NATAL PRESS

 

 

A obra, de autoria de Manoel Cavalcanti Neto, cuja renda será revertida em prol do Hospital Varela Santiago, defende a tese de que o descobrimento do Brasil foi no RN

 

Quem descobriu o Brasil? Quando? Em que local os portugueses chegaram? Bem, essas perguntas são largamente utilizadas quando se quer mostrar que existem questionamentos facílimos de responder sobre a História do Brasil. Qualquer criança do Ensino Fundamental é capaz de levantar o braço e dizer: Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500, na Bahia.

Mas, depois de degustar a obra de Manoel Neto, as respostas possivelmente já não serão as mesmas. Lastreado por uma ampla pesquisa, ele nos mostra que a realidade dos fatos é bem diferente daquela que tanto estamos acostumados a “saber”. Até impostas ao longo do tempo, podemos assim dizer. O leitor, ao se deparar com as evidências expostas através de mapas e outros documentos, ficará com uma sensação de que há muita coisa nebulosa e sem transparência na construção da nossa História. O trabalho nos leva a caminhos nunca antes tão cuidadosamente explorados. 

Por exemplo: Cabral descobriu o Brasil ou veio apenas oficializar o que já havia sido feito por outros exploradores? O que foi visto pelos portugueses foi o Monte Pascoal na Bahia ou a Serra do Cabugi no Rio Grande do Norte?

Nomes como Alberto Cantino, Duarte Pacheco Pereira, João de Barros, Fernão Lopez de Castanheda, Américo Vespúcio, entre outros, passarão a fazer parte deste novo roteiro elaborado a partir do trabalho pioneiro do escritor e pesquisador potiguar, Lenine Pinto.

É de grande relevância a contextualização do nosso descobrimento. Ele nos leva a viajar pelas navegações chinesas, mostra como se chegou ao cálculo da longitude e latitude, a importância das correntes marinhas

na navegação, descreve as características dos povos indígenas, além de expor as ligações familiares entre castelhanos e portugueses e os acordos firmados entre Portugal e Espanha – tudo isso cercado por interesses puramente econômicos.

A dissecação da célebre Carta de Pero Vaz de Caminha, que nada mais é do que nossa “certidão de nascimento”, resulta em uma certeza de que, na realidade, o Brasil começou em terras potiguares. Suas explicações e deduções nos conduzem a isso.

Assim, doravante, quando aquelas perguntas forem formuladas, as respostas já não serão aquelas aprendidas ou, melhor dizendo, colocadas como verdade nos bancos escolares até hoje. O inquirido, se tiver tido o privilégio de ler este trabalho, vai, no mínimo, pedir um tempo maior para se pronunciar. Disso não ficará a menor dúvida. “De Portugal ao Saliente Potiguar”, além de vir a ser uma excelente fonte para pesquisas, traz a verdadeira História até então forçosamente adormecida.

 

*Obs.: toda a renda desta edição será revertida em prol do Hospital Infantil Varela Santiago.*

Data: 15 de marçoLocal: Hospital Infantil Varela Santiago, na av. Deodoro, 518

Hora: 17h

 



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