NATAL PRESS

A partir de quinta-feira, 12/6, chefes de Estado, imprensa mundial e mais de um bilhão de torcedores voltarão seus olhos para o Brasil. Após 64 anos, aliás, tempo de existência da brasileiríssima Legião da Boa Vontade (LBV), nosso país novamente sedia a Copa do Mundo.

Fazemos votos de que esta querida nação alcance a vitória almejada nos gramados e em todos os outros campos, no enfrentamento das batalhas diárias em prol da melhor qualidade de vida para os cidadãos.

Que o entusiasmo da torcida, dos jogadores, da comissão técnica, dos dirigentes de nossa Seleção, enfim, a vibração e a Fé também se multipliquem em ações pragmáticas no aprimoramento de todas as classes sociais. Contudo, entendemos que a violência jamais será metodologia eficiente para se conquistar qualquer objetivo, por mais justo que seja.

Há 100 anos, durante a fatídica 1ª. Grande Guerra, o futebol ganhou significativo espaço para a Paz no Natal de 1914. Oportuna trégua permitiu que uma partida fosse jogada entre inimigos à época. Esse episódio, ocorrido em Ypres, na Bélgica, expressa muita coisa! Embora tenha sido um fato isolado naquela ocasião, em que abundante sangue se derramava em nome da insensatez humana, ele nos demonstra que a Paz definitiva não é utopia. Depende de nós! Por isso, há décadas defendo: o esporte sempre será melhor que as sangrentas guerras, que deixam como herança viúvas e órfãos.

GOLS PELA INFÂNCIA BRASILEIRA
Com o apoio de destacados esportistas, a campanha da LBV “Fiz um gol pela infância brasileira!” é sucesso nacional. Ao participar, a pessoa leva para casa bela camisa autografada por ídolos do passado e do presente.
Quem recentemente aderiu a esse time da Solidariedade foi a nossa simpaticíssima Adriana Calcanhotto, cantora e compositora gaúcha de muito prestígio no país e no exterior. Falando ao jornalista Luiz Carlos Lourenço, ela comentou: “Os grandes astros do futebol brasileiro deixaram suas assinaturas aqui e isso mostra a credibilidade deste trabalho. A camisa traz ainda nas costas o número 10, que pertence ao Neymar. Também merece uma nota 10 esta campanha da Legião da Boa Vontade em favor da infância brasileira”.
Outras informações encontram-se no site www.lbv.org/doe.

ESPIRITUALIDADE NAS NAÇÕES UNIDAS
A sede da ONU, em Nova York, sediará, em 12/6, quinta-feira, seminário organizado por um grupo de instituições ligadas ao Comitê de ONGs sobre Espiritualidade. A pauta contemplará “O Trabalho Espiritual das Nações Unidas: avançando em direção a uma transformação planetária de consciência”.
A Legião da Boa Vontade dos Estados Unidos foi convidada a expor sua experiência e visão no tópico “como indivíduos e grupos podem ajudar a catalisar o trabalho de transformação planetária”. Segundo a dra. Ida Urso, presidente da Aquarian Age Community, esse tema “é natural para a LBV, porque já é o trabalho que realiza há muito tempo”.
Que esse evento alcance seus propósitos, semeando a esperança ativa de dias mais felizes para os cidadãos!

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
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Como ser humano, considero fundamental a lei que torna hediondo o crime de exploração sexual de crianças, adolescentes ou pessoas vulneráveis, sancionada pelo governo brasileiro, no dia 21/5, quarta-feira.

Trata-se de grande conquista em prol da integridade da criatura humana desde a infância. A lei está aí. Compete agora seja respeitada.

Todos os pais, avós, parentes, professores, autoridades, enfim, todo cidadão de bem, contam com uma forte ferramenta para proteger as crianças, os jovens ou qualquer um que esteja em situação de risco. Quando Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos ensinou, no “Pai-Nosso”, a suplicar a Deus que “nos livrasse do mal”, Ele não recomendou que aguardássemos de braços cruzados os fatos. Seu pragmático Evangelho é uma Academia que forma, em primeiro lugar, guardiães da ordem civilizada.
O Brasil é sede neste e nos próximos anos de megaeventos internacionais. O grau de nossa responsabilidade deve estar à altura dos que dependem diretamente de nossas atitudes de amparo.

Mônica Souza, gerente de comunicação e marketing da Plan International Brasil, no programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), afirmou: “A exploração sexual infantil não vem de hoje. As campanhas de combate já existem há bastante tempo. Nesse momento, estamos nos preparando para ter uma resposta um pouco mais agressiva nesse período de Copa no Mundo”. Um dos propósitos da Plan é capacitar crianças e jovens para serem protagonistas de sua própria história.

Também no contexto em pauta, o ensino e o conhecimento são providências de real prevenção. É o que Mônica ressalta: “Lugar de criança é na escola. Ela não tem que estar na rua ou nas praias trabalhando. Conscientizar a comunidade, trabalhar com ela, proporcionar seminários, mostrar o que acarreta o problema e trazer soluções, são oportunidades educativas”.
Combatamos a exploração sexual. Por favor, anotem e tenham sempre às mãos o Disque 100 (Disque Direitos Humanos). A ligação é gratuita, e não é preciso se identificar. As Centrais de Atendimento funcionam diariamente, 24 horas por dia.

SEBASTIÃO NERY
O estimado amigo Sebastião Nery lançou recentemente a obra “Ninguém me contou, Eu vi: De Getúlio a Dilma”. Nery é um dos mais respeitados jornalistas do país. Ele é natural da Bahia, Estado de origem dos meus saudosos pais, Idalina Cecília (1913-1994) e Bruno Simões de Paiva (1911-2000).
Fiquei honrado ao ver meu modesto nome entre aqueles a quem Nery dedicou seu novo trabalho editorial. Nossa amizade vem desde a década de 1950, na antiga Rádio Mundial, do Rio de Janeiro/RJ, onde eu era voluntário. Ele relata isso: “Alguém me disse para ir à Rádio Mundial e conversar com Alziro Zarur (1914-1979). Eu fui e ele me recebeu muito gentilmente. Lá, conheci o Paiva Netto, que era um jovem (mais jovem do que eu), e que trabalhava lá. Trabalhamos juntos! Tenho uma lembrança de gratidão, pois quando você arranja um emprego e encontra pessoas que tratam de você, que esquecem que você saiu da cadeia, mas que o recebem como um cidadão (o que eu era, um jornalista que fora perseguido). Aí eu conheci o Paiva Netto, cujo trabalho sempre admirei”.

Agradeço ainda as palavras que ele fraternalmente me endereçou no exemplar que recebi e estou lendo: “Mestre Paiva Netto, que honra lhe mandar este livro que também é seu”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Destacadas figuras do futebol no Brasil e no exterior aderiram à campanha “Fiz um gol pela infância brasileira!”. Bela camisa traz o autógrafo deles, apoiando essa iniciativa da LBV que, a cada Copa do Mundo, se junta à vibrante torcida nacional pela Seleção Brasileira.

Gostaria de transmitir o meu agradecimento a todos eles: Alexandre Pato, Denílson, Fabrício, Luis Fabiano, Osvaldo, Paulo Henrique Ganso, Rodrigo Caio, Rogério Ceni e Wellington — do São Paulo; André Santos, Chicão, Felipe e Leo Moura — do Flamengo; Arouca e Leandro Damião — do Santos; Cássio, Emerson Sheik, Gil e Jadson — do Corinthians; Cicinho — do Sivasspor Kulubu/TUR; Daniel Alves e Neymar — do Barcelona/ESP; Dante — do Bayern de Munique/ALE; David Luiz — do Chelsea/ING; Dedé, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart — do Cruzeiro; Dida e Juan — do Internacional; Edenílson — da Udinese/ITA; Fernando Prass, Juninho e Wesley — do Palmeiras; Fred e Walter — do Fluminense; Henrique — do Napoli/ITA; Hulk — do Zenit/RUS; Jô, Marcos Rocha, Réver, Ronaldinho Gaúcho e Victor — do Atlético Mineiro; Léo Gago — do Grêmio; Lucas Piazon — do SBV Vitesse/HOL; Marcos Aurélio — do Jeonbuk Hyundai Motors/COR; Robinho — do Milan/ITA; e Gilberto Silva. Participação especial também de: Altair, lateral nas Copas de 1962 e 1966; Cafu, lateral campeão do mundo em 2002; Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico da atual Seleção e treinador canarinho na conquista do Tetra; Dunga, volante capitão do título mundial em 1994 e técnico brasileiro em 2010; Jair Marinho, lateral do Brasil em 1962; Juninho Pernambucano, meia que jogou a Copa do Mundo de 2006; Marcos, goleiro campeão mundial em 2002; Neto, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988 como meio-campista e, agora, comentarista esportivo; Pelé, o Rei do Futebol, atacante tricampeão do mundo; Pepe, atacante em 1958 e 1962 e técnico; Roberto Carlos, lateral da conquista do Penta e, atualmente, técnico; Ronaldo Fenômeno, atacante campeão do mundo em 1994 e 2002; Zico, meia que disputou as Copas de 1982 e 1986, hoje técnico; e Zito, volante nos mundiais de 1958, 1962 e 1966.

Saiba como fazer parte dessa campanha, acessando o site www.lbv.org/doe.

LUIS ERLANGER
Recentemente, em uma sessão de autógrafos muito concorrida no Rio de Janeiro/RJ, o jornalista Luis Erlanger, diretor de análise e controle de qualidade da programação da TV Globo, lançou seu primeiro romance “Antes que eu morra”.
Recebi dele esta dedicatória amiga: “Caro Paiva Netto, espero que goste desta aventura de um estreante. Abraço. LER”.
Votos de sucesso e minha fraterna saudação ao autor.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Na quinta-feira, 8/5, retornou, aos 75 anos, à Pátria Espiritual, o renomado cantor Jair Rodrigues.
Grande amigo nosso, participava sempre das ações caritativas da LBV, contagiando-nos com sua marcante alegria.
No dia seguinte, durante a cerimônia que reuniu familiares, amigos e fãs para lhe prestar as últimas homenagens, o Coral Ecumênico Boa Vontade, formado por jovens da LBV, apresentou também seu tributo, interpretando a música “Disparada”, um dos maiores sucessos do cantor.
À sua bondosa Alma, porque os mortos não morrem, o coração dos Legionários da Boa Vontade.
Aos queridos cantores e músicos Luciana Mello e Jair Oliveira, seus filhos, à sua amada esposa, Clodine, aos demais familiares e amigos, a nossa solidariedade.

ATÉ QUANDO CATIVOS?
Domingo próximo, 18/5, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Trata-se do cumprimento da Lei 9.970, de maio de 2000.
Segundo o Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, “a data é uma lembrança a toda a sociedade brasileira sobre a menina sequestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com 8 anos, quando foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido”.
Já se passaram 41 anos desse lamentável episódio! É verdade que muitas louváveis iniciativas pelo país se empenham para evitar novas Aracelis. Contudo, até agora, não foi possível impedir que outras vítimas surjam a cada dia.
O brado renovado aqui é que a sociedade e seus órgãos constituídos jamais fechem seus olhos para tamanha calamidade. Esse “seriado” horripilante, cujas temporadas prosseguem ininterruptas e ainda sem data de término, não é uma ficção. A realidade de dramas inumeráveis continua clamando por mais segurança, bom senso, atitudes preventivas, justiça e caridade de todos nós.
E nada melhor do que abordamos esse horror no ensejo da celebração da Lei Áurea no Brasil, 13/5. Enquanto um só indivíduo, independente de sua etnia — seja criança, adolescente, jovem, adulto, idoso, mulher, homem —, sofrer qualquer tipo de violação de seus direitos de cidadania, vivenciaremos um estado de cativeiro.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Quando cito em minhas palestras e escritos os educadores, procuro dirigir-me não apenas aos heroicos profissionais dessa vocação, aos que realmente merecem essa deferência, contudo, àqueles que recebem de Deus (todos nós) a missão de encaminhar pela estrada correta as futuras gerações. E tantas vezes — a História está repleta de exemplos — as lições cotidianas adquiridas nos bancos escolares da existência também preparam o aluno para enfrentar os desafios de uma sociedade que chega aos estertores da postura suicida em relação ao meio ambiente.

Linha educacional ecumênica
Aproveitando o ensejo, trago algumas ponderações desenvolvidas por mim ao longo dos anos, no rádio e na TV, e que pautam a linha educacional ecumênica do Instituto de Educação e das demais escolas da Legião da Boa Vontade (LBV):
A Pedagogia de Deus, antevista pelo saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979), da qual decorre nossa proposta da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico, marca da LBV no transcurso de seus 60 anos, visa à construção da criatura livre, pelo Amor, pela Verdade e pela Justiça Divinos. Consoante o Senhor da Paz, está singularizada no
— Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos (sentimento) e no Conhecereis a Verdade [de Deus], e a Verdade [de Deus] vos libertará (razão). Evangelho segundo João, 13:34 e 35, e 8:32.
Por que Pedagogia do Afeto? Porque a estabilidade do mundo começa no coração da criança. Não por acaso o dia dos pequeninos, 12 de outubro, é tão perto da data dos professores, 15 do mesmo mês.
A Pedagogia de Deus significa Jesus, o Mestre do Ensino, no ensino, como Mestre.
Ora, da mesma maneira que, para sobreviver, precisamos do pão de trigo, necessitamos do pão espiritual, o que desceu do Céu, o pábulo da liberdade plena, o alimento da Vida eterna para todos aqueles que Nele confiam, pois O respeitam (Boa Nova, nos relatos de João, 6:22 a 59).
Antes, porém, Ele, o Cristo, como o Pedagogo dos pedagogos, mostrou-
-nos, para comprovação, a potência que a Sua Sublime Palavra oferta aos que nela se fortalecem: andou sobre as águas (João, 6:16 a 21). Convocou, assim, nossa mente a livrar-se do temor do impossível. Demonstrou que nós, indivíduos, é que criamos limites para nós mesmos e consequentemente para nós, povo.
A Educação e a Cultura imanentes desse Divino Ser, Bálsamo transubstancial que baixa das Alturas, oferecendo “Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade” (Evangelho consoante Lucas, 2:14), é o de que todos carecemos, cidadãos e sociedade, sabendo ou não, para que estejamos livres de qualquer espécie de fome e de escravismo: desde o corpo ao Espírito. Trata-se da sempre nova, porquanto imortal, intelectualidade, acima de espaço-tempo conhecidos, que há de iluminar os colégios e universidades, a exemplo da Física existente além da Física. O conhecimento que vem do Educador Celeste — para sublimar todas as vitórias humanas — é um triunfo diário, a convidar a criatura, ainda infrene, a galgar patamares jamais vislumbrados, não unicamente no campo restrito à Religião, todavia na seara da Filosofia, da Ciência, da Economia, da Arte, do Esporte, da Política, da vida doméstica e pública, etc. O pensamento universal do Cristo não pode ser jugulado pelo raciocínio tartamudo do homem a erguer-se do curso primário na Grande Escola chamada evolução.
Enquanto não nos transformarmos de solitários em solidários, andará faltando humanidade à Humanidade. E aí está a causa de todo o perigo que tem sufocado o mundo, a mãe desnaturada dos prejuízos que sofremos.
Mas os seres espirituais e terrestres, em constante progresso, derrubarão inúmeras barreiras que, pelos séculos, retardam a sua felicidade. E finalmente a Ciência iluminada pelo Amor elevará o ser humano à conquista da Verdade.
Proclama o Salmo 99, versículo 9: “Exaltai o Senhor, nosso Deus, e prostrai-vos ante o Seu Santo Monte” (isto é, Sua Sabedoria, que desce à Terra na forma de Pão Espiritual, ou seja: Seu Intelecto exuberantemente clareado pelo Seu Amor), porque Santo é o Seu Nome. E a Ele rendamos tributo, glória e majestade, como canta o Salmista, 96:1 a 13.
Os Tempos chegaram.


José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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No capítulo 17 do Evangelho narrado por João, Jesus deixou-nos uma das mais belas e tocantes páginas de Sua Sublime Existência — a Oração ao Pai Celestial, em que mostra toda a força do Seu Amor àqueles que Lhe foram entregues por Deus para cuidar. E, como dedicado Pastor do rebanho humano, ensinou a respeito do Seu Mandamento Novo — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos”. Assegurou que “ninguém tem maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35; 15:13). E o Cordeiro de Deus imolou-Se pelo mundo. Até em favor dos que se consideravam Seus adversários e O levaram à crucificação. De fato, não há maior altruísmo que esse — oferecer-se em sacrifício pela Humanidade, alheia à sua sobrevivência coletiva. Ocorre, no entanto, que ao terceiro dia o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, ressuscitou, esteve quarenta dias com os discípulos, e o anúncio de Seu glorioso retorno à Terra — não mais para ser crucificado — é tão presente na Sua Missão, que os Anjos o confirmam no momento de Sua volta ao Plano Espiritual: “E ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem O encobriu dos seus olhos. E, estando todos com a visão fita no Céu, enquanto Ele subia, eis que dois Anjos vestidos de branco se puseram ao lado deles, e lhes perguntaram: Galileus, por que estais olhando para o Alto? Este Jesus, que dentre vós foi alçado aos Céus, assim voltará como O vistes subir” (Atos dos Apóstolos, 1:9 a 11).

MAIOR ÊNFASE À RESSURREIÇÃO
Em 1o de abril de 1983, Sexta-Feira Santa, na Casa D’Itália, Salvador/BA, ao lançar o Livro Jesus, declarei: Na Sua vitória sobre a morte está a mola impulsionadora do Cristianismo, a certeza do triunfo, sobre si mesmos, dos Seus discípulos. A grande Mensagem da Semana Santa na atualidade, quando os povos insistem em invocar a morte, fazendo dela a sua deusa, é que o Divino Chefe nunca esteve realmente morto. O Espírito não se extingue. Razão por que somos imortais. Fomos criados à imagem e semelhança do Altíssimo. E “Deus é Espírito”, consoante revelou o Educador Celeste à samaritana no poço de Jacó (Evangelho segundo João, 4:24). Jesus Espírito ressurgiu aos olhos humanos. Com esse ato extraordinário, criou na alma dos Seus seguidores coragem capaz de enfrentar todos os ódios e perseguições mundanas, sem que sejam também portadores desse comportamento malsão. Por isso sempre destaco que valentia é aceitar uma incumbência, por mais difícil que pareça, e levá-la, com todo o brio, até o término. Sem desanimar, com os olhos fitos no Cristo de Deus.

JESUS VENCEU A MORTE
Conta o Evangelho conforme Lucas, 9:60, que certa feita a um jovem que desejava segui-Lo, contudo antes pretendia sepultar o pai, que morrera, o Excelso Pedagogo, com o intuito de testá-lo, aconselhou: “Deixa aos mortos enterrarem seus mortos. Tu, porém, vai, e anuncia o Reino dos Céus”. E nas anotações de Marcos, 12:27: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos”, isto é, de seres eternos. E completou: “Por não crerdes nisto, errais muito”.
O inesquecível recado de Sua Paixão, principalmente para esta época de Tempos chegados, é a vitória sobre a morte.
Na Primeira Carta aos Coríntios, 15:55, encontramos esta contundente indagação do Apóstolo Paulo: “Morte, onde está a tua vitória? Onde, o teu aguilhão?”.
Na verdade, os mortos não morrem. Para os que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir, a morte é um boato.
Ao suplantá-la, Jesus pôde demonstrar o que dissera na Boa Nova dos relatos de João, 16:33: “Eu venci o mundo”. E o Mestre quer que, com Ele, igualmente o façamos. Quando as nações conhecerem melhor a realidade da vida espiritual, eterna, vão reformular tudo nos relacionamentos sociais, inclusive no âmbito planetário. Por enquanto, a sociedade permanece firmada quase que unicamente na matéria, que é um manto a esconder do ser humano o verdadeiro sentido de sua existência. Daí os equívocos, por vezes trágicos, não apenas na religião, mas na política, na arte, nos esportes, na ciência, na filosofia, e por aí vai. É comparável à lenda egípcia dos peixes que, vivendo no fundo de um laguinho, não davam crédito às notícias da presença de rios, mares e oceanos imensamente superiores ao seu restrito hábitat, preferindo, temerosos, vagar pela escuridão da mediocridade.

É o caso das criaturas terrenas imprevidentes, ameaçando-se a si mesmas com os perigos inenarráveis de uma destruição indescritível, pois o pequeno lago veio a secar e todos sucumbiram estorricados. Entretanto, como afirmava Teócrito (320-250 a.C), “enquanto há Vida, há esperança”. E a Vida é eterna.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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A crescente violência no Brasil e no mundo tem chamado a atenção de todos. A cada dia aumentam os casos tristes e lamentáveis noticiados pela mídia.

Se ela hoje nos bate à porta, comecemos ontem, como muitos já o fazem, a luta pelos direitos da criança e do adolescente, contra a fome, as desigualdades e em prol da sustentabilidade. Empreendamos hercúleo combate à pior das carências, que atravanca o êxito de qualquer tentativa de transformação benéfica na Terra: a falta de solidariedade, de fraternidade, de misericórdia, de justiça; por conseguinte, a aridez do Espírito, do coração.

Em 2013, destacada pesquisa global, divulgada pela ONU, nos traz uma informação alarmante: “Todos os anos, entre 500 milhões e 1,5 bilhão de crianças sofrem algum tipo de violência no mundo. Mesmo com as estimativas mais conservadoras, grande número de crianças sofre seus efeitos físicos, mentais e emocionais, e outros milhões estão em risco”. Aqui temos apenas estatísticas oficiais e que desafiam a dignidade humana. Isso significa que o quadro deva ser ainda mais crítico e demande ação decidida e conscientização a partir das famílias, nas quais também ocorre a violência doméstica.

O dr. Cláudio Pita, formado em Direito pela Universidade Anhanguera, relatou à Boa Vontade TV que na infância e na adolescência vivenciou essa problemática. Mas soube, com o devido amparo, superar tudo isso. Hoje é diretor do Lar Nefesh, em São Paulo/SP, fundado por ele e que presta apoio às crianças e às famílias que passam por esses dramas. No seu entender, a sociedade tem papel indispensável na identificação dos casos de violência: “Às vezes, a coisa não está acontecendo na minha casa, ou na minha família, mas acontece ao lado. E a criança que está sofrendo tem medo de pedir socorro, tem receio de que o pai ou a mãe sejam presos e não quer desintegrar a família. Então, ela mesma acaba não pedindo ajuda. E é importante que as pessoas que estão ao redor estejam atentas, possam encaminhar ao conhecimento do poder público, ao Conselho Tutelar, na própria Vara da Infância e da Juventude, às autoridades policiais, para que eles tomem providência”.

Recorro ao ilustre recifense Josué de Castro (1908-1973) — médico, professor, cientista social, político e ativista brasileiro, autor dos famosos “Geografia da fome” e “Geopolítica da fome” —, que dedicou sua vida ao combate à miséria humana. Certa vez, afirmou:

— “Os ingredientes da Paz são o Pão e o Amor”.
Tenho dito que a estabilidade do mundo começa no coração da criança. Protegê-la é acreditar no futuro. Por isso, na rede de ensino da LBV, há tantos anos aplicamos a Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, um esforço de Boa Vontade para aliar a Educação aos valores espirituais ecumênicos.
A jovem escritora judia-alemã Anne Frank (1929-1945) registrou em seu diário ideais pacíficos, mesmo sofrendo a pungência da Segunda Guerra Mundial. Seu corajoso testemunho afasta o pessimismo que só aumenta as enfermidades sociais dos povos:
— “Apesar de todos e de tudo, eu ainda creio na bondade humana”.
Façamos, pois, a nossa parte em prol de tempos melhores.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Vou contar-lhes esta história, porque quem disser que não quer ser amado está doente ou mentindo. Ela começa na Bahia, cruza o sul do país e tem belo desfecho no Rio de Janeiro.
Em 27/1, meus pais, Bruno (1911-2000) e Idalina Cecília (1913-1994), se estivessem entre nós, completariam 74 anos de um casamento feliz.
Peço licença a vocês para narrar-lhes o autêntico conto de amor que ambos viveram, modelo de perseverança e superação para os que se gostam.

Conheceram-se em Camaçari. Hoje, um dos mais importantes polos petrolíferos do Brasil. Ele tinha 9 anos de idade. Ela estava com 7. Quando cresceram, a família foi contra o namoro por serem primos. Não que fossem pessoas ruins, temiam o grau de parentesco. Então, colocaram meu pai num seminário e mandaram minha mãe, ainda jovem, para o Rio de Janeiro. Passam-se muitos anos, quando meu velho, já sem batina, também vai para a Cidade Maravilhosa. Entretanto, não a encontra nessa primeira tentativa. Desiludido, viaja por várias regiões do país, incluído o sul. Longe de seu verdadeiro amor, volta ao Rio decidido a localizá-la.

Certo dia, na capital carioca, o querido e consagrado compositor e cantor Dorival Caymmi (1914-2008), conhecido deles desde a infância, topa com seu Bruno e lhe diz, com seu sotaque bem baiano: “Ô Ioiô, você sabe quem encontrei? Idalina!! Ela veio, com uma prima, aqui na rádio. Está morando na rua Gregório Neves, no Engenho Novo”. Meu pai não titubeou e dirigiu-se ao endereço indicado por Caymmi. Chegando lá, foi recebido pela minha tia-avó, Amália. Ao vê-lo, ela se vira para dentro de casa e chama em alta voz: “Idalina, o seu primo da Bahia está aqui! Ele veio casar com você!”. E um dado curioso é que, um mês antes desse reencontro, minha mãe terminara seu noivado forçado com um médico. Naquele tempo, o poder patriarcal era uma parada!

Idalina e Bruno uniram-se em 1940, vinte anos depois que se viram pela primeira vez. Adivinhem quem foi o padrinho de casamento? O saudoso Dorival Caymmi, privilegiado marido de Dona Stella Maris (1922-2008) e ditoso pai de Nana, Dori e Danilo, e que sempre encantou as plateias.

Observando o grande exemplo de meus amados pais, relembro, com Lícia (1942-2010), minha irmã, algumas palavras que publiquei em “Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade”, lançado em 1987: Assim como o sangue, circulando pelo corpo, oxigeniza e alimenta as células humanas, o Amor, percorrendo os mais recônditos pontos de nossa Alma, fertiliza-a e a torna plena de vida. (...) Ao término de tudo, ele — que se expressa das mais surpreendentes formas no sublime labor de conduzir os homens à sobrevivência — vencerá! Prosseguimos acreditando na vitória final do ser humano e seu Espírito Eterno, “a Obra Máxima do Criador”, na definição de Alziro Zarur (1914-1979).

E parabéns ao nosso estimado Caymmi. Este ano, em 30 de abril, comemoraremos o centenário de seu nascimento. Ele e dona Stella Maris continuam vivos, pois os mortos não morrem.


José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Abuso e exploração sexual infantojuvenil. Assuntos que não podem ser ignorados. Problemas de magnitude global que exigem alerta constante de todos nós, principalmente dos pais e dos governos. E na semana em que se comemora o Dia Mundial da Religião, 21/1, nada melhor que procurarmos caminhos eficientes em prol da assistência aos pequeninos.
A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, tendo o Brasil como sede em 2014 e 2016, respectivamente, trazem ao país um enorme fluxo de turistas, algo providencial para a movimentação do comércio e de outros setores de serviço. Contudo, potencializa ainda mais a vulnerabilidade de crianças e jovens no que diz respeito à exploração sexual.
Juntamos nossos esforços aos de numerosas organizações do Terceiro Setor e aos do próprio governo no combate a essa terrível violência.

A Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), no programa “Sociedade Solidária”, trouxe elucidativa entrevista com a professora Dalka Chaves de Almeida Ferrari, membro da diretoria do Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo/SP, e coordenadora-geral do Centro de Referência às Vítimas de Violência (CNRVV).

A segurança das crianças e dos jovens, segundo a professora Dalka, carece de uma mobilização geral: “Trata-se de trabalho contínuo que merece uma atenção constante da política pública para fazer esse enfrentamento. E hoje são necessárias a capacitação e a sensibilização dos hotéis, com seus gerentes e todo o corpo de trabalho, dos taxistas, do pessoal da rodoviária, dos ônibus, dos aeroportos. Se for pensar em política, todos os ministérios teriam que ser capacitados para fazer esse enfrentamento”.

QUEBRAR O PACTO DO SILÊNCIO
Durante sua conversa com o sociólogo Daniel Guimarães, apresentador do “Sociedade Solidária”, a professora Dalka Ferrari enfatizou também a imprescindível providência de proteção da criança dos abusos sexuais nos ambientes doméstico e social: “Quebrar o pacto do silêncio, conseguir falar desse assunto, porque ainda é muito velado, é meio tabu dentro da sociedade. Se a gente tiver jovens esclarecidos, conscientizados, sensibilizados sobre os cuidados que têm que ter com o próprio corpo, os limites que são dados, eles se sentirão bem e não deixarão que esse corpo seja invadido. Então, é quase que uma reeducação do autoconhecimento. A pessoa tem que se conhecer, saber exatamente o que ela quer para sua vida, os riscos que pode correr com os envolvimentos”. (...)
E prossegue, enfática: “Isso tudo é algo que precisa ser discutido, porque se a gente não conscientizar, desde a criança, o adolescente, o jovem até os pais, os educadores, que cuidam dessa criança e desse adolescente todo dia, a gente não vai fazer esse problema vir à tona. As pessoas têm vergonha de falar, não querem enfrentá-lo. E, à medida que o jovem ficar autônomo, sabendo como se defender, ele poderá ajudar outro jovem, poderá ser um multiplicador desses conhecimentos”.
Psicóloga, especialista em violência doméstica, ela reforça: “Então, o objetivo maior de tudo isso é fazer com que eles conheçam os riscos e as vantagens de receber uma Copa do Mundo, por exemplo. Ou, dentro da família, quais são as situações perigosas em que podem se envolver, ou em que precisam se defender. Porque é assim: a proteção dos pais existe por um tempo, mas há uma hora que vai depender da criança e do jovem fugirem, saírem ou pedirem ajuda por causa do risco que estão enfrentando”.

Estamos tratando de tema realmente complexo e que deve ser salientado e discutido na mídia, em casa, nas igrejas, nas escolas, nas universidades, no trabalho, em toda parte, de modo a ampliarmos a guarda em torno da infância e da juventude. E tenhamos em nossas agendas o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), para fazer denúncias, procurar ajuda.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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No artigo “Apocalipse e Genoma do Universo”, aqui publicado, procurei, de forma sucinta, analisar com Vocês as diversas teorias a respeito do surgimento da Terra e do Universo, pelo prisma do Apocalipse de Jesus que, libertado do estigma catastrófico recebido pelos séculos, traz boa sorte aos seres humanos.

O despertar do cidadão incorruptível também está associado às profecias. Observemos a ilustrativa palavra do Apóstolo Paulo, na sua Epístola aos Romanos, 13:11 e 12: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”.

É urgente demonstrar que Profecia não é forçosamente sinônimo de flagelo, mas a exposição das correlações entre causa e efeito. Ela é somatório daquilo que antes realizamos de bem ou de mal. Torna-se necessário que aprendamos isto para fazer delas elemento para o progresso consciente, que nos transformemos, em pleno juízo, em agentes do nosso futuro, na Terra e no Céu. Não é vão este comentário do escritor francês Joseph Joubert (1754-1824): “Quando de um erro nosso surge uma infelicidade, injuriamos o destino”.

TEMER O APOCALIPSE?
A Lei de Causa e Efeito é onisciente, para dar a cada um de acordo com as próprias ações. Nem sempre vemo-la agir de imediato, visto que sua atuação é natural, orgânica. Por isso, raras vezes conseguimos perceber sua mecânica. No momento certo, segundo o Relógio de Deus, todos colhemos o que semeamos. Este aforismo de Vauvenargues (1715-1747) é bem apropriado para esta oportunidade: “A perfeição de um relógio não reside no fato de andar depressa, mas no fato de regular perfeitamente”. Portanto, não é contra o Apocalipse que nos devemos precatar; ao contrário, porque ele é, para os que o leem sem ideias preconcebidas, um belo recado divino com dois milênios. Maléficos são, estes sim, os atos humanos, quando desvairados, particulares ou coletivos.

SONS DO SILÊNCIO
O amigo José Medrado, conferencista e médium de singular talento, lançou recentemente, em Salvador/BA, a obra “Sons do Silêncio”, pelo Espírito Janete.
Na apresentação desse seu primeiro romance mediúnico, Medrado informa-nos que “é um misto de realidade e ficção. O espírito partiu de uma história que realmente aconteceu, mas a descaracterizou um pouco para que os personagens não fossem identificados”.
Ao autor, o meu agradecimento pela fraterna dedicatória: “Ao Irmão Paiva Netto, com votos de Paz de José Medrado”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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