, não é possível que nas próximas eleições, esses eleitores que foram engabelados não usem suas armas contra esse câncer: SEU VOTO! Tome tento, povo!!!

Minervino Wanderley é jornalista.

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"Invasão". Por Minervino Wanderley

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Vem! Rápido! Toma conta deste coração vazio.
Vem! Mas vem com pressa porque a solidão invade.
Vem! Aplaca essa dor que enche meu peito e mal me deixa respirar.
Vem! Não de onde vais surgir, mas vem.
Vem! Chegue e não bata à porta. Ela está aberta há tempo.
Vem! Venha pra ficar. Deixe, pelo menos, a ilusão de que é para sempre.
Vem! Não deixe mais que as lágrimas molhem minha face.
Vem! Não nasci para viver de saudade.
Vem! Vamos fazer um futuro do nosso presente.
Vem! Antes que seja tarde e ele desista de amar.
Vem! Preciso desse combustível chamado amor.
Vem que eu prometo que, depois que você entrar, jogarei a chave no mais fundo precipício que possa existir.
Vem...

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"Doce Veneno". Por Minervino Wanderley

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Ah! Como seria bom a morte!

Não, não falo dessa morte causada por um infarte, AVC, ou coisa que o valha.

Quero morrer do veneno que você, meu amor, destila através dos olhos e de seus beijos.

E, e assim acontecer, pedirei a Ele que me traga de volta

Somente para morrer desse veneno outra vez!

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"Eu era feliz..." - Por Minervino Wanderley

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Existem frases que ficam marcadas para a sempre e tomam o rumo da eternidade. Uma dessas é aquela de Ataulfo Alves que um dia disparou: “Eu era feliz e não sabia”.

É claro que para alguns essa frase não venha a ter o efeito por ele desejado. Muito casaram, tiveram filhos, melhoraram de vida e o passado, para estes, é algo para esquecer. Mesmo assim, eles jamais poderão dizer o inverso, ou seja, “Fui infeliz e não sabia”, pois estariam, dessa forma, vivendo seus piores momentos.

Quando Ataulfo falou aquilo, ele se referia apenas à inocência que ainda habitava nossos corações. Assim como uma bola de futebol ou uma boneca eram motivos para noites em claro de tanta felicidade. Como esquecer a família unida em torno de uma mesa comemorando o Natal, com direito a peru assado e ervilhas? E os afagos dos pais e irmãos mais velhos que nos deixavam com a certeza de tudo aquilo seria para sempre? O desconhecimento da dor, da solidão, da tristeza, fazia de nós os próprios heróis das revistas em quadrinhos. Isso era felicidade!

Hoje, amargos em alguns momentos, felizes em outros, voltamo-nos ao passado e, creio eu, pouquíssimo de nós não sente saudades quando o fazem. Não é para menos: as famílias nas Noites de Natal já não se reúnem mais. Afinal, há lugares vazios, pois muitos já partiram. A bola de futebol e a boneca se transformaram em compromissos – quase sempre inadiáveis. Os afagos, ah! os afagos, esses não passam de lembranças que nos dilaceram o coração, posto que muitas daquelas mãos não mais existem. A dor, a solidão e a tristeza andam ao nosso lado como se nos estivessem cobrando por aquele período em que nós simplesmente não lhes dávamos a menor das atenções.


A vontade que me dá neste exato momento é de me embriagar e tentar, pela embriaguês, voltar ao passado. Aos colos de Emilio e Martha Salem, meus pais, ao convívio com Emilinho, meu irmão, e a desfrutar da doçura de Bebete, minha irmã.


Gosto de beber whisky, mas amargo como estou, só entra Campari.

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