NATAL PRESS

A Ciência humana, a despeito dos respeitáveis esforços de tantos abnegados idealistas, encontra-se no início de sua brilhante trajetória, apesar do extraordinário progresso a que nos tem conduzido. Vejamos o justificado deslumbramento de suas mais importantes figuras ante a restrita parcela do Cosmos que se vê. Mas e diante da imensidade que não se enxerga, que não se descobriu ainda?... Não aludimos apenas ao Universo físico, com suas galáxias, que é algo realmente de assombrar: só a Via Láctea, da qual fazemos parte, abarca bilhões de estrelas... É incrível a sua abrangência!... E os mais poderosos telescópios e radiotelescópios alcançam a mínima parte deste Universo físico. Os seres humanos, e mesmo os invisíveis de razoável grandeza espiritual, pois essas são muitas no “Outro Lado” da Vida, acabam também fascinados, e com muita razão... Entretanto, e a amplitude que até agora não perlustramos? Aqui está a filigrana: quando arguimos pelo que falta desbravar, não estamos unicamente a nos referir à composição material dos corpos celestes que vagam pelo espaço; essa enormidade que os maiores cientistas não puderam até o presente momento pesquisar nem sequer ver de todo. 

Falamos também do Universo Invisível, ultradimensional, onde as Almas residem, que, no estágio evolutivo da civilização contemporânea, não pôde, até agora, ser devidamente percebido pelos olhos somáticos nem acreditado pela Ciência terrestre, em boa parte. E o mais surpreendente: nem por alguns religiosos que pregam a Vida Eterna. Todavia, quando diversos pioneiros começam a analisar e estudar as possíveis dimensões em que habitam os Espíritos, há quem procure depreciar sua labuta. Na verdade, temem avançar na direção descortinada pelos precursores. De certa forma, é como na fábula de Esopo (aprox. 620-564 a.C.): Vulpes et uva (A raposa e as uvas). Na famosa história, uma raposa, não podendo alcançar as almejadas uvas, que se encontravam num galho alto, acusa-as de estarem verdes, embora estivessem maduras.
O filósofo e sociólogo Herbert Spencer (1820-1903) acertou quando definiu que “há um princípio que é utilizado como uma barreira contra qualquer informação, como prova contra qualquer tipo de argumento. Esse princípio nunca pode falhar, de modo a manter a Humanidade numa ignorância contínua e perpétua. Esse princípio chama-se: condenar antes de investigar”.

A Ciência tradicional deverá preparar-se para absorver os muitos dados novos coligidos pela Ciência de ponta. Entretanto, terá de incluir nas novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é muito cômoda, sobretudo ante realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento da vida consciente e ativa do ser, nas esferas ainda invisíveis ao sentido visório.

Há mais de 30 anos, popularmente discorri sobre essa questão das dimensões materiais do Universo, tendo em vista ensinamentos do Evangelho e do Apocalipse de Jesus: em geral cogita-se de grandeza, dimensão, distâncias físicas... Contudo, os limites do Universo podem igualmente ser vibracionais... O ser humano falece, o corpo fica... O Espírito (ou como o queiram chamar), que não pode ser reduzido ao restrito território da mente, migra para outro Universo ou outros universos, que não se veem... A Ciência, em seus elevados termos, a posteriori comprova o que a Religião, de maneira intuitiva, bem antes percebera. A primeira conceitua; a segunda ilumina, quando realmente Religião e nunca reserva de tabus e preconceitos. No entanto, a Intuição, conforme afirmamos, é sempre mais rápida. É a inteligência de Deus em nós.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Atravessamos um momento de transformação no mundo, radical e turbulento sob muitos aspectos, o que exige de nós capacidade superior no enfrentamento de obstáculos de todos os matizes. Assim comecei mais uma palestra no rádio. E prossegui: Não me refiro a uma correria neurótica — porque há gente que corre, corre, corre sem chegar a ponto algum. Falo aqui de uma preparação sistemática e corajosa em prol de tempos melhores, sempre desejados, mas até agora não devidamente conseguidos pela Humanidade (...). O que lhe anda talvez faltando é perspicácia e perseverança no tocante a certos ensinamentos básicos que Jesus, o Profeta Divino, farta e esperançosamente, nos transmite. Bom exemplo encontramos na Parábola do Grão de Mostarda, em que um homem planta pequena semente e, apesar de miúda, ela desabrocha, cresce e se torna frondosa árvore, de forma que as aves, dela se aproximando, formam morada nos seus ramos (Evangelho, segundo Mateus, 13:31 e 32).

O semeador teve, digamos, uma visão profética, porque possuía conhecimento acerca do extraordinário valor contido na sementinha e seu consequente futuro. É essa uma das lições que Jesus, nessa parábola, nos quer transmitir. O contrário seria deixar o diminuto grão largado no caminho, e lá abandoná-lo sem germinar. Assim, quando não temos ciência da força que traz a Palavra Divina, arriscamo-nos a chutar a semente e desprezar a grande fortuna que Deus nos oferece, prejudicando o porvir. Ora, o que hoje aprendemos senão que aquele que possui informação e comunicação é dono do mundo?...

Vê-se logo que o chutador de semente anda desinformado. Imaginemos o que ocorre com quem desconhece Evangelho e Apocalipse, de preferência em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento de Cristo Rei. Quantas oportunidades perde! Não considerar isso é andar mal avisado.

Todos os empreendimentos espirituais e humanos, dos modestos aos mais destacados, foram antes pequeninos, assim como um novo ano que se inicia. A origem pode ter sido um diálogo familiar, uma reunião de trabalho, uma intuição... E, se a ideia nova é cultivada segundo os princípios humanitários evangélicos e apocalípticos, os benefícios para a coletividade hão de ser incontáveis.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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O fantasma das guerras, grandes ou pequenas, de diferentes formas, ainda nos ronda. Então, é igualmente hora de falar, no raiar de mais um ano, na Paz e de lutar por ela, até que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta gente. Um dos perigos que a Humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo como coisa que não possa ser mudada. Eis o assassínio da tranquilidade entre pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá, na redução da criminalidade.
Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se deixarem tomar pelo absurdo, este irá tomando conta de suas existências. (...)

Sociedade Solidária e Altruística
Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Inspirado em Jesus, o Apóstolo Paulo dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo” (Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16). João Evangelista, por sua vez, asseverou que “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8). Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se da perspectiva nascida do Seu coração, que é solidária e altruística, firmada no Seu Mandamento Novo: “Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho, segundo João, 13:34), a Lei da Solidariedade Espiritual e Humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.
Num futuro que nós, civis e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço espiritual, moral e ético. A esperança de um futuro melhor é chama que não se apaga no coração perseverante no Bem.

Outro paradigma
Deve haver um paradigma para a Paz. Qual? Os governantes do mundo? Todavia, na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente se armam. Tem sido assim a história da “civilização”... “Quousque tandem, Catilina?” (Até quando, Catilina?). Rui Barbosa (1849-1923), o corajoso Águia de Haia, no entanto, inspirado pela Sabedoria Divina, nos adverte: “Se queres a Paz, prepara-te para a Paz”.
Jesus, o Cristo Ecumênico, o Estadista Celeste, nos apresentou um excelente caminho: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Boa Nova, consoante João, 14:27). Que tal experimentá-lo?

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Sem a Alma, o corpo é o cadáver. Porém, essa minha afirmativa não significa dizer que os despojos, pelo menos nos primeiros tempos da morte, não sejam instrumentos de condução de sensibilidades ao Ser Espiritual, por meio do perispírito. Para facilitar o entendimento deste ensino, vamos dar a palavra ao Espírito Emmanuel, quando nos fala sobre o delicado tema da cremação de corpos defuntos. Ele responde à pergunta 151, constante do livro O Consolador, pela psicografia de Chico Xavier (1910-2002):
“151 — O espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos?
“Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o ‘tônus vital’, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material”.

Em sua famosa entrevista para o programa Pinga-Fogo, da antiga TV Tupi, em São Paulo/SP, Chico Xavier, ao atender a questionamento de uma telespectadora, ressaltou o que Emmanuel aconselha: “O tempo de expectativa deve ser nada menos que 72 horas, numa câmara fria, para o nosso veículo carnal, quando nos desvencilhamos dele, no caso de optarmos pela cremação”.

Apresento também à análise de Vocês algumas considerações dos nobres amigos Índio Flexa Dourada e dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), ilustre político e caridoso médico do século 19. Trata-se de comunicações espirituais por intermédio do Sensitivo Cristão do Novo Mandamento Chico Periotto. Suas ressalvas merecem dedicada atenção.

Diz Flexa Dourada: “Sobre a instrução de Emmanuel de que só se deveria cremar corpos depois de 72 horas, e olhe lá, isso seria boas condições para um Espírito completamente [em vida] desapegado da carne. O melhor é enterrar o corpo da pessoa que desencarnou. Vai para debaixo da terra aquilo que vem da terra. Isso é uma lei da Natureza”.

E reforça o dr. Bezerra: “Espalhem sempre que a cremação não é vista com bons olhos no Mundo Espiritual. Mesmo quando o Espírito já deixou totalmente o vaso físico, as lembranças ficam registradas na memória espiritual. Deixemos a Terra consumir aquilo que ela trouxe sem agressões. Tudo que radicalize, tudo que afronte a vestidura humana, interfere no equilíbrio espiritual. Tratemos bem de nosso vaso corpóreo. Façamos dele a morada de Deus. (...) Imaginem o acidente de um caminhão em alta velocidade, batendo contra uma muralha. A cremação é algumas vezes pior que isso”.

Para evitar padecimentos cruéis
Minhas Irmãs e meus Irmãos, o dever de Caridade nos impele a trazer para reflexão esses alertamentos.
Alguém pode naturalmente argumentar que não acredita em nada disso. E a Fraternidade, que deve ser a bandeira do diálogo, nos leva a respeitar a crença de cada um. Mas e se estivermos abordando aqui uma realidade? Há tanto ainda por se conhecer melhor! A cada dia a própria Ciência descobre fatos novos ou corrige teorias antes inegociáveis...
Em nome do Amor que devotamos aos nossos entes queridos, não custa nada repensar um pouco sobre o assunto e assim evitar padecimentos cruéis a eles depois que fizeram sua passagem para a Outra Vida.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Em 8 de dezembro comemoramos no Brasil o Dia Nacional da Família. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 16, podemos ler: “A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado”.

Em nossos pensamentos diários, observemos sempre se estamos dando o justo valor à Família. Um país melhor, mais feliz e, por consequência, uma Humanidade equilibrada dependem dos núcleos familiares bem constituídos, devidamente prestigiados por seus integrantes e pela comunidade. A importância da família transcende a compreensão mais comum. Nela, a vida humana encontra o seu refúgio, a exemplo da criança especial, que tem o seu dia celebrado em 9 de dezembro.

Apostemos nas famílias
O ilustre Espírito dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900), que foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro no tempo do Império, numa mensagem por intermédio do Sensitivo Legionário Chico Periotto, deu ênfase ao nosso tema de hoje. Peço-lhes a atenção para suas palavras:
“A existência na Terra é de luta — não há outra denominação melhor —, mas a tranquilidade de Alma existe quando vemos que as Forças Benditas envolvem a família e os casais, elevando-os a patamares de compreensão, buscando as sementes que germinaram os frutos da semeadura, por intermédio dos filhos.
“Apostemos na ideia das famílias unidas pelo Cristo de Deus. Apostemos nisso. Que a palavra da Boa Vontade de Deus possa fazer o trabalho preponderante do Bem e ser ouvida e seguida na Terra. (...)
“Falamos sobre a importância da egrégora familiar, assunto recorrente e sempre de necessária abordagem, porque necessitamos oferecer condições de segurança, principalmente às mulheres (na Humanidade), às mulheres esposas e às crianças, com a parede, com a muralha dos bons sentimentos e das boas ações, fazendo descer sobre elas a cachoeira espiritual de bons fluidos que vem do Etéreo.
“Muitos casais e muitas famílias se desfazem porque não se preocupam com o diálogo salutar, com a compreensão mútua, enfim, com a presença do símbolo da unidade familiar, cujos arroubos sempre causam transtornos perigosos, problemáticos e danos irreparáveis aos que postulam a sedimentação da família no planeta Terra.
“Constituímos nossas vidas, também no Etéreo, pelo espírito de família que trazemos dos laços aflorados e traduzidos em harmonia e união advindos da matéria. Somos mais felizes no Espaço quando encontramos o nosso verdadeiro Amor na Terra.
“Se Jesus aproximou, uniu e fez com que frutificasse o Amor por intermédio dos filhos, dos felizes filhos que desabrocham, temos que trabalhar para suprir as deficiências do cotidiano, da convivência, do livre-arbítrio e de raciocínios que, às vezes, fogem do verdadeiro prumo necessário ao desenvolvimento da família. (...)
“Saibam que, na Pátria da Verdade, não nos descuidamos das lutas em que todos estão envolvidos no mundo. Mas queremos ainda maior afinação dos seres terrestres com seus Anjos da Guarda. Não deixem vícios humanos atingir seus Espíritos nem suas famílias, principalmente esses vícios que são fartamente divulgados nas mídias. Desde um simples cigarro, aparentemente inofensivo, às drogas, às bebidas. Blindem, blindem suas Almas. O corpo, o vaso físico que todos recebem na encarnação presente, é instrumento de Deus emprestado, inclusive os órgãos genitais, pois procriam, interagem a energia do homem com a da mulher para a evolução, a continuidade na Terra”.
Dr. Bezerra — muito conhecido também como “Médico dos Pobres” — continua vivo no Céu, no Mundo Espiritual, como Espírito, Anjo da Guarda, Nume Tutelar, enfim, há vários nomes que definem a mesma condição de prosseguir existindo. O princípio de tolerância, que deve reger a convivência em sociedade, nos inspira este raciocínio: ainda que nem todos acreditem na possibilidade da vida eterna ou que exista diálogo entre Céu e Terra, hão de levar em consideração o conteúdo da mensagem. É um texto sensato e que merece reflexão. A segurança material e espiritual de nossas famílias significa a boa guarda de nós mesmos.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Inferi em meu artigo “A Vinha e o Ceticismo”, no livro As Profecias sem Mistério (1998), que é flagrante a necessidade de alargar a ótica espiritual do pensamento humano criador, para que finalmente se torne aríete da gigantesca libertação que resta por fazer. Em que bases?! Nas do Espírito, desde que não considerado medíocre projeção da mente, porquanto é a Sublime Luminosidade que dá vida ao corpo: eis a Extraordinária Vinha que o Criador oferece à criatura para livrá-la da zonzeira do ceticismo excessivo. Embora certa dose dele seja bastante salutar, se apreciarmos esta advertência de James Laver (1899-1975), antigo responsável pelos departamentos de Gravura, Desenho e Pintura do Victoria and Albert Museum, de Londres, entre 1938 e 1959: “O ceticismo absoluto é tão injustificado quanto a credulidade absoluta”.

Leis físicas e ceticismo
Na nova edição de Cidadania do Espírito, incluí: Nas páginas da obra O Cérebro Espiritual — Para uma ciência não materialista da mente, do dr. Mario Beauregard, Ph.D. e da jornalista Denyse O’Leary, encontramos este raciocínio da bióloga e naturalista religiosa norte-americana Ursula Goodenough sobre as limitações científicas: “A ciência na verdade não pode falar de coisas como telepatia, crença, et cetera, de maneira alguma... Tudo o que sabemos sobre leis físicas consideraria completa e irrefutavelmente que isso não acontece, que não é a forma como as coisas funcionam”.
Os autores do compêndio citam ainda reflexões do pesquisador e autor na área de Parapsicologia Dean Radin, em seu The Conscious Universe, que declara: “Aos poucos, na década de 1990, [o ceticismo] foi se deslocando de controvérsias sobre a existência de efeito psi para como explicá-lo... Os céticos que continuam a repetir as mesmas afirmações de que a parapsicologia é uma pseudociência, ou que não existem experiências reproduzíveis, são mal informados não apenas sobre o estado da parapsicologia, mas também sobre o atual estado do ceticismo!”
E comentam os autores: “Em geral, os materialistas reagem ao psi de quatro maneiras: negação categórica, afirmações de que a ciência não pode tratar psi, alegações de que se trata de um efeito trivial e proposição de hipóteses alternativas que permanecem não testadas”.
Encerro, chamando a atenção para o que ressaltou Ursula Goodenough: “... tudo o que sabemos sobre leis físicas...”. Ora, e o que sabemos é tão insuficiente! A cada dia conhecimentos postos como irredutíveis são derrubados, ou quase isso, por novas descobertas científicas. Talvez ainda falte mais humildade a esse fabuloso campo. E, para alguns poucos expoentes, menos temor de perder o status quo.
Sabemos que é preciso aprender sempre mais. Sócrates (470-399 a.C.), que dispensa apresentação, dizia: “Quanto mais sei, mais sei que não sei”.
O caminho do aprendizado é infinito. (...) Ser constantemente revista é o grande apanágio da Ciência, o sinete de sua amplitude, a segurança do seu desenvolvimento, o qual tem elevado a novos estágios a Humanidade.
Ao perscrutar o conhecimento, o ser humano atinge a Ciência. Quando vivencia o Amor Fraterno, alcança Deus, o supino da Sabedoria, a equação perfeita.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Nas comemorações dos 126 anos da Proclamação da República, reflitamos sobre o papel do Brasil no contexto mundial que é também o de iluminar as consciências com sua cultura imanente de fraternidade. No ensaio Sociologia do Universo, comento a respeito de como vem se formando nossa História, cuja vocação trilha o caminho do êxito:

Não se edifica uma pátria sem generosidade de Alma e espírito pragmático. Demanda tempo, pois este ainda não é um mundo de seres pacificados. Neste planeta de tantos desafios, é trabalhoso, mas possível. Apesar de os povos estarem se tornando cada vez mais impacientes. Gamal Abdel Nasser (1918-1970), que nacionalizou o canal de Suez, com o inesperado apoio dos Estados Unidos, no governo de Dwight D. Eisenhower (1890-1969), e deu início, com financiamento da ex-União Soviética, à construção da grande represa de Assuã, carpido pelas lutas para erguer um Egito moderno, concluiu: “Construir fábricas é fácil, levantar hospitais e escolas é possível, mas erigir uma nação de homens é tarefa longa e árdua”.

Urge fazer-se entendido pelo coração das criaturas. Quem vai ao cerne da criança chega ao jovem. Quem ensina a mocidade pacifica a Alma do adulto. E quem tem este último espiritualizado levanta uma nação. É pelo exemplo que se constrói. Já dizia Napoleão Bonaparte (1769-1821) que “as palavras indicam o caminho, mas os exemplos arrastam”. O Corso continua repleto de razão. (...)


José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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O ser humano deve orgulhar-se de existir e lutar infatigavelmente pela Vida. Vencer a si próprio de modo a conquistar, para todo o sempre, sua dignidade espiritual, “o tesouro que o ladrão não rouba, a traça não rói nem a ferrugem consome” (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 6:19). “Vencedor é aquele que vence a si mesmo”, preconiza André Luiz (Espírito). Deus, que é Vida, para a Vida o criou. Dizia Napoleão Bonaparte (1769-1821) que a melhor figura de retórica é a repetição. É bom reiterar esta advertência de Jesus: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos. Por não o crerdes, errais muito” (Boa Nova do Cristo, consoante Marcos, 12:27). Daí por que, quando o alcança a morte, dela não herda o esquecimento ou o ócio perenes, porém mais e mais Vida... Deus não nos criou para nos matar. Graham Greene (1904-1991), o famoso escritor inglês, nas suas meditações concluiu esperançoso que “nosso mundo não é todo o Universo. Talvez exista um lugar onde Cristo não esteja morto”. Ora, sabemos com certeza que essa dimensão esplêndida é uma realidade. O próprio Mestre deixou no Seu Evangelho, segundo João, 14:1 a 3, esta revelação confortadora aos Seus seguidores que, pelos milênios, perseverassem até o fim:

Jesus conforta os Discípulos
“1 Não se turbe o vosso coração: crede em Deus, crede também em mim.
“2 Na casa de meu Pai, há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.
“3 E quando Eu for, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde Eu esteja, estejais vós também”.

Antes e depois da Vida, há Vida. Diga não ao suicídio!
Sucumbem em erro os que buscam o suicídio, pois a parca lhes ofuscará os olhos, que procuraram a sombra de uma pretensa inação, com mais luz, isto é, mais Vida, a lhes cobrar severas contas de antigos compromissos assumidos. Antes e depois da Vida, há Vida e as incorruptíveis Leis que universalmente a regem.
Recordemos o alertamento de Paulo Apóstolo: “De Deus não se zomba. Aquilo que o homem semear, isso mesmo terá de colher” (Epístola aos Gálatas, 6:7).

A maior das reformas: a do ser humano
A Terra é belíssima! Convida ao sucesso. Mas o ser humano nem sempre tem sabido respeitá-la. Por isso, a reforma precípua é a dele próprio. Urge, neste término de ciclo, que essa preceda as demais. Daí a importância da Educação com Espiritualidade Ecumênica, o mais seguro passo que uma nação pode dar em favor da liberdade de seu povo, pois, quanto mais ignorante for, mais escravo será.
A Vida é uma conquista diária. Uma lição de Fé Realizante a todo momento solicitada, para que não venhamos a cair na ociosidade, mãe e pai dos piores males que assolam o Espírito e enfermam consequentemente o corpo físico e o social.
Na verdade, não basta ter agido bem ontem. Necessário se faz melhor caminhar hoje e ainda mais gloriosamente amanhã.

Água parada: lodo. Vida ociosa: inferno.
Bem a propósito estas palavras de Schopenhauer (1788-1860): “‘A Vida está no movimento’, disse com razão Aristóteles. Assim como a nossa existência física consiste unicamente num incessante movimento, nossa vida interior intelectual exige constante atividade, uma ocupação qualquer pela ação, pelo pensamento”. Observou Goethe (1749-1832) que “Vida ociosa é morte antecipada”. E Oliver Goldsmith (1728-1774) sugere: “Tal como a abelha, façamos do nosso ofício a nossa satisfação”. Deus é o Criador do Universo, Magna Vida, na qual sobrevivem todas as Suas criaturas. O Cosmos é, pois, dinâmica. Em Seu Evangelho, segundo João, 5:17, Jesus, o maior dos pensadores, sintetiza tudo: “Meu pai não cessa de trabalhar”.
Nestes tempos de acentuada transição, nenhum país poderá desenvolver-se sem promover Desenvolvimento Social e Sustentável, Educação e Cultura, com Espiritualidade Ecumênica, para que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos os seus componentes, despertando neles a Cidadania Planetária.
A existência humana sem atividade produtiva e lazer é a própria morte para o cidadão.

* Artigo publicado no jornal Diário Popular, de São Paulo/SP, em janeiro de 1998.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Para a Legião da Boa Vontade todo dia é Dia da Criança. Sabemos que assim também o é para as muitas instituições públicas e particulares que se devotam no cuidado para com a infância. Dessa forma, plantam no presente o futuro do Brasil. Estão, portanto, de parabéns!
Se tivermos juízo, maturidade e amor às crianças, seremos capazes de conciliar as mais díspares aspirações para formar uma só disposição que dê cumprimento à ordem máxima do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Diz Jesus no Seu Evangelho, segundo João, 13:34 e 35 e 15:12 e 13: “Novo Mandamento vos dou: Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos. (...) Ninguém tem maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos”.
Elas não são bobas

Bem a propósito a seguinte pergunta que me fizeram certa vez e à qual prontamente respondi:
Por que os programas da Super Rede Boa Vontade de Comunicação, sendo de tão elevado nível espiritual, atraem tanto as crianças?
Justamente por isso: o elevado nível espiritual. Essa história de pensar que criança não entende das coisas é um grande disparate. Ela presta atenção a tudo. Mormente agora, nestes tempos modernos de revolução midiática. A criança sempre está ouvindo e participando, desde o primeiro vagido. Ainda no útero materno, registra som e luz. Eis por que nossa programação radiofônica, televisiva e de internet conta sempre com o prestígio dos Soldadinhos de Deus, como carinhosamente as chamamos aqui. Elas percebem a grandeza da mensagem universalista da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo.
Quem pensa que criança é boba é que é bobo. Parte dos adultos, porém, continua surda, insensível a ensinamentos que, de tão elevado teor espiritual, chegam naturalmente à sabedoria de uma criança...
Mas, graças a Jesus, persistem neste mundo aqueles que lhes dão a merecida cuidado.

O poeta fluminense Casimiro Cunha (1880-1914) — que era cego dos olhos físicos, mas que enxergava bem o que não pode deixar de ser visto —, na página “A Criança”, constante de Cartas do Evangelho, obra psicografada pelo saudoso médium brasileiro Chico Xavier (1910-2002), declama:
“O coração da criança/ É como um lírio de luz./ Cultiva essa flor sagrada/ Para o jardim de Jesus.
“No recomeço da vida,/ O amor pode trabalhar,/ Renovando os sentimentos/ No templo de luz do lar.
“Dispensa à infância o carinho/ Da tua compreensão,/ Conduzindo-a para o Cristo,/ Modelo do coração.
“Cessada a infância, que é dia/ De luz e espontaneidade,/ As almas voltam, de novo,/ Às lutas da humanidade.
“Educa os teus pequeninos./ Quem não aprende do amor/ Recebe a lição amarga/ Da experiência da dor”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Por meio de um levantamento da Academia Brasileira de Neurologia, ficamos sabendo que em poucos anos houve no país aumento descomedido do número de vítimas da doença de Alzheimer. Somente de 1999 a 2008 os óbitos saltaram de 1.343 para 7.882, caracterizando um acréscimo de quase 500%. Outro dado que chama a atenção aponta para o fato de que a maioria deles é de brancos e da Região Sudeste.
Também um balanço feito pela Alzheimer Association (ADI) demonstrou que, a cada quatro segundos, uma pessoa é diagnosticada com algum tipo de demência no planeta. Alzheimer, a mais comum, dobrará os casos a cada 20 anos, atingindo mais de 65,7 milhões até 2030. Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há 35,5 milhões de indivíduos com manifestações.
No programa Viver é Melhor!, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), a especialista em gerontologia, pedagoga e diretora da Associação Brasileira de Alzheimer do Estado de São Paulo, Fabiana Satiro de Souza, abordou as causas e as formas de tratamento.

Tabus e Diagnósticos
Em seus comentários iniciais, destacou que a doença tem sido cercada de muitos tabus: “Existem famílias que não querem nem contar para vizinhos que o parente está com Alzheimer. As pessoas já pensam na enfermidade numa fase avançada e acabam se esquecendo de que, no início, o doente tem muita coisa boa para viver e realizar”.
Ela também comentou o estigma que o idoso carrega por não possuir uma memória tão ativa quanto antes: “Na verdade, se eu me esquecer de alguma coisa é porque estou estressada, mas se o ancião esquece é porque ele está senil. O idoso já possui raciocínio um pouco mais lento, uma natural perda de memória, mas isso é muito mais acentuado numa demência, e ela vem sempre agregada a alguns distúrbios de comportamento, que acabam nos mostrando a característica específica da doença”.
O diagnóstico, segundo a especialista, é feito por exclusão, ou seja, elimina-se a possibilidade de serem outras doenças, a exemplo da depressão ou mesmo de distúrbio da tireoide: “A família é um dos principais mecanismos para ajudar num diagnóstico, porque ela é que vai apontar para o médico quais sintomas estão aparecendo naquele idoso. Essa percepção de que ele está esquecendo raramente vai partir do paciente”.

Qualidade de Vida
Fabiana Satiro enfatizou que “um dos principais métodos para desacelerar a progressão da doença é a informação. Ela é aliada dos medicamentos e dos tratamentos multiprofissionais. Os familiares e todos aqueles que estão em volta do paciente necessitam conhecer sobre a enfermidade. Tendo o maior número de informações possível, com certeza, a terapêutica será mais adequada. Sendo um mal neurodegenerativo e sem cura, vai progredir, mas pode ser de uma forma mais lenta. Com isso, você ganha um paciente com uma melhor qualidade de vida por muito mais tempo”.
Ao lado da medicação, que é fundamental, existe o tratamento não medicamentoso. A médica explica: “Quanto menos coisa o paciente fizer, mais rápido a doença vai progredir. Além da medicação, a gente vai trabalhar a adequação do ambiente, um treino de memória, criar estratégias para que ele tenha a independência preservada por mais tempo. Em tudo ele vai precisar da supervisão de alguém. O problema é que o ‘ajudar’ é confundido com o ‘fazer por’. Com o tempo ele vai tendo cada vez mais problemas para ficar sozinho”.

Manter-se ativo
Sobre a prevenção, a também pedagoga Fabiana Satiro esclareceu: “Mesmo que você tenha uma predisposição, se praticar ao longo da sua vida atividade física e intelectual, se ingerir uma boa alimentação, conseguirá retardar a manifestação da enfermidade”.
Nossos agradecimentos à especialista em gerontologia, pedagoga e diretora da Associação Brasileira de Alzheimer do Estado de São Paulo, Fabiana Satiro de Souza, por elucidar o tema. Outros dados podem ser obtidos pelo site www.abrazsp.org.br.
Que lição essa misteriosa doença nos oferece? A de que a dor deve ser corajosamente encarada. Se dela tentarmos fugir pelo atalho do faz de conta, perderemos o caráter sublime de seus ensinamentos.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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