NATAL PRESS

Mundo em guerra, ou melhor, mundo sempre em guerra. Então, é igualmente hora, no raiar de mais um ano, de falar na Paz e de lutar por ela, até que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta gente. Um dos perigos que a Humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo como coisa que não possa ser mudada. Eis o assassínio da tranquilidade entre pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá.

Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se acostumarem ao absurdo, este irá tomando conta de suas existências.

Todos estão profundamente preocupados com a selvageria que campeia na Terra, à cata de uma solução para pelo menos diminuir a violência, que saiu dos lugares ocultos, das madrugadas sombrias, ganhou as ruas e os lares, pois invadiu as mentes. Contudo, hoje, cresce o entendimento de que, se há violência, não é só problema dos governos, das organizações policiais, marcantemente, porém, um desafio para todos nós, sociedade. Se ela saiu da noite escura e mostrou-se à luz do dia, é porque habita o íntimo das criaturas. Existindo nas Almas e nos corações, se fará presente onde estiver o ser humano.

SOCIEDADE SOLIDÁRIA E ALTRUÍSTICA
Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Paulo Apóstolo dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo” (Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16). Ora, João Evangelista, por sua vez, asseverou que “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João Evangelista, 4:8). Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se da perspectiva nascida do Seu coração, que é solidária e altruística, firmada no Seu Mandamento Novo: “Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho segundo João, 13:34), a Lei da Solidariedade Espiritual e Humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.

Num futuro que nós, civis e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço ético, moral e espiritual.

OUTRO PARADIGMA
Deve haver um paradigma para a Paz. Qual? Os governantes do mundo? Todavia, na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente se armam. Tem sido assim a história da “civilização”... “Quousque tandem, Catilina?” (Até quando, Catilina?) A Sabedoria Divina, no entanto, adverte que, se queremos a Paz, devemos preparar-nos para ela. E Jesus nos apresentou um excelente caminho: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Evangelho segundo João, 14:27). Que tal experimentá-lo?

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Em 8 de dezembro comemoramos no Brasil o Dia Nacional da Família. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 16o, podemos ler: “A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado”.

Em nossos pensamentos diários, observemos sempre se estamos dando o justo valor à Família. Um país melhor, mais feliz e, por consequência, uma Humanidade equilibrada dependem dos núcleos familiares bem constituídos, devidamente prestigiados por seus integrantes e pela comunidade. A importância da família transcende a compreensão mais comum. Nela, a vida humana encontra o seu refúgio, a exemplo da criança especial, que tem o seu dia celebrado em 9 de dezembro.

APOSTEMOS NAS FAMÍLIAS
O ilustre Espírito dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900), que foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro no tempo do Império, numa mensagem por intermédio do sensitivo Chico Periotto, deu ênfase ao nosso tema de hoje. Peço-lhes a atenção para suas palavras:
“A existência na Terra é de luta — não há outra denominação melhor —, mas a tranquilidade de Alma existe quando vemos que as Forças Benditas envolvem a família e os casais, elevando-os a patamares de compreensão, buscando as sementes que germinaram os frutos da semeadura, por intermédio dos filhos.
“Apostemos na ideia das famílias unidas pelo Cristo de Deus. Apostemos nisso. Que a palavra da Boa Vontade de Deus possa fazer o trabalho preponderante do Bem e ser ouvida e seguida na Terra. (...)
“Falamos sobre a importância da egrégora familiar, assunto recorrente e sempre de necessária abordagem, porque necessitamos oferecer condições de segurança, principalmente às mulheres (na Humanidade), às mulheres esposas e às crianças, com a parede, com a muralha dos bons sentimentos e das boas ações, fazendo descer sobre elas a cachoeira espiritual de bons fluidos que vem do Etéreo.
“Muitos casais e muitas famílias se desfazem porque não se preocupam com o diálogo salutar, com a compreensão mútua, enfim, com a presença do símbolo da unidade familiar, cujos arroubos sempre causam transtornos perigosos, problemáticos e danos irreparáveis aos que postulam a sedimentação da família no planeta Terra.
“Constituímos nossas vidas, também no Etéreo, pelo espírito de família que trazemos dos laços aflorados e traduzidos em harmonia e união advindos da matéria. Somos mais felizes no Espaço quando encontramos o nosso verdadeiro Amor na Terra.
“Se Jesus aproximou, uniu e fez com que frutificasse o Amor por intermédio dos filhos, dos felizes filhos que desabrocham, temos que trabalhar para suprir as deficiências do cotidiano, da convivência, do livre-arbítrio e de raciocínios que, às vezes, fogem do verdadeiro prumo necessário ao desenvolvimento da família. (...)
“Saibam que, na Pátria da Verdade, não nos descuidamos das lutas em que todos estão envolvidos no mundo. Mas queremos ainda maior afinação dos seres terrestres com seus Anjos da Guarda. Não deixem vícios humanos atingir seus Espíritos nem suas famílias, principalmente esses vícios que são fartamente divulgados nas mídias. Desde um simples cigarro, aparentemente inofensivo, às drogas, às bebidas. Blindem, blindem suas Almas. O corpo, o vaso físico que todos recebem na encarnação presente, é instrumento de Deus emprestado, inclusive os órgãos genitais, pois procriam, interagem a energia do homem com a da mulher para a evolução, a continuidade na Terra”.
Dr. Bezerra — muito conhecido também como “Médico dos Pobres” — continua vivo no Céu, no Mundo Espiritual, como Espírito, Anjo da Guarda, Nume Tutelar, enfim, há vários nomes que definem a mesma condição de prosseguir existindo. O princípio de tolerância, que deve reger a convivência em sociedade, nos inspira este raciocínio: ainda que nem todos acreditem na possibilidade da vida eterna ou que exista diálogo entre Céu e Terra, hão de levar em consideração o conteúdo da mensagem. É um texto sensato e que merece reflexão. A segurança material e espiritual de nossas famílias significa a boa guarda de nós mesmos.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Duas datas significativas preparam o espírito dos povos para as comemorações de mais um Natal de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Refiro-me ao Dia Internacional da Solidariedade (20/12) e ao dedicado, no Brasil, aos órfãos (24/12).
Quando de Sua primeira vinda visível ao planeta, o Provedor Celeste exemplificou com a própria vida o valor da solidariedade sem fronteiras, sejam elas de idioma, cor da pele, opinião política etc. É Dele também uma postura ecumênica de amparo aos desfavorecidos da Terra.
Refletindo sobre o amplo e irrestrito significado do Natal de Jesus para a LBV e para os que com ela cerram fileiras na construção “de um Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz”, recordo trecho de circular que escrevi em Brasília/DF, datada de 4 de junho de 1997. Faz parte da minha obra “Liderar sob a proteção de Deus”, em preparação.
Dedico a todos os corações de Boa Vontade: (...) Elevemos uma fervorosa Prece ao Cristo, nosso Senhor, porquanto este é o caminho seguro que nos conduzirá à vitória. No Cristo, venceremos! Que queremos nós senão oferecer aos deserdados do mundo uma Ceia Especial que nutra, para todo o sempre, os seus Espíritos sequiosos de um alimento que vem do Alto: Jesus, o Pão que desceu do Céu? E esse Pão que desceu do céu igualmente é Educação e Cultura, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho com Espiritualidade Ecumênica! Um sonho que nos vem do Cristo de Deus, de forma que o tornemos uma instituição em toda a Terra, para o que precisamos desenvolver um sentido realista, a fim de infalivelmente conduzir multidões pelas estradas da Alma. Isso porque nestes tempos de avançada tecnologia, é urgente que a Humanidade seja mais sensível aos sentimentos generosos, que impulsionam a Fraternidade e a Solidariedade Social, que andam fazendo bastante falta nos dias que correm. (...)
Um Feliz Natal a todos, e um ano-novo próspero em realizações no Bem!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Nossa homenagem ao ilustre advogado e extraordinário líder político Nelson Rolihlahla Mandela, que retornou em 5 de dezembro à Pátria Espiritual.
Primeiro presidente negro da África do Sul, governando-a de 1994 a 1999, destemidamente lutou contra o apartheid, desumano regime de segregação racial que, por tanto tempo, infelicitou o extremo sul do continente africano.
Em 18 de julho de 2014, Mandela completaria 96 anos. Foi um ser humano digno de admiração. Prêmio Nobel da Paz em 1993, ele foi condecorado no Brasil, para honra nossa, em 1997, com a Comenda da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica, láurea concedida pelo ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF.
Aos seus estimados familiares e ao povo sul-africano, as nossas condolências. Madiba, como era afetuosamente chamado, segue o seu ativismo pela causa da liberdade, agora, na condição de Espírito Eterno.
Na sexta-feira, 6/12, uma equipe de reportagem do SBT acompanhou uma aula no Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, sobre a importância de Mandela para a democracia e a Paz.
O respeito às diversas culturas e a vivência fraterna e ecumênica que diariamente despertamos nas crianças ficam demonstrados neste depoimento da aluna Lara Vitória, de 8 anos: “Nós aprendemos desde pequeninos na escola que somos todos iguais e não importa se somos negros, brancos, de outras religiões. O que importa é o Amor que temos uns pelos outros”.

PEDAGOGIA PELA PAZ
“A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.” É um trecho do Artigo XXVI da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completou, em 10 de dezembro, 65 anos.
Irmanada a esse preceito, em 22/11, na Lincoln Avenue School, em Orange/New Jersey, ocorreu bela cerimônia de conclusão do programa “Estudantes de Boa Vontade pela Paz”, desenvolvido pela LBV dos Estados Unidos nos colégios norte-americanos. De forma dinâmica e entusiasmada, quase mil alunos participaram da solenidade. A iniciativa visa incentivar a liderança solidária entre os educandos e favorecer um ambiente escolar livre de violência.
Nos últimos dois meses, em parceria, educadores da LBV e professores do local orientaram crianças e adolescentes sobre o tema “conscientizar, compartilhar e ajudar”. Os alunos decidiram, então, pôr em prática um pouco do aprendizado. Promoveram na comunidade, com o apoio de voluntários da LBV, uma campanha de alimentos para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social do Condado de Essex/NJ. Trata-se de exemplar atitude que proporcionou alegria aos atendidos no dia 28/11, feriado de Ação de Graças naquele país.
O embasamento desse esforço dos educadores vem das etapas do MAPREI (Método de Aprendizagem por Pesquisa Racional, Emocional e Intuitiva) — a metodologia de aplicação da Pedagogia do Afeto (para crianças de até 10 anos) e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico (a partir de 11 anos), que trabalhamos nas escolas da LBV no Brasil.
Nos Estados Unidos, como em muitos outros países, o problema da violência nas escolas é preocupante. E, segundo me informa o representante da LBV na ONU, Danilo Parmegiani, a Pedagogia da Boa Vontade, com a sua Cultura de Paz, tem obtido relevantes resultados em terras norte-americanas, pois todos percebem os benefícios de conciliar o currículo formal com a experiência da Boa Vontade em ação.
A notícia nos mostra o alcance da Espiritualidade Ecumênica entre os estudantes. Em “É Urgente Reeducar!”, ressalto que ela é o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo vulgar da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Misericórdia, da Moral, da Ética, da Honestidade, do Amor Fraterno.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
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Estamos mobilizados na Campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia! Atitude em prol de um Natal mais feliz para famílias em situação de pobreza, amparadas pela Legião da Boa Vontade durante o ano em seus programas socioeducacionais. A iniciativa alcançará ainda pessoas atendidas por instituições parceiras da LBV.
Agradecemos a imprescindível participação do povo, da classe artística, esportiva, da mídia, enfim, gente muito fraterna. Juntos, garantiremos o sucesso desse empreendimento solidário. O bom coração de tantos amigos fica bem expresso nas palavras da respeitada jornalista e empresária Ana Paula Padrão: “Usar a minha imagem a favor de uma bela causa e saber que com isso estou proporcionando um fim de ano melhor para tanta gente que realmente precisa é uma emoção. Esses 30 anos em que fiquei exposta na televisão fizeram com que as pessoas acreditassem em mim, e essa credibilidade é o que eu doo para a LBV e para essas famílias que terão um Natal mais feliz. Por isso, meus colegas e eu estamos participando desta campanha”.

FEIRA DO LIVRO DE BRASÍLIA
Até o dia 1º de dezembro, ao lado da Biblioteca Nacional, os brasilienses podem visitar a 31ª edição da Feira do Livro de Brasília. Sob o lema “Leitura, um direito fundamental”, o evento está diariamente aberto ao público das 10 às 22 horas. O acesso é gratuito. Vale a pena conferir. E é uma satisfação ter minha obra “Jesus, o Profeta Divino”, em seu formato popular, presente nesse espaço cultural. Encontra-se no estande da WRC Livros.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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Numa homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, e à memória do valente Zumbi, apresento trecho de artigo que preparei para a Folha de S.Paulo em 15/5/1988. Nele enfatizo a necessária prática do Ecumenismo entre as mais variadas etnias:

Zumbi deu o brado que nenhum Domingos Jorge Velho poderia abafar: Liberdade! Dignidade! Somos seres humanos!

Morreu-lhe o corpo. Mas a Alma — quem conseguirá matá-la? — permanece... e se multiplica nas palavras e atos de um Patrocínio, Joaquim Serra, Luís Gama, Salvador de Mendonça, André Rebouças, Castro Alves, Joaquim Nabuco e de tantos outros negros, brancos, mestiços. Se ainda não há democracia étnica dentro de nossas fronteiras — embora o Brasil seja um povo de etnias mescladas, para cuja sobrevivência é essencial estar plenamente legitimada e vivida a sua brilhante mestiçagem —, é porque o espírito de senzala continua grassando. Contudo, é justamente na natureza miscigenada que consiste a sua força.

Voltando ao quadro atual, a situação está mudando. E de onde menos se espera, assistimos à reeleição do primeiro presidente afro-americano da história dos EUA, o dr. Barack Obama. Um grande avanço!

TODA A HUMANIDADE É MESTIÇA

Em “Crônicas e Entrevistas” (Editora Elevação, 2000), prossigo defendendo a tese de que toda a Humanidade é, desde os tempos iniciais da monera, uma mescla sem-fim, tornando-se, portanto, sem propósito, qualquer tipo de discriminação, principalmente, no que diz respeito à cor da pele. A inevitável miscigenação humana constitui fato de proporções globais. Vários estudiosos afirmam que, cada vez mais, diminui no mundo o conceito de linhagem pura. Um exemplo dessa constatação vem dos Estados Unidos da América, que criaram um item no seu censo para contemplar os mestiços, que compõem significativa parcela da população norte-americana.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Na felicidade ou na dor, o ser humano jamais está sozinho. Sabendo ou não, crendo ou não crendo, tem Deus por si. No deserto ou nos vergéis, na montanha ou nos vales, na cidade ou nos campos, se, reverente, contemplar o Alto, verá a multidão de estrelas, carregando em seu bojo bilhões de bilhões de vidas.

Com a mesma Fé Realizante que me levou a escrever essas palavras, depois publicadas em meu livro “Como vencer o sofrimento” (1990), gostaria de transmitir fraterna solidariedade ao povo do arquipélago das Filipinas, na Ásia. Nossos Irmãos em Humanidade terrivelmente padecem das consequências da passagem do supertufão Haiyan, na última sexta-feira, 8/11. Atingindo ventos de mais de 300 km/h, a tormenta, considerada uma das maiores já registradas em terra firme, devastou algumas regiões do país. Não é possível ainda precisar o número exato de vítimas. As autoridades estimam em milhares de mortos e desaparecidos.

CARIDADE, FERRAMENTA DE RECONSTRUÇÃO
Especialistas do comportamento humano concordam que, em situações semelhantes, quando a dor nos surpreende de maneira tão cruel, a superação requer postura de coragem. Deixar de lado sentimentos de angústia e revolta é igualmente indispensável.
Aos que acreditam em um poder superior, na Eternidade, essa provação é mais prontamente aceita e realizada. Contudo, mesmo os céticos podem encontrar energia construtiva para dar novo sentido às suas existências. Temos, por exemplo, a caridade, o auxílio ao próximo, como emblemática ferramenta de reconstrução (...).
Nos corações que ficam, a ausência repentina dos que voltaram à Grande Pátria da Verdade é amenizada pela certeza de que o Criador proporciona renovada condição de vida a seus entes queridos, pois os mortos não morrem. E, onde estiverem, necessitam dessa compreensão dos que permanecem na Terra. Consideremos a possibilidade de vida atuante em outras dimensões. O Mundo Espiritual não é uma abstração.

Todos nós, seres humanos e espirituais, somos sempre convocados ao entendimento das realidades mais profundas, a fim de suportar e superar os desafios diários.

SENADOR PEDRO SIMON

Presente na 59ª Feira Internacional do Livro de Porto Alegre, o senador Pedro Simon lançou, na quinta-feira, 7/11, “Fé e Política — de Pedro a Francisco”. Conjuntura nacional, relações entre fé e política, educação são temas desenvolvidos pelo autor.

Grato ao nosso ilustre amigo pela dedicatória que me enviou: “Ao meu grande irmão Paiva Netto, um abraço e as felicitações por toda a sua Obra feita a favor do Bem e da Paz”.


José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
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A Vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena.

De vez em quando, surge alguém a falar sobre o suicídio, como se ele fosse uma glória, a do desaparecimento das dores e das perturbações da vida.
No entanto, isso é um grande engano, no qual ninguém deve precipitar-se, porquanto todo aquele que procurar no fim da existência humana o esquecimento de tudo encontrará o supremo despertar da inteligência flagrada em delito, porque, buscando o fim, achará vida e suas cobranças a respeito do que o suicida terá feito com ela.

A morte não é o término da existência humana. Como dizia o saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979), “ela não existe em nenhum ponto do Universo”.

Realmente, porque nem o cadáver está morto. Ao desfazer-se, libera bilhões de formas minúsculas que vão gerar outras maneiras de existir.
Você não acredita? Tem todo o direito. Mas se for verídico?! Premie-se, minha amiga, meu amigo, com o direito à dúvida, base do discurso científico, que, na perquirição incessante, continua rasgando estradas novas para a Humanidade.

Pense no fato de que, se o que afirmamos aqui for realidade, Você encontrar-se-á, após um pseudoato libertário (o suicídio), terrivelmente agrilhoado (ou agrilhoada). Achar-se-á em uma situação para a qual, de jeito algum, estava preparado, ou preparada. Para quem apelar se, de início, afastou de si todos os entes queridos e alegrias que teimava em não ver?! Naquele momento, tardiamente, gostaria de voltar a enxergá-los. E, somente à custa de muitas orações, que Você, talvez, jamais, ou raras vezes, tenha proferido na Terra, perceberá, num gesto de humildade, uma luz que se lhe acendam nas trevas. Apenas desse modo poderá reencetar, depois de muitas dores, cobradas por seu próprio Espírito, uma caminhada que se terá tornado mais áspera.

Como se diz aqui, na Religião Divina, “o suicídio não resolve as angústias de ninguém”; portanto, nem as suas.
Meu Irmão, minha Irmã, a Vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena. Por pior que seja a escuridão da noite, o Sol nascerá, trazendo claridade aos corações.
Ainda mais, se passarmos os olhos pelo redor do nosso dia a dia, veremos que existem aqueles, seres humanos e até mesmo animais, em situação mais dolorosa, precisando que lhes seja estendida mão amiga. Não devemos perder a oportunidade de ajudar. Àquele que auxilia não faltará nunca o amparo bendito que lhe possa curar as feridas.
Viver é melhor.

Não há morte em nenhum ponto do Universo

Fui buscar no primeiro volume da coleção, de minha autoria, Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, o seguinte trecho, por bem apropriado:
Dois de Novembro é o chamado dia dos mortos.

Certa feita, um repórter perguntou-me se costumava orar por eles. Respondi-lhe: Naturalmente. Sentimos saudade daqueles que nos antecederam no caminho da grande Pátria Espiritual, o Mundo da Verdade. Lembremo-nos dos parentes e amigos com muito carinho. Compreende-se a saudade, mas não convém alimentar tristeza, porque isso perturba o Espírito da pessoa amada. Eles estão mais vivos do que nunca. Nada morre. Basta ver que o cadáver, que vestiu o Espírito, também se transforma em vida. A morte é um boato. O saudoso jornalista, radialista, poeta e escritor Alziro Zarur ensinava que “não há morte em nenhum ponto do Universo”. Deus não é morte. É Vida. E Vida Eterna. O próprio Jesus revelou aos Seus discípulos que o Pai Celestial universalmente governa seres imortais. E arrematou: “Por não acreditardes nesta realidade, viveis equivocadamente”. Aqueles que amamos não morrem jamais, mesmo já se encontrando no Mundo Espiritual. Muitos permanecem ao nosso lado, ajudando-nos; outros podem estar precisando de nossas preces. Oremos por eles, para que, quando chegue a nossa vez, alguém ore por nós, e agradeçamos a Deus por ser Deus de vivos. Os mortos não morrem.

Pascal (1623-1662) já definira: “A imortalidade da Alma tem para o homem tamanha importância, interessa-lhe tão profundamente, que é preciso ter perdido toda a sensibilidade para ser-se indiferente ao seu conhecimento”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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O problema do mundo não é primordialmente o pecado, mas a carência de Amor que o gera. “Deus é Amor”, definiu João, Evangelista e Profeta, o Discípulo Amado do Divino Mestre, em sua Primeira Epístola, 4:16: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é Amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele”.

No filme “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), de Franco Zeffirelli, há uma cena antológica: na ocasião em que recebeu, em Roma, Francisco de Assis (1181-1226), o Papa Inocêncio III (1160-1216), profundamente comovido pela presença e pelas palavras de “Il Poverello”, quase que em êxtase exclamou: “Erros podem ser perdoados. Nossa obsessão com o pecado original nos faz muitas vezes esquecer nossa inocência original!”.

Jesus trouxe aos povos a correta visão do Pai Celeste: Caridade, Fraternidade, Compaixão, Solidariedade e também a perfeita Justiça, porque, sem ela, vigora a impunidade, fomentadora da corrupção que estabelece o caos.

No livro “Os Mensageiros”, do Espírito André Luiz, na psicografia de Francisco Cândido Xavier (1910-2002), lemos explicação de Alfredo, administrador de um Posto de Socorro no Plano Espiritual, que diz: “Enquanto não imperar a lei universal do amor, é indispensável persevere o reinado da justiça”.

É evidente que, quando me refiro à Justiça, não estou tratando de oportunismo nem de vingança, porquanto esses são a mais completa negação daquela. Nesse sentido, o famoso escritor e libretista italiano Pietro Metastasio (1698-1782) declarou: “Sem piedade, a justiça é crueldade. E é fraqueza a piedade sem justiça”.

De minha parte, também, tantas vezes tenho ponderado que — premiar quem não merece é crime.

A mensagem do Cristo Ecumênico é eterna, mesmo quando demore a tornar-se realidade. “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho de Jesus segundo Lucas, 21:33), pois Ele divinamente apregoa o Amor do Novo Mandamento como a definitiva solução para os males que afligem a Humanidade: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35 e 15:13).

Nesta oportunidade, a todos convido para participarem da sessão solene comemorativa do 24o aniversário do Templo da Boa Vontade, sábado próximo, 26, às 17 horas. Mas, por toda a semana, haverá festividade. O TBV fica no SGAS 915, Lotes 75 e 76. Para outras informações, acesse www.tbv.com.br/24anos
O DFTV, 1a edição, da Globo, esteve, em 21/10, no TBV, onde realizou excelente reportagem. Nossos agradecimentos.

CONJUNTO EDUCACIONAL BOA VONTADE
Com muito prazer, estive na sexta-feira, 18/10, na Supercreche Jesus e no Instituto de Educação que mantemos na capital paulista. Visitei as novas instalações da biblioteca Bruno Simões de Paiva, onde o Grupo de Instrumentistas e o Coral Ecumênico Infantojuvenil Boa Vontade interpretaram músicas de seu repertório, incluída uma composição na Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Agradeço às crianças, jovens e educadores pelo carinho com que me receberam. A alegria estampada em cada rosto é uma demonstração de que vale a pena lutar por um Brasil melhor e uma Humanidade mais feliz.
José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Quinze de outubro, Dia do Professor! Um Ser, uma Causa, cujo nobre propósito esclarece criaturas, edifica bons cidadãos. Aos dedicados educadores, idealistas de vulto de nossa Pátria, os parabéns da LBV! E realmente eles precisam de melhores salários.

No mesmo espírito de elucidar seres humanos, o Templo da Boa Vontade (TBV), até o fim do mês, apresenta uma iluminação diferenciada em apoio à campanha internacional Outubro Rosa, que evidencia a importância da prevenção do câncer de mama.

Durante 31 dias, no Brasil e no exterior, o rosa, a cor do laço que simboliza a luta contra a doença, é estampado em monumentos, prédios públicos, pontes, igrejas, estabelecimentos comerciais, enfim, uma rede de solidariedade se forma em torno do tema, levando as pessoas a expressarem sua adesão das mais criativas formas. Assim tem feito também a Super RBV de Comunicação (rádio, TV — canal 20 da SKY —, imprensa e internet).

Realizar periodicamente exames preventivos é uma providência que deve nortear a todos. Segundo o Ministério da Saúde, “o câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres. Somente no ano de 2011, a doença fez 13.225 vítimas no Brasil”. A detecção precoce, com o exame clínico da mama e a mamografia, pode salvar muitas vidas.

O TBV, que completa seu 24º aniversário em 21 de outubro, reúne neste mês um número ainda maior de peregrinos que desejam usufruir de sua mística de esperança alimentada pelo Ecumenismo Total. Ocasião, pois, modelo para milhares de visitantes adquirirem mais conhecimentos quanto aos imprescindíveis cuidados com a saúde do corpo.

Diariamente, às 18 horas, na Hora do Ângelus, no Templo da Paz, estamos dedicando uma oração às famílias que lutam contra o câncer de mama. Venha compartilhar sua Fé nesse ato de Caridade Espiritual.

O Templo da LBV fica no SGAS 915, Lotes 75 e 76. Para outras informações, ligue: (61) 3114-1070 ou acesse www.tbv.com.br/24anos.

OTAVIO FRIAS FILHO
Na quinta-feira, 10/10, na capital paulista, o jornalista Otavio Frias Filho, diretor de redação da “Folha de S. Paulo”, recebeu personalidades, colegas de profissão e amigos para uma sessão de autógrafos de “Cinco peças e uma farsa”.

O trabalho literário apresenta-nos mais um pouco da obra dramatúrgica do autor que, segundo a sinopse, “pratica com virtuosismo uma variedade grande de registros, da tragédia à farsa, passando por variantes do drama (...)”.

Grato ao ilustre escritor pela dedicatória que me endereçou em um exemplar: “Para Dr. Paiva Netto, com o abraço cordial do Otavio Frias Filho”.


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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