NATAL PRESS

Fechar os olhos para a violência contra as crianças e seus cruéis desdobramentos é uma barbaridade ainda muito presente no mundo. É o que nos mostra o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (o Unicef) “Ocultos à plena luz”, divulgado no dia 4/9 corrente.

Segundo esse órgão internacional: “É a maior compilação de dados jamais realizada sobre violência contra a criança”. O trabalho, com números coletados em 190 países, detalha as terríveis e duráveis consequências de agressões sofridas na fase infantojuvenil. As vítimas, posteriormente, se tornam adultos mais propensos a ficar sem emprego, a viver na pobreza e a manifestar comportamento agressivo. E aqui um ponto que deve ser levado em alta consideração. Os pesquisadores observam que o estudo diz respeito apenas aos indivíduos que puderam e quiseram responder aos questionamentos. Ou seja, as estimativas levantadas refletem pequena parte do problema.

Isso ocorre, porque as comunidades, as escolas, os lares não cumprem devidamente suas obrigações com os pequeninos. O dr. Anthony Lake, diretor-executivo do Unicef, é contundente: “São situações desconfortáveis — nenhum governo ou pai ou mãe quer vê-las”. No entanto, como ele mesmo enfatiza, devemos encarar os fatos se quisermos mudar a mentalidade que acha normal e permissível essa violência diária, em todos os lugares. E completa: “Embora a maior prejudicada seja a criança, também dilacera o tecido da sociedade, minando a estabilidade e o progresso. Mas essa violência não é inevitável. Pode ser prevenida — desde que nos recusemos a deixar que ela permaneça nas sombras”.

Alguns dos índices apontados pela pesquisa, em contextos mundiais, nos dizem que crianças e adolescentes com menos de 20 anos representam um quinto das vítimas de homicídio, o que resulta em perto de 95 mil mortes em 2012; cerca de 120 milhões de meninas com menos de 20 anos (aproximadamente uma em cada dez) foram forçadas a ter relações sexuais ou a praticar outros atos sexuais; e pouco mais de um em cada três estudantes entre 13 e 15 anos são vítimas frequentes de bullying na escola.

QUE PROVIDÊNCIAS TOMAR
O Unicef indicou estratégias para que toda a sociedade, desde as famílias aos governos, possa trabalhar para reduzir tamanha tragédia. Elas incluem “prestar apoio aos pais e desenvolver na criança habilidades de vida; mudar atitudes; fortalecer sistemas e serviços judiciais, criminais e sociais; e gerar evidências e conscientização sobre violência e seus custos humanos e socioeconômicos, visando à mudança de atitudes e normas”.

Dentre as numerosas frentes de trabalho da Legião da Boa Vontade, cuidar bem das crianças é uma de suas mais relevantes e reconhecidas ações. Tenho grande esperança na semeadura que fazemos há mais de 64 anos nos corações humanos e espirituais. A Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, que desenvolvemos na rede de ensino da LBV, com o apoio do povo, possuem elevados propósitos de salvaguardar a infância e a juventude em risco social. A evasão escolar nas unidades da LBV tem índice zero, informa a diretora do Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, a doutoranda em Educação Suelí Periotto.

Não se tem qualquer garantia de futuro melhor para as nações sem respeito aos direitos fundamentais das crianças e dos jovens. E não se cresce, material e espiritualmente saudável, sem afeto, sem amor fraterno.
Cumprir com acerto as responsabilidades que nos cabem é atender ao alertamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, isto é, Universal. No Seu Evangelho, segundo Mateus, 19:14, Ele diz: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, porque deles é o Reino dos Céus”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014), empresário, presidente de honra do Grupo Votorantim, engenheiro metalúrgico formado pela Colorado School of Mines. Mas, acima de tudo, foi um ser humano de nobres ideais, que promoveu iniciativas em prol das comunidades menos favorecidas.

Ele voltou à Pátria Espiritual no dia 24 de agosto, domingo, deixando-nos louváveis exemplos.
Em 1996, por seu empenho às causas humanitárias, recebeu do ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF, a Comenda da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica, na categoria “Indústria e Comércio”.

Sua proximidade com o pensamento altruísta ficou bem evidente em entrevista que concedeu, certa vez, à Super Rede Boa Vontade de Comunicação (Rádio, TV, Internet e Publicações): “Todo homem responsável desta nação tem de deixar de ser egoísta. Ele tem de se preocupar com uma coisa chamada Humanidade. Tem de se preocupar com seus vizinhos, com as suas aflições, com seus problemas, procurar dar-lhes a mão, ajudá-los com esse espírito comunitário que estamos lançando no Brasil. Sempre que puder, teremos imenso prazer em ajudar a LBV”.

Incentivador da cultura, escreveu e produziu peças teatrais, destacando os desafios brasileiros. Nessa mesma linha, em 2006, lançou o livro “Acorda, Brasil!”. Com satisfação, guardo um exemplar autografado pelo ilustre autor: “A José de Paiva Netto, com apreço do Antônio Ermírio de Moraes”.
Fernando Pessoa (1888-1935), notável vate português, com iluminada inspiração retratou: “A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto”. Portanto, conscientes dessa verdade, desejamos ao Espírito Eterno Antônio Ermírio de Moraes votos de muita Paz onde estiver, no Mundo Espiritual.
Aos seus familiares e amigos, a solidariedade dos Legionários da LBV, particularmente para sua esposa, dona Maria Regina Costa de Moraes, e aos nove filhos do casal.

JUBILEU DE PRATA DO TBV

Em 21 de outubro, o Templo da Boa Vontade, TBV, na capital federal, completará 25 anos! Neste 2014, comemoraremos a data no dia 8 de novembro. Milhares de peregrinos do Brasil e do exterior já se preparam para o evento. Estão todos fraternalmente convidados.
Recentemente recebemos a visita do padre Josafá de Jesus Moraes, diretor-geral da TV Aparecida. Pela segunda vez no monumento, deixou suas impressões: “É um lugar de muita tranquilidade. Permite que a gente possa fazer uma reflexão, que possa se recolher. [O TBV] favorece o crescimento humano e, quando favorece o crescimento humano, ali tem a presença de Deus, e ali a gente colabora com a evolução e com o progresso de todas as pessoas.
“Do lugar onde somos bem-recebidos, sempre levaremos boas recordações. (...) Graças a Deus, temos essa oportunidade de fazer mais uma experiência de Fé aqui [no Templo da Boa Vontade]”.
Grato, padre Josafá! Seja sempre bem-vindo! O TBV é um ambiente de Paz aberto aos corações humanos e espirituais.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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É preciso manter a atenção constante aos fatos. Por menores que sejam, podem tornar-se tormentosos. Diante da vastidão do planeta, um ser humano é minúsculo, mas como é imensa a sua importância; portanto, a dos seus atos também. Valho-me, por exemplo, da Primeira Guerra Mundial, que, em 28/7, completou 100 anos.

Um mês antes, quem matou, em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando e a esposa, Sofia, desencadeando, mesmo como pretexto, a partir da pequena Sérvia, o primeiro grande conflito? Uma minúscula célula humana. Não significa que eu esteja desfazendo do seu valor como criatura, porém necessito formar uma comparação. Usaram-no capciosamente como estopim, ao que mal sabiam o que seria. É o que não podemos admitir que façam conosco em tempo algum. Era um jovem ainda, Gavrilo Princip. Assassinou o herdeiro do império austro-húngaro, em Sarajevo. Tivemos a Primeira Grande Guerra, que Georges Clemenceau (1841-1929) considerou como a que terminaria com todas as outras. O primeiro-ministro da França, naquele tempo, representou-a no Tratado subscrito na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes, construído por Luís XIV, o Rei Sol, que também se apagou, por ser passageiro. Esse documento decidiu sobre a divisão dos despojos da Alemanha, subjugada em 1918, e determinou que ela pagasse onerosíssimas indenizações aos vencedores. Não souberam gerenciar a vitória, que requer especial talento. Diversos analistas observam que, por ter sido muito severo, o Tratado oprimiu por demais o povo alemão, deixando-o à mercê do primeiro aventureiro que aparecesse. Isso, entre outros fatores, propiciou a ascensão ao poder de Adolf Hitler (1889-1945), que instituiu, por onde passou, o repugnante racismo como ideologia de Estado. E deu no que deu, porque racismo contra um será fatalmente contra todos. Arrastou os povos, incluído o Brasil, ao Segundo Grande Conflito Mundial (1939-1945), que chacinou e feriu milhões de pessoas. Outro pormenor: o sombrio Adolf subiu ao poder com minoria de votos. Depois, usando de vários artifícios, até mesmo contra o Marechal Hindenburg, destruiu a frágil República de Weimar, tornando-se ditador incontestável. Era um estratego, acham alguns. À serpente denunciada no Apocalipse de Jesus (12:9) não se deve permitir levantar a cabeça de novo. Devemos aludir também ao fato de que ela não se apresenta obrigatoriamente de forma espetacular. É infiltrante, intrometida, astuta. Exerce, com solércia, a sedução. Atentemos para a violência que cresce no mundo! Existem aqueles que, em determinadas circunstâncias, a consideram um “mal necessário”. E assim estabelecem perigoso equívoco.

Então, qualquer ato “pequeno” poderá repercutir globalmente. Não são apenas as medidas próprias de estado que recaem sobre nós, por toda a parte. Não! As nossas atitudes igualmente, por menores que sejamos, refletem-se em extensão. A coletividade somos nós multiplicados. É tal qual uma charada a pedir decifração, um emaranhado de destinos, estabelecendo roteiros nem sempre agradáveis.

Para o Criador, todas as Suas criaturas são importantes. É urgente que aqueles que influenciam o mundo entendam que o ser humano é Patrimônio Divino, antes que seja tarde. Recordemos um antigo ditado que avisa: “O graveto é que derruba a panela”.

O povo precisa instruir-se, espiritual e intelectualmente, para saber melhor influenciar sua própria destinação. Instruído e ecumenicamente espiritualizado, saberá defender-se com acerto no terceiro milênio que apenas se inicia.

SOLIDARIEDADE
Na quarta-feira, 13/8, em um acidente aéreo na cidade de Santos/SP, faleceu o político pernambucano Eduardo Henrique Accioly Campos. Voltaram também à Pátria Espiritual as demais pessoas que estavam na aeronave: os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins; Carlos Augusto Leal Filho, assessor de imprensa; Pedro Valadares Neto, assessor de campanha e ex-deputado federal; Alexandre Severo Gomes e Silva, fotógrafo; e Marcelo Lyra, cinegrafista.

Candidato à Presidência da República nas eleições deste ano, Campos chegava ao litoral paulista para cumprir agenda de sua campanha.
Desejo, neste momento, prestar nossa solidariedade e rogar a Deus conforto espiritual para a mãe do doutor Eduardo, dra. Ana Arraes, excelentíssima ministra do Tribunal de Contas da União; à respeitável esposa dele, dona Renata; aos cinco queridos filhos; à ex-ministra Marina Silva; aos correligionários políticos; e a todos os entes amados das vítimas dessa tragédia.
Ao Espírito eterno dos que faleceram, as vibrações de Paz da Legião da Boa Vontade, LBV.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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No próximo domingo, celebraremos o Dia dos Pais. Que alegria! Como são importantes esses benfeitores em nossas existências!

Considero oportuno apresentar-lhes trechos de uma página digna da admiração de todos. Seu autor, o Espírito Emmanuel, foi buscar no Evangelho do Cristo um excelente modelo para nós. Por intermédio do mundialmente famoso médium Chico Xavier (1910-2002), ele exalta a relevância que teve o bem-aventurado pai de Jesus na Terra.

“José da Galileia foi um homem tão profundamente espiritual que seu vulto sublime escapa às análises limitadas de quem não pode prescindir do material humano para um serviço de definições.

“Já pensaste no cristianismo sem ele?

“Quando se fala excessivamente em falência das criaturas, recordemos que houve tempo em que Maria e o Cristo foram confiados pelas Forças Divinas a um homem.

“Entretanto, embora honrado pela solicitação de um anjo, nunca se vangloriou de dádiva tão alta.

“Não obstante contemplar a sedução que Jesus exercia sobre os doutores, nunca abandonou a sua carpintaria.

“O mundo não tem outras notícias de suas atividades senão aquelas de atender às ordenações humanas, cumprindo um édito de César e as que no-lo mostram no templo e no lar, entre a adoração e o trabalho.

“Sem qualquer situação de evidência, deu a Jesus tudo quanto podia dar.

“A ele deve o cristianismo a porta da primeira hora, mas José passou no mundo dentro do divino silêncio de Deus”.

PILARES DA FAMÍLIA
Se observarmos à nossa volta, não será difícil identificar numerosos dedicados pais, cuja discrição em cumprir seus nobres deveres nos faz lembrar o exemplo de José da Galileia.

A maioria deles, provavelmente, não terá seus nomes catalogados pela história; contudo, o resultado de seus esforços educativos se prolongará nas virtudes que souberem desenvolver nos filhos ou nos bons frutos de nobilitantes obras realizadas. Nas árvores genealógicas em que estão inseridos e com a qual decididamente colaboram, poderão ser reconhecidos como seus grandes pilares.

Por vezes silenciosos, mas atuantes, ao lado de suas companheiras, nossas generosas mães, promovem a sustentabilidade da luminosa instituição da Família. No seio delas, quando sob a proteção de Deus, a paz mundial encontra campo fértil de semeadura e germinação.

Aproveito para saudar também meu querido pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Quanto aprendi com ele! Recentemente comentava com alguns auxiliares que foi ele quem me instruiu sobre a expressão latina “Fiat Lux”, extraída do livro Gênesis, de Moisés, 1:3 e 4: “E disse Deus: ‘Faça-se a Luz!’ E houve Luz. E viu Deus que era boa a Luz; e fez a separação entre a Luz e as trevas”. De seus bondosos ensinamentos, sempre junto do amor de minha mãe, Idalina Cecília (1913-1994), muita claridade se fez em meu aprendizado juvenil.

Aos pais que me honram hoje com sua leitura, as homenagens de todos nós da LBV.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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O professor de educação física Douglas Pereira Dias teve uma formação diferenciada, cujas bases foram fortalecidas pela Pedagogia do Afeto, que desenvolvemos com as crianças até os 10 anos, complementada depois — a partir dos 11 anos — pela Pedagogia do Cidadão Ecumênico.

A história de sucesso dele começou há mais de 20 anos, quando iniciou seus estudos, ainda bem novo, na Escola de Educação Infantil Alziro Zarur, em Taguatinga/DF. Hoje ele faz parte da equipe de profissionais da LBV que ministra ensino de qualidade aos pequeninos assistidos pela Instituição no Distrito Federal. “A sensação é muito boa, porque posso dizer que a LBV fez e está fazendo parte da minha vida. Entrei muito novo, com 2 anos. Naquela época, jamais passou pela minha cabeça que eu iria retornar como professor. Hoje em dia, quando dou aula, me vejo naquelas crianças“, relatou. Segundo ele, na infância, a Escola da LBV em Taguatinga já possuía “um espaço amplo, bem organizado, arborizado, a quadra era grande, [com] parques. Lembro também que todos os professores nos recebiam com um sorriso no rosto, e eu tinha prazer em ir para a LBV”.

E aqui um sonho que Douglas almeja ver realizado no futuro: “Um dia, se Deus quiser, quero me encontrar com um aluno e ele dizer: ‘Você foi meu professor lá na LBV. Você fez parte da minha vida, me ensinou valores. Hoje eu sou um advogado, por exemplo, e lembro que você me ensinou o respeito, o trabalho em equipe’. Esse vai ser meu maior reconhecimento”.

Que assim seja, professor! É também a meta de todos os educadores da Legião da Boa Vontade.
E, com o propósito de continuarmos alcançando bons resultados, promoveremos, de 30 de julho a 1º de agosto, na capital paulista, mais um Congresso Internacional de Educação. Este ano, em sua 13ª edição, o enfoque será a “Mobilização como estratégia de aprendizagem: uma visão além do intelecto”.
A pedagoga Maria Suelí Periotto, doutoranda e mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), informa-nos: “O encontro promove palestras e oficinas pedagógicas que colaboram para a formação continuada de pesquisadores, docentes, alunos, pais, profissionais de áreas ligadas à Educação e demais interessados. No Congresso, os temas são tratados visando a um ensino que alie qualidade pedagógica à Espiritualidade Ecumênica, na construção de uma Cultura de Paz, conforme propõe a linha educacional da LBV”.

Entre os palestrantes estão a pesquisadora da Unesco, professora dra. Ivani Catarina Arantes Fazenda, doutora em Antropologia pela USP e mestre em Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); a jornalista Eloisa Bombonatti , mestre em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa, especialista em Alunos com Problemas de Aprendizagem e especialista em Gestão Escolar, psicopedagoga e licenciada em Letras; Valéria Bussola Martins, doutora e mestre em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e professora de Letras no Ensino Superior na Universidade Mackenzie; o professor Vasco Pedro Moretto, mestre em Didática das Ciências pela Universidade Laval, em Quebec, no Canadá, licenciado em Física pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Avaliação Institucional pela Universidade Católica de Brasília (UCB).
Quem quiser participar do congresso, faça sua inscrição pelo site www.lbv.org/educacao/congresso-de-educacao/inscricao.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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Esta semana, até o dia 11, ocorre na Sede da ONU, em Nova York, a Reunião de Alto Nível (High-Level Segment) promovida pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc/ONU).

O encontro é pautado pelo debate dos desafios em curso e os emergentes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em 2015 e para sustentar os ganhos de progresso no futuro. Em pronunciamento, o embaixador Martin Sajdik, presidente do Ecosoc, destacou: “Estamos nos preparando para a reta final dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”.

Em uma edição especial da revista “Boa Vontade — Desenvolvimento Sustentável/2014”, em português, inglês, francês e espanhol, compartilhada com todas as autoridades participantes, declaro que ao longo das eras o estudo do Direito foi sendo aperfeiçoado, a fim de dar garantias cada vez mais sólidas à sociedade. O século 20, por exemplo, nos legou um imenso aprendizado por meio de sucessivas conquistas civis diante das maiores dificuldades enfrentadas pelas populações.

Em face de inúmeros episódios registrados pelos tempos, podemos concluir que o ser humano necessita do pão da liberdade. Contudo, não haverá verdadeira liberdade se esta não for iluminada pelo sentimento fraterno e solidário. O restante corre o risco do caos, e a História está repleta de exemplos para comprovar essa realidade. Rendamos, portanto, homenagens a tantos ativistas que, ao longo da História, almejaram liberdade e condições dignas de vida, em especial as mulheres batalhadoras. Elas diariamente empenham a própria existência no amparo aos seus filhos, sejam eles biológicos, adotivos ou, como costumo dizer, filhos que se traduzem em grandes realizações em benefício da Humanidade. Todas as mulheres são mães.

Uma dessas brilhantes mulheres foi a médica pediatra, sanitarista brasileira e fundadora da Pastoral da Criança, dra. Zilda Arns (1934-2010), que disse: “O trabalho social precisa de mobilização das forças. Cada um colabora com aquilo que sabe fazer ou com o que tem para oferecer. Deste modo, fortalece-se o tecido que sustenta a ação, e cada um sente que é uma célula de transformação do país”.

Exato! Por isso, tenho sempre defendido, igualmente na ONU, a conciliação universal de todo o conhecimento humano e espiritual, numa poderosa força a serviço dos povos.
A Legião da Boa Vontade (LBV), que tem status consultivo geral no Ecosoc, está levando suas recomendações de boas práticas socioeducacionais a esse High-Level Segment, cujo propósito é colaborar na criação de uma nova agenda global pós-2015. Além de expor sua experiência de trabalho no Brasil desde 1950, a LBV apresentará o resultado dos eventos que realizou em 2013 com vários setores da sociedade latino-americana, no Uruguai, na Argentina, no Paraguai e na Bolívia.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Desde 27/12/2012, o Brasil conta com a Fundação Escola Aberta do Terceiro Setor, que promove, por meio do ensino a distância, pela internet, a melhoria da capacitação dos profissionais desse importante segmento.

Parabéns ao ilustre curador de Fundações de São Paulo, dr. Airton Grazzioli, pela pioneira iniciativa de criar esse projeto, que já proporcionou capacitação e conhecimento a mais de 1.200 alunos. Aos interessados, os cursos estão disponíveis gratuitamente no site www.escolaaberta3setor.org.br.Agradeço ao seu presidente, dr. José de Arruda Silveira Filho, os relatos que recebi, pertinentes ao trabalho desenvolvido em 2013. Além de ser uma de suas instituidoras, a Fundação José de Paiva Netto (FJPN) participa ativamente das ações da Escola Aberta do Terceiro Setor. A entidade tem o apoio da LBV na gravação das aulas.

Em 2014, essa profícua parceria continua. Temos aí novos cursos, preparados por renomados professores. Assim, vamos construindo agentes mais qualificados no atendimento às numerosas demandas sociais do país.

CONGRESSO BRASILEIRO DO TERCEIRO SETOR
Na próxima sexta-feira, 23 de maio, a cidade de São Paulo/SP sediará o 15º Congresso Brasileiro do Terceiro Setor. Uma realização da empresa “Econômica Desenvolvimento Social”, destinada a administradores, dirigentes públicos e de ONGs, assistentes sociais, auditores, captadores de recursos, contabilistas, religiosos, estudantes, membros de conselhos municipais ou estaduais e operadores de Direito.
Levando em conta as transformações legais, contábeis e de sustentabilidade do Terceiro Setor, o evento contribui para a atualização e o aprimoramento daqueles que atuam na área. Entre os temas e seus respectivos palestrantes para o dia, estão: “Contabilidade Social” — Sebastian Yoshizato Soares, formado em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu e em Ciências Contábeis pela Universidade Paulista; “Auditoria do Terceiro Setor” — Demetrio Cokinos, graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Mackenzie, pós-graduado em Finanças Empresariais pela Unisescon Trevisan e Curso de Controladoria pela FEA-USP; “Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) — A nova plataforma do SPED — também aplicável ao Terceiro Setor” — Daniel Belmiro Fontes, coordenador Nacional do projeto eSocial da Receita Federal do Brasil; “eSocial — Governança e Complaince” — Abdias Melo, formado em Ciências Contábeis e especialista em Controladoria e Gestão Financeira pela Unitau; “As Relações do Ministério Público com as Organizações do Terceiro Setor e as Peculiaridades das Prestações de Contas” — Airton Grazzioli, promotor de Justiça e vice-presidente da Associação Nacional dos Procuradores e Promotores de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social (Profis); “CEBAS da Educação” — Eneida Cardoso de Britto Corrêa, coordenadora de Certificação de Entidades Beneficentes na área da Educação, no Ministério de Educação (MEC).
O Congresso ocorrerá das 8:45 às 18:30h no Hotel Tivoli Mofarrej, na Alameda Santos, 1.437. Para outras informações, ligue: (11) 5102-4654 ou acesse: www.economica.com.br.

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No Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, 17/6, vale ressaltar recentes e alarmantes estatísticas. Uma delas vem da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Quase nove em cada dez habitantes das cidades do mundo estão sujeitos a níveis de poluição acima do aceitável segundo os padrões da OMS”, destacou a “Agência Brasil”. Depois, conforme noticiou a “Deutsche Welle”, uma pesquisa do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica diz que os reservatórios de água no país, considerados críticos pela Agência Nacional de Águas (ANA), perderam em média 80% de sua cobertura florestal.

Ora, os danosos impactos desse verdadeiro “arboricídio” estão aí. O ar, o solo e a água diariamente escasseiam em qualidade, fertilidade e abundância.

CUIDADO, ESTAMOS RESPIRANDO A MORTE

Há quase 14 anos, em 1º de julho de 2000, a revista “Manchete” publicou um artigo meu que parece até que foi escrito hoje:

Atualmente, em vastas regiões da Terra, o simples ato de respirar corresponde à abreviação da vida. Sofrimentos de origem pulmonar e alérgica crescem em progressão geométrica. Hospitais e consultórios de especialistas vivem lotados com as vítimas das mais diferentes impurezas.

Abeirar-se do escapamento de um veículo é suicídio, tal a adulteração de combustível vigente por aí. Isso sem citar os motores desregulados...

Quando você se aproxima, por estrada, via aérea ou marítima, de grandes centros populacionais do mundo, logo avista paisagem sitiada por oceano de gases nocivos.

Crianças e idosos moram lá... Merecem respeito.
No entanto, de maneira implacável, sua saúde vai sendo minada. A começar pela psíquica, porquanto as mentes humanas vêm padecendo toda espécie de pressões. Por isso, pouco adiantará cercar-se de muros cada vez mais altos, se de antemão a ameaça estiver dentro de casa, atingindo o corpo e a psicologia do ser.

Em cidades praieiras, a despeito do mar, o envenenamento atmosférico avança, sem referência à contaminação das águas e das areias... O que surpreende é constituírem, muitas delas, metrópoles altamente politizadas, e só de algum tempo para cá seus habitantes na verdade despertarem para tão terrível risco.

Despoluir qualquer área urbana ou rural deveria fazer parte do programa corajoso do político que realmente a amasse. Não se pode esperar que isso apenas ocorra quando se torna assunto lucrativo. Ora, nada mais proveitoso do que cuidar do cidadão, o Capital de Deus.
As questões são múltiplas, mas esta é gravíssima: estamos respirando a morte. Encontramo-nos diante de um tipo de progresso que, ao mesmo tempo, espalha ruína. A nossa própria.

Comprova-se a precisão urgente de ampliar em largo espectro a consciência ecológica do povo, antes que a queda de sua qualidade de vida seja irreversível. Este tem sido o desafio enfrentado por vários idealistas pragmáticos. Entretanto, por vezes, a ganância revela-se maior que a razão. O descuido no preparo de certas comunidades, para que não esterilizem o solo, mostra-se superior ao instinto de sobrevivência. (...)

A infinidade de poluições que vêm prejudicando a vida de cada um deriva da falência moral que, de uma forma ou de outra, inferniza a todos. Viver no presente momento é administrar o perigo. Mas ainda há tempo de acolhermos a asserção de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944): “É preciso construir estradas entre os homens”. Realmente, porque cada vez menos nos estamos encontrando nos caminhos da existência como irmãos. Longe da Fraternidade, não desfrutaremos a Paz.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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A partir de quinta-feira, 12/6, chefes de Estado, imprensa mundial e mais de um bilhão de torcedores voltarão seus olhos para o Brasil. Após 64 anos, aliás, tempo de existência da brasileiríssima Legião da Boa Vontade (LBV), nosso país novamente sedia a Copa do Mundo.

Fazemos votos de que esta querida nação alcance a vitória almejada nos gramados e em todos os outros campos, no enfrentamento das batalhas diárias em prol da melhor qualidade de vida para os cidadãos.

Que o entusiasmo da torcida, dos jogadores, da comissão técnica, dos dirigentes de nossa Seleção, enfim, a vibração e a Fé também se multipliquem em ações pragmáticas no aprimoramento de todas as classes sociais. Contudo, entendemos que a violência jamais será metodologia eficiente para se conquistar qualquer objetivo, por mais justo que seja.

Há 100 anos, durante a fatídica 1ª. Grande Guerra, o futebol ganhou significativo espaço para a Paz no Natal de 1914. Oportuna trégua permitiu que uma partida fosse jogada entre inimigos à época. Esse episódio, ocorrido em Ypres, na Bélgica, expressa muita coisa! Embora tenha sido um fato isolado naquela ocasião, em que abundante sangue se derramava em nome da insensatez humana, ele nos demonstra que a Paz definitiva não é utopia. Depende de nós! Por isso, há décadas defendo: o esporte sempre será melhor que as sangrentas guerras, que deixam como herança viúvas e órfãos.

GOLS PELA INFÂNCIA BRASILEIRA
Com o apoio de destacados esportistas, a campanha da LBV “Fiz um gol pela infância brasileira!” é sucesso nacional. Ao participar, a pessoa leva para casa bela camisa autografada por ídolos do passado e do presente.
Quem recentemente aderiu a esse time da Solidariedade foi a nossa simpaticíssima Adriana Calcanhotto, cantora e compositora gaúcha de muito prestígio no país e no exterior. Falando ao jornalista Luiz Carlos Lourenço, ela comentou: “Os grandes astros do futebol brasileiro deixaram suas assinaturas aqui e isso mostra a credibilidade deste trabalho. A camisa traz ainda nas costas o número 10, que pertence ao Neymar. Também merece uma nota 10 esta campanha da Legião da Boa Vontade em favor da infância brasileira”.
Outras informações encontram-se no site www.lbv.org/doe.

ESPIRITUALIDADE NAS NAÇÕES UNIDAS
A sede da ONU, em Nova York, sediará, em 12/6, quinta-feira, seminário organizado por um grupo de instituições ligadas ao Comitê de ONGs sobre Espiritualidade. A pauta contemplará “O Trabalho Espiritual das Nações Unidas: avançando em direção a uma transformação planetária de consciência”.
A Legião da Boa Vontade dos Estados Unidos foi convidada a expor sua experiência e visão no tópico “como indivíduos e grupos podem ajudar a catalisar o trabalho de transformação planetária”. Segundo a dra. Ida Urso, presidente da Aquarian Age Community, esse tema “é natural para a LBV, porque já é o trabalho que realiza há muito tempo”.
Que esse evento alcance seus propósitos, semeando a esperança ativa de dias mais felizes para os cidadãos!

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
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Como ser humano, considero fundamental a lei que torna hediondo o crime de exploração sexual de crianças, adolescentes ou pessoas vulneráveis, sancionada pelo governo brasileiro, no dia 21/5, quarta-feira.

Trata-se de grande conquista em prol da integridade da criatura humana desde a infância. A lei está aí. Compete agora seja respeitada.

Todos os pais, avós, parentes, professores, autoridades, enfim, todo cidadão de bem, contam com uma forte ferramenta para proteger as crianças, os jovens ou qualquer um que esteja em situação de risco. Quando Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos ensinou, no “Pai-Nosso”, a suplicar a Deus que “nos livrasse do mal”, Ele não recomendou que aguardássemos de braços cruzados os fatos. Seu pragmático Evangelho é uma Academia que forma, em primeiro lugar, guardiães da ordem civilizada.
O Brasil é sede neste e nos próximos anos de megaeventos internacionais. O grau de nossa responsabilidade deve estar à altura dos que dependem diretamente de nossas atitudes de amparo.

Mônica Souza, gerente de comunicação e marketing da Plan International Brasil, no programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), afirmou: “A exploração sexual infantil não vem de hoje. As campanhas de combate já existem há bastante tempo. Nesse momento, estamos nos preparando para ter uma resposta um pouco mais agressiva nesse período de Copa no Mundo”. Um dos propósitos da Plan é capacitar crianças e jovens para serem protagonistas de sua própria história.

Também no contexto em pauta, o ensino e o conhecimento são providências de real prevenção. É o que Mônica ressalta: “Lugar de criança é na escola. Ela não tem que estar na rua ou nas praias trabalhando. Conscientizar a comunidade, trabalhar com ela, proporcionar seminários, mostrar o que acarreta o problema e trazer soluções, são oportunidades educativas”.
Combatamos a exploração sexual. Por favor, anotem e tenham sempre às mãos o Disque 100 (Disque Direitos Humanos). A ligação é gratuita, e não é preciso se identificar. As Centrais de Atendimento funcionam diariamente, 24 horas por dia.

SEBASTIÃO NERY
O estimado amigo Sebastião Nery lançou recentemente a obra “Ninguém me contou, Eu vi: De Getúlio a Dilma”. Nery é um dos mais respeitados jornalistas do país. Ele é natural da Bahia, Estado de origem dos meus saudosos pais, Idalina Cecília (1913-1994) e Bruno Simões de Paiva (1911-2000).
Fiquei honrado ao ver meu modesto nome entre aqueles a quem Nery dedicou seu novo trabalho editorial. Nossa amizade vem desde a década de 1950, na antiga Rádio Mundial, do Rio de Janeiro/RJ, onde eu era voluntário. Ele relata isso: “Alguém me disse para ir à Rádio Mundial e conversar com Alziro Zarur (1914-1979). Eu fui e ele me recebeu muito gentilmente. Lá, conheci o Paiva Netto, que era um jovem (mais jovem do que eu), e que trabalhava lá. Trabalhamos juntos! Tenho uma lembrança de gratidão, pois quando você arranja um emprego e encontra pessoas que tratam de você, que esquecem que você saiu da cadeia, mas que o recebem como um cidadão (o que eu era, um jornalista que fora perseguido). Aí eu conheci o Paiva Netto, cujo trabalho sempre admirei”.

Agradeço ainda as palavras que ele fraternalmente me endereçou no exemplar que recebi e estou lendo: “Mestre Paiva Netto, que honra lhe mandar este livro que também é seu”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. — www.boavontade.com



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