NATAL PRESS

No meu estudo Cidadania do Espírito, comento:
Desumanidade gera desumanidade. Aí está, em resumo, a explicação do estado atual nas diversas regiões do planeta. Porém, com a riqueza de nosso Espírito, podemos edificar um amanhã mais apreciável. Entretanto, nenhuma reforma será duradoura se não houver o sentido de Caridade, o respeito ao cidadão e o bom comando das gentes, atuando na Alma. Todavia, para que isso realmente ocorra, é necessário que estejamos integrados em Deus, que é Amor, portanto, Caridade. Sem essa providência e perseverança nela, como preconiza Jesus, possivelmente nem saberíamos por onde começar. A integração verdadeira em Deus e em Sua Lei, expressa pelo Divino Mestre no Seu Novo Mandamento, é a reforma que falta ter início. Disse Jesus: “Novo Mandamento vos dou: Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. O meu Mandamento é este: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor” (Evangelho, segundo João, 13: 34 e 35, 15:12, 13 e 9).

Supremo poder da alma
Caridade é a comprovação do supremo poder da Alma ao construir épocas melhores de vida (material e espiritual) para as criaturas e seus países, os Cidadãos do Espírito. Não existe maior inspiração para a boa política do que ela, seguida pela Justiça aliada ao Bem. Absurdo?! O tempo mostrará que não. Resta às multidões aprender em definitivo a enxergar essa realidade e desenvolver o sentido de compaixão. Assim, com o passar das eras, o mundo abandonará a doença que, pelos milênios, lhe tem feito tanto mal: a pouca atenção que dá à força do Amor Fraterno, “princípio básico do Ser, fator gerador de Vida, que está em toda parte e é tudo”.
Sobre o sublime ato de se doar ao próximo e suas consequências sociais, assim se manifestou o pensador político francês Alexis de Tocqueville (1805-1859), autor de A democracia na América: “A caridade dos indivíduos se dedica às maiores misérias, procura o infortúnio sem publicidade e, de maneira silenciosa e espontânea, repara os males. (...) Pode produzir somente resultados benéficos. (...) Alivia muitas misérias, sem produzir nenhuma”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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Empenhar-se pelo futuro dos estudantes deve ser uma vigília constante de todos nós. Conforme expus em “É Urgente Reeducar!” (2000), devemos levar na mais alta consideração que os educandos têm de ser com eficiência qualificados para a exigente demanda do acirrado mercado de trabalho. E mais: de tal maneira que não persigam um caminho em que a profissão para a qual se aprontaram não mais exista ao fim do curso. É essencial, pois, receberem formação eficaz para que sejam arrojados, empreendedores, de modo que possam suplantar os fatos supervenientes que, a qualquer instante, desafiam a sociedade, assustando multidões.

A rede de ensino da LBV, cuja imprescindível sustentação vem do generoso povo brasileiro, tem procurado proporcionar aos jovens a melhor base educativa, visando ao enfrentamento de qualquer obstáculo no porvir.

O Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, no “Resumo da Semana”, periódico de circulação interna, discorre, na edição de 18/11, justamente a respeito desse assunto. Diz o informativo: “Não bastasse ao adolescente ter de lidar com as transformações comuns nessa fase da vida, como a mudança dos interesses, das exigências, das relações etc., é nesse momento que ele precisa tomar uma decisão que pode definir o seu futuro: a escolha profissional. Soma-se a isso o variado leque de alternativas de curso superior e de novas opções de carreira e oportunidades de trabalho que surgem a cada dia, o que pode gerar insegurança ao aluno na hora de se inserir nesse novo universo”.

Agora o jornal fala de algumas das providências que temos tomado: “Como parte da efetiva preparação oferecida pelo Conjunto Educacional Boa Vontade aos seus alunos, desde o Berçário até o Ensino Médio, a Instituição desenvolve o ‘Programa de Orientação Vocacional e Profissional’ voltado aos estudantes da última etapa da Educação Básica. Compõe a iniciativa uma série de ações, como a realização da Feira de Profissões, que reúne importantes universidades, além de profissionais de diversas áreas para interação com os educandos. Outra ação que merece destaque são as parcerias feitas com organizações especializadas, a exemplo do que ocorre com o Instituto Cocriar. A empresa está assessorando alunos da 2ª série do Ensino Médio que ainda têm dúvidas sobre a carreira a seguir após a conclusão do Ensino Básico”.

Por fim, o “Resumo da Semana” ressalta o nosso diferencial: “Tudo isso se alia à Espiritualidade Ecumênica, base da inovadora linha educacional da LBV, que enxerga o educando além do intelecto”.

Com a Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, queremos equipar os moços para alçar voos mais altos e seguros.

DIVERSIDADE CULTURAL E RELIGIOSA
No dia 17/11, em Curitiba/PR, foi lançado o livro “Ensino Religioso: diversidade cultural e religiosa”, elaborado por professores de escolas estaduais e organizado pela Secretaria Estadual da Educação, em parceria com a Associação Inter-religiosa de Educação (Assintec). O propósito é subsidiar a ação didático-pedagógica dos professores de ensino religioso, contemplando as diferentes tradições e as quatro matrizes: Africana, Indígena, Ocidental e Oriental. O trabalho apresenta o Templo da Boa Vontade (TBV), uma das Sete Maravilhas de Brasília, com seu principal objetivo: a convivência pacífica entre os povos.
Agradeço ao dr. Flávio Arns, vice-governador e secretário de Estado da Educação, que nos dedicou um exemplar desse trabalho: “José de Paiva Netto, entregamos a você, com alegria, a obra produzida a muitas mãos e corações no Paraná”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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Após a inauguração do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, Brasil, em 21/10/1989, testemunhamos, pela TV, em 9 de novembro, na Alemanha, a queda do Muro de Berlim. Esses dois acontecimentos, que completaram 25 anos, trazem em similitude a vitória da liberdade. A ignorância, porém, persiste, em várias regiões do mundo, em desejar tolher o direito inerente à criatura humana de poder exprimir, com equilíbrio, as suas convicções políticas, científicas, artísticas, filosóficas, religiosas, esportivas, e assim por diante, na busca de um mundo melhor.
Quem poderia conceber que aquele portentoso paredão, que muito mais que concreto era ideológico, tombaria? Mas caiu! Da mesma forma, as fronteiras vibracionais entre esta e outras dimensões também virão abaixo, mais cedo ou mais tarde.

Universo Invisível
Em 1981, durante a conferência “A Decodificação do Pai-Nosso”, que rea­lizei em Porto Alegre/RS, Brasil, no Ginásio de Esportes do Colégio Protásio Alves, convidei o povo que me honrava com sua atenção a desenvolver este raciocínio:
A Ciência humana, a despeito dos respeitáveis esforços de tantos abnegados idealistas, encontra-se no início de sua brilhante trajetória, apesar do extraordinário progresso a que nos tem conduzido. Vejamos o justificado deslumbramento de suas mais importantes figuras ante a restrita parcela do Cosmos que se vê. Mas e diante da imensidade que não se enxerga, que não se descobriu ainda?... Não aludimos apenas ao Universo físico, com suas galáxias, que é algo realmente de assombrar: só a Via Láctea, da qual fazemos parte, abarca bilhões de estrelas... É incrível a sua abrangência!... E os mais poderosos telescópios e radiotelescópios alcançam a mínima parte deste Universo físico. Os seres humanos, e mesmo os invisíveis de razoável grandeza espiritual, pois essas são muitas no “Outro Lado” da Vida, acabam também fascinados, e com muita razão... Entretanto, e a amplitude que até agora não perlustramos? Aqui está a filigrana: quando arguimos pelo que falta desbravar, não estamos unicamente a nos referir à composição material dos corpos celestes que vagam pelo espaço: essa enormidade que os maiores cientistas não puderam até o presente momento pesquisar nem sequer ver de todo.
Falamos também do Universo Invisível, ultradimensional, onde as Almas residem, que, no estágio evolutivo da civilização contemporânea, não pôde, até agora, ser devidamente percebido pelos olhos somáticos nem acreditado pela Ciência terrestre, em boa parte. E o mais surpreendente: nem por alguns religiosos que pregam a Vida Eterna. Todavia, quando diversos pioneiros começam a analisar e estudar as possíveis dimensões em que habitam os Espíritos, há quem procure depreciar sua labuta. Na verdade, alguns temem avançar na direção descortinada pelos precursores. De certa forma, é como na fábula de Esopo: Vulpes et uva. O filósofo e sociólogo Herbert Spencer (1820-1903) acertou quando definiu que há um princípio utilizado como uma barreira contra qualquer informação, semelhante à prova oposta a todo tipo de argumento. Esse preceito jamais pode falhar, de modo a manter a Humanidade numa ignorância contínua e perpétua. Trata-se de condenar antes de investigar.
A Ciência tradicional deverá preparar-se para absorver os muitos dados novos coligidos pela Ciência de ponta. Entretanto, terá de incluir nas novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é muito cômoda, sobretudo ante a realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento da vida consciente e ativa do ser, nas esferas ainda imperceptíveis ao sentido visório.
Ainda em 1981, popularmente discorri sobre essa questão das dimensões materiais do Universo, tendo em vista ensinamentos do Evangelho e do Apocalipse de Jesus: em geral, cogita-se de grandeza, dimensão, distâncias físicas... Contudo, os limites do Universo podem igualmente ser vibracionais... O ser humano falece, o corpo fica... O Espírito (ou como o queiram chamar), que não pode ser reduzido ao restrito território da mente, migra para outro Universo ou outros universos, que ainda não se veem... A Ciência, em seus elevados termos, a posteriori comprova o que a Religião, de maneira intuitiva, bem antes percebera. A primeira conceitua; a segunda ilumina, quando realmente Religião e nunca reserva de tabus e preconceitos. No entanto, a Intuição, conforme afirmamos, é sempre mais rápida. É a Inteligência de Deus em nós.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Em 12 de outubro, no Brasil, homenageamos Maria Santíssima, Mãe Universal da Humanidade, e as crianças, alegria do mundo! Os pequeninos sempre aguardam com expectativa esse dia.
Aproveito para lhes trazer um belo exemplo de Amor Fraterno, abençoado pela Mãe de Jesus, que vem dos jovenzinhos. Apresentei-o, há vários anos, na Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV e internet). Fui buscá-lo na obra “Lendas do Céu e da Terra”, de Malba Tahan. Muitos de vocês talvez já conheçam esse conto, mas, diante dos graves problemas de convivência humana no planeta, é importante ressaltarmos o que de bom igualmente existe para que o bem seja multiplicado.
Vamos ao que Malba Tahan, pseudônimo do professor de matemática Júlio César de Melo e Sousa (1895-1974), escreveu e a alguns comentários que fiz:
“Uma menina chinesa conduzia às costas um pequenino de dois anos de idade. Ao vê-la passar, vergada ao peso daquela carga, um sacerdote perguntou-lhe:
“— É pesado, menina?
“— Não, senhor — respondeu ela, muito vivaz. — É meu irmão!
“Que linda resposta a desta menina! Atentem no profundo ensinamento que suas palavras encerram! Como parece suave a carga quando levamos ao ombro o irmãozinho querido!
“Do mesmo modo, se seguirmos fielmente os preceitos evangélicos, seremos induzidos a levar a Caridade a todos os nossos semelhantes. E o sacrifício em proveito do próximo, então, se tornará muito leve, pois será feito por um irmão”.
Jesus, o Cristo Ecumênico, universal, o Pedagogo Celeste, ensinou que nos devemos amar uns aos outros como Ele nos amou e tem amado. E disse mais o Divino Amigo: “Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. (...) Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35; 15:12, 13 e 9).
Vale a pena destacar novamente o que disse a garotinha quando o religioso lhe perguntou se era pesada a criança que carregava: “— Não, senhor — respondeu ela, muito vivaz. — É meu irmão!”.
Reconheçamos também nesse irmão bem querido o Brasil, cujo verdadeiro progresso depende da real dedicação de governantes e governados. Ora, meus jovens, quem não intuir ou entender essa lição de “Lendas do Céu e da Terra” jamais compreenderá a solidariedade humana ensinada pelo Cristo de Deus. Não será um bom menino, uma boa menina, um bom pai, uma boa mãe, um bom avô, uma boa avó, um bom sacerdote, um bom político, um bom filósofo, um bom cientista, um bom economista, um bom pedagogo ou professor, e assim por diante, porque, se não tiver Amor no coração, não saberá viver em comunidade, não poderá participar da Sociedade Solidária Altruística Ecumênica, na qual todos compreendem que o sofrimento de um é o de todos.
Agora, a conclusão de Malba Tahan em sua página, na forma de tocante prece: “Ó Jesus, Divino Modelo da Caridade, dai-me aqueles puros sentimentos de Amor ao próximo, de que nos deixastes tão admiráveis exemplos; fazei, Senhor, que eu ame santamente os meus semelhantes por Amor de Vós, que nunca deles suponha mal; que lhes acuda em suas necessidades; e que, sofrendo suas fraquezas neste mundo, por amor de Vós [Jesus], possa um dia cantar com eles Vossos louvores, [assim na Terra como] no Céu!”

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Mundo em guerra, ou melhor, mundo sempre em guerra. Então, é igualmente o momento de falar na Paz e de lutar por ela, sem descanso, até que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta gente. Um dos perigos que a Humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo como coisa que não possa ser mudada. Eis o massacre da tranquilidade entre pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é possível melhorar ou corrigir nesta vida.

Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se acostumarem ao absurdo, este irá tomando conta de suas existências.
Se não nos é possível evitar a Terceira Guerra Mundial, fruto da semeadura de milênios de loucuras humanas, não desejamos o remorso de não ter feito o possível e o impossível para lembrar ao mundo a Paz de Deus. Por todos os meios e modos, contrapomos há muito ao ditado latino, “Se queres a Paz, prepara-te para a guerra” (“Si vis pacem, para bellum”), proclamando o espírito que inspirou Rui Barbosa (1849-1923), o corajoso Águia de Haia, quando disse: “Se queres a Paz, prepara-te para a Paz”.
Do meu livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987):

Num futuro que nós, civis, religiosos e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço ético, moral e espiritual. O ser humano descobrirá que não é somente sexo, estômago e intelecto, jugulado ao que toma como realidade única do mundo. Há nele o Espírito eterno, que lhe fala de outras vidas e outros mundos, que procura pela Intuição ou pela Razão. A paz dos homens é, ainda hoje, a dos lobos e de alguns loucos imprevidentes que dirigem povos da Terra.

A Paz, a verdadeira Paz, nasce primeiro do coração limpo do ser humano. E só Jesus pode purificar o coração da Humanidade de todo ódio, porque Jesus é o Senhor da Paz. E Ele próprio, como tantas vezes lembrou Alziro Zarur (1914-1979), o saudoso Fundador da Legião da Boa Vontade, afirma: “Eu sou a Árvore, vós sois os ramos; sem mim nada podereis fazer. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie. Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo. Eu não vos deixarei órfãos. Novo Mandamento vos dou: Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se vos amardes como Eu vos amei. Ninguém tem maior Amor do que doar a sua própria Vida pelos seus amigos”.(Evangelho de Jesus, segundo João, 15:5, 14:1 e 18, 13:34 e 35 e 15:12 e 13).

Deve haver um paradigma para a Paz. Quem? Os governantes do mundo?! Todavia, na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente se armam? Tem sido assim a história da “civilização”... “Quousque tandem, Catilina, abutere patientia nostra?”. (Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?)
Que tal experimentá-lo?

A LBV humildemente faz uma sugestão: o planeta quer viver em Paz? Então se inspire e viva os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o Senhor da Paz, a ponto de dizer: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar”. (Evangelho do Cristo, segundo João, 14:27). Quer dizer: essa Paz existe, não é uma utopia. Negá-la é negar Jesus, menosprezar a civilização. Cumpre ao ser humano achá-la, enquanto há tempo.
A Paz de Deus pode parecer aos derrotistas algo longínquo, de tão bela... Entretanto, eliminar esse fosso depende unicamente de nós. Não será por parecer distante que devamos deixar de buscá-la. Pelo contrário, trabalhemos por ela — Já! São os grandes desafios o nosso maior amigo, pois nos impedem de desistir da Vida. Eia, pois, em frente, porque Deus Está Presente!
Todos estão profundamente preocupados com a selvageria que campeia na Terra, à cata de uma solução para pelo menos diminuir a violência, que saiu dos lugares ocultos, das madrugadas sombrias, ganhou as ruas e os lares, pois invadiu as mentes. Contudo, hoje, cresce o entendimento de que, se há violência, não é só problema dos governos, das organizações policiais, marcantemente, porém, um desafio para todos nós, sociedade. Se ela saiu da noite escura e mostrou-se à luz do dia, é porque habita o íntimo das criaturas. Existindo nas almas e nos corações, se fará presente onde estiver o ser humano.
É preciso desativar os explosivos que perduram nos corações.

Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Paulo Apóstolo dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo”. Ora, João Evangelista, por sua vez, asseverou que “Deus é Amor”. Jesus, o Cristo Ecumênico, isto é, Universal, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se da perspectiva solidária e altruística nascida do Seu coração, firmada no Seu Mandamento Novo: “Amai-vos como Eu vos amei" (Evangelho de Jesus, segundo João, 13:34), a Lei da Solidariedade Espiritual e Humana, sem o que jamais este Planeta conhecerá a justiça social verdadeira.
Sem Amor, nunca conheceremos a Paz.

Conforme escrevi em Reflexões da Alma (Editora Elevação, página 122), a Paz desarmada jamais resultará apenas dos acordos políticos, todavia, igualmente, de uma profunda sublimação do espírito religioso. Como grandes feitos muitas vezes têm suas raízes em iniciativas simples, mas práticas e verdadeiras, de gente que, com toda a coragem, partiu da teoria para a ação, com a força da autoridade de seus atos universalmente reconhecidos, valhamo-nos deste ensinamento de Abraão Lincoln (1809-1865): “Quando pratico o Bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião”. Ora, ninguém nunca poderá chamar o velho Abe de incréu.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
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Fechar os olhos para a violência contra as crianças e seus cruéis desdobramentos é uma barbaridade ainda muito presente no mundo. É o que nos mostra o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (o Unicef) “Ocultos à plena luz”, divulgado no dia 4/9 corrente.

Segundo esse órgão internacional: “É a maior compilação de dados jamais realizada sobre violência contra a criança”. O trabalho, com números coletados em 190 países, detalha as terríveis e duráveis consequências de agressões sofridas na fase infantojuvenil. As vítimas, posteriormente, se tornam adultos mais propensos a ficar sem emprego, a viver na pobreza e a manifestar comportamento agressivo. E aqui um ponto que deve ser levado em alta consideração. Os pesquisadores observam que o estudo diz respeito apenas aos indivíduos que puderam e quiseram responder aos questionamentos. Ou seja, as estimativas levantadas refletem pequena parte do problema.

Isso ocorre, porque as comunidades, as escolas, os lares não cumprem devidamente suas obrigações com os pequeninos. O dr. Anthony Lake, diretor-executivo do Unicef, é contundente: “São situações desconfortáveis — nenhum governo ou pai ou mãe quer vê-las”. No entanto, como ele mesmo enfatiza, devemos encarar os fatos se quisermos mudar a mentalidade que acha normal e permissível essa violência diária, em todos os lugares. E completa: “Embora a maior prejudicada seja a criança, também dilacera o tecido da sociedade, minando a estabilidade e o progresso. Mas essa violência não é inevitável. Pode ser prevenida — desde que nos recusemos a deixar que ela permaneça nas sombras”.

Alguns dos índices apontados pela pesquisa, em contextos mundiais, nos dizem que crianças e adolescentes com menos de 20 anos representam um quinto das vítimas de homicídio, o que resulta em perto de 95 mil mortes em 2012; cerca de 120 milhões de meninas com menos de 20 anos (aproximadamente uma em cada dez) foram forçadas a ter relações sexuais ou a praticar outros atos sexuais; e pouco mais de um em cada três estudantes entre 13 e 15 anos são vítimas frequentes de bullying na escola.

QUE PROVIDÊNCIAS TOMAR
O Unicef indicou estratégias para que toda a sociedade, desde as famílias aos governos, possa trabalhar para reduzir tamanha tragédia. Elas incluem “prestar apoio aos pais e desenvolver na criança habilidades de vida; mudar atitudes; fortalecer sistemas e serviços judiciais, criminais e sociais; e gerar evidências e conscientização sobre violência e seus custos humanos e socioeconômicos, visando à mudança de atitudes e normas”.

Dentre as numerosas frentes de trabalho da Legião da Boa Vontade, cuidar bem das crianças é uma de suas mais relevantes e reconhecidas ações. Tenho grande esperança na semeadura que fazemos há mais de 64 anos nos corações humanos e espirituais. A Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, que desenvolvemos na rede de ensino da LBV, com o apoio do povo, possuem elevados propósitos de salvaguardar a infância e a juventude em risco social. A evasão escolar nas unidades da LBV tem índice zero, informa a diretora do Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, a doutoranda em Educação Suelí Periotto.

Não se tem qualquer garantia de futuro melhor para as nações sem respeito aos direitos fundamentais das crianças e dos jovens. E não se cresce, material e espiritualmente saudável, sem afeto, sem amor fraterno.
Cumprir com acerto as responsabilidades que nos cabem é atender ao alertamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, isto é, Universal. No Seu Evangelho, segundo Mateus, 19:14, Ele diz: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, porque deles é o Reino dos Céus”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014), empresário, presidente de honra do Grupo Votorantim, engenheiro metalúrgico formado pela Colorado School of Mines. Mas, acima de tudo, foi um ser humano de nobres ideais, que promoveu iniciativas em prol das comunidades menos favorecidas.

Ele voltou à Pátria Espiritual no dia 24 de agosto, domingo, deixando-nos louváveis exemplos.
Em 1996, por seu empenho às causas humanitárias, recebeu do ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF, a Comenda da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica, na categoria “Indústria e Comércio”.

Sua proximidade com o pensamento altruísta ficou bem evidente em entrevista que concedeu, certa vez, à Super Rede Boa Vontade de Comunicação (Rádio, TV, Internet e Publicações): “Todo homem responsável desta nação tem de deixar de ser egoísta. Ele tem de se preocupar com uma coisa chamada Humanidade. Tem de se preocupar com seus vizinhos, com as suas aflições, com seus problemas, procurar dar-lhes a mão, ajudá-los com esse espírito comunitário que estamos lançando no Brasil. Sempre que puder, teremos imenso prazer em ajudar a LBV”.

Incentivador da cultura, escreveu e produziu peças teatrais, destacando os desafios brasileiros. Nessa mesma linha, em 2006, lançou o livro “Acorda, Brasil!”. Com satisfação, guardo um exemplar autografado pelo ilustre autor: “A José de Paiva Netto, com apreço do Antônio Ermírio de Moraes”.
Fernando Pessoa (1888-1935), notável vate português, com iluminada inspiração retratou: “A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto”. Portanto, conscientes dessa verdade, desejamos ao Espírito Eterno Antônio Ermírio de Moraes votos de muita Paz onde estiver, no Mundo Espiritual.
Aos seus familiares e amigos, a solidariedade dos Legionários da LBV, particularmente para sua esposa, dona Maria Regina Costa de Moraes, e aos nove filhos do casal.

JUBILEU DE PRATA DO TBV

Em 21 de outubro, o Templo da Boa Vontade, TBV, na capital federal, completará 25 anos! Neste 2014, comemoraremos a data no dia 8 de novembro. Milhares de peregrinos do Brasil e do exterior já se preparam para o evento. Estão todos fraternalmente convidados.
Recentemente recebemos a visita do padre Josafá de Jesus Moraes, diretor-geral da TV Aparecida. Pela segunda vez no monumento, deixou suas impressões: “É um lugar de muita tranquilidade. Permite que a gente possa fazer uma reflexão, que possa se recolher. [O TBV] favorece o crescimento humano e, quando favorece o crescimento humano, ali tem a presença de Deus, e ali a gente colabora com a evolução e com o progresso de todas as pessoas.
“Do lugar onde somos bem-recebidos, sempre levaremos boas recordações. (...) Graças a Deus, temos essa oportunidade de fazer mais uma experiência de Fé aqui [no Templo da Boa Vontade]”.
Grato, padre Josafá! Seja sempre bem-vindo! O TBV é um ambiente de Paz aberto aos corações humanos e espirituais.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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É preciso manter a atenção constante aos fatos. Por menores que sejam, podem tornar-se tormentosos. Diante da vastidão do planeta, um ser humano é minúsculo, mas como é imensa a sua importância; portanto, a dos seus atos também. Valho-me, por exemplo, da Primeira Guerra Mundial, que, em 28/7, completou 100 anos.

Um mês antes, quem matou, em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando e a esposa, Sofia, desencadeando, mesmo como pretexto, a partir da pequena Sérvia, o primeiro grande conflito? Uma minúscula célula humana. Não significa que eu esteja desfazendo do seu valor como criatura, porém necessito formar uma comparação. Usaram-no capciosamente como estopim, ao que mal sabiam o que seria. É o que não podemos admitir que façam conosco em tempo algum. Era um jovem ainda, Gavrilo Princip. Assassinou o herdeiro do império austro-húngaro, em Sarajevo. Tivemos a Primeira Grande Guerra, que Georges Clemenceau (1841-1929) considerou como a que terminaria com todas as outras. O primeiro-ministro da França, naquele tempo, representou-a no Tratado subscrito na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes, construído por Luís XIV, o Rei Sol, que também se apagou, por ser passageiro. Esse documento decidiu sobre a divisão dos despojos da Alemanha, subjugada em 1918, e determinou que ela pagasse onerosíssimas indenizações aos vencedores. Não souberam gerenciar a vitória, que requer especial talento. Diversos analistas observam que, por ter sido muito severo, o Tratado oprimiu por demais o povo alemão, deixando-o à mercê do primeiro aventureiro que aparecesse. Isso, entre outros fatores, propiciou a ascensão ao poder de Adolf Hitler (1889-1945), que instituiu, por onde passou, o repugnante racismo como ideologia de Estado. E deu no que deu, porque racismo contra um será fatalmente contra todos. Arrastou os povos, incluído o Brasil, ao Segundo Grande Conflito Mundial (1939-1945), que chacinou e feriu milhões de pessoas. Outro pormenor: o sombrio Adolf subiu ao poder com minoria de votos. Depois, usando de vários artifícios, até mesmo contra o Marechal Hindenburg, destruiu a frágil República de Weimar, tornando-se ditador incontestável. Era um estratego, acham alguns. À serpente denunciada no Apocalipse de Jesus (12:9) não se deve permitir levantar a cabeça de novo. Devemos aludir também ao fato de que ela não se apresenta obrigatoriamente de forma espetacular. É infiltrante, intrometida, astuta. Exerce, com solércia, a sedução. Atentemos para a violência que cresce no mundo! Existem aqueles que, em determinadas circunstâncias, a consideram um “mal necessário”. E assim estabelecem perigoso equívoco.

Então, qualquer ato “pequeno” poderá repercutir globalmente. Não são apenas as medidas próprias de estado que recaem sobre nós, por toda a parte. Não! As nossas atitudes igualmente, por menores que sejamos, refletem-se em extensão. A coletividade somos nós multiplicados. É tal qual uma charada a pedir decifração, um emaranhado de destinos, estabelecendo roteiros nem sempre agradáveis.

Para o Criador, todas as Suas criaturas são importantes. É urgente que aqueles que influenciam o mundo entendam que o ser humano é Patrimônio Divino, antes que seja tarde. Recordemos um antigo ditado que avisa: “O graveto é que derruba a panela”.

O povo precisa instruir-se, espiritual e intelectualmente, para saber melhor influenciar sua própria destinação. Instruído e ecumenicamente espiritualizado, saberá defender-se com acerto no terceiro milênio que apenas se inicia.

SOLIDARIEDADE
Na quarta-feira, 13/8, em um acidente aéreo na cidade de Santos/SP, faleceu o político pernambucano Eduardo Henrique Accioly Campos. Voltaram também à Pátria Espiritual as demais pessoas que estavam na aeronave: os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins; Carlos Augusto Leal Filho, assessor de imprensa; Pedro Valadares Neto, assessor de campanha e ex-deputado federal; Alexandre Severo Gomes e Silva, fotógrafo; e Marcelo Lyra, cinegrafista.

Candidato à Presidência da República nas eleições deste ano, Campos chegava ao litoral paulista para cumprir agenda de sua campanha.
Desejo, neste momento, prestar nossa solidariedade e rogar a Deus conforto espiritual para a mãe do doutor Eduardo, dra. Ana Arraes, excelentíssima ministra do Tribunal de Contas da União; à respeitável esposa dele, dona Renata; aos cinco queridos filhos; à ex-ministra Marina Silva; aos correligionários políticos; e a todos os entes amados das vítimas dessa tragédia.
Ao Espírito eterno dos que faleceram, as vibrações de Paz da Legião da Boa Vontade, LBV.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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No próximo domingo, celebraremos o Dia dos Pais. Que alegria! Como são importantes esses benfeitores em nossas existências!

Considero oportuno apresentar-lhes trechos de uma página digna da admiração de todos. Seu autor, o Espírito Emmanuel, foi buscar no Evangelho do Cristo um excelente modelo para nós. Por intermédio do mundialmente famoso médium Chico Xavier (1910-2002), ele exalta a relevância que teve o bem-aventurado pai de Jesus na Terra.

“José da Galileia foi um homem tão profundamente espiritual que seu vulto sublime escapa às análises limitadas de quem não pode prescindir do material humano para um serviço de definições.

“Já pensaste no cristianismo sem ele?

“Quando se fala excessivamente em falência das criaturas, recordemos que houve tempo em que Maria e o Cristo foram confiados pelas Forças Divinas a um homem.

“Entretanto, embora honrado pela solicitação de um anjo, nunca se vangloriou de dádiva tão alta.

“Não obstante contemplar a sedução que Jesus exercia sobre os doutores, nunca abandonou a sua carpintaria.

“O mundo não tem outras notícias de suas atividades senão aquelas de atender às ordenações humanas, cumprindo um édito de César e as que no-lo mostram no templo e no lar, entre a adoração e o trabalho.

“Sem qualquer situação de evidência, deu a Jesus tudo quanto podia dar.

“A ele deve o cristianismo a porta da primeira hora, mas José passou no mundo dentro do divino silêncio de Deus”.

PILARES DA FAMÍLIA
Se observarmos à nossa volta, não será difícil identificar numerosos dedicados pais, cuja discrição em cumprir seus nobres deveres nos faz lembrar o exemplo de José da Galileia.

A maioria deles, provavelmente, não terá seus nomes catalogados pela história; contudo, o resultado de seus esforços educativos se prolongará nas virtudes que souberem desenvolver nos filhos ou nos bons frutos de nobilitantes obras realizadas. Nas árvores genealógicas em que estão inseridos e com a qual decididamente colaboram, poderão ser reconhecidos como seus grandes pilares.

Por vezes silenciosos, mas atuantes, ao lado de suas companheiras, nossas generosas mães, promovem a sustentabilidade da luminosa instituição da Família. No seio delas, quando sob a proteção de Deus, a paz mundial encontra campo fértil de semeadura e germinação.

Aproveito para saudar também meu querido pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Quanto aprendi com ele! Recentemente comentava com alguns auxiliares que foi ele quem me instruiu sobre a expressão latina “Fiat Lux”, extraída do livro Gênesis, de Moisés, 1:3 e 4: “E disse Deus: ‘Faça-se a Luz!’ E houve Luz. E viu Deus que era boa a Luz; e fez a separação entre a Luz e as trevas”. De seus bondosos ensinamentos, sempre junto do amor de minha mãe, Idalina Cecília (1913-1994), muita claridade se fez em meu aprendizado juvenil.

Aos pais que me honram hoje com sua leitura, as homenagens de todos nós da LBV.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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O professor de educação física Douglas Pereira Dias teve uma formação diferenciada, cujas bases foram fortalecidas pela Pedagogia do Afeto, que desenvolvemos com as crianças até os 10 anos, complementada depois — a partir dos 11 anos — pela Pedagogia do Cidadão Ecumênico.

A história de sucesso dele começou há mais de 20 anos, quando iniciou seus estudos, ainda bem novo, na Escola de Educação Infantil Alziro Zarur, em Taguatinga/DF. Hoje ele faz parte da equipe de profissionais da LBV que ministra ensino de qualidade aos pequeninos assistidos pela Instituição no Distrito Federal. “A sensação é muito boa, porque posso dizer que a LBV fez e está fazendo parte da minha vida. Entrei muito novo, com 2 anos. Naquela época, jamais passou pela minha cabeça que eu iria retornar como professor. Hoje em dia, quando dou aula, me vejo naquelas crianças“, relatou. Segundo ele, na infância, a Escola da LBV em Taguatinga já possuía “um espaço amplo, bem organizado, arborizado, a quadra era grande, [com] parques. Lembro também que todos os professores nos recebiam com um sorriso no rosto, e eu tinha prazer em ir para a LBV”.

E aqui um sonho que Douglas almeja ver realizado no futuro: “Um dia, se Deus quiser, quero me encontrar com um aluno e ele dizer: ‘Você foi meu professor lá na LBV. Você fez parte da minha vida, me ensinou valores. Hoje eu sou um advogado, por exemplo, e lembro que você me ensinou o respeito, o trabalho em equipe’. Esse vai ser meu maior reconhecimento”.

Que assim seja, professor! É também a meta de todos os educadores da Legião da Boa Vontade.
E, com o propósito de continuarmos alcançando bons resultados, promoveremos, de 30 de julho a 1º de agosto, na capital paulista, mais um Congresso Internacional de Educação. Este ano, em sua 13ª edição, o enfoque será a “Mobilização como estratégia de aprendizagem: uma visão além do intelecto”.
A pedagoga Maria Suelí Periotto, doutoranda e mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), informa-nos: “O encontro promove palestras e oficinas pedagógicas que colaboram para a formação continuada de pesquisadores, docentes, alunos, pais, profissionais de áreas ligadas à Educação e demais interessados. No Congresso, os temas são tratados visando a um ensino que alie qualidade pedagógica à Espiritualidade Ecumênica, na construção de uma Cultura de Paz, conforme propõe a linha educacional da LBV”.

Entre os palestrantes estão a pesquisadora da Unesco, professora dra. Ivani Catarina Arantes Fazenda, doutora em Antropologia pela USP e mestre em Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); a jornalista Eloisa Bombonatti , mestre em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa, especialista em Alunos com Problemas de Aprendizagem e especialista em Gestão Escolar, psicopedagoga e licenciada em Letras; Valéria Bussola Martins, doutora e mestre em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e professora de Letras no Ensino Superior na Universidade Mackenzie; o professor Vasco Pedro Moretto, mestre em Didática das Ciências pela Universidade Laval, em Quebec, no Canadá, licenciado em Física pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Avaliação Institucional pela Universidade Católica de Brasília (UCB).
Quem quiser participar do congresso, faça sua inscrição pelo site www.lbv.org/educacao/congresso-de-educacao/inscricao.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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