NATAL PRESS

Amigos, corre sobre os trilhos das redes sociais um lotado trem de passageiros felizes. Sem concursos, encheram seus bolsos enquanto a elite silenciosa se omitia. Ninguém dizia nada. Ninguém fala nada. E esse manhoso silêncio é o preço que a desonra cobra para manter a hegemonia da ignomínia.

No meu doce rio há lama da superfície ao fundo. Só lhe dão o Norte do infortúnio. Aqui, tem de tudo. Espada que leva dinheiro - e não é peixe. Preso que parte sem dizer adeus. Um circo que leva do erário R$11 milhões mensais. Confisco do fundo previdenciário.

Tudo para manter esse Estado vadio e preguiçoso.

Amigos, deixem-me ir embora. Vou arrumar meu matolão. Quero ir para os braços de uma cabocla. Sob a sombra de uma velha choupana quero dormir e sonhar de novo.



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