NATAL PRESS

Talvez fosse assim. Um abandonar-se docemente.
Um deixar que tudo acontecesse nesse bom tempo.
Não se ouvia nada. A não ser os passos da gente.
Eu te entregaria, amada, a rua que tanto te esperou.
Eu te daria a lua no abajur que o tempo nos emprestou.
Somos dois até nos despir do mundo que nos impediu
De amar, amar silenciosamente. Amar desesperadamente.



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