NATAL PRESS

Relendo o meu livro Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade, lançado em 8 de novembro de 2014, achei alguns modestos apontamentos, os quais gostaria de apresentar a vocês, que me honram com a leitura.

Por infelicidade, os povos ainda não regularam suas lentes para enxergar que a verdadeira harmonia nasce no íntimo esclarecido de cada criatura, pelo conhecimento espiritual, pela generosidade e pela justiça. Consoante costumo afirmar e, outras vezes, comentarei, eles geram fartura. A tranquilidade que o Pai-Mãe Celeste tem a oferecer — visto, de lado a lado, com equilíbrio e reconhecido como inspirador da Fraternidade Ecumênica — em nada se assemelha às frustradas tratativas e acordos ineficientes ao longo da nossa História. O engenheiro e abolicionista brasileiro André Rebouças (1838-1898) traduziu em metáfora a inércia das perspectivas exclusivamente humanas:

— (...) A paz armada está para a guerra como as moléstias crônicas para as moléstias agudas; como uma febre renitente para um tifo. Todas essas moléstias aniquilam e matam as nações; é só uma questão de tempo. (O destaque é nosso.)

Ora, vivenciar a Paz desarmada, a partir da fraternal instrução de todas as nações, é medida inadiável para a sobrevivência dos povos. Mas, para isso, é preciso, primeiro, desarmar os corações, conservando o bom senso, conforme enfatizei à compacta massa de jovens de todas as idades que me ouviam em Jundiaí/SP, Brasil, em setembro de 1983 e publiquei na Folha de S.Paulo, de 30 de novembro de 1986. Até porque, como pude dizer àquela altura, o perigo real não está unicamente nos armamentos, mas também nos cérebros que criam as armas; e que engendram condições, locais e mundiais, para que sejam usadas, que pressionam os gatilhos e os dedos os quais apertam os botões.

Armas sozinhas nada fazem nem surgem por “geração espontânea”. No entanto, são perigosas mesmo que armazenadas em paióis. Podem explodir e enferrujam, poluindo o ambiente. Elas são efeito da causa ser humano quando afastado de Deus, a Causa Causarum, que é Amor (Primeira Epístola de João, 4:16). Nós é que, se distantes do Bem, somos as verdadeiras bombas atômicas, as armas bacteriológicas, químicas, os canhões, os fuzis, enquanto descumpridores ou descumpridoras das ordens de Fraternidade, de Solidariedade, de Generosidade e de Justiça do Cristo, que é o Senhor Todo-Poderoso deste orbe.

Os artefatos mortíferos, mentais e físicos, perderão todo o seu terrível significado e sua má razão de “existir” no dia em que o indivíduo, reeducado sabiamente, não tiver mais ódio bastante para dispará-los.

No dia em que o indivíduo, reeducado sabiamente, não tiver mais ódio bastante para disparar artefatos mortíferos, mentais e físicos, estes perderão todo o seu terrível significado, toda a sua má razão de “existir”. E não mais serão construídos.

É necessário desativar os explosivos, cessar os rancores, que insistem em habitar os corações humanos. Eis a grande mensagem da Religião do Terceiro Milênio, que se inspira no Cristo, o Príncipe da Paz: desarmar, com uma força maior que o ódio, a ira que dispara as armas. Trata-se de um trabalho de educação de largo espectro; mais que isso, de reeducação. E essa energia poderosa é o Amor — não o ainda incipiente amor dos homens —, mas o Amor de Deus, de que todos nós nos precisamos alimentar. Temos, nas nossas mãos, a mais potente ferramenta do mundo. Essa, sim, é que vai evitar os diferentes tipos de guerra, que, de início, nascem na Alma, quando enferma, do ser vivente.

As pessoas discutem o problema da violência no rádio, na televisão, na imprensa ou na internet e ficam cada vez mais perplexas por não descobrir a solução para erradicá-la, apesar de tantas e brilhantes teses. Em geral, procuram-na longe e por caminhos intrincados. Ela, porém, não se encontra distante; está pertinho, dentro de nós: Deus!

— (...) o Reino de Deus está dentro de vós.
Jesus (Lucas, 17:21)

E devemos sempre repetir que “Deus é Amor!” (Primeira Epístola de João, 4:8). Não o amor banalizado, mas a Força que move os Universos. Lamentavelmente, a maioria esmagadora dos chamados poderosos da Terra ainda não acredita bem nesse fato e tenta em vão desqualificá-lo. São os pretensos donos da verdade... Entretanto, “o próximo e último Armagedom mudará a mentalidade das nações e dos seus governantes”, afiançava Alziro Zarur. E eu peço licença a ele para acrescentar: governantes sobreviventes.

Conforme anunciado no austero capítulo 16, versículo 16, do Livro da Revelação,

— Então, os ajuntaram num lugar que em hebraico se chama Armagedom.

(Armagedom, local onde reis, príncipes e governantes são agrupados para a batalha decisiva.)


Sobrepujar os obstáculos
Zarur dizia, “na verdade, quem ama a Deus ama ao próximo, seja qual for sua religião, ou irreligião”.

Recordo uma meditação minha que coloquei no livro Reflexões da Alma (2003): O coração torna-se mais propenso a ouvir quando o Amor é o fundamento do diálogo.

E um bom diálogo é básico para o exercício da democracia, que é o regime da responsabilidade.

Ao encerrar este pequeno artigo, recorro a um argumento que apresentei, durante palestras sobre o Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, apropriado igualmente aos que porventura pensem que a construção responsável da Paz seja uma impossibilidade: (...) Isso é utopia? Ué?! Tudo o que hoje é visto como progresso foi considerado delirante num passado nem tão remoto assim. (...)

Muito mais se investisse em educação, instrução, cultura e alimentação, iluminadas pela Espiritualidade Superior, melhor saúde teriam os povos, portanto, maior qualificação espiritual, moral, mental e física, para a vida e o trabalho, e menores seriam os gastos com segurança. “Ah! é esforço para muito tempo?!”. Então, comecemos ontem! Senão, as conquistas civilizatórias no mundo, que ameaçam ruir, poderão dar passagem ao contágio da desilusão que atingirá toda a Terra.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Em Sete de Setembro, Dia da Pátria, comemoramos mais um aniversário da Independência do Brasil. Logo nos vem à memória a famosa tela na concepção do pintor paraibano Pedro Américo (1843-1905) na qual Dom Pedro I (1798-1834) ergue o braço e brada: “Independência ou morte!”. Antes, teria clamado: “Laços fora!”, arrancando-os da vestimenta, porquanto portavam as cores portuguesas, no que foi entusiasticamente seguido pelos seus soldados. Daí em diante, começamos a caminhar por uma estrada nova. Mas será que verdadeiramente conquistamos a independência tão almejada pelos patriotas daquele tempo?

Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, no Seu Evangelho, segundo João (a Boa Nova da Iniciação Espiritual), 15:5, diz: “Eu sou a videira verdadeira, vós sois os ramos. Quem permanece em mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podereis fazer”.

Certa ocasião, inspirado nessa advertência do Mestre, afirmamos que — o Novo Mandamento de Jesus pode ser compreendido como estrutura espiritual de um mundo novo, a levar sua excelente contribuição ao seio da Ciência, da Filosofia, da Arte, da Economia, da Religião. Ele nos orienta a direcionar nossas ações, na Seara do Amor, visando primordialmente ao Espírito Eterno do ser humano.

Estamos aqui meditando acerca da ordem suprema do Provedor Celeste e, possivelmente, alguns dos que nos honram com a sua leitura a desconheçam. Ei-la aqui:
“Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras em vós permanecerem, pedi o que quiserdes, e vos será concedido. A glória de meu Pai está em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu Amor; assim como tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no Seu Amor. Tenho-vos dito estas coisas a fim de que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. O meu Mandamento é este: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. E vós sereis meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando. E Eu vos mando isto: amai-vos como Eu vos amei. Já não mais vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi com meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes; pelo contrário, fui Eu que vos escolhi e vos designei para que vades e deis bons frutos, de modo que o vosso fruto permaneça, a fim de que, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos conceda. E isto Eu vos mando: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor”. (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35; 15:7, 8, 10 a 17 e 9).

É o Amor elevado à enésima potência, ao infinito, capaz de realizar os mais extraordinários portentos, iluminando a própria verdade e a justiça. Por isso, a compreensão dessa lei sublime traz uma estrutura nova para a Humanidade. Pode demorar o tempo que for preciso, mas, com certeza, ocorrerá.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Há tempos observo-lhes que a miscigenação do mundo é inevitável. Da mesma forma, destaco que o Ecumenismo dos corações é o bom futuro da Humanidade.
As criaturas não sobrevivem no isolamento. A confraternização geral é um legítimo anseio que ignora fronteiras e segue unindo, apesar dos pesares, etnias, filosofias, religiões, pátrias, enfim, seres humanos e espirituais. Em Sua passagem pela Terra, Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, testemunhou, a todo momento, que esse é o caminho. Uma de suas frases didáticas ilustra bem isso: “Se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais?” (Evangelho, segundo Mateus, 5:47).
Nosso país, ainda que precise avançar muito, incentiva e trabalha pelo respeito às diferenças. Merecem, portanto, relevância iniciativas dedicadas a tão nobre finalidade.
A luta histórica de Zumbi dos Palmares (1655-1695) prossegue, alcançando crescente vitória nas consciências. O mundo se tornará mais feliz à medida que seus habitantes, sem exceção, receberem o devido apoio e usufruírem da liberdade seguramente adjetivada como responsável.

Identificando o preconceito
Um importante passo para que haja fraternidade mútua é o reconhecimento do preconceito, às vezes velado, que a maioria nem percebe que pratica.
Durante sua participação no programa Conexão Jesus, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), o professor doutor Kabengele Munanga, antropólogo do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo (USP), comentou: “Como o próprio termo diz, preconceito é um julgamento preconcebido sobre os outros, os diferentes, sobre os quais não temos, na realidade, um bom conhecimento. O preconceito é um dado praticamente universal, porque todas as culturas o produzem. Não há uma sociedade que não se defina em relação às outras. E, nessa definição, nos colocamos numa situação, achando que somos o centro do mundo: a nossa cultura é a melhor, a nossa visão do mundo é a ideal, a nossa religião é a melhor. Assim, julgamos os outros de uma maneira negativa, preconcebida, sem um conhecimento objetivo. A matéria-prima do preconceito é a diferença”.
Aliás, em Reflexões da Alma (2003), reafirmei que racismo é obscenidade (assim como preconceitos sociais, religiosos, científicos ou de qualquer outra espécie). Vai solapando não somente os esforços da etnia negra, mas também dos brancos pobres, dos índios, dos imigrantes... É preciso erradicá-lo, pois em seu bojo surgem os mais tenebrosos tipos de perseguição, que vêm dificultando o estabelecimento da Paz no planeta.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Moisés, ao descrever, de forma alegórica, a criação do Céu, da Terra e de tudo o que ela contém, revela, no Gênese, 1:3 e 4: “E disse Deus: ‘Faça-se a Luz!’ E houve Luz. E viu Deus que era boa a Luz, e fez a separação entre a Luz e as trevas”.

Ora, não pode haver Luminosidade, ou seja, Vida em plenitude espiritual-humano, onde não existir Amor, em seu mais elevado sentido.
Toda a criação do Universo deriva da essência do Pai Celeste, definido por Jesus, por intermédio de João Evangelista, justamente como Amor (Primeira Epístola de João, 4:8).
Persistindo em manter a consciência afastada desse sentimento sublime e dessa estratégia cósmica, o ser humano corre sério risco de pôr-se fora do alcance da sintonia de Deus, o Grande Arquiteto Celeste; portanto, em situação danosa para a sua Alma, razão maior de tantos males que recaem sobre o mundo, porquanto a vivência da Espiritualidade Ecumênica, isto é, do Bem, é motivo de saúde mental e social para o Cidadão Planetário.

Disso podemos inferir que o glorioso Fiat Lux!, revelado pelo grande chefe e legislador hebreu, poderia, em seu fulgor, ser interpretado com estas palavras:
O Amor Solidário Divino — Faça-se do Amor Fraterno (Fiat Lux!) a Lei Suprema dos cidadãos e dos povos. Eis a urgente providência a antepor-se ao darwinismo social, ampliado pela globalização desprovida de sentimento solidário: a sobrevivência, nua e crua, do mais forte. Des­vio provocado por uma leitura sociológica equivocada da teoria científica evolucionista, com a qual (leitura equivocada) concordava, para nossa tristeza, o controverso pensador inglês, o pioneiro Charles Darwin (1809-1882), que, aliás, a defendia. Ora, o ser humano não pode ser reduzido a um animal irracional.

Vivamos o Amor Solidário Divino, porque ele é o único capaz de afastar da Terra as trevas da miséria e da dor, quando compreendido e exercido em todo o seu poder e eficiência, não somente pela Religião, mas também pela Política, pela Ciência, pela Economia, pela Arte, pelo Esporte, pelos relacionamentos internacionais, pelo trabalhador mais simples e pelo mais projetado homem público. Na verdade, o ser humano, sabendo ou não, procura instintivamente o equilíbrio, que só pode advir do exercício da Fraternidade, a grande esquecida da trilogia da Revolução Francesa (Liberté, Egalité, Fraternité), tanto que vem no final do lema reformista, quando deveria ocupar sua vanguarda.
Paz e Fraternidade — Não foi sem motivo que Victor Hugo declarou: “Sem Fraternidade não pode haver Paz”.
Realmente, caro Hugô, só alcançaremos a Paz, pelas atitudes convincentes de Fraternidade. (...)

O mundo precisa, mesmo, de Paz e Fraternidade. Por sinal, uma saudação de Francisco de Assis, o Patrono da Legião da Boa Vontade. Não se trata de mera pretensão da nossa parte, como bem compreendeu o ex-ministro Dr. Marcelo Pimentel, ao afirmar: “A LBV não é obra para uma geração, mas para uma civilização”.

Na construção de um futuro melhor, inspiremo-nos e ajamos confiantes no Amor Universal, expresso no Mandamento Novo de Jesus, a Lei de Solidariedade Social e Humana, com o que encerro esta modesta reflexão: Disse o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista: “Novo Mandamento vos dou: Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras em vós permanecerem, pedi o que quiserdes, e vos será concedido. A glória de meu Pai está em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu Amor; assim como tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no Seu Amor. Tenho-vos dito estas coisas a fim de que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. O meu Mandamento é este: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. E vós sereis meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando. E Eu vos mando isto: amai-vos como Eu vos amei. Já não mais vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi com meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes; pelo contrário, fui Eu que vos escolhi e vos designei para que vades e deis bons frutos, de modo que o vosso fruto permaneça, a fim de que, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos conceda. E isto Eu vos mando: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor”. (Evangelho de Jesus, segundo João, 13:34 e 35; 15: 7, 8, 10 a 17 e 9.)

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Embora já tenha trazido, há alguns anos, em meus livros, artigos e palestras, exemplos citados pela mídia acerca da tragédia da guerra pela água — lutas sangrentas que se arrastam pelo globo terrestre por séculos —, é válido reproduzir o que disse o professor de Economia Jeffrey Sachs ao jornal The Guardian, em 26 de abril de 2009, e que publiquei em minha recente obra, Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade.

No texto, intitulado Stemming the water wars (Guerras hídricas), o diretor do Instituto Terra, da Universidade de Columbia, relata: “Muitos conflitos são provocados ou inflamados por escassez de água. Conflitos — do Chade a Darfur, ao Sudão, ao deserto Ogaden, na Etiópia, à Somália e seus piratas, bem como no Iêmen, Iraque, Paquistão e Afeganistão — acontecem em um grande arco de terras áridas onde a escassez de água está provocando colapso de colheitas, morte de rebanhos, extrema pobreza e desespero”.

O conselheiro especial do secretário-geral da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio faz grave advertência ao narrar que governos perdem legitimidade perante as populações ao não ser capazes de atender às necessidades mais básicas de sua gente. Ele conta que políticos, diplomatas e generais tratam dessas crises como se fossem problemas comuns no campo administrativo ou militar. No entanto, as medidas de arregimentação de exércitos, organização de facções políticas, de combate a líderes guerreiros locais ou enfrentamento a extremismos religiosos não atingem o resultado de suprir as comunidades com água, alimento e meios de subsistência — que são demandas urgentes —, pois o desafio estrutural não é resolvido. O economista norte-americano ainda avisa: “(...) Os problemas da água não evaporarão por si mesmos. Pelo contrário, se agravarão, a menos que nós, como comunidade mundial, implementemos uma reação. Uma série de estudos recentes mostra quão frágil é o equilíbrio hídrico para muitas regiões pobres e instáveis do mundo”.

Eis o sério alerta do professor Sachs. É mais que inadiável o empenho conjunto em torno da resolução de problemas como esse, conforme observamos ocorrer agora também no Estado de São Paulo, Brasil. A água é um bem básico, sem o qual não pode existir vida. A sua justa distribuição precisa estar acima de interesses políticos, religiosos, econômicos e militares. Só uma mobilização internacional pode pôr fim ao drama vivido pelos nossos Irmãos em humanidade e, daqui a pouco, por nós próprios, em grande extensão.

Convém contritamente pedirmos a intuição de Deus, do Cristo e do Espírito Santo na tomada de decisões a fim de que, com maior eficácia, encaminhemos providências corretas, de modo que alcancemos bom desfecho para tão grave problema, que assola multidões. Com muito acerto, o saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979), ensinou que “o segredo do governo dos povos é unir a Humanidade da Terra à Humanidade do Céu [Espiritual Elevado]”. Isto é, precisamos ouvir os componentes do Mundo (ainda) Invisível, por meio da prece, da invocação direta, da meditação ou da intuição, para ganharmos força e serenidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos fumantes tiveram o primeiro contato com o tabaco em idade escolar, na faixa etária entre 5 e 19 anos. O programa Educação em Debate, da Super Rede Boa Vontade de Rádio, abordou esse grave tema, procurando demonstrar a enorme responsabilidade dos educadores, bem como da família, na busca de mecanismos que previnam a aproximação com o fumo, porta de entrada para drogas mais pesadas.

Em entrevista concedida à pedagoga Suelí Periotto, a dra. Mônica Andreis, mestre em psicologia clínica pela USP, vice-diretora da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), destacou o papel da escola na prevenção desse vício: “É a oportunidade que o educando tem de aprender um pouco mais sobre o tabagismo e, com isso, ter mais consciência da importância de não começar a fumar. A escola pode contribuir bastante não só enfocando a questão da saúde, contudo ir além, com a discussão sobre por que as pessoas fumam, o papel da propaganda, o quanto isso afeta não só a saúde, mas o meio ambiente em que se vive. Os estabelecimentos de ensino podem abordar o assunto sob diferentes ângulos. O acúmulo de bitucas, por exemplo, é uma das coisas que mais poluem as praias brasileiras, que matam animais marinhos, porque se engasgam com aquilo; muitas florestas acabam sendo devastadas para a produção de cigarro, pois se usa lenha, se usa papel. E essas informações são muito importantes. Os alunos podem levar esse conhecimento para casa e partilhar com seus pais, familiares ou a própria comunidade. A escola pode organizar uma feira de ciências, e esse pode ser um tópico a ser discutido; apresentar um filme, chamar a família para participar e depois fazer um debate. Temos várias maneiras de explorar o assunto, e os educadores têm um papel fundamental na prevenção do tabagismo”.

Lei antifumo
Segundo a dra. Mônica, a lei antifumo contribui de fato para o desinteresse da criança pelo cigarro: “Hoje, esse impedimento é um desestímulo para que ela comece a fumar, porque as pessoas não estão mais fumando em todos os lugares como se fazia antigamente. Isso, aliado a uma abordagem da escola sobre o tema, de uma forma constante, acaba favorecendo para que não se comece a fumar na adolescência”.

O poder da influência
Indagada a respeito dos aspectos emocionais que podem influenciar a criança e o jovem com relação ao tabagismo, a dra. Mônica esclareceu ainda: “Alguns fatores acabam favorecendo para que elas experimentem ou comecem a fumar. A gente sabe que filhos de pais fumantes têm maior tendência de se tornar fumantes no futuro. Muitas crianças começam a fumar por causa desse modelo que elas têm em casa, ou mesmo na escola, daquele professor que admiram e que fuma. Daí a necessidade dessa consciência por parte dos familiares e dos professores, do poder de influência que possuem sobre a vida de uma criança. Além disso, na adolescência, a gente passa por uma série de modificações. É natural que a insegurança apareça e, às vezes, o cigarro é a válvula de escape na busca de um prazer instantâneo. É importante que a criança tenha essa percepção de que fumar não irá lhe trazer sustentabilidade ou lhe garantir sucesso na vida. O cigarro é uma droga e, uma vez que a criança o experimente, pode torná-la facilmente uma dependente química. Então, se ela tiver essa consciência, consegue, naturalmente, dizer não”.

Morte evitável
Em suas considerações finais, a psicóloga Mônica Andreis enfatizou que “o fumo passivo é considerado pela Organização Mundial da Saúde a primeira causa de mortes potencialmente evitável. É uma dimensão muito grande. Na verdade, como a gente tinha antes toda uma avaliação cultural de que o tabagismo não era um problema tão grave assim, as pessoas negligenciavam um pouco isso. Hoje temos informações e a clareza do malefício do tabaco para a saúde. É importante também que a escola possa valorizar isso e, de fato, implantar atividades para auxiliar os jovens no conhecimento e na prevenção”.
Grato, dra. Mônica. Nas escolas da Legião da Boa Vontade e nos seus programas socioeducacionais, o assunto é tratado com a seriedade devida. É o nosso contributo a fim de alertar principalmente as futuras gerações quanto ao efeito destruidor do tabagismo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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No opúsculo Mãezinha, deixe-me viver!, 1989, anotei que atravessamos época de transformações profundas. Daquelas que pesado tributo pagam ao exagero. É o vale-tudo. Nem as mães escapam. Chegou a ser de “bom gosto”, para alguns, falar-se mal delas... Certo pessoal anda mesmo é querendo ser filho da máquina, a boa senhora do computador... Eis a civilização do absurdo, que tanta coisa deseja sem saber o que verdadeiramente quer. “Vade retro!”. Freud explica... Explica?! Porém tudo se altera e passa...
Lembro-me de que quando criança existiam bondes. E como era romântico trafegar neles nas “horas mortas”... Durante o “rush”, não! Havia uns pequenos cartazes, que diziam assim: “Tudo na vida é passageiro, menos condutor (o cobrador) e motorneiro” (digamos, o motorista do praticamente extinto veículo elétrico, que as novas gerações não conheceram). Agora a gente vê que até aquelas duas figuras, hoje folclóricas, também eram passageiras. Enganou-se, pois, o poeta marqueteiro...
Mas voltando ao assunto: sacudida a Árvore Sociedade, caídos os galhos secos, as folhas murchas, os frutos podres, que impediam seu correto desenvolvimento, a planta sempre rejuvenesce, torna a florescer. É a vitória da vida, o sucesso do Bem. Tudo passa, realmente passa, menos ele. Por quê?! Ora, por quê! Deus é Amor, e “nada existe fora Dele”, afirmava o libertário Alziro Zarur (1914-1979). Quem declarar que não quer ser amado (ou amada) está doente ou mentindo, o que resulta no mesmo...
Pensam que mãe não tem rima? Será?! Então secou-se-lhes a musa, ou saiu em férias... Mas não semelhantemente à famosa experiência de Guerra Junqueiro (1850-1923)...
Mãe faz rima perfeita com Amor.

A musa em férias
Por falar no velho Guerra, contam que o episódio assim se deu: o respeitado poeta português foi ao médico. Não sabia o que lhe cansava os ossos. O clínico, depois de examiná-lo com paciência, prescreveu ao cliente: “– Professor, o senhor não tem nada físico que um bom descanso não corrija. Viaje. Não faça nada, nem escreva, e tudo terminará bem. Pode confiar”. O vate prometeu que o faria. Contudo, o que acabou ocorrendo foi o seguinte: quando voltou do “descanso”, trazia um dos seus mais belos feitos para um novo livro: A musa em férias.
Amor faz rima perfeita com Mãe. Mãe é eterna também.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Abril é um mês de importantes celebrações para o país e para o planeta: 19, Dia do Índio; 21, Tiradentes e Inauguração de Brasília; e 22, além de ser o Dia da Terra, marca o “achamento” do Brasil, em 1500, por Pedro Álvares Cabral (1467-1520).

Considero oportuno, inspirado pela operosa Fé em prol do bem desta nação, sempre buscar renovadas energias no Pai Celeste. A prece – seja ela a devoção de um crente ou o ato do pensador, ao refletir sobre os mais elevados ideais – é uma ferramenta que deveríamos melhor utilizar. Assim encontramos, a partir do interior de nós mesmos, recursos indispensáveis para a solução dos mais complexos problemas que possam surgir.

Ao meditar sobre como colaborar para o legítimo auxílio a todas as famílias e comunidades, igualmente conquistamos a compreensão de que o Amor Fraterno é essencial à vida. Quando há verdadeiro Amor e íntegra Justiça, tudo dá certo. Um exemplo? Se, movidos pelo espírito de Caridade, levarmos um remédio a um enfermo, esse medicamento trará melhor resultado a quem está sendo socorrido. O Bem é o encanto da existência espiritual e humana. E Deus quer o nosso benefício, não segundo a estultícia terrena; entretanto, de acordo com a Sua Excelsa Sabedoria. Por isso, pregamos o imperativo urgente da União das Duas Humanidades, preconizada por Alziro Zarur (1914-1979) e que aqui defendemos: a da Terra com a do Céu, de forma consciente. (...)

Nunca estamos abandonados. Anjos da Guarda continuamente permanecem ao nosso lado. É o galardão com que o Governo Espiritual Invisível felicita os seres terrenos, porquanto concretiza a profecia apocalíptica da junção das dimensões que, apesar de separadas em aparência, estarão claramente unidas com o baixar ao orbe terrestre da Jerusalém Celestial (Apocalipse, 21:2).
Quem não precisa de preces? que país não necessita urgentemente de orações? Então, vamos falar com Deus.
Ó Jesus, Mestre Amado, nosso Senhor, nossa Rocha, nossa Força, nosso Escudo, nossa Salvação, Tu trazes a fórmula perfeita para premiar as Almas com a felicidade perpétua, nascida da Fé Realizante, geradora das Boas Obras, as quais Tu apregoas por meio do Teu Mandamento Novo, de Amor Divinal (Evangelho, consoante João, 13:34 e 35; 15:7, 8, 10 a 17 e 9).
E, no Livro das Profecias Finais, encontramos a confirmação encorajadora da Tua Volta Triunfante, que a muitos surpreenderá, como Tu mesmo advertiste, no Evangelho, segundo Lucas, 17:24: “— Assim como o relâmpago, num repente, fulgura de uma à outra extremidade do Céu, da mesma forma será a volta do Filho de Deus”.
Isso ocorrerá, conforme as advertências que, pelos milênios, mandaste ao mundo: “— Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente venho sem demora. Amém! Ora vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse, 22:20).
Ó Senhor, clareia o nosso Espírito, fortalece o nosso íntimo, conforta o nosso coração, para que persistamos até aquele dia esplendoroso do Teu Magnífico Retorno.
E agora, Celeste Provedor das nossas mais justas súplicas, Tu, que és o Amor que nunca morre, acolhe o pedido que neste instante vamos fazer-Te. O meu é este: protege o Brasil e o mundo! Atende-o, Mestre dos mestres, na exata razão do nosso merecimento, porque Tu mesmo ensinaste que cada um é merecedor do prêmio ou da reprimenda mediante as próprias realizações.

Graças, Senhor! Dá-nos a Divina Paz, que prometeste àqueles que vivem o Teu Novo Mandamento: “— Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie. Porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo!” (Evangelho, segundo João, 14:27 e 1, e Mateus, 28:20).

“— Glória a Deus nas Alturas, Paz na Terra aos Homens [às Mulheres, aos Jovens, às Crianças e às Almas Benditas, os Espíritos Luminosos] da Boa Vontade de Deus!” (Evangelho, segundo Lucas, 2:14).
Quem confia em Jesus não perde o seu tempo, porque Ele é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho. (...)

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
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Até o dia 20 de março de 2015 ocorre na sede da ONU, em Nova York, a
59ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, cujo principal
enfoque é trabalhar pela igualdade de gênero e lutar contra a
discriminação de mulheres e meninas em todo o orbe terrestre.

Trago-lhes, pois, mais um trecho do meu editorial na revista “Boa
Vontade Mulher”, especialmente preparada para os participantes desse
prestigiado e concorrido evento internacional.



A NECESSÁRIA PROTEÇÃO NO LAR

Em geral, as primeiras a sofrer os danos lastimáveis das conflagrações
planetárias são justamente as mulheres e as meninas (aliás, todas as
crianças). Portanto, observamos o perigo iminente ainda rondando os
bons ideais de vê-las libertas e amparadas nos próprios lares.

A violência contra elas é triste realidade, que se abate nas mais
diversas regiões do mundo, até mesmo nos países que já avançaram nas
leis que as protegem. Ou seja, não está circunscrita às áreas em
conflito declarado. Há uma espécie de guerra disfarçada, que espreita
nossos lares, comunidades, empresas, municípios, Estados, religiões...
Onde houver a violência ali estará a horrenda face do ódio!

Esse torpe semblante foi conhecido pela valente enfermeira britânica
nascida em Florença, a então capital do Grão-Ducado da Toscana, atual
Itália, Florence Nightingale (1820-1910). Ela lutou para quebrar as
retrógradas convenções no que se referia ao papel da mulher na
sociedade de sua época e acreditava ter sido chamada por Deus para
servir a um grande propósito. Com sua abnegação, levou consideráveis
avanços ao campo da saúde, na era vitoriana. Ao longo de sua
inestimável contribuição no cuidado para com os soldados ingleses
durante a Guerra da Crimeia, a “dama da lâmpada” declarou, com
propriedade, em carta datada de 5 de maio de 1855:

 “— (...) Ninguém pode imaginar o que são os horrores da guerra — não
são as feridas, e o sangue, e a febre, maculosa ou baixa, ou a
disenteria, crônica e aguda, o frio, e o calor, e a penúria —, mas a
intoxicação, a brutalidade embriagada, a desmoralização e a desordem
por parte dos inferiores; a inveja, a maldade, a indiferença, a
brutalidade egoísta por parte dos superiores. (...)”

Embora diante de um quadro tão severo, jamais nos esqueçamos desta
máxima do célebre cientista, médico, bacteriologista, epidemiologista
e sanitarista brasileiro dr. Oswaldo Cruz (1872-1917):

“— Não esmorecer para não desmerecer”.

Igualmente, ressalto em minhas palestras que, se é difícil, comecemos
já, ontem!, porque resta muito a ser feito. E não se pode conceber
qualquer empreendimento que vise à solução dos males terrestres sem a
participação efetiva das mulheres. (...)



CONVIVÊNCIA PACÍFICA

A fraterna saudação ensinada por Jesus aos Seus Apóstolos e Discípulos
estende-se ecumenicamente a todos os seres terrenos, como valioso
convite à convivência em paz no planeta, nossa morada coletiva:

“— E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta
casa!”. Jesus (Lucas, 10:5)


José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Não é novidade que a internet se tornou ferramenta indispensável em nossa rotina. Ao acessá-la, vêm abaixo fronteiras antes intransponíveis para a maioria dos cidadãos. Contudo, tenho alertado — também para o bom uso do meio cibernético — que educação é poder. Sem o devido ensino, aliado à espiritualidade ecumênica, o manuseio desse influente recurso pode ser desastroso.

A dra. Lilian Castelani, especialista em Direito Eletrônico e Processo do Trabalho, em São Paulo/SP, fez há poucos dias um comentário de recorrente interesse das famílias:
“O principal perigo no mundo virtual é a exposição exacerbada. As pessoas não estão preparadas para usar a internet. Elas têm que ter maior responsabilidade pelo que vão publicar, principalmente nas redes sociais, nas quais a gente expõe as ideias, os nossos familiares, a nossa imagem. É importante adequar aquilo que deve, de fato, ser passado para a frente, porque, colocado na internet, está para o mundo. Dissemina-se muito rápido a informação, e ela hoje é muito valiosa”.
Recomenda a dra. Lilian: “Seja nas redes sociais ou quando você vai comprar um serviço qualquer na internet, é preciso avaliar se o site é idôneo, se os termos de uso estão de acordo com aquilo que você acha certo. Tomar esses pequenos cuidados é primordial para uma boa segurança da sua privacidade. Senão você será vítima de ilícito por culpa própria”.

O respeito ao próximo foi também ressaltado pela advogada: “É muito importante saber se o que você está colocando na internet vai magoar um terceiro, se será realmente útil para alguém ou até para si mesmo”.

Atenção agora, jovens, ao que disse a dra. Lilian: “Às vezes, as pessoas postam fotos íntimas e não sabem a repercussão que isso vai dar na internet. Com um clique, isso se dissemina para milhões de pessoas, é imensurável para quantas outras daí em diante. E para tirar da internet é muito difícil! A gente consegue a retirada do ar de ilícitos, mas de coisas que você mesmo coloca é complicado, e daí você está exposto ao cyberbullying, a humilhações. É preciso cautela ainda ao expor opiniões muito polêmicas. Então, tem que tomar esses cuidados na hora de colocar a cara na internet”.

O sociólogo Daniel Guimarães, do programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV, expôs à dra. Lilian este quadro: “As crianças e os adolescentes são usuários ávidos dessas tecnologias. É comum as dominarem mais do que os próprios pais e, em geral, não têm tanta maturidade para compreender a questão dos limites”.
A orientação da especialista em Direito Eletrônico é que “os pais devem estar atentos à rotina da criança. Por exemplo, não deixar computador de maior uso em ambientes fechados, deixar em locais de maior circulação. Tudo bem que é difícil; hoje há os smartphones, os tablets. Mas a atenção do pai tem que ser sempre maior, observar o comportamento da criança, conversar com ela. Acho que proibir é tirá-la da sociedade hoje, porque ela está inclusa nesse meio social do virtual. Então, pelo bate-papo, deixar mais próximos pais e filhos. Entender que, às vezes, um ato do filho pode responsabilizar o pai de um crime, porque ele é responsável pelo filho. O pai não pode chegar em casa cansado e dormir. Não! Vamos saber como foi o dia e ver se o filho está mais chateado ou não. Acho que essa conversa em família é que dá maior responsabilidade”.

Para a dra. Lilian, “a palavra de ordem é educação”. Esse é o caminho para se prevenir dos crimes, que, segundo ela, “estão aí, são os mesmos, os meios é que são alterados. E hoje a gente está com uma ferramenta digital que dá uma disseminação para os crimes muito maior. Educar-se para mexer com internet é a grande segurança. Dar-se privacidade, tomar cuidado com o que expõe são as medidas mais coerentes para trafegar nesse mundo”.
Grato, dra. Lilian Castelani, pelos esclarecimentos de grande utilidade social.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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