NATAL PRESS

Há treze anos, ao acompanhar pela Super Rede Boa Vontade de Rádio, a partir da AM 1210 kHz, o programa Bolo com Pudim (apresentado por crianças da Legião da Boa Vontade e dirigido ao universo infantil), senti-me motivado a entrar ao vivo na programação e propor aos meninos e meninas da LBV um desafio: a criação de um fórum para que essa novíssima geração pudesse discutir e apontar soluções para os principais problemas que preocupam os pequeninos. É velha a minha assertiva de que quem pensa que criança é boba é que é bobo.

Compartilho aqui alguns trechos desse meu improviso naquele memorável 22/2/2003:

Quero fazer-lhes uma proposta. É algo que considero importante. O que vemos hoje em toda parte? Uma tremenda ganância, e vocês são a primeira vítima. É aquilo que afirmei em 2/3/1996, ao inaugurar na cidade do Rio de Janeiro o Centro Educacional da LBV, e que foi destacado pela revista IstoÉ: A criança geralmente apenas devolve aquilo que a sociedade lhe proporciona. Se a sociedade lhe oferecer lixo, em geral ela vai devolver-lhe lixo, mas, se der Amor — que significa Fraternidade, Solidariedade, Generosidade, Compaixão —, vai ser mais bonita de Espírito e de rosto. Portanto, a minha preocupação, como disse numa palestra em Brasília/DF, no lançamento da Operação Jesus, em 25/3/1995, é a de abrir caminhos para uma liderança nova. As Instituições da Boa Vontade têm de se apresentar ao mundo com a sua face decisiva de realizações. Jesus espera isso de cada um de nós. Ele revelou: “Vós sois deuses. Eu voltarei ao Pai, vós ficareis aqui na Terra, portanto, podereis fazer muito mais do que Eu” (Evangelho, segundo João, 10:34 e 14:12). Milagre não é só salvar a pessoa que sofre de uma doença incurável no corpo. Principalmente, é fazer sarar os Espíritos, mostrar a eles a iluminação que possuem. Vocês têm merecimento diante do Pai Celestial, ó novíssima geração!

É necessário estabelecer uma ambiência em que as pessoas, de forma decidida mas educada, digam o que pensam; com o que querem contribuir a fim de transformar o mundo para melhor. E vocês, crianças, têm esse carisma: de fazer com que todos se sintam à vontade. Quero uma agenda de vocês.

Convidaremos psicólogos, educadores, profissionais compromissados com a educação e que têm algo a acrescentar ao desenvolvimento saudável das crianças. O pensamento delas é uma reflexão que nos dá perspectiva de um mundo melhor. Vocês possuem força diante de Deus. Vão ter a oportunidade de manifestar-se (...), porque precisam aprender a se defender (com Amor e inteligência, alicerçados na Espiritualidade Ecumênica).

Vamos fazer um grande fórum? Naquele momento todas as crianças responderam com vigor: Vamos!

Daí surgiu, no mesmo ano, o Fórum Internacional dos Soldadinhos de Deus, da LBV.

“As crianças e a construção da Paz, pelo fim da violência!” é o tema de sua 14ª edição, que ocorrerá no dia 19/3 (sábado), em diversas cidades do Brasil e do exterior.

Promovido pela Legião da Boa Vontade, o evento, que inaugura uma série de atividades e reflexões sobre o tema proposto, será protagonizado pelos próprios Soldadinhos de Deus, como são carinhosamente chamadas as crianças na LBV.


A programação inclui rodas de conversa, debates, dinâmicas, jogos, apresentações teatrais, coreográficas e musicais, painéis temáticos e mostras culturais. A tônica escolhida pelas próprias crianças apresenta como slogan a passagem bíblica “Paz na Terra aos de Boa Vontade” (Evangelho, segundo Lucas, 2:14), pregada por Jesus e sugere à Humanidade, por meio de várias ações educativas que, a partir dos exemplos do Cristo, possa encontrar a Paz e construir um mundo melhor para todos.


As atividades do fórum terão prosseguimento até março de 2017, nos Centros Comunitários de Assistência Social e nas escolas da LBV, assim como nas Aulas de Moral Ecumênica que ocorrem nas Igrejas Ecumênicas da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Entidade parceira na realização do encontro.

Participe. Informações pelo site www.boavontade.com

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Oito de março é o Dia Internacional da Mulher, que tem sido vítima, em pleno século 21, das maiores atrocidades, entre elas o execrável estupro. Crime inafiançável. Uma vergonha para a Humanidade.

No Preâmbulo da Constituição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), aprovada em 16 de novembro de 1945, temos a descrição desta realidade: “Se as guerras nascem na mente dos homens, é na mente dos homens que devem ser construídos os baluartes da Paz”. Em 2003, fiz questão de abrir meu livro Reflexões da Alma com esse ensinamento. Ele realmente traça os nossos planos de trabalho. Contudo, considero importante evidenciar que essa acurada advertência diz respeito aos seres humanos em geral e não apenas ao gênero masculino. (...)

Há muito tenho afirmado que o caminho da LBV é a Paz. Chega de guerras! A brutalidade é a lei dos irracionais, não do ser humano, que se considera superior. Defendemos a valorização da criatura humana, dentro da imprescindível igualdade, antes de tudo espiritual, de gênero, porquanto a riqueza de um país é o seu povo. (...)

Façamos nossas estas palavras do Apóstolo Pedro, constantes de sua Primeira Epístola, 3:11: “— Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz e siga-a”.

Essa tão almejada Paz, legítima, necessária, antídoto para os problemas espirituais, sociais e físicos, a exemplo das crises globais, será alcançada quando também não tivermos mais toda e qualquer discriminação contra as mulheres e as meninas (na verdade, as crianças de ambos os sexos). Assim, garantiremos a elas o empoderamento e a autonomia para serem protagonistas no desmantelamento da crueldade absurda, que campeia o íntimo endurecido de indivíduos, com o sentimento materno que nasce no coração de cada uma — independentemente se forem mães de filhos carnais, pois brado, com todas as minhas forças, que todas as mulheres são mães.


A necessária proteção no lar

Em geral, as primeiras a sofrer os danos lastimáveis das conflagrações planetárias são justamente as mulheres e as meninas. Portanto, observamos o perigo iminente ainda rondando os bons ideais de vê-las libertas e amparadas nos próprios lares.

A violência contra elas é triste realidade, que se abate nas mais diversas regiões do mundo, até mesmo nos países que já avançaram nas leis que as protegem. Ou seja, não está circunscrita às áreas em conflito declarado. Há uma espécie de guerra disfarçada, que espreita nossos lares, comunidades, empresas, municípios, Estados, religiões... Onde houver a violência ali estará a horrenda face do ódio!

Esse torpe semblante foi conhecido pela valente enfermeira britânica nascida em Florença, a então capital do Grão-Ducado da Toscana, atual Itália, Florence Nightingale (1820-1910). Ela lutou para quebrar as retrógradas convenções no que se referia ao papel da mulher na sociedade de sua época e acreditava ter sido chamada por Deus para servir a um grande propósito. Com sua abnegação, levou consideráveis avanços ao campo da saúde, na era vitoriana. Ao longo de sua inestimável contribuição no cuidado para com os soldados ingleses durante a Guerra da Crimeia, a “dama da lâmpada” declarou, com propriedade, em carta datada de 5 de maio de 1855: “(...) Ninguém pode imaginar o que são os horrores da guerra — não são as feridas, e o sangue, e a febre, maculosa ou baixa, ou a disenteria, crônica e aguda, o frio, e o calor, e a penúria —, mas a intoxicação, a brutalidade embriagada, a desmoralização e a desordem por parte dos inferiores; a inveja, a maldade, a indiferença, a brutalidade egoísta por parte dos superiores (...)”.

Embora diante de um quadro tão severo, jamais nos esqueçamos desta máxima do célebre cientista, médico, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista brasileiro dr. Oswaldo Cruz (1872-1917): “Não esmorecer para não desmerecer”.

Igualmente, ressalto em minhas palestras que, se é difícil, comecemos já, ontem!, porque resta muito a ser feito. E não se pode conceber qualquer empreendimento que vise à solução dos males terrestres sem a participação efetiva das mulheres. (...)

 
Convivência pacífica

A fraterna saudação ensinada por Jesus aos Seus Apóstolos e Discípulos estende-se ecumenicamente a todos os seres terrenos, como valioso convite à convivência em paz no planeta, nossa morada coletiva: “E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa!”. Jesus (Lucas, 10:5)

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Retorno hoje a um assunto que merece atenção. Aproveitei o período de carnaval para refletir sobre ele.

Aos poucos, a criatura humana vai aumentando a consciência de que a continuidade da vida após a “morte” não é um conceito que interessa apenas aos que professam alguma crença religiosa ou filosófica, mas é objeto de estudo sério para todos. A compreensão correta de que somos, acima de tudo, Espírito intensifica a força de vontade no enfrentamento de tudo o que não seja recomendável à nossa existência, coletiva ou individual.

Para ilustrar convenientemente esse poder de que dispomos, observem este ensinamento do dr. André Luiz, na obra Evolução em dois mundos, por intermédio dos conhecidos médiuns Chico Xavier (1910-2002) e Waldo Vieira (1932-2015): “O Espírito encontra no cérebro o gabinete de comando das energias que o servem, como aparelho de expressão dos seus sentimentos e pensamentos, com os quais, no regime de responsabilidade e de autoescolha, plasmará, no espaço e no tempo, o seu próprio caminho de ascensão para Deus”.

A mente do espírito

Na publicação Ciência e Fé na trilha do equilíbrio (2000), que escrevi para o I Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, exponho que a inteligência se situa além da estrutura física, como se houvesse um cérebro psíquico fora do somático. Por conseguinte, conclui-se que a essência espiritual não é uma projeção da mente humana e que o homem não é um corpo que tem um Espírito. Contudo, um Espírito Eterno que possui um corpo passageiro.

“Ah!, mas a Ciência ainda não comprovou nada”... Porém, como asseverou o astrofísico norte-americano ateu Carl Sagan (1934-1996): “A ausência da evidência não significa evidência da ausência”.

Em É Urgente Reeducar!, comentei que não nos podemos ancorar apenas em nossos limitadíssimos cinco sentidos físicos. Eles não são bastantes para nos fazer devidamente avançados, pois a Cultura tem origem verdadeira no Mundo Espiritual. Quando soubermos estabelecer a perfeita sintonia Terra/Céu para merecer a ligação permanente Céu/Terra, receberemos de lá conhecimento crescente. Antes de tudo, somos Espírito.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Meditando sobre a responsabilidade de pais e educadores na sólida formação espiritual, humana e ética dos infantes, recordei-me do que, em 1981, disse ao jornalista italiano Paulo Parisi Rappoccio, há décadas radicado no Brasil. Defendi a basilar necessidade de unir ao raciocínio intelectual a sabedoria que se origina no coração das criaturas. Sim, porque também existe a inteligência do sentimento, da emoção e, mais que isso, a espiritual, provinda do Mundo ainda invisível aos nossos olhos materiais, por questões de frequência, entre outras. Ninguém morre. Continuamos vivos pela Eternidade.

Educação com Espiritualidade Ecumênica
No Manifesto da Boa Vontade (1991), escrevi que, intuitivamente, com acerto, assevera o próprio povo, seguido por eminentes pensadores: “Enquanto há vida, há esperança”. O caminho mais acertado permanece na área da Educação com Espiritualidade Ecumênica, um passo à frente no terceiro milênio, que se aproxima.
Contudo, a insensibilidade de muitos foi a motivação deste expressivo repto do notável Martin Luther King Jr. (1929-1968): “Ao longo do caminho da História, uma das maiores tragédias do homem tem sido o seu limitado interesse pelo próximo, seja este tribo, raça, classe ou nação”.
Por isso há que se orientar os esforços mundiais, aplicando-os na tarefa de resgate da parcela desfavorecida do planeta, colocando, assim, os valores da sociedade na devida ordem e fazendo a marcha do desenvolvimento econômico dirigir-se em prol da criatura humana, porquanto o ser vivente é a geratriz do progresso, a despeito das máquinas. Do contrário, os governos poderão não estar governando para seus povos.
O velho Gandhi (1869-1948) afirmava que “uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias”. E aí, na indiferença de muitos para com os demais, reside a sua fraqueza, se nada fizerem para mudar o rumo dos fatos, para o que é necessário igualmente que parem de culpar a Deus e os Seus preceitos pelos tropeços que dão. Atualíssima, portanto, esta advertência de antigo aforismo do escritor latino Publilius Syrus (85 a.C.-43 a.C.): “Tolo é aquele que afunda seus navios duas vezes e continua acusando o mar de culpado”.

Atenção merecida às crianças
Para que isso não venha a ocorrer com os nossos pequeninos que se preparam para a vida, com honra inaugurei, em São Paulo/SP, em 25 de janeiro de 1986, data natalícia da colossal cidade sul-americana, a Supercreche Jesus, que integra um grande Instituto, hoje responsável pela educação diária de quase 1.500 crianças, jovens e adultos. Reflitamos acerca deste ensinamento do Profeta Muhammad (570-632) — “Que a paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele!”— no Corão Sagrado: “As crianças são os ornamentos da vida neste mundo”.
Delas, Jesus, no Seu Evangelho, segundo Mateus, 19:14, declara: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, porque deles é o Reino dos Céus”. E Salomão, em Provérbios, 22:6, aconselha: “Educa a criança no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”.
Ao anunciar, ainda durante a inauguração da Supercreche Jesus, o advento do Conjunto Educacional Boa Vontade, que surgiria em 25 de janeiro de 1993, também na capital bandeirante, assim resumi sua filosofia de trabalho: Aqui se estuda. Formam-se Cérebro e Coração.

Combate à Exploração Sexual
Proteger a infância e a juventude consiste em providência para todas as horas. Portanto, nos antecipando ao Dezoito de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, ratificamos essa batalha para a qual a sociedade deve permanecer em constante vigília.
Tenhamos em nossa agenda o Disque Direitos Humanos, o Disque 100. A ligação é gratuita.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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A Ciência humana, a despeito dos respeitáveis esforços de tantos abnegados idealistas, encontra-se no início de sua brilhante trajetória, apesar do extraordinário progresso a que nos tem conduzido. Vejamos o justificado deslumbramento de suas mais importantes figuras ante a restrita parcela do Cosmos que se vê. Mas e diante da imensidade que não se enxerga, que não se descobriu ainda?... Não aludimos apenas ao Universo físico, com suas galáxias, que é algo realmente de assombrar: só a Via Láctea, da qual fazemos parte, abarca bilhões de estrelas... É incrível a sua abrangência!... E os mais poderosos telescópios e radiotelescópios alcançam a mínima parte deste Universo físico. Os seres humanos, e mesmo os invisíveis de razoável grandeza espiritual, pois essas são muitas no “Outro Lado” da Vida, acabam também fascinados, e com muita razão... Entretanto, e a amplitude que até agora não perlustramos? Aqui está a filigrana: quando arguimos pelo que falta desbravar, não estamos unicamente a nos referir à composição material dos corpos celestes que vagam pelo espaço; essa enormidade que os maiores cientistas não puderam até o presente momento pesquisar nem sequer ver de todo. 

Falamos também do Universo Invisível, ultradimensional, onde as Almas residem, que, no estágio evolutivo da civilização contemporânea, não pôde, até agora, ser devidamente percebido pelos olhos somáticos nem acreditado pela Ciência terrestre, em boa parte. E o mais surpreendente: nem por alguns religiosos que pregam a Vida Eterna. Todavia, quando diversos pioneiros começam a analisar e estudar as possíveis dimensões em que habitam os Espíritos, há quem procure depreciar sua labuta. Na verdade, temem avançar na direção descortinada pelos precursores. De certa forma, é como na fábula de Esopo (aprox. 620-564 a.C.): Vulpes et uva (A raposa e as uvas). Na famosa história, uma raposa, não podendo alcançar as almejadas uvas, que se encontravam num galho alto, acusa-as de estarem verdes, embora estivessem maduras.
O filósofo e sociólogo Herbert Spencer (1820-1903) acertou quando definiu que “há um princípio que é utilizado como uma barreira contra qualquer informação, como prova contra qualquer tipo de argumento. Esse princípio nunca pode falhar, de modo a manter a Humanidade numa ignorância contínua e perpétua. Esse princípio chama-se: condenar antes de investigar”.

A Ciência tradicional deverá preparar-se para absorver os muitos dados novos coligidos pela Ciência de ponta. Entretanto, terá de incluir nas novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é muito cômoda, sobretudo ante realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento da vida consciente e ativa do ser, nas esferas ainda invisíveis ao sentido visório.

Há mais de 30 anos, popularmente discorri sobre essa questão das dimensões materiais do Universo, tendo em vista ensinamentos do Evangelho e do Apocalipse de Jesus: em geral cogita-se de grandeza, dimensão, distâncias físicas... Contudo, os limites do Universo podem igualmente ser vibracionais... O ser humano falece, o corpo fica... O Espírito (ou como o queiram chamar), que não pode ser reduzido ao restrito território da mente, migra para outro Universo ou outros universos, que não se veem... A Ciência, em seus elevados termos, a posteriori comprova o que a Religião, de maneira intuitiva, bem antes percebera. A primeira conceitua; a segunda ilumina, quando realmente Religião e nunca reserva de tabus e preconceitos. No entanto, a Intuição, conforme afirmamos, é sempre mais rápida. É a inteligência de Deus em nós.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Atravessamos um momento de transformação no mundo, radical e turbulento sob muitos aspectos, o que exige de nós capacidade superior no enfrentamento de obstáculos de todos os matizes. Assim comecei mais uma palestra no rádio. E prossegui: Não me refiro a uma correria neurótica — porque há gente que corre, corre, corre sem chegar a ponto algum. Falo aqui de uma preparação sistemática e corajosa em prol de tempos melhores, sempre desejados, mas até agora não devidamente conseguidos pela Humanidade (...). O que lhe anda talvez faltando é perspicácia e perseverança no tocante a certos ensinamentos básicos que Jesus, o Profeta Divino, farta e esperançosamente, nos transmite. Bom exemplo encontramos na Parábola do Grão de Mostarda, em que um homem planta pequena semente e, apesar de miúda, ela desabrocha, cresce e se torna frondosa árvore, de forma que as aves, dela se aproximando, formam morada nos seus ramos (Evangelho, segundo Mateus, 13:31 e 32).

O semeador teve, digamos, uma visão profética, porque possuía conhecimento acerca do extraordinário valor contido na sementinha e seu consequente futuro. É essa uma das lições que Jesus, nessa parábola, nos quer transmitir. O contrário seria deixar o diminuto grão largado no caminho, e lá abandoná-lo sem germinar. Assim, quando não temos ciência da força que traz a Palavra Divina, arriscamo-nos a chutar a semente e desprezar a grande fortuna que Deus nos oferece, prejudicando o porvir. Ora, o que hoje aprendemos senão que aquele que possui informação e comunicação é dono do mundo?...

Vê-se logo que o chutador de semente anda desinformado. Imaginemos o que ocorre com quem desconhece Evangelho e Apocalipse, de preferência em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento de Cristo Rei. Quantas oportunidades perde! Não considerar isso é andar mal avisado.

Todos os empreendimentos espirituais e humanos, dos modestos aos mais destacados, foram antes pequeninos, assim como um novo ano que se inicia. A origem pode ter sido um diálogo familiar, uma reunião de trabalho, uma intuição... E, se a ideia nova é cultivada segundo os princípios humanitários evangélicos e apocalípticos, os benefícios para a coletividade hão de ser incontáveis.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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O fantasma das guerras, grandes ou pequenas, de diferentes formas, ainda nos ronda. Então, é igualmente hora de falar, no raiar de mais um ano, na Paz e de lutar por ela, até que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta gente. Um dos perigos que a Humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo como coisa que não possa ser mudada. Eis o assassínio da tranquilidade entre pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá, na redução da criminalidade.
Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se deixarem tomar pelo absurdo, este irá tomando conta de suas existências. (...)

Sociedade Solidária e Altruística
Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Inspirado em Jesus, o Apóstolo Paulo dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo” (Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16). João Evangelista, por sua vez, asseverou que “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8). Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se da perspectiva nascida do Seu coração, que é solidária e altruística, firmada no Seu Mandamento Novo: “Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho, segundo João, 13:34), a Lei da Solidariedade Espiritual e Humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.
Num futuro que nós, civis e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço espiritual, moral e ético. A esperança de um futuro melhor é chama que não se apaga no coração perseverante no Bem.

Outro paradigma
Deve haver um paradigma para a Paz. Qual? Os governantes do mundo? Todavia, na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente se armam. Tem sido assim a história da “civilização”... “Quousque tandem, Catilina?” (Até quando, Catilina?). Rui Barbosa (1849-1923), o corajoso Águia de Haia, no entanto, inspirado pela Sabedoria Divina, nos adverte: “Se queres a Paz, prepara-te para a Paz”.
Jesus, o Cristo Ecumênico, o Estadista Celeste, nos apresentou um excelente caminho: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Boa Nova, consoante João, 14:27). Que tal experimentá-lo?

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Sem a Alma, o corpo é o cadáver. Porém, essa minha afirmativa não significa dizer que os despojos, pelo menos nos primeiros tempos da morte, não sejam instrumentos de condução de sensibilidades ao Ser Espiritual, por meio do perispírito. Para facilitar o entendimento deste ensino, vamos dar a palavra ao Espírito Emmanuel, quando nos fala sobre o delicado tema da cremação de corpos defuntos. Ele responde à pergunta 151, constante do livro O Consolador, pela psicografia de Chico Xavier (1910-2002):
“151 — O espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos?
“Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o ‘tônus vital’, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material”.

Em sua famosa entrevista para o programa Pinga-Fogo, da antiga TV Tupi, em São Paulo/SP, Chico Xavier, ao atender a questionamento de uma telespectadora, ressaltou o que Emmanuel aconselha: “O tempo de expectativa deve ser nada menos que 72 horas, numa câmara fria, para o nosso veículo carnal, quando nos desvencilhamos dele, no caso de optarmos pela cremação”.

Apresento também à análise de Vocês algumas considerações dos nobres amigos Índio Flexa Dourada e dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), ilustre político e caridoso médico do século 19. Trata-se de comunicações espirituais por intermédio do Sensitivo Cristão do Novo Mandamento Chico Periotto. Suas ressalvas merecem dedicada atenção.

Diz Flexa Dourada: “Sobre a instrução de Emmanuel de que só se deveria cremar corpos depois de 72 horas, e olhe lá, isso seria boas condições para um Espírito completamente [em vida] desapegado da carne. O melhor é enterrar o corpo da pessoa que desencarnou. Vai para debaixo da terra aquilo que vem da terra. Isso é uma lei da Natureza”.

E reforça o dr. Bezerra: “Espalhem sempre que a cremação não é vista com bons olhos no Mundo Espiritual. Mesmo quando o Espírito já deixou totalmente o vaso físico, as lembranças ficam registradas na memória espiritual. Deixemos a Terra consumir aquilo que ela trouxe sem agressões. Tudo que radicalize, tudo que afronte a vestidura humana, interfere no equilíbrio espiritual. Tratemos bem de nosso vaso corpóreo. Façamos dele a morada de Deus. (...) Imaginem o acidente de um caminhão em alta velocidade, batendo contra uma muralha. A cremação é algumas vezes pior que isso”.

Para evitar padecimentos cruéis
Minhas Irmãs e meus Irmãos, o dever de Caridade nos impele a trazer para reflexão esses alertamentos.
Alguém pode naturalmente argumentar que não acredita em nada disso. E a Fraternidade, que deve ser a bandeira do diálogo, nos leva a respeitar a crença de cada um. Mas e se estivermos abordando aqui uma realidade? Há tanto ainda por se conhecer melhor! A cada dia a própria Ciência descobre fatos novos ou corrige teorias antes inegociáveis...
Em nome do Amor que devotamos aos nossos entes queridos, não custa nada repensar um pouco sobre o assunto e assim evitar padecimentos cruéis a eles depois que fizeram sua passagem para a Outra Vida.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Em 8 de dezembro comemoramos no Brasil o Dia Nacional da Família. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 16, podemos ler: “A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado”.

Em nossos pensamentos diários, observemos sempre se estamos dando o justo valor à Família. Um país melhor, mais feliz e, por consequência, uma Humanidade equilibrada dependem dos núcleos familiares bem constituídos, devidamente prestigiados por seus integrantes e pela comunidade. A importância da família transcende a compreensão mais comum. Nela, a vida humana encontra o seu refúgio, a exemplo da criança especial, que tem o seu dia celebrado em 9 de dezembro.

Apostemos nas famílias
O ilustre Espírito dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900), que foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro no tempo do Império, numa mensagem por intermédio do Sensitivo Legionário Chico Periotto, deu ênfase ao nosso tema de hoje. Peço-lhes a atenção para suas palavras:
“A existência na Terra é de luta — não há outra denominação melhor —, mas a tranquilidade de Alma existe quando vemos que as Forças Benditas envolvem a família e os casais, elevando-os a patamares de compreensão, buscando as sementes que germinaram os frutos da semeadura, por intermédio dos filhos.
“Apostemos na ideia das famílias unidas pelo Cristo de Deus. Apostemos nisso. Que a palavra da Boa Vontade de Deus possa fazer o trabalho preponderante do Bem e ser ouvida e seguida na Terra. (...)
“Falamos sobre a importância da egrégora familiar, assunto recorrente e sempre de necessária abordagem, porque necessitamos oferecer condições de segurança, principalmente às mulheres (na Humanidade), às mulheres esposas e às crianças, com a parede, com a muralha dos bons sentimentos e das boas ações, fazendo descer sobre elas a cachoeira espiritual de bons fluidos que vem do Etéreo.
“Muitos casais e muitas famílias se desfazem porque não se preocupam com o diálogo salutar, com a compreensão mútua, enfim, com a presença do símbolo da unidade familiar, cujos arroubos sempre causam transtornos perigosos, problemáticos e danos irreparáveis aos que postulam a sedimentação da família no planeta Terra.
“Constituímos nossas vidas, também no Etéreo, pelo espírito de família que trazemos dos laços aflorados e traduzidos em harmonia e união advindos da matéria. Somos mais felizes no Espaço quando encontramos o nosso verdadeiro Amor na Terra.
“Se Jesus aproximou, uniu e fez com que frutificasse o Amor por intermédio dos filhos, dos felizes filhos que desabrocham, temos que trabalhar para suprir as deficiências do cotidiano, da convivência, do livre-arbítrio e de raciocínios que, às vezes, fogem do verdadeiro prumo necessário ao desenvolvimento da família. (...)
“Saibam que, na Pátria da Verdade, não nos descuidamos das lutas em que todos estão envolvidos no mundo. Mas queremos ainda maior afinação dos seres terrestres com seus Anjos da Guarda. Não deixem vícios humanos atingir seus Espíritos nem suas famílias, principalmente esses vícios que são fartamente divulgados nas mídias. Desde um simples cigarro, aparentemente inofensivo, às drogas, às bebidas. Blindem, blindem suas Almas. O corpo, o vaso físico que todos recebem na encarnação presente, é instrumento de Deus emprestado, inclusive os órgãos genitais, pois procriam, interagem a energia do homem com a da mulher para a evolução, a continuidade na Terra”.
Dr. Bezerra — muito conhecido também como “Médico dos Pobres” — continua vivo no Céu, no Mundo Espiritual, como Espírito, Anjo da Guarda, Nume Tutelar, enfim, há vários nomes que definem a mesma condição de prosseguir existindo. O princípio de tolerância, que deve reger a convivência em sociedade, nos inspira este raciocínio: ainda que nem todos acreditem na possibilidade da vida eterna ou que exista diálogo entre Céu e Terra, hão de levar em consideração o conteúdo da mensagem. É um texto sensato e que merece reflexão. A segurança material e espiritual de nossas famílias significa a boa guarda de nós mesmos.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Inferi em meu artigo “A Vinha e o Ceticismo”, no livro As Profecias sem Mistério (1998), que é flagrante a necessidade de alargar a ótica espiritual do pensamento humano criador, para que finalmente se torne aríete da gigantesca libertação que resta por fazer. Em que bases?! Nas do Espírito, desde que não considerado medíocre projeção da mente, porquanto é a Sublime Luminosidade que dá vida ao corpo: eis a Extraordinária Vinha que o Criador oferece à criatura para livrá-la da zonzeira do ceticismo excessivo. Embora certa dose dele seja bastante salutar, se apreciarmos esta advertência de James Laver (1899-1975), antigo responsável pelos departamentos de Gravura, Desenho e Pintura do Victoria and Albert Museum, de Londres, entre 1938 e 1959: “O ceticismo absoluto é tão injustificado quanto a credulidade absoluta”.

Leis físicas e ceticismo
Na nova edição de Cidadania do Espírito, incluí: Nas páginas da obra O Cérebro Espiritual — Para uma ciência não materialista da mente, do dr. Mario Beauregard, Ph.D. e da jornalista Denyse O’Leary, encontramos este raciocínio da bióloga e naturalista religiosa norte-americana Ursula Goodenough sobre as limitações científicas: “A ciência na verdade não pode falar de coisas como telepatia, crença, et cetera, de maneira alguma... Tudo o que sabemos sobre leis físicas consideraria completa e irrefutavelmente que isso não acontece, que não é a forma como as coisas funcionam”.
Os autores do compêndio citam ainda reflexões do pesquisador e autor na área de Parapsicologia Dean Radin, em seu The Conscious Universe, que declara: “Aos poucos, na década de 1990, [o ceticismo] foi se deslocando de controvérsias sobre a existência de efeito psi para como explicá-lo... Os céticos que continuam a repetir as mesmas afirmações de que a parapsicologia é uma pseudociência, ou que não existem experiências reproduzíveis, são mal informados não apenas sobre o estado da parapsicologia, mas também sobre o atual estado do ceticismo!”
E comentam os autores: “Em geral, os materialistas reagem ao psi de quatro maneiras: negação categórica, afirmações de que a ciência não pode tratar psi, alegações de que se trata de um efeito trivial e proposição de hipóteses alternativas que permanecem não testadas”.
Encerro, chamando a atenção para o que ressaltou Ursula Goodenough: “... tudo o que sabemos sobre leis físicas...”. Ora, e o que sabemos é tão insuficiente! A cada dia conhecimentos postos como irredutíveis são derrubados, ou quase isso, por novas descobertas científicas. Talvez ainda falte mais humildade a esse fabuloso campo. E, para alguns poucos expoentes, menos temor de perder o status quo.
Sabemos que é preciso aprender sempre mais. Sócrates (470-399 a.C.), que dispensa apresentação, dizia: “Quanto mais sei, mais sei que não sei”.
O caminho do aprendizado é infinito. (...) Ser constantemente revista é o grande apanágio da Ciência, o sinete de sua amplitude, a segurança do seu desenvolvimento, o qual tem elevado a novos estágios a Humanidade.
Ao perscrutar o conhecimento, o ser humano atinge a Ciência. Quando vivencia o Amor Fraterno, alcança Deus, o supino da Sabedoria, a equação perfeita.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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