NATAL PRESS

A pessoa que pensa assim, um dia se apaixona por outra que ela julga ser sua "cara metade". A partir de então, essa "cara metade" que trate de fazê-la feliz. Mas os dias passam e essa tal felicidade não chega. Mais uma vez, ainda na ilusão, ela acha que aquela não era a "cara" esperada e sai atrás de outra. Depois de inúmeras "caras metades" e “almas gêmeas”, a infelicidade continua. O tão sonhado sentimento que ela tanto procura nos outros não dá sinal de sua existência.

Mas, felizmente para alguns, o tempo passa e, somado aos desacertos da vida, geralmente traz bons frutos, como a sabedoria, por exemplo. É nesse momento, então, que, num lapso de lucidez, ela percebe que sua "cara metade" nada mais é do que ela mesma!

Ora, o ser humano para ser ele mesmo, tem que ser inteiro, completo. Ninguém é capaz de lhe trazer a felicidade. Nascemos sós e sós morreremos. Ter admiração e amor por ele mesmo é a base de tudo. Perceber suas limitações e virtudes são ingredientes necessários para o autoconhecimento.

Nós só podemos ser felizes e só conseguiremos amar alguém se formos apaixonados por nós mesmos. A partir dessa descoberta, estaremos preparados para viver com outra pessoa. Sem essa de "cara metade", de “alma gêmea”, de responsabilidade pela felicidade um do outro. Simplesmente são dois seres que se amam e descobrem que essa é a verdadeira estrada que conduz à felicidade.

Dois inteiros que, aí sim, se tornam um só. Ponto final.

 

Ser poeta é ser um ser infeliz
E só assim sendo ele consegue sê-lo
Serve-se da angústia como combustível do seu ser
Sem ela, é um ser qualquer, um ser comum. E, se for para assim ser, ele foge

Esta é sua sina, posto que...
O poeta se alegra quando a tristeza chega
O poeta gosta do sabor da amargura
O poeta goza quando a solidão lhe invade
O poeta ri quando a dor lhe bate na alma

Ora, pensa o poeta a contemplar o copo vazio…
Ser feliz qualquer idiota o é
Ser doce é ser coisa banal, açucarada
Ser um vivente acompanhado é para limitados de espírito 
Ser dono de uma alma livre é para os fracos que por aí penam

Diz o poeta em voz alta, embargada... 
Que o bom é o fundo do poço
Que o gostoso é o desprezo que ele atrai
Que o ápice da sua vida foi a traição por ele sofrida
Que a desesperança é seu caminho futuro

E não poderia ser diferente...
O poeta escreve com a alma
O poeta deixa fluir seus sentimentos
O poeta não tem limites
O poeta sangra nas letras que vomita

Por isso que nos toca tanto o poeta...
Pois só ele consegue descrever a dor que não sabemos sentir e que fingimos senti-la 
Pois só ele tem o dom de nos liberar as lágrimas represadas que não sabemos chorar
Pois só ele pode desnudar a solidão que de nós toma conta, mesmo quando acompanhados
Pois só ele ama a alma com cuja dona nunca falou e nunca um olhar sequer trocou

Pensando bem, feliz é ele, o poeta
Vive a essência da vida
Saboreia o cotidiano no seu âmago
E, no final, ri de nós, pobres e ignorantes mortais
De nós, que nada sabemos fazer, a não ser simplesmente viver (MW)

 

Ele é assim. Ninguém consegue explicar quando surge. Extremamente mal-educado, chega sem avisar, entra sem bater na porta do nosso coração e vai alma adentro. Assim, como se fosse um morador antigo, ele vai, sem cerimônias, até ao nosso âmago. Aos poucos, esse intruso, sem que a gente perceba, começa a tomar conta do nosso pensamento e nos deixa à sua mercê. E nós, viventes, na medida em que nos sentimos dominados, mais gostamos de senti-lo encravado nas nossas profundezas. Ele carrega consigo uma sensação tão boa que jamais queremos que ele saia.

 

Ele é singular. Tem vontade própria e não tem preconceitos de nenhuma espécie. Cor, raça, gênero, idade, seja o que for, inesperadamente ele pode atingir a quem quer que seja. Não há dia nem hora, mas é sempre certeiro e fulminante! Qualquer um, desde que tenha um mínimo de sentimento, está sujeito a receber tal visita.

 

Às vezes, quando o rio das nossas vidas já correu um pouco e estamos até meio sossegados, julgando que a vida é assim mesmo, que as emoções são coisas do passado, ele nos surpreende. Chega e, como se fôssemos um automóvel sem combustível, nos reabastece. Num repente, a vida ganha novos e lindos contornos.

 

É assim que eu me sinto, meu amor. Tanque cheio e disposto a percorrer os caminhos que me conduzam até seu coração. E aí, juntos, poderemos fazer grandes viagens para um futuro que agora nos parece palpável. Até onde vai dar, ninguém sabe. Pouco importa, aliás. Importa, sim, o que sentimos.

 

Deixemos que ele nos guie por essa nova estrada que é, como todas, plena de retas e curvas. Por isso, devemos ter cuidado para que o trajeto seja feito em paz. Sempre! Sabemos que ele é muito sensível e que não vê com bons olhos quem o maltrata. Se o tratarmos bem, como o fazemos, ele é até capaz de fixar residência nos nossos corações. Que continuemos assim. Cada vez mais alimentando esse forasteiro que queremos que fique para sempre dentro de cada um de nós.

 

O nosso amor é legítimo, como legítimos são os mais simples momentos que passamos. Só quem ama é capaz de entender o que digo. Quando estou ao seu lado, corações juntos pelas mãos entrelaçadas, entrego-me a esse sentimento e sou completamente seu. Corpo e alma.

Amo você. Definitivamente!

 

 

*Jornalista


Não sei se me precipito na avaliação, mas creio que, às vezes, há uma banalização de tal honraria. A escolha de alguém deveria ser mais criteriosa, passar por setores pelos quais o homenageado fez algo, mostrar o porquê da deferência. Não tenho a fórmula para se chegar a esse consenso, mas existem entidades que representam os mais diversos segmentos da sociedade, como Fiern, CDL, CRM, OAB, etc. 

Dificilmente uma proposição de um vereador será rejeitada pelos demais. Claro, já que, um dia, será a vez de cada um apresentar seu candidato e ele contará com o "sim" dos outros colegas. Temos que ampliar essa escolha. Natal é nossa e não me convence o fato de que os vereadores "representam a vontade povo". É minha opinião.

Pobre ser vivente que só consegue ser feliz se encontrar sua "alma gêmea". Triste criatura aquela que permite que outros escrevam o roteiro do seu destino. Deplorável o homem que se acha apenas uma metade de si mesmo. Merecedores de pena aqueles que se julgam incapazes de se bastarem.

A pessoa que pensa assim, um dia se apaixona por outra que ela julga ser sua "cara metade". A partir de então, essa "cara metade" que trate de fazê-la feliz. Mas os dias passam e essa tal felicidade não chega. Mais uma vez, ainda na ilusão, ela acha que aquela não era a "cara" esperada e sai atrás de outra. Depois de inúmeras "caras metades" e “almas gêmeas”, a infelicidade continua. O tão sonhado sentimento que ela tanto procura nos outros não dá sinal de sua existência.

Mas, felizmente para alguns, o tempo passa e, somado aos desacertos da vida, geralmente traz bons frutos, como a sabedoria, por exemplo. É nesse momento, então, que, num lapso de lucidez, ela percebe que sua "cara metade" nada mais é do que ela mesma!

Ora, o ser humano para ser ele mesmo, tem que ser inteiro, completo. Ninguém é capaz de lhe trazer a felicidade. Nascemos sós e sós morreremos. Ter admiração e amor por ele mesmo é a base de tudo. Perceber suas limitações e virtudes são ingredientes necessários para o autoconhecimento.

Nós só podemos ser felizes e só conseguiremos amar alguém se formos apaixonados por nós mesmos. A partir dessa descoberta, estaremos preparados para viver com outra pessoa. Sem essa de "cara metade", de “alma gêmea”, de responsabilidade pela felicidade um do outro. Simplesmente são dois seres que se amam e descobrem que essa é a verdadeira estrada que conduz à felicidade.

Dois inteiros que, aí sim, se tornam um só. Ponto final.

É comum as pessoas temerem chegar à chamada “terceira idade ou melhor idade” – ambas de péssimo gosto, por sinal. Acham que o ocaso da vida se aproxima e, junto a isso, as doenças serão mais frequentes. Mas, nada apavora mais o homem do que, no meio dessas mazelas todas, do que o desejo sexual vá se extinguir, a libido vai desaparecer, etc.

Ledo e lamentável engano. Isso está dentro da cabeça de cada um. Tem tanta gente nova que já perdeu o interesse pelo “negócio”. Creio que muitos desses equívocos acontecem quando esses sessentões – homens e mulheres - partem em busca de pessoas bem mais jovens, saradas, frequentadores de academias. Tudo numa reles esperança de o tempo vai parar e, ao contato de uma pele mais jovem, o “cidadão” ou a “perseguida” vão se animar.

Ora, caros colegas. O tesão é da pele, do olhar, não tem nada a ver com longevidade. A parceria ideal é exatamente formada por aqueles que tem mais ou menos a mesma idade. Viveram épocas comuns, as lembranças são similares e, por conseguinte, a convivência é ótima, a conversa flui naturalmente.

Imaginemos um(a) coroa namorando uma figura de 30 anos. O cara ou a moça, barriga tanquinho, coxas duras como armaduras, cheio de energia, chegam em casa e, ao deitar, creio que os diálogos seriam mais ou menos assim:
- Fez quantos abdominais hoje? – ela responde:
- Mais de 100! Meu personal é show! E você, como foi o jogo de buraco? Ganhou alguma?

Porra! Não tem nada a ver. Papo furado! O bom mesmo é caminhar juntos, almoçar um olhando para o outro, e, na tão conhecida cama, ficar deitado lado a lado, olhos nos olhos e trocando palavras de amor. Puxa, que coisa boa um alisado de cabelos um do outro. E essa troca de carinhos continua. Até que, de repente, como num passe de mágica, as mãos ficam mais ousadas e começam a explorar seus corpos.

E o interessante é que toda vida é como se fora a primeira vez. E o amor se faz. Puro, olho no olho e o prazer é inigualável.

Essa idade é fantástica. Todo dia surge algo a motivar os corações. Pena que muitos resistam a isso e achem que a vida se encerra quando – exatamente – ela está começando. Quando chegamos nessa idade somos recém-nascidos. Tem um novo mundo a ser descoberto. Mãos à obra!

Ninguém consegue explicar quando ele surge. Primeiro, porque é mal-educado. Chega sem avisar, entra sem bater na porta do nosso coração e vai alma adentro. Assim como se fosse um morador antigo, ele vai, sem cerimónias, até ao nosso âmago. Aos poucos, esse intruso, sem que a gente perceba, começa a tomar conta do nosso pensamento. E nós, na medida em que nos sentimos dominados, mais gostamos de senti-lo encravado nas nossas profundezas. Ele carrega consigo uma sensação tão boa que jamais queremos que ele saia.
Ele é singular. Não tem preconceitos de nenhuma espécie. Cor, raça, género, idade, seja o que for, inesperadamente ele pode chegar.
Não há dia nem hora, mas é sempre certeiro e fulminante! Qualquer um, desde que tenha um mínimo de sentimento, está sujeito a receber tal visita.

Mas, cuidado! Não o trate mal porque ele não gosta. Qualquer sintoma de descaso é suficiente para que ele, da mesma forma que veio, faça seu caminho de volta. Para nunca mais retornar.


Às vezes, quando estamos meio sossegados, achando que a vida é assim mesmo, que as emoções são coisas do passado, ele nos surpreende, chega e, como se fôssemos um automóvel sem combustível, ele nos reabastece. E a vida, até então sem prazer, ganha novos e lindos contornos.


É assim que nos sentimos quando apaixonados. Tanques cheios de amor e dispostos a percorrer os caminhos que nos conduzam até o coração da pessoa amada. E aí, juntos, pode-se fazer grandes viagens para um futuro que agora nos parece palpável. Até onde vai dar, ninguém sabe. Pouco importa, aliás. Importa, sim, o que sentimos.

Deixemos que ele nos guie por essa nova estrada. São, como todas, plenas de retas e curvas, e devemos ter cuidado para que o trajeto seja feito em paz.
E então, na penumbra e no silêncio do nosso quarto descobrimos coisas que sequer sabíamos que existiam. As peles, ao menor contato com a outra, nos leva viajar por um mundo de sonhos. Uma delícia! Cabelos que se assanham, olhos que se cruzam e bocas que se unem, enchem nossos peitos de sentimentos nunca antes experimentados. Aí, o nosso amor se torna legítimo e gostoso como só dois seres que se amam são capazes de sentir.

Quando os nossos corpos estão banhados em suor, a sensação é de entrega total. Sem limites, como deve ser. São completamente um do outro. Corpos e almas. Que continuemos assim. Cada vez mais alimentando esse forasteiro que queremos que fique para sempre dentro de cada um de nós.

Ele é assim. Ninguém consegue explicar quando surge. Extremamente mal-educado, chega sem avisar, entra sem bater na porta do nosso coração e vai alma adentro. Assim, como se fosse um morador antigo, ele vai, sem cerimônias, até ao nosso âmago. Aos poucos, esse intruso, sem que a gente perceba, começa a tomar conta do nosso pensamento e nos deixa à sua mercê. E nós, viventes, na medida em que nos sentimos dominados, mais gostamos de senti-lo encravado nas nossas profundezas. Ele carrega consigo uma sensação tão boa que jamais queremos que ele saia.

Ele é singular. Tem vontade própria e não tem preconceitos de nenhuma espécie. Cor, raça, gênero, idade, seja o que for, inesperadamente ele pode atingir a quem quer que seja. Não há dia nem hora, mas é sempre certeiro e fulminante! Qualquer um, desde que tenha um mínimo de sentimento, está sujeito a receber tal visita.

Às vezes, quando o rio das nossas vidas já correu um pouco e estamos até meio sossegados, julgando que a vida é assim mesmo, que as emoções são coisas do passado, ele nos surpreende. Chega e, como se fôssemos um automóvel sem combustível, nos reabastece. Num repente, a vida ganha novos e lindos contornos.

É assim que eu me sinto, meu amor. Tanque cheio e disposto a percorrer os caminhos que me conduzam até seu coração. E aí, juntos, poderemos fazer grandes viagens para um futuro que agora nos parece palpável. Até onde vai dar, ninguém sabe. Pouco importa, aliás. Importa, sim, o que sentimos.

Deixemos que ele nos guie por essa nova estrada que é, como todas, plena de retas e curvas. Por isso, devemos ter cuidado para que o trajeto seja feito em paz. Sempre! Sabemos que ele é muito sensível e que não vê com bons olhos quem o maltrata. Se o tratarmos bem, como o fazemos, ele é até capaz de fixar residência nos nossos corações. Que continuemos assim. Cada vez mais alimentando esse forasteiro que queremos que fique para sempre dentro de cada um de nós.

O nosso amor é legítimo, como legítimos são os mais simples momentos que passamos. Só quem ama é capaz de entender o que digo. Quando estou ao seu lado, corações juntos pelas mãos entrelaçadas, entrego-me a esse sentimento e sou completamente seu. Corpo e alma.

Amo você. Definitivamente!

Do seu amor,

Minervino Wanderley

Happiness, felicità, felicidad, glück, bonheur, seja em que língua for, em qualquer lugar do mundo, as pessoas a buscam com sofreguidão. Uns se sentem felizes pela quantidade de dinheiro nas suas contas bancárias. Outros, pela aquisição de um bem ou até pela recuperação de um objeto perdido. Claro que há exceções, mas a regra, creio eu, é mais ou menos essa.

Observo que ela é procurada como se fosse um bem físico, que se pudesse comprar num supermercado ou numa loja de conveniência. Tenho a absoluta certeza de que muitos gostariam que ela fosse adquirida como um plano oferecido pelas redes de TV ou telefone/internet. Eles ligariam num 0800 e pediriam:

- Por favor, faça uma recarga de três anos de felicidade. Pode colocar no mesmo cartão que está cadastrado.

Alguns, mais afoitos, diriam:

- Quero o plano ilimitado.

É verdade. As pessoas não sabem que a felicidade não é uma “coisa”. Nem é perene. Quem descreve bem o assunto é Odair José, que num momento de rara inspiração disse: “Felicidade não existe, o que existe na vida são momentos felizes. ” Acertou na mosca!

Por que não se sentir feliz quando podemos ver o multicolorido do nosso mundo? É um quadro que ninguém conseguiu pintar. E ouvir uma bela música? O coração agradece. Ter e apertar entre suas mãos as mãos da pessoa amada? Bom demais! Fechar os olhos e deixar que olfato identifique aquele perfume que lhe transporta pelo tempo e espaço? Uma autêntica viagem. O gosto de um beijo apaixonado? Não tem igual!

Infelizmente, a dureza do mundo vem crescendo e deixando as pessoas mais céticas com relação à felicidade. As emissoras de TV – sem exceção – e que possuem o poder de mexer com o íntimo da população, só nos trazem mazelas, desigualdades, maldades, etc. Isso influencia, em muito, esse comportamento. A violência faz mais sucesso do que o amor. É lamentável, mas é crua verdade.

Se assim é, convoco você, que ainda não foi contaminado por tudo isso, a fazer sua parte. Está sem motivação? Ouça “Epitáfio”, com Titãs, e você compreenderá o que quero dizer. Ame mais, trabalhe menos. Sorria mais, se irrite menos. Não economize seu amor. Nunca! Deixe as contas bancárias, objetos, para aqueles que jamais entenderão que a grande razão de estarmos aqui é justamente o amor. Pode até ser sozinho. Cada um sabe o seu jeito. Eu, particularmente, sou do time de João Gilberto: “É impossível ser feliz sozinho”.

Se está amando agora, vá fundo e não queira saber de mais nada. Que a pessoa amada seja sua prioridade. Não a perca a troco de pouca coisa. Desacertos? Existirão sempre. Vale a pena? Ouça Altemar Dutra cantando “Brigas” e você vai mudar de ideia.

Por fim, digo a vocês, apaixonados: ame seu parceiro por inteiro. Inclusive com seus erros e defeitos. É mais fácil consertar um erro do que encontrar um novo amor. Disso eu tenho certeza!

É comum as pessoas temerem chegar à chamada “terceira idade ou melhor idade” – ambas de péssimo gosto, por sinal. Acham que o ocaso da vida se aproxima e, junto a isso, as doenças serão mais frequentes. Mas, nada apavora mais o homem do que, no meio dessas mazelas todas, do que o desejo sexual vá se extinguir, a libido vai desaparecer, etc.

Ledo e lamentável engano. Isso está dentro da cabeça de cada um. Tem tanta gente nova que já perdeu o interesse pelo “negócio”. Creio que muitos desses equívocos acontecem quando esses sessentões – homens e mulheres - partem em busca de pessoas bem mais jovens, saradas, frequentadores de academias. Tudo numa reles esperança de o tempo vai parar e, ao contato de uma pele mais jovem, o “cidadão” ou a “perseguida” vão se animar.

Ora, caros colegas. O tesão é da pele, do olhar, não tem nada a ver com longevidade. A parceria ideal é exatamente formada por aqueles que tem mais ou menos a mesma idade. Viveram épocas comuns, as lembranças são similares e, por conseguinte, a convivência é ótima, a conversa flui naturalmente.

Imaginemos um(a) coroa namorando uma figura de 30 anos. O cara ou a moça, barriga tanquinho, coxas duras como armaduras, cheio de energia, chegam em casa e, ao deitar, creio que os diálogos seriam mais ou menos assim:
- Fez quantos abdominais hoje? – ela responde:
- Mais de 100! Meu personal é show! E você, como foi o jogo de buraco? Ganhou alguma?

Porra! Não tem nada a ver. Papo furado! O bom mesmo é caminhar juntos, almoçar um olhando para o outro, e, na tão conhecida cama, ficar deitado lado a lado, olhos nos olhos e trocando palavras de amor. Puxa, que coisa boa um alisado de cabelos um do outro. E essa troca de carinhos continua. Até que, de repente, como num passe de mágica, as mãos ficam mais ousadas e começam a explorar seus corpos.

E o interessante é que toda vida é como se fora a primeira vez. E o amor se faz. Puro, olho no olho e o prazer é inigualável.

Essa idade é fantástica. Todo dia surge algo a motivar os corações. Pena que muitos resistam a isso e achem que a vida se encerra quando – exatamente – ela está começando. Quando chegamos nessa idade somos recém-nascidos. Tem um novo mundo a ser descoberto. Mãos à obra!

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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+

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Heriberto Gadê, funcionário aposentado do BB, consultor administrativo/financeiro de empresas e cronista. Blog: heribertogade.blogspot.com/



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