NATAL PRESS

O ambiente fraterno e acolhedor que se estabelece no fim do ano, reunindo as famílias, os amigos, as comunidades, enfim, os corações, leva todos a projetar sempre um novo ano melhor. É preciso, porém, que mantenhamos a veemência inicial, trabalhando, incansavelmente, sem perder nenhum ensejo de atuação em prol do desenvolvimento espiritual, humano e social de nosso país, a partir de nós mesmos. Assim, o novo ano que tem início terá maiores oportunidades de sucesso.

Nos meus bate-papos com os jovens da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo e no livro Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade (2014), alerto-os para o fato de que o tempo vai passar de qualquer jeito. Por isso, façamos bom uso dele na vivência diária do Amor Solidário, que nos coloca sob o amparo de Deus Todo-Poderoso, fonte da verdadeira solução para os desafios particulares e coletivos, se houver decisivamente em nós a indispensável humildade para senti-Lo e compreendê-Lo, sem radicalismos.

Sempre haverá saída para os problemas, por piores que sejam, desde que o ser humano realmente respeite o ser humano. Ele não vai apenas pensar com o cérebro, usará também o coração. À vista disso, é imprescindível educarmos nossos sentimentos no Bem, pois, quando a criatura tem seu interior poluído, tudo à sua volta é contaminado.

Mente, coração, generosidade

Falar em mente e coração dá-se pela necessidade de evidenciarmos um simbolismo essencial à clareza do que lhes apresento, de modo que estejam nitidamente expressas duas das condições mais importantes da Alma: pensar e sentir, ou, na ordem moral mais perfeita, sentir e pensar. Eu poderia expor que, sendo a mente o contato principal do Espírito com o corpo, nela estaria o centro do pensar e do sentir (amar). Contudo, procuro uma forma mais simples de me comunicar com Vocês, porque aqui estão pessoas de mais idade e temos crianças também.

Ora, o grande objetivo da Autoridade do Poder de Jesus, na Política de Deus, é que todos se façam melhores. Sob a ótica da Legislação além da legislação — portanto, a que tem origem em Deus e em Suas Leis Eternas —, somos levados a indagar: se não houver igualmente esse sentido de Solidariedade, de Generosidade, de Altruísmo, de Confiança, de Disciplina e de Justiça, na efetiva transformação de um indivíduo, para que ele se torne ético, quem cumprirá as leis terrenas?

Em meu livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987), registrei: Quantas leis sejam feitas, tantas maneiras o ser humano encontrará de fraudá-las, enquanto não entender que temos solidários compromissos uns para com os outros, sem os quais não pode existir genuína vida em sociedade. Isso é exercer a cidadania, que começa no Espírito. É fortalecer as comunidades. Não há departamentos estanques no mundo, principalmente agora, na era da rapidez das comunicações e da constante ameaça nuclear, entre outras, talvez piores.

Não basta desenvolver o intelecto, como muitos pensam relativamente à Educação. Por isso, criei a Pedagogia do Afeto, para iluminar os corações dos pequeninos, porquanto uma civilização exige que haja um refinamento dos costumes. Como realizá-lo, senão cultivando o que de bom existe no íntimo de cada criatura? É preciso desarmar os corações desde a infância, como explico em É Urgente Reeducar! (2000). Nele digo que a estabilidade do mundo começa no coração da criança.

Tal ponto de vista — o da necessidade de desarmar os corações humanos desde os pequeninos — não nos impede de prepará-los para sobreviver aos piores desafios da vida.

Torna-se mais que básico que nos empenhemos no estudo das Leis Divinas. Como?! Investigando as Sagradas Escrituras e purificando nosso interior com a Bondade e a Justiça de Deus.
Pensem nisso. Governar é educar o sentimento para o Bem.
Alziro Zarur (1914-1979) ressaltava que: “Governar é ensinar cada um a governar a si mesmo”.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
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Todos sofrem, desde a mais simples das criaturas à maior autoridade de um país. Portanto, sempre chega um momento em que procuram solução mais elevada para a própria dor. Afinal, os problemas pessoais afligem a Alma e atormentam, por exemplo, o campo das atividades sociais e políticas. E é então que oram, mesmo que não saibam como. Por conseguinte, se cultivarem a Humildade — que é também sinônimo de Deus — buscando o amadurecimento, poderão entrar em sintonia com seus Anjos Guardiães, que, no Mundo Superior, participam da Revolução Social dos Espíritos de Luz. Trata-se de um extraordinário acontecimento que a Humanidade ainda não percebeu de todo. O Plano Espiritual existe sem pedir licença aos poderosos da Terra.

O saudoso jornalista, radialista, escritor e poeta Alziro Zarur (1914-1979) ensinava que “o segredo do governo dos povos é unir a Humanidade da Terra à Humanidade do Céu”. O meio: Fé Realizante (que se opõe à ociosa) e Boas Obras. É como aliar Paulo e Tiago.

A Fé é um atributo da inteligência iluminada, assim como a Oração o é da Alma. A união das duas, permeadas pela vigilância, isto é, o trabalho, eleva-nos à lucidez de Espírito. Eis por que, no campo das realizações humanas e sociais, é preciso que a Fé permaneça unida às Boas Obras, por ela divinamente inspiradas, para que possamos erigir uma sociedade em definitivo ecumênica, portanto solidária, altruística.

É o que ensina o Divino Mestre, quando nos manda amarmo-nos uns aos outros como Ele nos tem amado, única forma de podermos ser reconhecidos como Seus discípulos (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35). Por isso, um bom político (mesmo sendo ateu, agnóstico ou adepto de outra venerável crença que não esteja relacionada como cristã) não deve furtar-se de estudar, pelo prisma do Amor Fraternal, o Evangelho do Cristo, que é um notável código de ética para o homem público.

A Fé é a sabedoria que vem de Deus; as Boas Obras, a sua prática.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Todos os problemas têm solução quando os seres humanos realmente se dispõem a resolvê-los


Aprendamos a respeitar a Vida, senão a deusa morte multiplicará o seu trabalho. Foi o que reafirmei em 1991, na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, Portugal, gravando o Programa Boa Vontade, para a Rede Bandeirantes de Televisão, do Brasil.

Muita gente pensa que o Armagedom (Apocalipse, 16:16) se refere apenas à possibilidade de uma guerra nuclear, química, bacteriológica, cibernética. Mas o desrespeito à criatura humana, que nem mesmo pode defender-se no útero materno, é um Armagedom. O crime organizado é um Armagedom. O analfabetismo espiritual e material é um Armagedom. A implosão da família é um Armagedom. O avanço tecnológico sem o espírito de solidariedade social é um Armagedom. O fanatismo religioso é um Armagedom. O materialismo desbragado é um Armagedom. A fome é um Armagedom. O Armagedom está à nossa mesa: os vegetais cheios de agrotóxicos, as carnes repletas de antibióticos e hormônios. O Armagedom reflete-se nas águas poluídas dos oceanos, lagos, rios e, mesmo, fontes. Os flagelados da seca padecem um Armagedom. Sair às ruas para o serviço, o estudo ou a diversão, sem a certeza de um retorno tranquilo ao lar, diante da violência e da insegurança que por toda parte hoje se manifestam, o que é isso senão um Armagedom? A falta de Amor nos corações é um Armagedom. As pessoas ficam esperando o Armagedom, e ele já está aí...

Alimentos contaminados

Por sinal, recebi da leitora Lucí Andréa, especializada em Comércio Exterior, alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), cujo conteúdo vem ao encontro do que abordamos neste artigo. Dele, separamos estes significativos trechos: “Alimentos e bebidas contaminados estão ligados à morte de cerca de 2 milhões de pessoas por ano — incluindo muitas crianças. Os alimentos que contêm bactérias nocivas, vírus, parasitas ou substâncias químicas são responsáveis por mais de 200 doenças, que vão desde a diarreia até ao câncer. As novas ameaças à segurança alimentar surgem constantemente. Alterações na produção de alimentos, distribuição e consumo; alterações no ambiente; novos e emergentes patógenos; resistência antimicrobiana — todos esses fatores constituem enormes desafios aos sistemas nacionais de segurança alimentar. Sucessivos aumentos no turismo e no comércio exterior agravam a probabilidade de que a contaminação pode se espalhar internacionalmente”.

Respeito à Vida

Entretanto, todos os problemas têm solução quando os seres humanos realmente se dispõem a resolvê-los. É uma questão de respeito ao divino privilégio de existir. Por isso, aqui se encaixa como uma luva este pensamento de Henry Ford (1863-1947), que certa vez definiu a Boa Vontade como a maior força da Vida: “Os tempos de riqueza não nascem por acaso. Surgem como resultado de muito esforço e pertinácia”.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Esse foi o tema escolhido pelo povo para celebrar os 24 anos do Templo da Boa Vontade (TBV), comemorado em 26 de outubro de 2013 e que teve movimento intenso, conforme destacou o Jornal de Brasília. Paz esta “que o mundo não vos pode dar” (Evangelho de Jesus, segundo João, 14:27) e que as exigências da vida moderna, aliadas à crescente onda de violência em todo o planeta, seja no âmbito particular seja no público, têm dificultado à criatura humana desfrutá-la em sua plenitude.

Por sinal, um dos fundamentais contributos do Templo da Paz é devolver ao cidadão o equilíbrio d’Alma, por meio do silêncio interior, fazendo com que desperte, em si mesmo, a essência do Pai Celestial que o sustenta, pois fomos, em Espírito, criados à Sua imagem e semelhança.

Somos, então, imortais, pois a Vida continua após o fenômeno chamado morte. Fato que fortalece a nossa crença de que os mortos não morrem.

Paz não é utopia

Com o TBV temos interiorizada a Paz de Deus, prometida por Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos corações. Com o Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, estamos convidando os seres humanos e espirituais a exteriorizarem, de maneira mais incisiva, essa mesma Paz que o mundo, até os dias que correm, não ousou experimentar.

A proposta do TBV não é utopia. A Fé Realizante que ele inspira nos seus frequentadores proporciona serenidade, esperança, saúde material e espiritual. Aliás, de acordo com pesquisa divulgada nesse período pelo Datafolha, para 85% dos brasileiros, acreditar em Deus, num Ser transcendente, torna as pessoas melhores. (...)

Que a Paz de Deus — que se singulariza na satisfação do dever cumprido — possa estar e permanecer sobre todos, eternamente!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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A Caridade é um tema muito presente em meus artigos, pois a considero imprescindível à nossa sobrevivência. Aproveito o ensejo para lhes adiantar pequeno trecho de O Capital de Deus, livro que estou preparando, com muito cuidado, no qual apresento algumas das palestras que proferi a partir da década de 1960:

Meditemos sobre esta passagem do Apóstolo João, na sua Primeira Epístola, 4:20: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.

Caridade, criação de Deus, é o sentimento que mantém o Ser vivo nas horas de tormenta de sua existência. Se você me falar que não precisa de Amor, está equivocado, ou equivocada, enfermo, ou enferma... Em resumo, trata-se simplesmente disto: Amor, sinônimo de Caridade, de que tanto carece a sociedade míope, obumbrada pela cultura insidiosa, mantida por aqueles que provocaram, para os povos, as desgraças todas que ensanguentam a História e que nos põem em perigo constante. Até quando?

A Caridade sustenta a vida humana. O jornalista Francisco de Assis Periotto, ao ouvir essas minhas palavras, completou-as assim: "no pão e na decência".

Elevado Espírito Social

O avanço tecnológico tem derrubado muitas fronteiras e feito algumas desabar sobre outras. Entre elas, econômicas e sociais. Contudo, a globalização não vai impedir a diversidade. Porquanto, se mundializa, dá também expressão ao regionalismo. De várias formas, todo mundo influencia todo mundo. No entanto, barreiras, em diversas partes do planeta, ainda tornam cada vez mais distantes ricos e pobres. Isso pode resultar em consequências profundas, em amplitude internacional, a exemplo do fim do Império Romano. Entretanto, desta vez, tais transformações poderão provocar providências inusitadas até em corações de pedra, antes contrários ao pragmático espírito de Caridade, que serão levados a pensar que existem algumas coisas vitais, até mesmo para eles, como... a compaixão. (...) Caridade não é pífio sentimentalismo, a que alguns gostariam de reduzi-la. Acertou, pois, quando escreveu o grande Joaquim Nabuco (1849-1910): “À luta pela vida, que é a Lei da Natureza, a Religião opõe a Caridade, que é a luta pela vida alheia”.

Não seria essa a função de um verdadeiro político? O que seria mais importante para o fortalecimento das comunidades do que esse elevado espírito social?

É possível igualmente esperarmos do alto significado da Caridade, na atitude diária, o completo caminho da verdadeira independência de nossa pátria.

Caridade é assunto sério.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Foi num 7 de Setembro, ano de 1959, que o jornalista e radialista Alziro Zarur (1914-1979) fez, em Campinas/SP, no Hipódromo do Bonfim, a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus.
O dia escolhido por ele não poderia ser mais apropriado. Quando se comemora a independência política de nosso país, necessário se torna, firmado no espiritualmente revolucionário Mandamento Novo do Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista, convidar a população também a refletir sobre os preceitos apresentados por Jesus, estrutura pela qual podemos construir um mundo novo. Por quê?! Porque o governo da Terra começa no Céu. Não parece, mas é.

Tratado Divino
Toda nossa labuta nas Instituições da Boa Vontade, “por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz”, fundamenta-se neste Tratado do Espiritualmente Revolucionário Novo Mandamento de Jesus, consoante o Seu Evangelho, segundo João, 13:34 e 35; 15:7, 8, 10 a 17 e 9: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras em vós permanecerem, pedi o que quiserdes, e vos será concedido. A glória de meu Pai está em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu Amor; assim como tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no Seu Amor. Tenho-vos dito estas coisas a fim de que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. O meu Mandamento é este: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. E vós sereis meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando. E Eu vos mando isto: amai-vos como Eu vos amei. Já não mais vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi com meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes; pelo contrário, fui Eu que vos escolhi e vos designei para que vades e deis bons frutos, de modo que o vosso fruto permaneça, a fim de que, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos conceda. E isto Eu vos mando: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor”.

Súplica Especial
Ó Jesus, cuja misericórdia nos sustenta! É um conforto para os Teus servidores fiéis saber que Tu nos escolheste. Então, urge corresponder à Tua escolha. E ela tem sido para que sigamos pelo mundo e realizemos bons frutos, “de modo que o nosso fruto permaneça”. Que revelação importante! Enaltecedora para os fiéis, os que se conservarem desse modo – “a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome (Jesus), Ele vos conceda”. Está aqui o segredo do nosso trabalho, da nossa perseverança, para que mereçamos estas palavras do Educador Celeste.
Tu disseste: “Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo” – e em seguida Tu fazes um pedido. Imaginemos nós o Supremo Governante da Terra descendo até a nossa qualidade de espírito, tão inferior à Dele, e rogando pelo nosso próprio bem-estar espiritual e físico: “Permanecei no meu Amor!”.

Prece do Pai-Nosso
Agora, vamos orar a Prece Ecumênica de Jesus, a Oração do Senhor deste planeta, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13.
Minhas Irmãs e meus Amigos, minhas Amigas e meus Irmãos, todos podem rezar o Pai-Nosso. Ele não se encontra adstrito a crença alguma, por ser uma oração universal, consoante o abrangente espírito de Caridade do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Qualquer pessoa, até mesmo ateia (por que não?!), pode proferir suas palavras sem sentir-se constrangida. Não somos todos herdeiros de Deus? É o filho que se dirige ao Pai, ou é o ser humano a dialogar com a sua elevada condição de criatura vivente. Trata-se da Prece Ecumênica por excelência:
“Pai Nosso, que estais no Céu (e em toda parte ao mesmo tempo), santificado seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso Reino (de Justiça e de Verdade). Seja feita a Vossa Vontade (e humildemente dizemos: jamais a nossa vontade, visto que ainda estamos aprendendo a tê-la em plenitude) assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje (o pão transubstancial, a comida que não perece, o alimento para o Espírito, porque o pão para o corpo, iremos consegui-lo com o suor do nosso rosto). Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para sempre. Amém”.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
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Em 1961, escrevi um documento* à Mocidade Brasileira, quando, àquela altura, já desempenhava o papel de secretário particular do saudoso proclamador da Religião do Terceiro Milênio, Alziro Zarur (1914-1979). Na ocasião, com apenas 20 anos, convidei-a a cerrar fileiras no grande Ideal da Boa Vontade, “por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz”. A pedido de meus editores, trago a seguir a referida mensagem, que me sugeriram chamar “Receita de um jovem para os jovens”: 

Jovem esclarecido do Brasil: Tu que lutas pelo bem-estar do povo brasileiro, por que te enganas? Só o Novo Mandamento de Jesus trará o equilíbrio social à nossa Pátria!

Moços de Boa Vontade: O Brasil já foi colônia; depois, vice-reino; a seguir, reino unido ao de Portugal e Algarves; veio o Império; a República; uma escadinha ascensional construída por aqueles que viam nestas mudanças a solução dos problemas que esmagam o povo. A maioria morreu desiludida. Por quê? Ora! Nenhum se lembrou de que só o Amor de Jesus realiza as modificações para o progresso.

Estudante do Brasil: Desperta para o Mestre! 

Não te convidamos para seguires um Jesus estático, incompreensível, ausente! Não! O Jesus do Novo Mandamento – “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” – é o Jesus reforma para o melhor, Jesus antimiséria, Jesus cumprimento das Leis de proteção aos humildes. 

Ele te espera com as ferramentas do progresso na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo!

Jovem de Boa Vontade que procuras o equilíbrio social, raciocina comigo: no cenário mundial, cada povo, cada continente tem sua função no mundo, como o sabem os Iniciados Espirituais:

A Ásia: a função metafísica;

A Europa: a função racional;

A Rússia: a função revolucionária;

Os Estados Unidos: a função econômica;

O nosso Brasil: a função cósmico-pacificadora.

E como transmitir essa Paz? Não será através da paz armada, e, sim, com o cumprimento do Mandamento Novo de Jesus, revelado pela Religião do Amor Universal.

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* Publicado na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, em 15 de outubro de 1961 – domingo.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

Reflexão de Boa Vontade extraída do livro Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade, de novembro de 2014.

Paiva Netto

Alguns pensam que só nos devemos lembrar do Amigo Celeste quando enfrentamos o sofrimento. Todavia, Jesus é a medicina preventiva de que as nações necessitam. Daí O considerarmos a Religião da Vida, neste e no Outro Lado da existência. Afinal de contas, Ele superou a Dor, tão presente no mundo. Do infortúnio, do qual tantos retiram derrota, sob a inspiração de Deus construiu a Sua Autoridade e estabeleceu o Seu Poder diante dos olhos materiais, visto que, reiteramos, já os possuía antes mesmo da criação do planeta. “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e nada do que se fez foi feito sem Ele: Cristo Jesus. A vida estava Nele, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, mas as trevas não prevaleceram contra ela” (Evangelho de Jesus, segundo João, 1:1 a 5).

Portanto, em vez de invocar Aquele que é UM com o Pai Celestial apenas na hora do perigo ou da agonia, não é melhor debruçarmo-nos sobre o que Ele pregou e viver em consonância com os Seus libertários — espiritualmente falando* — preceitos? Busquemos respostas no irreprochável Mentor Divino, uma vez que O aceitamos como padrão ecumênico, isto é, universal. Ele disse: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho, segundo Lucas, 21:33).

Será isso brincadeira?! É evidente que não!

(...)

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Nota dos editores

* Vide “A Fórmula Urgentíssima”, explicação de Alziro Zarur (1914-1979), saudoso Fundador da LBV, inspirada no Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 6:33, no volume primeiro das Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, de autoria de Paiva Netto, na p. 184. A passagem encontra-se transcrita também em sua obra Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade, no capítulo 10, “O Poder que nasce do sacrifício”, e no capítulo 24, “O bem viver em sociedade”.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

Dia 14 de julho. Completam-se 227 anos da Queda da Bastilha, episódio que deflagrou a Revolução Francesa (infelizmente manchada pelo sangue dos guilhotinados), cujas origens remontam aos enciclopedistas, vanguardeiros do iluminismo. Relativo ao tema, selecionei apontamentos meus, ao longo do tempo, de palestras, programas de rádio, TV e de artigos publicados no Brasil e no exterior.

Não tenho pretensão de discutir aspectos históricos ― existem bons livros para isso ―, contudo extrair uma importante analogia sobre quanto ainda é forçoso trilhar a fim de que as populações da Terra deixem ruir de suas mentes e corações a pior de todas as bastilhas: a ignorância acerca da realidade gritante da vida após o fenômeno da morte. Fator decisivo para que a valorização do ser integral (corpo e Espírito) dite as regras dos governos das nações no Terceiro Milênio: Quando garoto, devia ter 9 para 10 anos, assisti com meu pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000), no Rio de Janeiro, a um filme sobre o 14 de Julho.

Nos séculos 17 e 18, o absolutismo monárquico atingira intensa projeção. Como geralmente acontece nas relações cotidianas, se afastadas do respeito ao Espírito Eterno do ser humano, houve por parte da monarquia francesa um descaso tremendo com as necessidades básicas do seu povo, cuja expressão mais grotesca seria a frase que teria sido proferida pela rainha Maria Antonieta (1755-1793), ao ser informada por um dos cortesões de que o barulho que a importunava vinha das massas famintas clamando por pão: “Por que não comem brioche?”

Tal contingência desumana tinha de desmoronar por força do curso inexorável da História. A população de Paris, em 14 de julho de 1789, desesperada, marchou contra a prisão, símbolo da tirania de que desejava livrar-se.

Abrir caminhos

Nesse filme há uma cena impressionante. Ela representa as pessoas que não temem abrir caminhos: o povo estava de um lado e aqueles que protegiam a Bastilha, do outro. Entretanto, os que ameaçavam invadi-la, com temor, não avançavam. De repente, um homem destacou-se do meio daquela multidão e atravessou a ponte que cobria o fosso, sendo abatido por uma descarga de tiros. Esse ato de coragem fez com que os demais o imitassem e, assim, conseguissem entrar na fortaleza. Parece perspectiva romântica de um momento trágico, porém retrata de modo irretocável uma verdade: há sempre alguém que se sacrifica pela mudança substancial do status quo. Não é preciso levar bala para que as transformações ocorram. Há outros choques que ferem mais os vanguardeiros, a exemplo da incompreensão, da inveja, do preconceito, da perseguição e do boicote.

Na sequência do longa-metragem, observamos a tomada da prisão, destruída de cima a baixo.

Existem aqueles que, tentando minimizar o fato histórico, apresentam uma argumentação frugal de que o famoso cárcere não mais tinha relevância naquele período, pois apenas uns poucos presos lá se encontravam.

Ora, o que o povo demoliu não só foi a construção de pedra; no entanto, o mais expressivo emblema, para ele, do absolutismo dinástico!

E a palavra dinastia pode, por extensão, significar muita coisa, uma vez que funciona tanto no feudalismo quanto na burguesia, no capitalismo e no próprio comunismo. Dinastia não implica somente a sucessão por sangue. Existe uma pior: a da ambição desmedida que arrasa o ser vivente, sob qualquer regime.

Uma nova civilização

Hoje se faz necessário pôr abaixo as bastilhas invisíveis, todavia, de consequências bem palpáveis: espirituais, morais, psicológicas, do sentimento.

Façamos florescer uma civilização nova a partir da postura mental e espiritual elevada de cada criatura. Já dizia o filósofo: “A fronteira mais difícil a ser transposta é a do cérebro humano”. O homem foi à Lua, mas ainda não conhece a si mesmo.

O Templo da Boa Vontade — aclamado pelo povo como uma das sete maravilhas de Brasília e que, segundo dados oficiais da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), é o monumento mais visitado da capital do país — convida as criaturas a essa epopeia de empreender uma viagem ao seu próprio interior. Feito isso, sair até mesmo da Via Láctea será facílimo: desde que descubramos o âmago celeste de nosso ser, pois, na verdade, para o Espírito, o espaço não existe.

Assegurou Jesus: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho, segundo Marcos, 9:23).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Não há nada mais valioso na Terra do que a existência humana. No planeta, somos os únicos seres conscientes da finitude física, embora prossigamos nossa jornada de aprendizado, no âmbito espiritual, após o fenômeno chamado morte. A partir do momento que valorizamos a vida desde o seu estágio físico, construímos, verdadeiramente, uma Sociedade Solidária Altruística Ecumênica.

A doação de sangue, aplaudível vereda que aproxima o ser humano de sua humanidade, é indispensável em favor de tantos que lutam para sobreviver.

No Brasil, em período de férias e feriados, justamente quando ocorrem mais acidentes de todo tipo, cresce a demanda por sangue e diminui o número de doadores. Um cálculo cujo saldo preocupa os hemocentros do país.


Déficit Nacional

Em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canal 196), a dra. Selma Soriano, médica hematologista e hemoterapeuta da Fundação Pró-Sangue de São Paulo, fez um apelo: “Que a população antes de tirar férias, de sair em viagem, faça a sua doação de sangue. Normalmente, a demanda de sangue em feriados aumenta em torno de 30%, e a doação cai em torno de 40%. Daí trabalharmos sempre com os estoques no limite. Desse modo, priorizamos o atendimento de urgência (...)”.

A transfusão de sangue é imprescindível não somente no socorro às vítimas de graves acidentes, de catástrofes como deslizamentos de terra, inundações etc. A dra. Selma explica: “Precisamos, e muito, de doações de sangue no tratamento de pacientes que estão em Unidade de Terapia Intensiva; para os que lutam contra o câncer que, às vezes, carecem de reposição de sangue; e para os pacientes de transplante de órgãos. No caso de doenças congênitas, temos a hemofilia. Isso sem falar nas cirurgias. Nas de grande porte, 60% delas necessitam de transfusão de sangue”.

Segundo o Ministério da Saúde, 3,7 milhões de pessoas doam sangue anualmente no Brasil. Está longe de ser o ideal, já que deveríamos ter cerca de 5,4 milhões de doadores. Para suprir esse déficit são feitas campanhas de apelo à sociedade. “Temos 1,8% da população brasileira que doa sangue, e a gente deveria estar entre 3% e 5%. Faltam componentes sanguíneos para algumas situações específicas”, revela a hematologista.


Minutos que salvam

Que essa ação caritativa se torne um hábito saudável e permanente, já que é algo que não exige sacrifício algum. “Entre a pessoa chegar a um banco de sangue e fazer a sua doação, ela permanece de 40 a 50 minutos no máximo. O ato em si, propriamente dito, leva apenas 7 minutos”, afirma a dra. Selma.

Inúmeros são os postos de coleta no Brasil. No site www.prosangue.sp.gov.br, você encontra vários deles e se informa quanto aos requisitos básicos para ser um doador de sangue.

Eis nosso contributo no esclarecimento geral a respeito desse importante assunto. Doar sangue, gesto que merece o devido apoio de todos, pode ser a própria salvação do ofertante amanhã.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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