NATAL PRESS

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“Estado ainda democrático precisa contratar urgentemente, em número ilimitado, pessoas de indiscutível lastro moral, defensoras intransigentes da legalidade, da ética, da honestidade, da transparência, da liberdade de expressão, dos direitos humanos; que sejam administradoras rigorosas das contas públicas; priorizem investimentos em educação, saúde, segurança e infraestrutura; apresentem formação de estadista para enfrentamento de dificuldades, conflitos e turbulências; e saibam executar com senso patriótico, sem determinismos partidários e ideológicos, a política externa de um país de reconhecida liderança regional, priorizando parcerias plurais que resultem em benefícios concretos para todos. Pessoas com tais aptidões deverão se apresentar no escritório do Coração do Povo, à Avenida da Democracia, S/N – Bairro Pátria Amada, para admissão imediata, portando documentos que comprovem as exigências do presente edital”.

Logicamente que o texto que você está lendo manifesta uma pura utopia. Aliás, já deu para perceber que o classificado acima produzido nunca será publicado. Entretanto, está expresso, nele, grande parte de tudo que o povo brasileiro defendeu nos últimos dias e que tem procurado passar às autoridades constituídas através das manifestações, protestos, marchas e passeatas Brasil afora. Talvez as colocações nas faixas, cartazes e gritos de guerra não expressem exatamente o que acima está redigido, mas não resta a menor dúvida de que as aptidões, vocações e posturas desejadas pelo povo nos homens públicos sejam as aqui descritas e enumeradas. Mas, atenção, atenção!!! Tomados de surpresa pelas manifestações, os tais saíram a proclamar não entenderem o que sinalizava, o que pretendia o “grito das ruas”. Ora, ora, meus senhores! Serão vocês marcianos, por acaso? Ou obtusos em demasia?
Qual a dificuldade em decifrar as pretensões coletivas veiculadas nas ruas, praças e avenidas se o berro popular afunila o tempo todo para estas questões: ética, lisura, transparência, brasilidade, gerenciamento zeloso dos haveres e deveres públicos? Afirmar não entender o que o povo quer expressar significa duas situações: ou os tais homens públicos são cínicos o suficiente para não querer auscultar o coração do povo – com o único intuito de priorizar apenas seus próprios interesses; ou, o que é pior, são eles incompetentes demais por não saberem tornar concretas as medidas universais e objetivas que o povo espera que eles adotem. De uma forma ou de outra, por mais rasa que seja a análise, a conclusão a que se chega sobre o comportamento dos homens públicos brasileiros (graças a Deus exceções existem) é que a nação está carente, fragilizada, apequenada e prejudicada com a presente safra.

De preocupar – segundo especialistas no assunto, permanecendo este divórcio entre a prática política e os anseios do povo – são as conseqüências do vácuo produzido pela imperícia e insensibilidade das autoridades e lideranças. A primeira onda de protestos praticamente já passou, restando apenas algumas marolas promovidas pelos mais renitentes – principalmente baderneiros e arruaceiros sem maiores compromissos. Mas, diante das tentativas dos vários níveis do Legislativo, do Executivo e do Judiciário de empurrar com a barriga a atual realidade nacional – que revolta e machuca – o que ocorrerá quando vier a segunda onda, como apregoado por comentaristas e redes sociais? Aonde irá desaguar o mar de gente duplamente revoltada pelo vazio a que foram destinadas suas primeiras insatisfações? É bom não brincar com os sentimentos do povo. Líderes, com “L” maiúsculo, não agem assim.


Públio José – jornalista

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Quando o leite ferve, o resultado da elevação da temperatura impulsiona para cima a parte mais gorda, mais substanciosa do leite – conhecida como nata. Segundo os estudiosos, é a separação do melhor que o leite tem para oferecer. De tão rica, de tão encorpada de nutrientes, a nata se desdobra numa infinidade de benefícios para quem a consome, além de maravilhar gregos e troianos com os inúmeros produtos a serem extraídos de sua diversidade. Antigamente, a nata era um dos principais elementos na mesa dos nossos antepassados. Isso em razão da atividade braçal que desenvolviam. Hoje, com a atividade física restrita a algumas horas semanais na academia (muitos nem a isso se submetem), a nata entrou em rota de colisão com os manuais da moda, da estética, circunstância que vem tornando-a um indesejado membro da mesa contemporânea, algo a se evitar com unhas e dentes.

Entretanto, independente dessas questões, a nata representa o mais nobre da rica composição do leite, a seleção dos melhores elementos que dão estrutura à sua constituição. Com o tempo, o termo passou a designar o melhor de um contexto, a nomeação dos melhores componentes de um universo que se quer determinar. Daí que hoje se fala da nata dos músicos, dos médicos, dos cientistas, dos artistas, dos... Enfim, do melhor que se quer designar em um extrato social específico. Nesse contexto, seria natural que tivéssemos a nata das lideranças, a nata dos políticos, a nata dos homens públicos. Porém, sejamos sinceros: podemos designar como nata a liderança que hoje ocupa espaços públicos no Brasil? Voltemos à nata – a do leite. Pois esta, com toda excelência de sua composição, se não for bem cuidada, bem conservada, estraga, azeda, vencida por bactérias, fungos, vírus e germes de toda ordem.

Alguma semelhança com o ambiente político do qual fazemos parte? Os saudosistas, com alguma razão, afirmam que não se faz mais lideranças como as de antigamente. E apregoam os nomes de Bonifácio, Mauá, Rio Banco, Prudente, Getúlio, Prestes, Juscelino, Aranha... Segundo os tais, que lideranças! Desonestidade nelas não havia; corrução nem pensar; tibieza, frouxidão de caráter também estavam fora do agir de então. Firmes, honestas, patriotas, assim eram nossas lideranças. Ou, por outra, assim eram os que compunham a nata de nossas instituições. Hoje, o verme da corrução, a bactéria da desonestidade, o germe da insensibilidade, da insensatez, do desatino são os elementos que, preferencialmente, entram no perfil do que se convencionou chamar de líder. Costumes em frangalhos; hábitos em decomposição; escândalos infecciosos, tecido azedo pelo quadro patogênico que se estabeleceu.

Os entendidos em nata dizem que para salvá-la das impurezas tem solução. Lavá-la na água é uma. Outros, de mais rigor no diagnóstico, recomendam levá-la ao fogo. Agravante: após o fogo ela perde a qualidade de nata e, entre outros produtos, vira manteiga. Já no tocante às lideranças, a receita da água e do fogo deve ser bem analisada. Submeter, por exemplo, o político corruto à lavagem em água não é recomendável. Pois, dela, o gajo sai mais refrescado, mais asseado, porém com o interior sujo do mesmo jeito. Já o fogo deve se levar em conta. O fogo do voto, bem entendido. Esse sim, o remédio eficaz para a parte infectada do tecido. O fogo do voto depura, promove mudanças... Além de poder ser utilizado vezes sem conta. Com ele não se faz manteiga. Mas as instituições melhoram bastante. E, afinal, o que fazer se da nata das nossas lideranças não se consegue manteiga? Ah, quanta nata azeda...

Públio José – jornalista

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Ao que parece, a Ética bateu asas do Brasil e deixou no seu lugar um vácuo que vem nos causando enormes prejuízos. Alguns mais pessimistas chegam até a afirmar que por aqui ela nunca fincou raízes. O certo é que, tanto da população em geral como das lideranças em particular, em qualquer nível que se observe, aqui, o desconhecimento do conceito de Ética chega às raias do absurdo. Um deputado carrega namorada, sogra, cachorro e papagaio pelo mundo todo, com passagens pagas pela Câmara dos Deputados, e fica por isso mesmo; outro esconde da Receita Federal um patrimônio avaliado em cerca de R$ 25 milhões e nada acontece; outro contrata empregados domésticos para sua casa e os lota em seu gabinete de deputado e a vida segue no mesmo diapasão; outros vendem suas passagens a membros do Judiciário e embolsam o dinheiro a título de complementação de salário e...

Todos sem exceção, ao apresentarem defesa ou emitirem nota à opinião pública, se dizem inocentes, uma vez que nos seus gestos nada haveria de ilegal. São atos que podem até não ser ilegais, mas, no mínimo, não têm lastro ético. Aí está, então, a grande questão, a grande fronteira a ser desvendada, descoberta, analisada: a da Ética. Pode um representante do povo, pode um funcionário público, pode um empresário de porte pisar na Ética e ficar tudo por isso mesmo? Ora, se todos fazem assim, então o buraco é mais embaixo! Há um ditado popular que diz que “ninguém dá o que não tem”. Donde se conclui que a tais pessoas não se pode exigir atitudes éticas se elas não sabem que bicho é esse. Isso as inocenta? De modo algum! A constatação serve para que se olhe para todos os patamares da escala social e se conclua com todas as letras: o brasileiro não foi – nem está sendo – ensinado a respeito de Ética!

Afinal, com raríssimas exceções, qual o curso, qual a escola, qual a rede de ensino – em qualquer nível que seja – qual, enfim, o ente público ou privado que tem entre suas preocupações o ensino da Ética? Daí como se exigir que o brasileiro responda com Ética a assuntos de natureza Ética se essa matéria não tem espaço na sua mente? Então, por isso cessa a responsabilidade de todos? De jeito nenhum! O que se constata é que o assunto é gravíssimo e merece uma forte reflexão das autoridades e lideranças que se envolvem diretamente com a questão. O que se vê, também, é que o Brasil – e outras nações de regime democrático – vêm sendo bombardeadas já há algum tempo por uma gigantesca onda de relativização de valores. “Valores? Para que tê-los? Não me enchem a pança.” É o que comumente se ouve por aí, num tipo de afirmação que beira a incivilidade e ao mais extremado cinismo.

Por sua vez, na inexistência de uma cultura que privilegie os valores, o vácuo é criado – e nele viceja a “lei da vantagem”, do querer ganhar. Sempre. Pois, afinal, o que impede um homem de roubar, de matar, de fazer apodrecer normas, regras e princípios? A Ética, em primeiro lugar. A consciência de que limites existem e precisam ser preservados para a construção do bem comum. Na Bíblia, um livro de ensino da Ética por excelência, está escrito: “Tudo me é lícito; mas nem tudo me convém”, numa permanente evocação à prática da Ética em função da existência do direito dos demais. E mais: a Ética precede à Lei – daí a enorme importância do seu ensino. É como diz aquele velho ditado: “É melhor prevenir do que remediar”. Este é o valor que o “homo sapiens” aprendeu para se tornar um ser civilizado. O mais é barbárie, pilhagem, estupro das normas da boa e saudável convivência humana.

Públio José – jornalista

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Há bons trinta anos atrás eu tinha um amigo muito espirituoso, cheio de tiradas, de citações engraçadas. Com seu jeitão maneiro e descontraído, mantinha um permanente estado de alegria. Como se diz no interior, pra ele não tinha tempo ruim. Tudo era motivo de riso. E uma de suas manias era indagar a todo momento a quem dele se aproximava: “ta dando um quilo certo?” Era seu cumprimento de rotina. Ao invés de perguntar tudo bem? – como normalmente todos fazem – vinha logo com o carimbo: “tá dando um quilo certo”? Aos que ficavam espantados ele explicava que o quilo tinha que ser certo, correto, íntegro em sua composição de mil gramas. Ou seja, tinha que registrar as mil gramas de forma bem certinha! Na sua concepção o quilo não podia, por exemplo, ter 950 gramas ou 1.075. Não, não! No quilo não podia faltar gramas nem sobrar. O quilo tinha que conter as mil gramas – e ponto final!

Detalhe interessante nessa mania é que ele ampliava o emprego do “quilo certo” para outros aspectos da vida, abrindo o leque para outros significados da expressão. Assim, na vida, segundo a sua ótica, “tudo tinha que dar um quilo certo”. Rigorosamente falando. E c’est fini. A amizade tinha que dar um quilo certo; o desempenho profissional tinha que dar um quilo certo; a fidelidade entre namorados, noivos, casados e amigos tinha que dar um quilo certo; os pais tinham que manter com os filhos um relacionamento na base do quilo certo – e vice-versa; os comerciantes tinham que vender produtos que respondessem afirmativamente a esse apelo do quilo certo; as balanças, nas feiras livres, tinham que apontar o quilo rigorosamente no padrão do quilo certo; os políticos... Bom, aí eu vi que o quilo certo não cabe em todas as coisas; que nem sempre a sua aplicação corresponde à realidade. E na política...

Ora, em um país em que as principais lideranças primam pela prática do quilo errado, como ia se firmar em toda a sua extensão a pretensão dele de que “tudo na vida tinha que dar um quilo certo?”. Onde encontrar um quilo certo em algum lugar do recanto brasileiro, onde tudo expressa a prevalência do quilo errado? Na educação o quilo não atinge nunca as mil gramas; na saúde a balança está mais furada do que tábua de pirulito, com hospitais sucateados, estoque sempre negativo de materiais e remédios, equipes médicas e profissionais em geral estressados e mal pagos; no sistema de transportes públicos a pesagem está muito abaixo do ideal; as estradas, portos e aeroportos operando muito distante de um padrão mínimo de qualidade; o sistema telefônico deficiente e sobrecarregado e cobrando uma das tarifas mais caras do mundo; Correios entregando correspondência sempre fora do prazo...

Onde, meu Deus, encontrar no Brasil o quilo certo em alguma coisa? Principalmente agora, quando expressiva parcela da população protesta nas ruas, defendendo ética, transparência, lisura – ou seja, querendo que um quilo no Brasil represente realmente a medida certa das mil gramas? Nas questões que envolvem a política, a administração pública? No relacionamento entre governos e iniciativa privada? Quando passaremos a ter na vida nacional uma cultura do quilo certo? Aí eu vi quão grande é a quimera que representa isso tudo. De como está distante o momento de ver o Brasil um país ético – onde, afinal, um quilo seja realmente um quilo de mil gramas. Tento enxergar alguma esperança e o que vejo? Até o eleitor contribui – pelos políticos que elege – para a manutenção do Brasil como um país de pesagem falsa. Sarney, Renan, Collor, Maluf, Genoino, Tiririca... Onde estão as mil gramas?

Públio José – jornalista

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Um dos fortes objetivos de Jesus em relação aos apóstolos era a preparação deles para os tempos futuros nos quais não se faria mais presente em suas vidas – e que seriam fartos em traições, perseguições, julgamentos dissimulados e morte. Entretanto, ao longo da mútua convivência, um fato se estabelecera de tal forma que, predominando, poderia prejudicar o futuro trabalho do grupo: a excessiva dependência de todos a Jesus. Ocorrência natural àquela altura dos acontecimentos, uma vez serem eles homens comuns, ignorantes alguns, desprovidos, até então, de qualquer resquício de poder espiritual. E muito mais ainda em função de terem testemunhado episódios extraordinários, entre os quais a cura de cegos, leprosos, aleijados, a ressurreição de mortos, a conversão de ladrões, assassinos, prostitutas... Fatos a fazê-los ainda mais dependentes diante de convivência tão marcante.

Desapregá-los fisicamente de Jesus – mantendo-os, porém, fieis e alinhados espiritualmente – se fazia fundamental para o sucesso do empreendimento divino, mesmo se revelando missão de difícil execução. Tanto é que, após a crucificação, todos eles (com exceção de Judas, já morto àquela altura) trataram de se esconder das autoridades judaicas e romanas, pois lhes faltava a pessoa confiante, intensa, fascinante de Jesus, tornada imprescindível após três anos de convívio seguro e enriquecedor. Já sabedor das deficiências e fragilidades dos apóstolos, Jesus se antecipa aos fatos (Mateus 11.7b), ressaltando a importância do aprendizado da Palavra e da firme postura mental e espiritual dos agentes que Deus escolhera para divulgar ao mundo seu plano de salvação. E que, ausente Jesus, seriam eles os fieis e resolutos executores de tão importante missão. A arma? A Palavra. Apenas.

Empreitada, convenhamos, de fazer boquiaberto o mais crédulo entre os crédulos, uma vez viver-se uma circunstância em que somente pela força das armas se conseguiria acender em um povo a esperança da vinda de um novo tempo. Daí o que está registrado em Mateus: “Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?” dizendo de pessoas que se dobram aos ventos das vicissitudes, das dificuldades. E que, aos primeiros sinais dos vendavais da vida, desistem, fraquejam, abandonam sonhos, projetos – deixando-os se esfarelar como capim feito seco pelo passar do tempo. Mais adiante, Jesus repete: “Mas, então, que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta”. Referia-se a João – o Batista, como exemplo de firmeza na visão, na fé, na concepção espiritual e no destemor com que enfrentara enormes desafios na execução da missão que lhe fora confiada.

Batizar Jesus? João alcançou esse objetivo. Pregar o Evangelho do Arrependimento? Ministrou-o com maestria. Ser o maior entre os nascidos de mulher? Esta qualificação o próprio Jesus lhe imputou. Destacar-se como profeta? Jesus também assim o distinguiu. No mesmo discurso Jesus enfatiza que “o Reino dos céus é tomado por esforço”, referindo-se aos fariseus que impediam o livre acesso a Deus, por se atribuírem intermediários divinos e por infligir ao povo incontáveis sacrifícios – por Jesus já desautorizados. Significando também que a “tomada do Reino” se faz com permanente esforço individual, empreitada reservada, evidentemente, aos que não se dobram, nem se deixam engolfar pelas aflições da vida. Nem por heresias, modismos, relativismos, falsas doutrinas, nem ilusória erudição secular. Ih! Tempestade à vista! Oh! Guru também! Ih! Vem forte vendaval! Vai virar caniço? Vai se esfarelar?

Públio José é jornalista.

                                                                                                                                                           (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)                        

 Um episódio, dia desses, me deixou curioso. Vi alguém tremendo, arfando, nervoso por conta de uma determinada situação, com a qual, graças a Deus, eu não tive nenhum envolvimento. Fui apenas um privilegiado espectador da cena. Daí me dei conta de como é estranho o tremer das pessoas diante de dificuldades, de conflitos, de fortes emoções. Até parece, nessas situações, que o organismo humano age no sentido contrário ao da lógica. Ao invés de nos endurecer psicologicamente, de enrijecer nossa mente diante da necessidade premente do embate; ao invés de impor um rigoroso controle sobre nossas emoções, nos preparando para vencer o inimigo, seja ele qual for, nos põe a tremer, a balbuciar, a perder totalmente o domínio sobre o raciocínio e a tomada de decisões. Então, pensando daqui, pensando dacolá, descobri ser o tremer um companheiro originário e inseparável da ira e do medo.                      

Logicamente, falo do tremer que não está ligado à manifestação de doenças biológicas. Sabe-se de distúrbios neurológicos que levam a pessoa, por mais dócil que seja, a viver tremendo de maneira incontrolável. O tremer que relaciono aqui é o que vem da ira, da raiva, do ódio, do descontrole das emoções, e também do que se origina do medo, da ansiedade, da dúvida, da incerteza. Este é o pavor do desconhecido, do amanhã, dos desafios, e que leva o organismo a sinalizar, de forma clara e visível, que a carga sobre a pessoa passou dos limites – ou, no mínimo, que o problema, na origem de tudo, está mal administrado. O que se conclui é que o tremer é uma sinalização bastante evidente do momento em que o corpo, a estrutura física e psicológica da qual somos dotados, não tem mais como controlar a situação. E vê no fenômeno a única condição de sinalizar que se aproxima a instalação do caos.                        A conseqüência, no médio e longo prazo, é a chegada da depressão, da covardia, da inoperância ao enfrentamento dos problemas do cotidiano. O tremer que advém do medo corrói as pessoas por dentro, tornando o seu viver insípido, fugidio, carregado de uma desesperança sem fim, cujo desfecho, muitas vezes, é a tentativa da morte através do suicídio. O outro tremer, o que advém da ira, do ódio, tem manifestação passageira, é mais ocasional. Suas conseqüências, no entanto, podem deixar marcas profundas e prejuízos irremediáveis na vida do irado e das pessoas que transitam ao seu redor. Más querenças, agressões, quebradeiras, amizades e relacionamentos desfeitos, cizânias, desuniões, são frutos do descontrole daí advindo. O destino final desses casos deságua nas UTI’s dos hospitais, pelos acidentes cardiovasculares, ou nas delegacias de polícia, pelos homicídios daí decorrentes.                        

O tremer, enfim, não é um bom companheiro. Além de corroer por dentro, demonstra, quando explode exteriormente, a perda do controle da situação – com sua alta taxa de imprevisibilidade. E qual a solução? Receita pronta não existe. Todavia, é salutar evitar a instalação do extremo nas emoções e cultivar companhias e ambientes que não tragam sentimentos de conflito. Segundo a Bíblia, “um abismo puxa outra abismo”, ou seja, um problema acarreta o surgimento de outro problema – de proporções maiores e de conseqüências inimagináveis. A Bíblia também nos exorta a “fugir da aparência do mal”. Ou seja, é melhor evitá-lo do que confrontá-lo. Domínio próprio, outro instrumento poderoso, do qual fomos dotados interiormente para uso em situações de conflito, também se impõe ser exercitado. Com isso, o tremer poderá ser vencido. E vantagem maior: a qualidade de vida continuará a ser preservada.

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Os países em geral, e o Brasil em particular, têm enfrentado verdadeiros terremotos em seus sistemas políticos por conta da corrução. Qual célula cancerosa infectando o corpo humano, a corrução se insere no contexto da administração pública, tornando-se praticamente impossível, a cada dia que passa, o combate à sua manifestação e às conseqüências dos seus atos. A imprensa tem denunciado o surgimento de focos de corrução, por menores que sejam, vivendo seu papel de guardiã do processo democrático. Mesmo assim, episódios dolorosos e de magnitude variada têm se repetido com freqüência cada vez maior na vida das nações, envolvendo, de roldão, governos, partidos políticos e até empresas privadas. O resultado? Renúncias, demissões, desonra – e morte até, conseqüências extremamente prejudiciais ao funcionamento das instituições.

Em todo esse processo tem ficado bem patente, bem visível, a pessoa do corruto. Do político, do alto funcionário público, principalmente dos que administram polpudos orçamentos, ou dos que estão posicionados bem no centro das grandes decisões. O corruto, aquele que aparece em primeiro plano quando a denúncia explode, vai para as primeiras páginas dos jornais, para o horário nobre dos grandes noticiários de tv, para as páginas centrais das grandes revistas, quando, na verdade, ele se constitui tão somente a ponta do iceberg, o porta-estrandarte de um grande esquema. Ou você imagina que um porta-estandarte sairia sozinho na avenida para defender as cores de sua escola? A investigação deveria ir mais além, ao cerne da questão. Mas não vai. Fica na periferia, na instância do jogo miúdo, no universo dos jogadores de pequeno porte. Dificilmente chega ao epicentro, ao coração do sistema – ao corrutor.

Interessante é observar, também, a sanha e a ira dos que acusam o corruto. Meses e meses ele é execrado, apontado, perseguido, acusado muitas vezes até pelo que não praticou. Enquanto isso, lendas, mitos, distorções vão se agregando à investigação do processo, criando, com o passar do tempo, dificuldades cada vez maiores para se chegar aonde todo mundo quer chegar: ao corrutor – aquele que deu início a tudo. Ou como se pode imaginar um funcionário subalterno intermediando negócios que envolvem milhões e milhões de dólares sem ter, atrás de si, a segurança e a garantia de que o proposto será fielmente cumprido? E também como receber alguém em uma negociação não estando seguro do poder que essa pessoa representa? Você negocia com quem não está autorizado para tanto?

Ah, o corrutor! Vive nas sombras, plantando, insinuando, se inserindo, doutrinando – e manchando todo lugar com a planta de seus pés. O tempo passa, os processos se avolumam, os corrutos aparecem e desaparecem no noticiário, o país segue seu caminho, mas o corrutor continua lá, impassível, invisível, empoleirado no poder, acobertado pelas circunstâncias. Seu objetivo é ganhar dinheiro – sempre. Para tanto, envolve pessoas, mente, distorce, adultera. Desvia a merenda de crianças pobres, os remédios dos idosos carentes e o leite de populações indefesas. De quebra, joga o país na rua da amargura e as instituições num redemoinho sem fim. Pensando bem, quem é tal figura? Um mero sabichão? Um fruto degenerado da natureza humana? Ou uma disfunção do organismo político? É difícil a conclusão. Do corrutor, lamentavelmente, não se sabe quase nada. Somente as conseqüências daninhas da sua “lucrativa” atividade.

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Um homem muito sábio falou certa vez que o suicida ao buscar a morte não está propriamente querendo colocar um ponto final na sua existência. Com seu gesto, está, na verdade, procurando desesperadamente uma saída, um novo ambiente onde possa continuar os seus dias. Um novo lugar onde possa se situar longe das angústias, dos problemas que o estão atingindo com magnitude tal a ponto de instigá-lo a querer exterminar a própria vida. Por esse raciocínio, ao suicida não está faltando o desejo de viver. Acima do sentimento de morte se sobrepõe a vontade ardente, sobre-humana, irracional até, de buscar uma saída, uma porta que lhe ponha em contato com uma nova realidade de vida. Deixando de lado nessa questão aspectos filosóficos, religiosos e sociais, o que essas pessoas adquiriram, na verdade, foi uma noção equivocada de que o tempo e o espaço para elas acabaram, deixaram de ocorrer.

É como se, em linguagem militar, o campo de manobra do comandante não existisse mais. Ou por outra, é como se ele não tivesse mais nenhum espaço para operar com o seu exército em razão do maior poderio do inimigo. Em circunstâncias assim o que fazer? Para alguns é chegado o caos, o término de tudo; para outros, apesar das dificuldades, ainda há tempo de buscar alternativas, de retirar da mente o direcionamento que apontará para inúmeros outros caminhos. No caso militar, a rendição pode ser uma saída, uma operação que poderá embalar sonhos de vitórias futuras – apesar do clima de derrota se fazer tão presente. A História está repleta de casos e exemplos de grandes personagens que se tornaram grandes personagens pela busca incessante de novas saídas, de novos rumos, mesmo quando a realidade presente sinalizava para o fim, para a derrota, para a morte até.
Já o problema do suicida é que a sua luta se trava noutro plano. Num patamar, lamentavelmente, sem volta. Super dimensionando a extensão dos seus problemas, de seus traumas, de suas desconexões, o suicida lenta e inexoravelmente se encaminha para um beco sem saída, deixando de lançar o olhar para novos relacionamentos, novos horizontes – de onde poderá descortinar uma outra dimensão para suas dores. Deixando, assim, de vislumbrar as inúmeras soluções que existem para seus problemas. É o que os psicoterapeutas indicam como “fechar a janela da inteligência” – um eufemismo que significa fechar os arquivos do cérebro, da memória, torná-los inacessíveis para as incontáveis alternativas que ali nós podemos buscar. Quer dizer, as soluções existem. Os arquivos do cérebro estão prontos para apontá-las. Resta a essas pessoas tomar uma atitude: buscar.
A diferença nas pessoas está, então, em crer ou não crer, em enxergar ou não além da sua própria realidade. O que dita as reações da grande maioria – e do suicida em particular – é o problema que está à sua frente. Dominador, torturador, inclemente. Churchill, por exemplo, foi um personagem maravilhoso no sentido de olhar muito além do seu próprio horizonte. Para onde Churchill direcionava o olhar que vislumbrava a vitória em uma guerra que tudo indicava perdida? A realidade era de dor, de sofrimento, de caos. Onde subsistia nele uma chama, uma visão, uma resistência que ninguém via – e que acabou por contagiar um país inteiro, um povo em sua quase totalidade? Churchill estava convicto de que a vitória viria de longe. Na verdade, seu olhar estava fixo num horizonte muito além do doloroso cenário de guerra.

Sua fé e convicção atravessavam mares, oceanos, e repousavam noutro continente, fixando-se no poderio do emergente exército americano. Essa sensação de alento irrigava seus dias e suas noites, àquela altura tão sombrios, trazendo-lhe ao coração um sentimento de que a hora do povo inglês, embora aparentasse tardar, logo logo chegaria. Uma postura assim faz uma grande diferença entre as pessoas. E reforça a idéia de que para alguns está fechada a estrada da fé, da esperança, eventos que para estas se apresentam incertos, longínquos, inalcançáveis; já a outras pessoas é dado conviver com a fé, com a convicção forte, ininterrupta, de que dias melhores virão. De que a vitória, traduzida em paz e alegria, mesmo demorada, ocorrerá. Às vezes vinda de perto; às vezes vinda de longe. Que importa? O essencial é aprender a olhar além da própria dor para, assim, alcançar a vitória. É assim ou não?

Públio José – jornalista

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O cenário é de uma festa de casamento. Estamos há mais de dois mil anos atrás, quando Jesus Cristo, seus apóstolos e sua mãe, Maria, comparecem às bodas de um jovem casal, em Caná da Galileia. Caná vem do hebraico e significa cana. O nome, assim, provém da proximidade da aldeia com uma área de alagadiço, com certeza terreno propício à plantação do vegetal. Era também o lugar de nascimento de Natanael, um dos apóstolos de Jesus, e ganhou fama e notoriedade como local do primeiro milagre de Jesus. A passagem é clássica e integra o relato, registrado na Bíblia, do evangelho escrito pelo apóstolo João. Ao que tudo indica, a festa seguia normalmente quando seus organizadores observam que ia faltar vinho. (Imaginem a bebida faltar em plena festa! Seria um transtorno para o noivo!) De imediato, parentes do noivo solicitam a Maria uma intervenção, uma solução para o problema.

Ela, numa atitude natural, como amiga da família, e também querendo retirar do currículo da festa o constrangimento geral que redundaria a falta da bebida, dirige-se ao filho. O gesto de Maria implica várias deduções e ecoa para a posteridade como semente, lastro, elemento impactante para o acontecimento que viria a seguir. Da cena se conclui, em primeiro lugar, ser Jesus – pelo menos até aquele momento – desconhecido no ambiente. Pois, ao invés de procurá-lo para acudi-los, os responsáveis se dirigem a Maria. Ela, por sua vez, deveria ter um forte motivo ou, no mínimo, uma vaga convicção de que o filho representava a solução para o problema. Sabe-se perfeitamente que Jesus não mantinha nenhum envolvimento com o comércio do vinho. Como é certo, também, não ter ele à mão, no momento, nenhum elemento que justificasse, humanamente falando, ser solicitado para sanar a questão.

Qual a explicação, então, para Maria dirigir-se a ele? Por ser seu filho? É pouco provável. O que Jesus sugere de extraordinário, o que sinaliza, o que manifesta para que ela o veja em condições de trazer outro desfecho à situação? Soa estranho, por outro lado – quase beirando à reprimenda – a maneira como Jesus, em resposta, se dirige à mãe: “Mulher, que tenho eu contigo?”. Colocada de forma pública, tal afirmação deve ter causado constrangimento a Maria. O texto, entretanto, não se refere a essa circunstância nem reporta nenhuma atitude sua decorrente da exclamação de Jesus. Enigmas à parte, o que se deduz do episódio é que Maria entrou nele como figura principal – em razão de ter sido vista como solução à falta do vinho – e saiu como coadjuvante, deixando para Jesus o papel principal do fantástico enredo. E – mais mistério ainda – portando uma ordem: “Fazei tudo quanto ele vos mandar”.

Saberia ela, então, dos atributos divinos do filho, já tendo vivenciado milagres anteriores por ele promovidos, motivo pelo qual fez dele o foco principal do evento? Ou, além disso, já antecipava sua autoridade de Deus e o poder de solucionar problemas a ponto de encaminhar-lhe a questão e solicitar aos presentes obediência a ele “em tudo?” O certo é que a frase de Maria transcende, em muito, sua própria circunscrição. É a constatação de que em Jesus estão presentes os atributos necessários e suficientes à condição de ser procurado, ouvido, seguido, obedecido. Após sua ordem “Fazei tudo quanto ele vos mandar” Maria saiu de cena, deixando a Jesus o foco, a atenção, o mando, o poder, a autoridade, entronizando-o no ambiente como pessoa capacitada a merecer a confiança, o crédito e a obediência dos presentes. E o vinho? Bom, o milagre aconteceu. Voltou a ser servido. Farto. De qualidade. Excelente.


Públio José é jornalista

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Na linguagem empresarial, comercial, o termo fornecedor tem um peso muito importante. Representa, na estrutura do negócio, o parceiro que produz mercadorias e serviços para outros parceiros que, por sua vez, detêm meios de acesso ao mercado consumidor. O assunto é vasto, pois envolve não somente os que produzem (muitas vezes desprovidos de estrutura de distribuição), mas também os chamados atravessadores, especuladores, agentes responsáveis pela compra das mercadorias aos produtores e pela venda e entrega delas à rede de lojistas. No entanto, devido à complexidade que rege atualmente o mundo dos negócios – principalmente pelo peso da maquina governamental – o termo ganhou significado mais profundo, agigantou-se e passou a representar um item super importante na engrenagem e escaninho das grandes corporações e das grandes organizações estatais.

Por conta do poderio e da complexidade do mercado fornecedor, as empresas e instituições se obrigaram a montar grandes estruturas para aquisição de produtos e serviços, e suas subseqüentes atividades, como controle de qualidade, de pagamento, de estoque, fiscalização, auditoria... E um mundão de outros elementos de suporte, entre os quais – e principalmente – aqueles voltados ao combate da corrução, este um item responsável pela maioria dos escândalos envolvendo parlamentares, políticos e administradores públicos. Como terceira ponta deste negócio, nem sempre o consumidor sabe que vive à mercê das decisões dessa engrenagem – mas vive. De maneira que, atualmente, ninguém se livra de estar direta ou indiretamente envolvido nessa gigantesca – e nem sempre clara e transparente – rede de relacionamentos interpessoais, além de gestora de uma incalculável montanha de dinheiro.

Entretanto, para os fins a que se destina o conteúdo deste artigo, convém ampliar o conceito, o significado do termo fornecedor. Pois, se fizermos aqui uma análise menos negocial, menos tradicional, e mais sociológica, mais humanista... Enfim, se olharmos para dentro das estruturas familiares, das estruturas sociais, políticas, profissionais, veremos que todos nós fornecemos algo a alguém. Os pais, por exemplo, fornecem aos filhos roupas, alimentos, educação, saúde. Só isso? E onde fica o carinho, a atenção, o zelo, os cuidados, a orientação para a vida, o amor, enfim? Já os empregados fornecem aos patrões o esforço, a dedicação, a seriedade, a honestidade, a competência no desempenho do trabalho que se obrigaram a fazer quando foram contratados. Já os patrões se obrigam a fornecer salário (de preferência em dia), boas condições de trabalho, planos de saúde, vale transporte...

Um homem houve que nos forneceu belíssimos e utilíssimos ensinamentos – e muito amor. Seu nome? Jesus Cristo. Já Hitler forneceu à nação alemã, e por conseqüência a toda humanidade, conceitos carregados de preconceito, ódio, descriminação, sangue, destruição. Fidel Castro ficou famoso pelo fornecimento aos cubanos de perseguição, censura, miséria, paredon e morte. Hugo Chávez legou aos venezuelanos um misto de intranqüilidade, regime ditatorial, incerteza econômica. Há, portanto, homens e homens. E fornecimentos e fornecimentos. Madre Teresa de Calcutá era uma exímia fornecedora de caridade, doação, carinho, amor. Ghandy fez da sua vida um tesouro de fornecimento de amor e louvor ao próximo. Martin Luther King (sem decretos, sem ministérios e sem disparar um tiro) transformou-se em ícone da humanidade no que diz respeito aos direitos humanos e igualdade racial.

E Jesus? Jesus é um caso à parte. Um fornecedor extraordinário. Que extrapola o entendimento humano, que vai muito além da concepção que o homem faz do fornecimento que deve direcionar ao próximo em família, no trabalho, na vida em sociedade. Jesus nos fornece perdão em plena cruz (“Pai, perdoa; eles não sabem o que fazem”); Jesus nos fornece alívio nos momentos de dor (“Vinde a mim todos que estais cansados e sobrecarregados; e eu vos aliviarei”); Jesus nos fornece orientação espiritual direcionada à salvação (“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; e ninguém vem ao Pai senão por mim”). E você? Você é um fornecedor. De que tipo? O que está fornecendo aos filhos, amigos, vizinhos, colegas de trabalho? Como eleitor, por exemplo, a quem fornece seu voto? Político corruto em troca de dinheiro? Veja lá! Há homens e homens. Fornecimento e fornecimento. Qual a sua mercadoria?

Públio José é jornalista



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