NATAL PRESS

Peço licença a meus leitores para tecer algumas considerações e explicar algumas decisões que andei tomando nos últimos dias.

Já é do conhecimento público que em meados de novembro/dezembro a Casa do Bem encerrará suas atividades humanitárias e, os trabalhos sociais conquistados e executados com muito amor, devem continuar sob a égide do Conselho Comunitário de Mãe Luiza e Aparecida.

Para chegar a este momento vamos retroceder ao tempo de minha juventude, fim dos anos 70, totalidade dos 80 e começo dos 90. Neste tempo não havia entre os jovens envolvimentos mais relevantes relacionados a ajudas ao semelhante, questão dos animais e do meio ambiente e, circulávamos entre festinhas diversas, romances, futebol e muito pouco nos relacionávamos com política.

Apesar de tudo isso, desde cedo, gostava de ajudar as pessoas que batiam na porta lá de casa e, fazia amizades com carentes, causando até comentários e algumas pequenas complicações, já contornadas e que viraram história.
O tempo passou, comecei a trabalhar muito jovem, me meti em diversas atividades e fui juntando dinheiro até que decidi comprar um terreno e levantar minha casa. Num episódio que por si só merece um artigo inteiro, decidi comprar este terreno em Mãe Luiza, causando espanto na família e entre amigos.

Apesar de tudo levantei o lar e morando lá comecei a caminhar pela comunidade, conhecendo pessoas e seus problemas e, fui ajudando uma família aqui, melhorando um banheiro ali, levando para hospitais pois não tinha Samu, para ter filhos, até que depois de muitas ajudas pontuais, comecei a ajudar projetos já existentes e, em minha própria casa, fiz uma escola de balé, a piscina era coletiva, fundamos uma escolinha de futebol e as coisas foram aumentando, aumentando e, quando percebi, minha casa era a própria Casa do Bem de tantas coisas que já aconteciam lá.

Aconselhado pelo amigo Paulo Campos decidi comprar uma casa e deslocar para a mesma todo o movimento que já ocorria naturalmente na minha, onde chegava a receber diariamente mais de 20 pessoas com problemas pessoais, de emprego, saúde e onde buscava com meus próprios recursos e conhecimentos, minorar aflições e conseguir colocações no mercado de trabalho, entre diversas outras ações do bem.

Diante da necessidade de ter um novo espaço, fui igualmente aconselhado a abrir uma ONG para receber recursos para a compra desta casa. Assim foi fundada em agosto de 2005 a Casa do Bem. A luta para comprar a casa foi radicalmente mudada quando o empresário Ricardo Barros doou um terreno, vizinho onde morava e, através da Lei Câmara Cascudo, obtive apoio da Petrobras e da Cosern e construímos a sede própria da Casa do Bem, inaugurada em julho de 2010.

De lá para cá os voluntários foram chegando e as ações acontecendo, nunca havendo interrupção e a Casa do Bem funcionando, prestando relevantes serviços, contando para seu funcionamento com depósitos financeiros de pessoas físicas e de empresas, mas sempre com somatório apertado para as reais necessidades que se apresentavam a cada dia.

A dificuldade foi amenizada com assinatura de um convênio na administração de Micarla de Sousa, que possibilitava o pagamento de despesas básicas, livrando um pouco a conta principal do total dos gastos.

O convênio foi renovado através de Carlos Eduardo, mas, ano passado, uma greve no órgão que analisa as prestações de contas do município atrasou tudo no meio do ano e a Casa do Bem e outras entidades ficaram sem o benefício do convênio o resto do ano.

Depois de reuniões onde as decisões do setor jurídico iam mudando, decidimos esquecer 2013 e renovar para 2014, mas, infelizmente, chegamos em julho e o convênio não foi assinado.

Sem o convênio a Casa do Bem foi entrando na conta normal e a fragilizando ao ponto de ter que realizar, praticamente todos os dias, campanhas através das mídias sociais e de outras formas, não obtendo êxito, com poucas pessoas depositando algo e na maioria das vezes, depósitos apenas naquele momento em que demonstrava desespero pela situação.

Esse apertado existir financeiro, aliado as muitas decisões que tenho que tomar diariamente, relatórios a preencher de conselhos diversos, pegar pessoalmente doações em lugares distantes, enfim, muitas e muitas atividades, solicitações diversas de mil coisas para os projetos, literalmente me fragilizaram e me levaram a decisão de extinguir a Casa do Bem e continuar meu trabalho social sem o peso de dirigir uma ONG com tantas necessidades e apoio financeiro insuficiente.

Não critico ninguém pelo ocorrido, podia ter tido a competência de tornar a Casa do Bem viável através de editais e outros convênios, mas confesso que tentei de tudo que se possa imaginar, mas não aconteceu comigo. O Cidadão Nota 10, antes uma esperança das ONGs praticamente não funciona, os convênios são difíceis de conseguir e de operar, uma vez que a legislação trata igualmente coisas de centavos e de bilhões e os editais nunca conseguimos material humano para nos inscrever a tempo em suas nuances burocráticas.

Só as pessoas próximas sabem o tempo que dediquei a muitas coisas, o dinheiro próprio que gastei no início e durante todo este tempo, atendendo com recursos meus inúmeros pedidos que a Casa do Bem não deveria se meter, além de ter que aguentar com resignação confissões de amigos dizendo que algumas pessoas acham que desviava recursos para viajar, como se eu não tivesse condições de fazer tudo que faço com meus próprios rendimentos, posto que sou funcionário de nível superior da UFRN, concursado, com especialização em Ciências da Religião e mestrado em andamento em Estudos da Mídia, com passagens por televisões, jornais, incursões no comércio e na construção civil, com vários apartamentos populares construídos, torre de telefonia num terreno meu, enfim ganho mais que deputados, vereadores, só não consigo ter o padrão de vida que muitos tem e nem apresentar na declaração anual do Imposto do Renda os bens que os mesmos usufruem e a incrível e ascendente curva patrimonial.

Apesar de me considerar muito bem sucedido financeiramente meu carro é um Sandero, o de minha esposa um Clio, moro num apto de 52 metros quadrados e minha esposa numa casa herdada da mãe. Nossos filhos estudam em colégios simples, um inclusive com bolsa e, quando viajamos, buscamos sempre os pacotes ofertados pelos sites de busca e nos hospedamos na casa de amigos e parentes ou em hotéis de classificação mediana.

Encerro então um ciclo de ativismo social como dirigente de ONG de maneira honesta, com toda a contabilidade da Casa do Bem exposta no link – prestação de contas, no site www.casadobem.org.br, acreditando ter feito um monte de bondades, nunca pedindo um voto sequer a seu ninguém, não colocando o fator religioso na ordem do dia e nem permitindo remuneração para nenhum dirigente da entidade.

Os trabalhos sociais vão continuar com o Conselho Comunitário, estarei por perto ajudando, devo permanecer junto com amigos com a Escolinha de Futebol que permanecerá com o nome Casa do Bem, mas sem o peso de uma entidade devidamente regularizada, vou levar a escolinha como antes, informalmente.

Todos que ajudam a Casa do Bem podem continuar até dezembro e caso desejem, repassarei contatos e conta do Conselho Comunitário para continuidade dos projetos desenvolvidos, quanto a escolinha vou buscar apoios para tocar o barco com 250 jovens em várias categorias.

Gratidão aos que estão ajudando e aos que elogiam e dizem coisas bonitas. Gratidão principalmente aos valorosos e queridos voluntários que tornaram tudo possível e que devem continuar fazendo o bem sem olhar a quem. Sem eles nada seria possível e fui apenas o mentor e o buscador de apoios, eles é que dão as aulas, cuidam do cotidiano e suam de maneira heroica e verdadeira.

Quaisquer dúvidas passem e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., meu envolvimento com o ativismo social apenas chega a uma nova fase, continuo com boa vontade para ajudar, só adequarei o fardo a minha capacidade de suportar o peso, vamos que vamos, luz e paz.

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quem acompanha minha trajetória de escritor, lendo alguns dos meus livros e “escritos” produzidos constantemente, pode perceber claramente o meu crescente amor pela vida, com êxtase sempre presente em diversas ocorrências comuns ao cotidiano de muitos seres.

Além do eterno casamento com a natureza e suas fantásticas plantas, montanhas, rios e lagos, temos satisfação em contemplar os animais e os seres humanos em suas atividades, ficando feliz em ver o tempo passar e a existência se manifestar, mesmo com suas diferenças e pluralidades, o que pode ser motivo de reflexões e de atitudes, mas são realidades sempre presentes que não me cabe aqui filosofar.

E neste fluir existencial os sentimentos vão se alternando, com mobilidade ininterrupta, posto que expostos a variadas nuances, seguem navegando entre alegrias e tristezas, sempre de acordo com o enredo apresentado no aqui e no agora.

Atualmente o Facebook tem servido como fórum de discussões políticas – o que considero saudável e interessante, proporcionando a exposição de posições e de opiniões, com o clima variando do educado para o exacerbado, promovendo consequente fluidez de sentimentos, que igualmente migram do feliz para o preocupante, passando pelo neutro e até o chateado.

O problema da questão política hoje é que os argumentos são sempre os mesmos para ambos os lados e, venho percebendo que as posições já estão cristalizadas, havendo raríssima possibilidade de mobilidade, o que torna o clima às vezes pesado, agressivo, e o papo começa a ficar chato e até perigoso.

Perigoso no sentido de amizades que vão sendo desfeitas, atitudes tomadas em decorrência dos posicionamentos como negativas de apoios culturais e sociais, xingamentos e até brigas físicas.

O sentimento antes prazeroso em torno da questão política migra lentamente e tende a piorar para o campo das batalhas verbais e posições radicais, elevando a temperatura e entristecendo no lugar de alegrar.

Então começo a arrefecer e a ter preguiça de argumentar e debater, ao mesmo tempo em que observo minha pequena filha, de apenas quatro anos, brincando com sua cadelinha chamada de Chica Linda Donzela, visão esta que alquimicamente transmuta meu sentimento entristecido com o acirrado debate político, fazendo-o migrar rapidamente para a seara do carinho, o campo do amor, o espaço da beatitude.

Se numa espécie de mágica pudéssemos transpor o puro amor que sentimos por nossos filhos, para todos os campos da vida, estaríamos nos aproximando celeremente para o que chamam por ai de paraíso, posto que esse genuíno sentimento que temos por nossas crias, carrega em seu DNA, a pureza dos mestres e a postura dos deuses, encerrando em sua essência, a magnificência da existência.

É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Os seres que cultivam os valores humanos tais como fraternidade, tolerância, amizade, pureza, generosidade, paz, serviço voluntário e os demais que já sabemos, ficam encantados com lindas fotos, vídeos enobrecedores, frases edificantes e buscam ajudar ou fazer parte de ações humanitárias, pois, sentem prazer e júbilo no envolvimento com as coisas do bem.

Esses seres, que existem espalhados pelo planeta, gostam dos arquitetos que trabalham unindo conhecimento técnico com projeção de suas obras impregnadas de respeito à natureza e formas que elevem o pensar e a boa mobilidade de todos. Esses seres curtem quando todos os profissionais liberais executam seus ofícios levando em conta todas as nuances positivas e ofertam serviços diversos com o tempero do amor e o açúcar do humanismo.

Os seres de bons hábitos e pensamentos altruístas vibram quando pessoas decidem direcionar suas existências para o universo político, pois acreditam que a difícil decisão, precisa necessariamente agregar valores missionários, uma vez que esse rumo constrói ou destrói vários outros caminhos, daí ser fundamental que a política seja o espaço de almas boas e verdadeiramente servidoras do bem-estar coletivo.

Quando esses seres observam os movimentos de um semelhante chamado Mujica, que habita ao sul do continente, entram em êxtase com sua simplicidade, com a dispensa de aparatos exagerados de segurança, de transporte e de moradia, que apesar de ocupar o mais alto cargo de seu País, o Uruguai, vive da mesma maneira que antes, não perdendo nenhuma oportunidade de estar com as pessoas, ouvindo, abraçando, sorrindo, como um cidadão qualquer, vestindo as mesmas roupas de sempre e buscando a todo custo melhorar a vida do coletivo.

Seres da seara política como Mujica, Gandhi, Luther King, Mandela, Lincoln e tantos outros, elevam a alegria planetária dos seres de bem, que nutrem nestes exemplos suas vidas, buscando amparo em suas posições, falas e posturas, tornando o planeta mais lúcido e a história mais bela.

Aqui no Brasil, os seres do bem ficaram todos animados quando tempos atrás surgiu uma estrela no céu da política nacional, anunciando uma constelação de novas maneiras de agir e um modus operandi ético e cheio de esperanças para um novo cenário.

O tempo passou, importantes e salutares políticas públicas foram implementadas, o céu estava em constante êxtase até que as nuvens negras começaram a surgir encobrindo o límpido e apreciado azul celeste.

No começo os seres acreditavam que aquele extraordinário líder não sabia de nada, ouviam suas desculpas e promessas de afastamento das nuvens negras, mas, infelizmente, a tempestade foi aumentando, novos temporais surgindo de todos os lados, enchentes, todo tipo de precipitação apareceu e, o líder, encharcado, começou a vacilar, uma conversa aqui, outra diferente ali, até que a nação, vítima do dilúvio, entendeu que o meteorologista sabia sim de tudo, mas não podia informar e nem medidas tomar para estancar as águas, pelo simples fato de estar todo molhado, impossível fazer algo, era parte do temporal e só lhe restava bazofiar.

Hoje os seres de bem lamentam a perda de um Mujica verde e amarelo. O que se apresentou como um possível líder do bem, não anda mais como antes, perdeu a humildade no caminho, prefere a companhia dos companheiros filósofos do esquerdismo ineficiente, buscando inspiração em mumificados sistemas falidos e em decomposição, do que a companhia do povo, do qual se aproxima apenas para pedir, justo o povo que tanto lhe deu.

Hoje o que poderia ser o nosso Mujica distribui frases desconexas e compartilha alegorias vazias para parte de uma plateia eletrizada e anestesiada, virou um ilusionista, ainda prometendo requentados paraísos, que teve oportunidade de criar, mas cedeu a tentação de dominar a tudo e a todos e governar sob o signo da subordinação e da coação.
Mujica é um homem do povo e dá sem querer nada em troca, nem para si e nem para os seus, pois não os tem. Não se apossa dos seres, serve-os com dignidade e humildade crescentes. O nosso arremedo de líder perdeu todas as características de suas origens, no vestuário, na aparência, nos hábitos, sendo hoje um traidor da esposa e da pátria, a mãe maior, posto que cheio de conversa fiada, não faz um “mea culpa” corajoso e assume que junto com seu stablishment, equivocadamente projetou tomar posse do Brasil, no lugar de governá-lo com os valores que alguns acreditam que já teve um dia.

Agora é tarde. A esposa ainda aguenta a farsa da fidelidade, mas a pátria, acordada, brada aos quatro cantos: queremos o prometido e não concordamos que práticas condenáveis ontem e sempre, sejam ainda utilizadas sob o manto da mentira, deixando os seres de bem decepcionados e os demais sem o mínimo que um bom gestor deve ofertar: segurança, saúde e transporte de boa qualidade.
Dinheiro tem e muito, mas o líder se faz de doido e o povo já atento pode sentenciar que doido também apanha (nas urnas).

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Confesso a vocês que me leem que uma mulher bem gostosa e sensual nunca me chamou para um escondidinho e me tentou com poderosa sedução e exibição nua e crua do seu escultural corpo desnudo. As pequenas tentativas que passaram por minha vida, enquanto homem casado em qualquer tempo, foram facilmente escanteadas e passei incólume até agora por este terreno.

Digo aqui publicamente que nunca chegaram a oferecer grana alta ou comissão em elevada porcentagem, para que desviasse dinheiro da entidade que dirijo ou de alguns lugares que trabalhei em cargo de comando. As raras ofertas eram pinto e não tive nenhuma dificuldade em dar as costas e negar.

Escrevi os parágrafos acima para afirmar que é fácil tirar onda de santo quando as propostas são ínfimas e desprezíveis. Quero ver o camarada segurar a onda com o universo da corrupção quando a proposta chega no nível do oferecido ao deputado André Vargas: de fazer a independência financeira para o resto da vida.

Quero ver também o cabra recusar uma proposta de traição sexual tendo diante de si uma “potranca” daquelas. Ai sim, o cara foi tentado por uma maça de alto poder sedutório.

Para que possamos ir recusando inicialmente as pequenas tentações e em seguida as grandes de cooptação, em todos os níveis da vida, precisamos ao longo de toda caminhada ir formatando uma personalidade calcada na ética, precisando contar para isso com ferramentas como os pais, as escolas, as religiões, todos trabalhando em sintonia, para que a educação, a informação e os bons dogmas, consolidem dentro dos seres um edifício sólido de correção e bons costumes.

Hoje estava pensando no presidente uruguaio Mujica. O cara veio de baixo, chegou ao maior cargo do seu país, continua com a mesma simplicidade e não vejo relato de que tenha se corrompido em nenhuma área.

Em várias partes do planeta, pessoas chegam a altos cargos governamentais, passam a ter acesso a um mundo de convites para tudo, sempre com lustres vitorianos, camarões empanados, bebidas mundiais, mulheres que chegam de avião para farras privadas, ai não tarda para que os lobistas encostem com propostas diversas, sempre bilionárias e, aquele sujeito fraco, sem personalidade firme e nem valores morais, religiosos ou vergonha na cara mesmo, se entrega facilmente ao sexo ilícito, farras, aceita propostas e vira uma escória, trabalhando unicamente para a satisfação dos seus sentidos e burilando oratória mentirosa, como manto para sua vida corrupta e indecente.

Em todos os países assistimos desde sempre o desfile de pessoas verdadeiramente malignas, corrompidas, desprovidas de humanidade, nos enganando, matando milhões com políticas trabalhadas nos bastidores para privilegiar grupos e, o pior, muitos que tinham um começo de pureza, batalha, com todos os indícios que seriam pessoas com intenções do bem, cooptados pelo capital, entregues a prazeres mundanos e trabalhando unicamente para a implantação da eternização dos seus nestes podres poderes oficiais.

Não redijo o presente escrito apontando o dedo para ninguém em especial, mas rogo as divindades que nos auxiliam nesta expiatória e difícil travessia terrena, para que consigamos visualizar ou intuir quem são as bestas feras que rondam nossos pastos, para que possamos minimizar seus atos predatórios e, com muito esforço, fazer valer a ética que move os bons, a da igualdade, da liberdade e da fraternidade.
Orai e vigiai alertou Jesus e tantos outros que por aqui estiveram em corajosa missão de fazer valer o Sanatana Dharma, a eterna verdade universal.

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Por Flávio Rezende*

Peguei a revista Veja e entre outras coisas li as páginas amarelas com a senhora Zilu, agora ex do famoso cantor Zezé.
Num dos trechos a Zilu afirma que nos últimos anos não teve nenhuma relação e que estava apostando tudo na volta com o cantor. Disse ainda que para conseguir manter o casamento, fez o possível e o impossível.

Ai como nossa mente é macaca, pula de um galho para outro atrás conexões e buscando sentido para as coisas, lembrei que ela foi super exposta na mídia, tempos atrás, com uma foto jantando com um cara e, todas as matérias insinuando que aquilo podia ser uma amizade colorida.

Como ela na verdade continuava casada com o Zezé, mesmo que de fachada e tentava a todo custo reviver os bons momentos da relação, aquela foto certamente foi plantada por ela mesma e sua equipe de marketing, com a clara intenção de tentar balançar o coração do sertanejo no reavivamento do amor fugido.

Essa conexão me levou a outra, de como os ricos e poderosos conseguem coisas incríveis. Lembro que até no Fantástico isso saiu, provando que uma pessoa rica e poderosa no sentido do que o capital e a fama podem fazer, removem montanhas e satisfazem seus desejos de maneira até fácil, digamos assim.

Neste mundo dos ricos e poderosos ficamos sabendo da obtenção de ingressos para os eventos mais fechados do mundo, para a compra de carnes raríssimas e aquisição de regalias em aviões governamentais, palácios reais, embaixadas internacionais e aparições midiáticas nos veículos de comunicação mais cobiçados da Terra.
Esses caprichos dos ricos e poderosos estão em todas as áreas e setores. São políticos, empresários, artistas, jogadores de futebol e dondocas que usam e abusam da mídia com suas questões pessoais e anseios de crescimento ininterrupto, plantando notícias, mesmo que falsas, buscando facilidades no cotidiano, furando filas, entrando em diversos ambientes por portas especiais, utilizando hospitais de ponta com dinheiro público e comprando, me permitam a expressão popular: Deus e o mundo com dinheiro ou com influência.

Na questão da mídia, por exemplo, ela é utilizada de forma indevida diariamente, seja pela manipulação da informação por grupos ideológicos, seja por notinhas em colunas sociais destacando pessoas em áreas profissionais para que elas possam atingir um determinado cargo ou ascender profissionalmente, enfim, as universidades hoje, entre elas a nossa UFRN, oferecem até mestrado para o estudo da mídia.
Diante de tantas armadilhas, plantações e falsas verdades expostas por ai, para todos os gostos, ideologias e interesses, além do processo natural de alfabetização que passamos, precisamos no mundo atual de dois novos saberes, o de informática e suas nuances e o de entendimento da mídia, pois, se não formos alfabetizados nestas coisas, corremos o risco de sermos bem mais ludibriados, do que naturalmente já somos.

É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Na história ainda em construção neste belo planeta batizado de Terra, já tivemos diversos momentos em que as famílias passam por situações diversas, tendo o tempo, por exemplo, em que os pais optavam por ter vários filhos, criando assim, uma enorme rede de parentes, com tios, avós, primos e irmãos, ofertando assim a possibilidade de muitas interações para todos.

Hoje as famílias são menores, talvez pelo fato do planeta ter chegado a certo ponto de saturação, tornando a disponibilização de matéria prima mais complicada e, o fator econômico, que inibe a expansão familiar.
Alguns estudiosos do assunto citam ainda a inserção das mulheres em novos ambientes, tirando-as da obrigação, quase religiosa, de apenas cuidar da prole, ocasionando com isso menos disposição para a maternidade e mais foco na busca da satisfação pessoal no mercado de trabalho e em atividades como política e gestão.
Sou fruto de uma época - os anos 60, onde os pais tinham em média 5 a 6 filhos e eles também descendem de pais com uma média até superior. Para minha satisfação e alegria, isso me presenteou com uma enorme parentada, pois lembro de uma infância completamente ligada a vários deles, com reminiscências muito legais de férias, diversões e visitas, permeadas de uma energia toda especial e muito boa de se recordar.
As famílias e suas grandezas numerais possibilitavam mudanças em decorrência de casamentos e de novos empregos, levando alguns para outras cidades. Para minha felicidade pessoal, parte da família de minha mãe foi para Salvador, lugar que passei a frequentar nas férias de fim de ano, com lembranças dos trios elétricos, das mortalhas usadas nos carnavais e da busca por velas e perfumes na ressaca das oferendas para Iemanjá nas águas da Penha, na Ribeira baiana.

E a ida da família de tia Altiva para Salvador fez com que a prima Nadja ficasse em Natal para continuar seus estudos, tendo esse fato nos dado uma nova irmã, muito querida, estudiosa, fato esse que deve ter ocorrido em muitas famílias, com filhos sendo adotados por motivos diversos, proporcionando novas formas de relação neste fantástico e maravilhoso mundo das famílias afins.

E as recordações seguem em direção aos grandes aglomerados para almoços fraternos, as viagens, aniversários, afinidades, tendo eu sido muito próximo dos primos Francisco Eduardo e Lula Barreto, que navegam junto comigo pelo mar das 52 primaveras. Juntos curtimos muito aquele período onde todos se relacionavam muito bem e onde o sorriso brotava fácil e todos os parentes vibravam numa harmoniosa e positiva relação.

Hoje as famílias são menores, nossos filhos cumprem a pena da prisão domiciliar e vivem anestesiados em suas telinhas mágicas, mantendo contato com os demais parentes via WhatsApp, Instagram ou Facebook e, se encontrando sim, vez por outra, para conversar sobre as postagens mais curtidas e os vídeos mais comentados.
O que é certo é que brincando de carrinho de rolimã ou navegando nas redes sociais, com muitos ou poucos primos e tios, todos estamos intimamente ligados aos parentes, que são os seres mais próximos, aqueles que podemos pedir socorro com mais segurança e, que em última análise, são sangue do mesmo sangue e que por serem partes do que chamamos de família, a princípio são queridos e amados, como de resto deve ser todos os demais seres, pois se amplificarmos a tradução de família, podemos chegar sem medo de errar, ao coletivo humano, posto que feitos a imagem e semelhança do Criador, somos todos filhos de um mesmo pai, portanto: parentes.
Daí vem a sábia recomendação do amai-vos uns aos outros, afinal somos todos: UM.


Flávio Rezende é escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

A história do homo sapiens por este lindo planeta azul soma cerca de 200 mil anos para os considerados anatomicamente modernos. Neste significativo período de tempo fomos inventando bilhões de coisas para que nossa existência seja mais confortável, ética e alegre.

No campo dos arranjos coletivos, inventamos a representatividade, para que enquanto alguns coletem alimentos, organizem tarefas e manufaturem produtos, outros cuidem de leis e de normas para que possamos ter as coisas em ordem e as obras feitas dentro de regras que achamos corretas.

Dentro deste sistema todo, decidimos em algum momento criar os partidos políticos, que segundo texto consolidado no Wikipédia, está assim anunciado: “na Grécia e Roma antigas, dava-se o nome de partido a um grupo de seguidores de uma ideia, doutrina ou pessoa, mas foi só na Inglaterra, no século XVIII, que se criaram pela primeira vez, instituições de direito privado, com o objetivo de congregar partidários de uma ideia política: o partido Whig e o partido Tory. De fato, a ideia de organizar e dividir os políticos em partidos se alastrou muito, no mundo todo, a partir da segunda metade do século XVIII, e, sobretudo, depois da revolução francesa e da independência dos Estados Unidos. Até porque, a partir daí, a própria percepção da natureza da comunidade política se transforma dramaticamente.”

A boa ideia serviu no passado e sobrevive até hoje em praticamente todos os cantos e recantos do planeta, o problema é que a divisão ideológica da sociedade chegou a um ponto de mutação tão acentuado, que hoje já não se sabe de fato quem é de direita, de esquerda e de centro, inviabilizando a divisão por ideias dos representantes da coletividade.

No Brasil, de hoje, por exemplo, os antigos esquerdistas mais parecem aguerridos liberais, os direitistas incorporam discursos a esquerda, parecendo que buscam mais alinhamento com o poder, ficando suas supostas ideologias a reboque de interesses pessoais, tornando inócuos seus posicionamentos partidários, visto que escancaradamente, não se identifica verdadeiramente pureza nestes ajuntamentos de políticos vagando a esmo pelas diversas siglas.

Diante da constatação da falência das ideologias, proponho o fim dos partidos políticos. Qualquer pessoa, preenchendo os requisitos eleitorais, poderia se candidatar e os vencedores seriam pela ordem natural dos votos obtidos. A exposição nas mídias seria de todos, se temos uma hora, dividia pelo número de candidatos, que apareceriam individualmente falando sobre seus planos de ação.

Nas casas legislativas não seria preciso votar em bloco partidário. Os dirigentes das casas seriam escolhidos em eleição direta dos membros, os votos seguiriam normais, acabando com estes votos de líderes e as obstruções que os partidos promovem, tornando o rito mais ágil e o perfil geral da casa mais verdadeiro.

Partidos estão servindo para emparedar governantes com chantagens e para a busca febril de cargos para a indicação de negociantes que uma vez instalados em ministérios, órgãos de regulação e estatais, cuidam de obter fundos para a permanência eterna dos partidos apadrinhados no poder e a distribuição de “sobras” que tornam os recém eleitos em milionários em menos de um mandato, viciando os sujeitos e emporcalhando a nação que já carente de recursos, vê sua riqueza ser compartilhada com uns poucos em detrimento dos muitos que realmente necessitam.

Hoje percebemos que os partidos políticos se transformaram em cabides de emprego, balcão de negócios, organizações criminosas e ajuntamento de ensandecidos seres totalmente cegos pelo capital. Claro que não podemos generalizar e que existem partidos e seres do bem, ainda comprometidos com causas boas: amém!
O problema é que a santidade inicial parece só sobreviver na oposição, longe dos louros do poder e da força da grana que ergue e constrói obras belas para usufruto das comissões. Temos percebido que ao beber da fonte governamental, os santos viram pecadores e parece não escapar quase ninguém neste inferno dantesco consumidor de idealistas e de sonhadores.

Por essas e outras que proponho o fim dos partidos aqui no Brasil. Conversando por ai ouço todo mundo dizendo que vai votar em pessoas, muitos não acreditam mais em partidos, que servem a conveniências pessoais e são portais para a corrupção e a obtenção de vantagens pessoais.

Isso é loucura? Não acho. É perfeitamente viável. Loucura é continuar abastecendo esses partidos gulosos com verbas, para que continuem sugando nossa riqueza para usufruto com potentes carros, viagens em jatinhos, compra de votos nas campanhas eleitorais e o preenchimento de cargos como o de presidentes, secretários e um monte de galhos que só recebem jabutis para trabalhar não pelo Brasil e sim pela manutenção de suas próprias estruturas, alienígenas aos interesses nacionais e totalmente desnecessárias.

Acabar com os partidos resolve alguma coisa? Não sei, mas como está a coisa só tende a piorar.


É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quem me conhece sabe que sou um otimista “juramentado”, sempre procurando ver o lado bom das coisas em tudo, aplicando a lei do contente e seguindo a vida com renovada alegria e entusiasmo.

Apesar de incorporar tal modus vivendi por tanto tempo, confesso que ultimamente ando sofrendo ataques contínuos do vírus do desânimo, percebendo que várias coisas em que acreditava piamente, já não correspondem mais a tanta confiança depositada e, pouco a pouco, começo a pensar que ainda vamos demorar muito tempo para evoluir um pouco mais e nos livrar de problemas que nos afligem na atualidade.

Vejamos o Partido dos Trabalhadores do qual fui um entusiasmado componente, tendo comparecido a uma das sessões de instalação do mesmo em Natal, num começo cheio de sonhos e de bons pensamentos, que foi indo, indo, conseguindo lentamente canalizar todo um sentimento de revolta de diversos segmentos sociais, que admiravam as posições do partido com relação aos fatos que se apresentavam.

O PT chegou ao poder e no exercício do mesmo foi mudando, sendo hoje um partido igual aos que antes combatia, tendo até formado aliança e casado com velhas raposas da política nacional, sabidamente portadoras de políticas pessoais e de interesse familiar e corporativista, não representando hoje o que continuamos precisando e com comportamento dúbio, retrógrado, canalha e, defensor de corruptos e de marginais de paletó e gravata.

As tão importantes autocríticas que as esquerdas deviam estar sempre realizando, não encontram espaço e o PT segue seu caminho de distanciamento, não tendo um dia sequer em que possa ouvir de algum ex-petista como eu, críticas severas e múltiplas decepções com os rumos da política nacional. Quando vejo alguém defendendo na mídia, me parece ser sempre um “fake”, aqueles perfis falsos, criados justamente para enganar os incautos. O PT hoje é isso, um “fake”, tão falso quanto uma cueca do Paraguai.

E fora do PT parece não haver tábua de salvação. Confesso simpatia pelo senador Radolfe Rodrigues, gosto de Marina da Silva e um ou outro inspiram um pouco mais de confiança, mas, o que está no ar, de fato, é uma grande energia negativa quanto a política brasileira, com prefeitos, vereadores, deputados, senadores, e ministros quase que totalmente corruptos, ministros de tribunais, assessores, cargos de confiança, parece que o mundo vai acabar e todo mundo quer tirar o seu, um horror de roubalheira sem fim.

Além da energia negativa do mundo político circulando e nos roubando a esperança, vem o baixo-astral da insegurança, da saúde na UTI, engarrafamentos, educação sem investimentos, o povo em filas e mais filas mendigando exames, boletins de ocorrência, vagas no mercado de trabalho, enquanto a classe política com apenas um ou dois meses de trabalho efetivo após uma eleição, já roda em carros que mais parecem aviões, viajam para o exterior, comem nos melhores restaurantes, empregam toda a família e, ao encontrar com qualquer um de nós, o sorrisão de ponta a ponta, dá uma tapinha nas costas e diz na maior cara de pau: - amigo, precisando pode contar comigo.

O danado é que quando realmente precisamos, nunca conseguimos o acesso e ficamos nos cafezinhos da ante sala e nas secretárias muito bem pagas com suas agendas sempre lotadas.
O PT se corrompeu, trata tudo que tratava antes como anormal, como normal, acha que para governar precisa fechar os olhos e entregar o Brasil para os antigos desafetos e, assim, enterra nossa esperança, enquanto eles vão sobrevivendo em seus cargos e luxos.

A única coisa que interessa a esse povo é continuar lá eternamente, o resto que se exploda e, os avanços e conquistas sociais obtidas no passado, vão se diluindo e se perdendo neste mar de corrupção e de malandragem, chegando ao ponto de ser mais fácil encontrar um torcendo do Bangu no Rio, do que um antigo petista ainda petista.

Hoje só continua petista quem tem cargo para sustentar, de minha geração deve ter ainda um ou outro perdido por ai, o que vejo no cotidiano, quase todos os dias, são aqueles mais aguerridos e antes muito radicais, dizendo a pleno pulmões: - Vendidos, bandidos, canalhas...


· * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Nunca fui dado a ter paranoia e de certa maneira, não ficava até a pouco achando que algo negativo ia me ocorrer, mas, como a única coisa que não muda é que tudo muda, como já verbalizou tempos atrás o grande Heráclito, ando meio assustado com tantas negatividades rondando nosso cotidiano.

Hoje quando paro o carro para ver algo no celular, olho para os lados e fico pensando que pode rolar um estresse. Também não ando confiando muito nos motoqueiros e nem gente bonita com terno e gravata me inspira mais confiança.

Dias atrás embarquei com a esposa Deinha e filhos para uns dias em Orlando, onde os parques da Disney ofertam divertidos passatempos e onde podemos desfrutar de sensações que andam raras por aqui.

Na cidade americana pude de fato desfrutar da tão decantada sensação de segurança, comentada em artigos jornalísticos e teses de mestres e doutores da segurança pública tupiniquim.
A tal sensação de segurança, na minha avaliação, é aquele gostoso passeio sem medo, com deslocamentos tranquilos a qualquer hora e em qualquer lugar, totalmente relaxado e, emoldurado pela fantástica observação de casas sem muros, com jardins dando acesso direto a entrada, provocando um bem estar danado em meu ser, diante de tão extasiante visão.
Outra coisa legal que senti foi ver policiais e ficar tranquilão, pois, por mais incrível que possa parecer, aqui no Brasil, até cruzar com um policial dá certo pavor, diante das estatísticas que existem aos montes, deles formando no time dos bandidos e batendo continência para o vil metal, traindo todos nós que os pagamos para outros fins.

As sensações que podemos vivenciar em cidades como Orlando, claro, ocorrem também pelo fato de circularmos em áreas mais turísticas, não isentando a cidade de coisas negativas, principalmente para aqueles que buscam nas noitadas os embalos com a turma da prostituição, drogas e lutas baixoastrais.

Como eu e os meus somos dos parques temáticos, lanches, passeios de carro e visitas aos templos do consumo, tivemos um agradabilíssimo passeio, curtindo a cidade e sua organização, com tudo funcionando, um trânsito magnífico, pessoas gentis, impecável limpeza e produtos acessíveis, mesmo com o dólar num patamar alto, ainda assim, tivemos condições de adquirir objetos diversos com valores que custam menos da metade dos aqui comercializados, deixando clara a impressionante carga tributária praticada no Brasil.

São essas sensações de segurança e de poder de compra que agregam valor a viagem, com a gente podendo sair de casa sem nenhum resquício de receio quanto a nossa integridade física, saber que encontraremos produtos bons e baratos e que poderemos incorporá-los a nossa existência material, além da inigualável sensação visual de ver um espaço urbano organizado, com pouquíssimos prédios, casas abertas e um povo educado e que não se nega a informar, falar, pedir desculpa por tudo e com licença a todo o momento.

Um destino assim nos convida a voltar sempre e em nossas memórias, essas gostosas sensações vivenciadas potencializam o desejo de tornar nosso amado Brasil um país tão próspero quanto os EUA e com essas coisas inigualáveis de segurança, educação e produtos com preços justos e acessíveis para o conjunto da população.


· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Os alquimistas das ciências médicas afirmam desde tempos imemoriais que, morremos um pouco a cada segundo. Se todos nós temos um fim físico, um tempo de estada neste belo planeta Terra, nada mais óbvio que a morte, mesmo que temporária para uns, ou definitiva para outros.

Esse fim, no entanto, é discutido de maneira religiosa, filosófica, acadêmica, metafísica e biológica de diversas maneiras, sendo aceito por diversos pensadores que não é certo que o próprio possuidor do que chamamos de vida, ponha um the end a esta oportunidade evolucionária, ou a esta dádiva divina ou simplesmente e este existir.

Apesar de muitos pensarem assim, o suicídio é o ato mais praticado em nosso planeta em todos os tempos. Não falo daquele suicídio que não tem mais jeito, onde o ser vai e pula de uma ponte ou deixa que um projétil desalme sua estrutura celular e ponha em colapso seus órgãos vitais.

A referência no presente escrito é ao suicídio lento, gradual e seguro ao qual quase todos estão praticando, na medida em que não seguem determinadas normas médicas, cidadãs ou de outras origens.

O exemplo de um suicida dentro das normas cidadãs é aquele sujeito que continua bebendo e dirigindo, cortando sinais de trânsito, correndo com seu veículo ou brigando e até mesmo usando drogas ou praticando roubos e ilícitos. É uma espécie de suicídio, pois todos nós sabemos que essas práticas levam quase sempre a morte.

Vou citar o meu caso particular, que certamente encontrará similitude em muitas pessoas. Sou hipertenso, tomo medicação e, vez por outra como aquela gostosa pipoca no cinema e outras comidas portadoras de sódio. Ao não seguir a recomendação médica de evitar o sal, estou sim cometendo suicídio. Se um dia desencarnar em decorrência de problemas relacionados à hipertensão, terei sido o único responsável por minha própria morte.

E o mesmo acontece com a ingestão de açúcar e outros alimentos, que são nocivos a minha saúde, mas que continuam a fazer parte de minha dieta e, consequentemente, pavimentam a estrada da morte, uma vez que poderei em decorrência destas infringências médicas, bater biela e dar tchau a presente existência.

Sei também que posso morrer de alguma coisa que não tenha nada a ver com as que estou desobedecendo e que esse suicídio lento, gradual e seguro que estou cometendo, pode ocorrer já com idade avançada, não se constituindo nenhuma grande perda em termos do que tinha que fazer por aqui.

Em todo caso, com o avanço dos anos, a desaceleração das atividades e ampliação da consciência, tendemos a obedecer mais e mais às prescrições médicas e ir diminuindo os riscos, mas, o próprio avançar, nos empurra inevitavelmente para a vala comum das doenças degenerativas.

O melhor é ter uma dieta saudável desde a juventude, procurando o equilíbrio propalado pela macrobiótica e a pureza do vegetarianismo ou do veganismo, que serão as dietas do futuro. Além, é claro, de não beber, fumar, brigar, matar, roubar, coisas que desde o arco da velha, em textos bíblicos, já avisavam serem bombas destruidoras e matadoras.

A vida não é sem graça sem essas coisas e sem essas comidas que acham gostosas demais. A vida será sempre bela quando todos perceberem olhando para dentro, que é lá onde reside a verdadeira felicidade.

· * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+

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Heriberto Gadê, funcionário aposentado do BB, consultor administrativo/financeiro de empresas e cronista. Blog: heribertogade.blogspot.com/



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