NATAL PRESS

Fraternalmente saudamos a chegada ao Brasil do papa Francisco, reconhecido exemplo de humanidade. Ele vem para a Jornada Mundial da Juventude (Rio 2013). O jovem é o futuro no presente!

Ao ser eleito bispo de Roma, como gosta de ser citado, na sua nobre modéstia, o argentino Bergoglio escolheu o nome do poverello de Assis, Francisco, que, por sinal, é o patrono da Legião da Boa Vontade.

Portanto, é com satisfação que vemos nele propósito similar de vida do santo protetor da Natureza, na sua preocupação com os pobres. Com Jesus, o Cristo Ecumênico, aprendemos que o Amor Divino é a perfeita ordem que direciona a sociedade para tempos melhores, de respeito às diferentes culturas e etnias do planeta que nos abriga.

A perseverança dos jovens na militância do Bem só pode trazer benefícios às comunidades. Por isso, a recomendação evangélica de Jesus, o Profeta Divino — “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, João, 13:34 —, deve iluminar constantemente a agenda dos que vivem e trabalham pela Caridade — sinônimo de Amor — e pela Paz.

RENASCIMENTO DO ESPÍRITO DIVINO

E para saudar o Dia da Caridade, 19/7, em sua elevada abrangência, apresento-lhes alguns trechos de meu livro “Reflexões da Alma”, no qual afirmo que — a Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo é a mais diligente dialética, sempre realizadora e atual — por mais que passe o tempo —, porquanto fraterna e generosa. Fala ao coração, não somente ao cérebro, sustentando-os na “Paz que o mundo não lhes pode dar” (Evangelho segundo João, 14:27). Daí a capacidade de curá-los, tendo como ponto de partida a mente. Cuida do corpo humano em seu aspecto integral, proclamando-o como a morada do Espírito enquanto reencarnado. (...)

A Terra é um Educandário Divino onde se espraiam as nobres lições de Jesus, o Catedrático Celeste. A grande reforma dessa Universidade Sublime é superior ao Renascimento que se deu na Europa, anteriormente preparado pelos muçulmanos, que foram, na Antiguidade histórica, buscar a sabedoria esquecida dos gregos. No Ocidente, surgiram figuras luminares, a exemplo de Da Vinci, Michelangelo, Cellini, Raffaello, Giovanni Picco della Mirandola, Pietro Pomponazzi. Esses, entre outros, entraram na História como ilustres destaques do Renascimento, movimento artístico, literário e científico (do qual Galileu Galilei é expoente), que floresceu no Velho Continente durante o período que corresponde à Baixa Idade Média e o início da Era Moderna, do século 14 ao 16. O Universalismo, uma das principais características da época renascentista, considera que o indivíduo deve desenvolver todas as áreas do conhecimento.

Mas a consciência que há de brilhar no mundo é muito mais que isso! É a nova Ressurreição do Cristo e de todos aqueles que se comprazem no verdadeiro Bem que de Deus desce a este orbe. Trata-se do definitivo Renascimento do Espírito Divino, a beneficiar cada criatura e toda a sociedade ansiosa de Luz, mesmo quando não o percebam.

Depositemos nossa Fé Realizante no Poder Celestial, na vida e no progresso. Enfim, mantenhamos o ânimo, confiando na habilidade do ser humano e de seu Espírito Eterno. Com respeito e esperança devemos motivá-lo. Batalhemos, pois, de forma incessante — como propunha Alziro Zarur (1914-1979), no seu “Poema da Amizade” — para, “mesmo assim de rastros, tentar trazer o paraíso à Terra”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Recentemente, em Brasília, foram lançadas a 8ª edição de “Fundações, Associações e Entidades de Interesse Social”, do dr. José Eduardo Sabo Paes, procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios; e a 3ª edição de “Fundações Privadas — Doutrina e Prática”, do dr. Airton Grazzioli e do dr. Edson José Rafael, ambos do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

Destaquei, da obra do dr. José Eduardo, um trecho que sinaliza a relevância de seu conteúdo. Vem ao encontro do espírito de solidariedade que defendo como estratégia de sobrevivência para povos e nações: “A vida, cada vez mais complexa, faz com que seja necessária a conjugação de esforços de vários indivíduos para a consecução de objetivos comuns. Isso porque o homem não encontra em si forças e recursos suficientes para desenvolver sozinho todas as atividades que almeja e assim suprir todas as suas necessidades e as da comunidade em que se insere”.

“Fundações Privadas — Doutrina e Prática” evidencia a mesma cultura: “O Terceiro Setor recebe várias denominações, sendo as mais corriqueiras: Setor Solidário, Setor Social, Setor Coletivo e Setor Independente. A despeito de qualquer denominação usada para esse segmento social, a importância está no seu crescimento, mormente nos países menos desenvolvidos, para propiciar o progresso social das camadas mais carentes da nação. É, por excelência, um setor solidário, já que se une para velar por muitos, de tal forma que o individual dá lugar ao coletivo”.

Agradeço aos autores pelas honrosas dedicatórias que me encaminharam em seus livros:

“Ao dr. José de Paiva Netto, digno presidente da LBV, o exemplo de dedicação às causas sociais, ofereço os novos estudos no âmbito do terceiro setor. Com apreço do José Eduardo Sabo Paes”.

“Ofereço o presente estudo ao digníssimo presidente da LBV, com profundo apreço e admiração pelo trabalho social desenvolvido em benefício da sociedade civil e especialmente da parcela de pessoas que necessitam de oportunidades. Com o meu fraternal abraço, Airton Grazzioli”.

Grato ainda ao dr. Francisco Caputo, ex-presidente da OAB-DF, que, na ocasião, enviou votos de sucesso à LBV, ressaltando seu “alcance extraordinário e com uma gestão modular. O que a LBV propicia à nossa sociedade é invejável e digno de muitos aplausos”.

RÁDIO E TV ONU

No dia 3/7, com transmissão ao vivo pela Rádio e TV ONU para o mundo, a LBV abriu os pronunciamentos da sociedade civil na Reunião de Alto Nível do Conselho Econômico e Social (Ecosoc), no Escritório da ONU em Genebra, Suíça. Seu representante nas Nações Unidas, Danilo Parmegiani, ao falar do trabalho da Instituição, apresentou a todos a revista “Boa Vontade Desenvolvimento Sustentável”. Para acessar o periódico, baixe aplicativo gratuito: www.boavontade.com/revista-digital.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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O dia 13 de julho marca a promulgação, em 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente. O artigo 4º das Disposições Preliminares explicita que “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.

Volto ao tema, pois a observância do Estatuto visa impedir atos brutais, horrendos, a exemplo do que há poucos dias ocorreu contra o menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos. Cruelmente assassinado durante um assalto em São Paulo, ele completaria 6 anos no último sábado. É preocupante, ultrajante a violência que a cada dia faz novas vítimas no país, multiplicando dramas humanos, sociais e espirituais.

Pedimos a Deus que ampare a Alma desse nosso pequenino irmão sul-americano e enviamos condolências aos seus pais, Yanarico Quiuchaca e Veronica Capcha Mamani.

EDUCAR CONTRA AS DROGAS

Com o objetivo de esclarecer a juventude, protegendo-a das drogas, promovemos em 19/6, no ParlaMundi da LBV, em Brasília, o Encontro Ecumênico “Viver é melhor! — Um brado de Amor à Vida”.

O evento, que celebrou ainda o Dia Internacional da Luta contra o Uso e o Tráfico de Drogas (26/6), contou com ilustres palestrantes: dra. Cejana Passos, diretora de Projetos Estratégicos e Assuntos Internacionais, representando a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad); Alex Reinecke de Alverga, assessor da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; Fabian Penyy Nacer, consultor e palestrante sobre tratamento e prevenção das drogas e do álcool; cabo Fábio Wisner Borges Sales, do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) do Distrito Federal; Olegário Versiani, da Federação Espírita Brasileira (FEB); e Émerson Damásio, diretor administrativo da Religião de Deus.

A dra. Cejana Passos, ressaltando a importância dessa conversa com os adolescentes, disse que “os jovens serão a força do trabalho, da cidadania brasileira (...). A gente tem a possibilidade de trocar ideias positivas sobre o futuro como cidadão”.

Ao agradecer à Religião de Deus o convite para o encontro e aos alunos pela presença, o cabo Fábio Wisner comentou: “Na apresentação, abordei mais sobre a questão do álcool, porque muitos pensam que drogas são somente maconha, crack, cocaína, mas se esquecem, às vezes, de relacionar a bebida alcoólica. Na minha opinião é a droga mais perigosa, devido à sua aceitação social, ao seu fácil acesso. Às vezes, a gente encontra até dentro de casa”.

A professora Silvana Cechini, do Centro de Ensino Fundamental da 214, na Asa Sul, ficou empolgada com as palestras educativas: “Um evento como esse desperta no jovem o viver com paz, harmonia, escolhas boas, (...) para que tenha um futuro melhor, uma vida mais digna e de paz”. E observamos na palavra do estudante Vitor Rodrigues de Oliveira, 14 anos, que o esforço dos que colaboraram com a iniciativa valeu a pena: “Estou aprendendo muita coisa, mas primeiramente como a droga pode mudar a sua vida e levá-lo para o caminho do mal. Está sendo um alerta para visualizarmos o melhor para as nossas decisões”.

Por fim, formou-se uma Corrente Ecumênica de Prece em prol da prevenção e da superação dos vícios com uma cultura de saúde e paz para todos.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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No Escritório da ONU em Genebra, Suíça, de 1º a 4 de julho, a LBV participa da Reunião de Alto Nível do Conselho Econômico e Social (Ecosoc), do qual é parceira desde 1999, com status consultivo geral.

Preparei um documento, publicado na revista “Boa Vontade Desenvolvimento Sustentável”, para saudar os operosos signatários dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, chefes de Estado e de Governo, representantes das agências internacionais, do setor privado e da sociedade civil. Em sua abertura, ressalto que, juntos, estamos em mais esse esforço — trazendo a nossa humilde contribuição e apoio — em favor de um futuro melhor, no qual todos tenham acesso a uma existência merecidamente digna e igualitária em deveres e direitos. Passos importantes foram empreendidos e conquistados, porém, resta muito a fazer para que possamos vivenciar a cidadania concedida a nós pela vida em comunidade, comunidade solidária global, a qual costumo dar o nome de Cidadania Ecumênica. E a nossa ferramenta para erigir o Cidadão Ecumênico é algo de que não podemos abrir mão: o espírito universalista, cujo instrumental é a Solidariedade, iluminando mentes e sentimentos. O Cidadão Ecumênico é aquele que não perde tempo conflitando intolerantemente com os demais — porque estes não têm o mesmo pensamento social, político, religioso, ou não pertencem à mesma cultura ou etnia —, mas que junta forças para diminuir a avassaladora carência que afeta comunidades, multidões ou uma única pessoa. (...)

A pauta este ano debaterá “Ciência, Tecnologia e Inovação, e o potencial da cultura na promoção do desenvolvimento sustentável”.

PAZ E ENTENDIMENTO ENTRE OS POVOS

Ainda me dirigindo aos que se reúnem na ONU, em Genebra, comentei que sempre defendi e fiz constar em artigos, na imprensa e na internet: não há limites para a solidária expansão do Capital de Deus: o ser humano com o seu Espírito Eterno.

Portanto, a melhor tecnologia a ser desenvolvida nestes tempos de globalização desenfreada é a do conhecimento de nós mesmos. É superior a qualquer descoberta tecnológica, pois tem o poder de impedir que o indivíduo (informatizado ou não) caia de vez no sofrimento por ter desabado na barbárie mais completa.

Sem o sentido de Fraternidade Ecumênica, acabaríamos com o planeta, mantendo nossos cérebros brilhantes, mas os corações opacos. A almejada reforma da sociedade não virá em sua plenitude se o Espírito do cidadão (ou cidadã) não for levado em alta conta. (...) O mundo precisa de progresso, sim e sempre, que lhe dê pão e estudo; todavia, necessita igualmente do indispensável alimento do Amor e, por conseguinte, do respeito.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Na obra “Reflexões da Alma” (2003), escrevi que — em um mundo que se globaliza, tantas vezes esmagando tradições respeitáveis, é prudente não desconsiderar o pluralismo que existe em cada povo, até mesmo em pequenas tribos, enquanto labutamos em favor do espírito solidário, altruístico, preconizado pelo Ecumenismo Irrestrito, que é Boa Vontade em marcha. Isto é, a vontade decidida, generosa; universal vontade de viver em paz, como, por muitos anos, pregou o escritor e poeta brasileiro Alziro Zarur (1914-1979). O autor do “Poema do Deus Divino” lançou, já na década de 1940, a Cruzada de Religiões Irmanadas, sob a invocação de um Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz. O espírito de Fraternidade entre os religiosos deve servir de exemplo aos demais. (...)

O Ecumenismo nos eleva à procura de soluções globais, dentro do espírito universal de Fraternidade, pregada por grandes pensadores e inspirados líderes de religiões. Ela é o “fio de Ariadne”, que, seguramente nos conduzindo pelos caminhos escuros e tortuosos das cavernas do Minotauro, pode levar-nos à esplendorosa claridade do Sol, livrando-nos das trevas dos ódios sectários. (...)

O estágio de fragilidade moral do mundo é tão avançado, apesar dos progressos atingidos, que, para acabar com a violência, só existe uma medicina forte: a da escalada da Fraternidade Solidária, aliada à Justiça, na Educação. Por isso, ecumenicamente espiritualizar o ensino é um poderoso antídoto contra a agressividade. Por falar na “Senhora de Olhos Vendados”, aqui um ilustrativo pensamento do ensaísta francês Luc de Clapiers, Marquês de Vauvenargues (1715-1747): “Não pode ser justo quem não é humano”.Por conseguinte, também não pode ser feliz.

Haverá um dia em que as armas terão, por fim, suas sinistras vozes caladas. Ainda no terceiro milênio, mesmo que demore, os seres humanos entenderão que a essência do poder não se encontra propriamente neles, mas, sim, no espírito de Solidariedade, que a todos deve irmanar. Resta muito por fazer. Portanto, mãos à obra! O tempo não se detém para esperar pelos humores de quem quer que seja.

CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO

Com o tema “A Arte na arte de educar: uma visão além do intelecto”, a LBV realiza em São Paulo/SP, nos dias 26, 27 e 28 de junho, a 12ª edição de seu Congresso Internacional de Educação.

Propondo qualidade pedagógica aliada à Espiritualidade Ecumênica, o encontro promove palestras e oficinas educativas que colaborem na formação continuada de professores, graduandos, pesquisadores, profissionais da área e segmentos afins.

A pauta das conferências neste ano contempla: palestra inaugural do evento — Mario Sergio Cortella, doutor em Educação, filósofo e escritor; “O que é interdisciplinaridade?” — Claudio Picollo, doutor em Educação; “A arte e a percepção na Educação” — Nádia Conceição Lauriti, mestre em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa; “Resiliência na sala de aula” — Ricardo Piovan, administrador de empresas com formação em técnicas de Expansão de Consciência; “A experiência estética como caminho para a semeadura do entusiasmo pelo conhecimento” — Lisie De Lucca, mestre em Educação; “Acessibilidade, uma nova perspectiva de inclusão” — Eduardo Natali, pós-graduado em Deficiência Auditiva/Libras e em Educação Especial/Inclusiva; “A prática da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico” — Suelí Periotto, mestre em Educação, e Paula Suelí, historiadora.

Inscrições pelo site www.lbv.org/congressodeeducacao.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
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Em entrevista à jornalista portuguesa Ana Serra, comentei que — a acepção de Fraternidade e Espiritualidade Ecumênica coloca-nos em sadio contato íntimo com nós mesmos e com o Criador do Universo e Suas criaturas, que constituem o mais perfeito altar onde devemos adorá-Lo, conforme destaquei, em 5/11/1983, no discurso de lançamento da pedra fundamental da sede da Legião da Boa Vontade, em São Paulo/SP, Brasil, durante o 8o Congresso dos Noivos e Casais Legionários. Na obra “Ao Coração de Deus — Coletânea Ecumênica de Orações” (1990), afirmei: Quando se ora, a Alma respira, fertilizando a existência humana. Fazer prece é essencial para desanuviar o horizonte do coração. E isso se encontra ao alcance de todos, porquanto possuímos a inata capacidade de meditar para escolher o caminho adequado e resolver transtornos que se iniciam no Espírito e, depois, se manifestam no corpo humano, muita vez em forma de doença, e, no campo social.

Escrevi em “Reflexões da Alma” que quem, religioso ou ateu, souber usufruir do silêncio de alma fará brotar, de dentro de si, todas as riquezas que o mundo não lhe pode oferecer, a começar pela paz de espírito, que Deus nos prometeu e que ninguém, além Dele, nos pode integralmente proporcionar, porque nem na sua totalidade ainda a conhecemos: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Evangelho de Jesus segundo João, 14:27; e Mateus, 28:20). Não há um pensador sério, guardadas as exceções de praxe, que não necessite entrar, mesmo que vez por outra, no ambiente inspirador da reflexão, dando-lhe este ou aquele nome. E isso não favorece apenas a quietude psíquica, mas igualmente a serenidade somática.

IDEIA CUJA HORA CHEGOU

Em “Somos todos Profetas” (1991), digo: Estamos corpo, mas somos Espírito. A nação que compreender e administrar essa Verdade empolgará e governará o mundo no transcorrer do terceiro milênio. E, se alguém julgar tal raciocínio um delírio, apresento-lhe este aforismo do genial Victor Hugo (1802-1885): “Aqueles que hoje afirmam que uma coisa é impossível de ser concretizada tacitamente se colocam do lado dos que vão perder”.

Bem a propósito, o filósofo e sociólogo italiano Pietro Ubaldi (1886-1972), correspondente de Einstein e grande admirador da Legião da Boa Vontade — que definiu como “um movimento novo na História da Humanidade. Coloca o Brasil na vanguarda do mundo”—, numa de suas conferências, lembrou-se deste outro apontamento do gigante de Besançon: “Há uma coisa mais poderosa que todos os exércitos: é uma ideia cujo tempo tenha chegado”.

Hoje, até a ciência já considera que a espiritualidade pode reduzir o risco de doenças tidas como graves ou incuráveis. Em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação, em 2009, acerca do tema, declarou o pesquisador, professor e psicobiólogo Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): “Atualmente já temos diversos relatos na ciência de que uma pessoa que exercita o bom pensar, a felicidade, todos os bons sentimentos, tem um potencial de defesa do corpo muito maior do que uma pessoa pessimista. (...) Uma pessoa otimista, quando vai ser vacinada, desenvolve anticorpos com uma rapidez muito maior do que a pessimista. E tem muito mais chances de atravessar um processo de adoecimento crônico em relação a uma pessoa pessimista”.

Portanto, Espírito saudável é medicina preventiva para o corpo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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O Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão, 4/6, instituído pelas Nações Unidas em 19 de agosto de 1982, teve inicialmente o propósito de chamar a atenção para o drama dos milhares de pequeninos que sofrem os efeitos da guerra, muita vez perdendo suas vidas.

Os cidadãos de bem, em toda parte, não podem ficar surdos aos gritos de dor desses inocentes. Trata-se de patrimônio humano, garantia de futuro — que desejamos mais feliz — da civilização.

Mas o despertar da sociedade deve abranger igualmente as crianças que padecem de agressão nos próprios lares, nas escolas, nas ruas, mesmo em países não considerados campos de guerra declarada.

O psicólogo dr. Pedro Lagatta, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP), em entrevista ao programa “Viver é Melhor”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), expôs aos telespectadores várias faces da violência que acomete as crianças, sejam elas físicas ou emocionais; incluídos aí o execrável abuso sexual e o perverso bullying. Tudo isso com consequências dolorosas e duradouras.

Trago-lhes hoje esclarecimento importante do dr. Lagatta, em que ele procura estabelecer um diferencial em torno da polêmica e famosa palmada, ainda em uso por muitos pais na educação dos filhos. “Palmada é um termo bem ruim; é um eufemismo que tenta de alguma maneira esconder o que acontece realmente nas casas. Quando a gente fala que as crianças apanham de chinelo e objetos duros, o que acontece é um sistemático espancamento. Palmada parece que os pais só vão lá e dão umas palmadinhas para fazer a criança parar de chorar, mas muitas vezes não se trata disso, se trata da autorização para a violência, uma violência séria”.

O tema merece de pais e educadores vigilância constante quanto aos limites que devem ser absolutamente respeitados. Corrigir não significa agredir. É o que defende a Pedagogia do Afeto, que desenvolvemos nas escolas da LBV.

A sabedoria popular ilustra bem ao comparar as crianças com a argila, pronta para ser moldada. Ora, os melhores jarros, as mais belas cerâmicas carecem de cuidados específicos em sua confecção. Se o oleiro não souber unir disciplina e carinho, o trabalho apresentará defeitos indesejáveis.

ROBERTO CIVITA

No dia 26/5, voltou à Pátria Espiritual o dr. Roberto Civita, aos 76 anos. Diretor editorial e presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril, ele tinha a Educação em alta conta.

Em setembro de 1998, quando a revista “Veja” completava 30 anos, falando à Legião da Boa Vontade, declarou: “Meu pai achava, e eu e todos os que pensam no assunto, que é a coisa mais importante, a primeira de todas, melhorar o nível educacional brasileiro”. E acrescentou: “Parabéns pelo lindo trabalho! Muito obrigado pelos votos de aniversário. Espero revê-los aqui nos 40 e nos 50 anos de ‘Veja’”.

À sua família, as nossas condolências, com especiais votos de paz à esposa, Maria Antonia Magalhães Civita, e aos filhos Giancarlo, Victor e Roberta.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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No livro “É urgente reeducar!”, escrevi:

O Ecumenismo da Fraternidade será a razão de ser das criaturas humanas no transcurso do Terceiro Milênio. É uma questão de progresso (e de sobrevivência), no qual, de certa forma, acreditou boa parte de gerações e gerações que nos antecederam. Se assim não cressem e não agissem, onde estaríamos hoje? Talvez na era da pedra lascada!...

O Amor não é degradação de corpos nem de mentes, e sim a Força de Deus, da Sabedoria Suprema em nós, ou lá como pensem os Irmãos ateus acerca dos assuntos mais elevados. Amar é um ato de coragem. Foi o exemplo que nos ofereceu Jesus. É a Política mais inteligente que um indivíduo pode conceber. Ela contempla ainda o correto entendimento do axioma de Confúcio (551-479 a.C.): “Paga-se a Bondade com a Bondade, e o mal com a Justiça”. Ou seja, é imperioso ter bom senso.

Conforme ressaltei ao meu velho amigo jornalista Paulo Parisi, em 1981, instruir com acerto é boa Política, porque educar e espiritualizar redime as criaturas, as nações, a Natureza, o planeta. Não podemos progredir destruindo o mundo, a nossa casa coletiva, por efeito de ignorância não apenas intelectual, como também, e principalmente, moral e espiritual.

Trata-se de Política excelente. A providência de educar, reeducar, instruir, espiritualizar no caminho da Paz, resultante da confraternidade das numerosas culturas que compõem a civilização que, em si mesma, é una, planetária. (E não esqueçamos jamais que a nossa existência não é unicamente física, porquanto começa no Céu, ou Mundo Espiritual, antes de sermos carne.) Do contrário, o que poderá vir a abater-se sobre a Terra será o doloroso inverso do Amor, a exemplo desse ecocídio que provocamos por aí. Pois, na verdade, já que fazemos indissociável parte do esquema planetário de sobrevivência, estamos então cuidando, com contumácia, de nossa automatança coletiva.

Talvez, ao descrever “A Grande Tribulação” (Evangelho segundo Mateus, 24:3 a 28; Marcos, 13:3 a 23; e Lucas, 21:7 a 24), Jesus esteja narrando a consequência desse esforço humano colérico. Diante disso, é flagrantemente necessário espiritualizar, dentro do Ecumenismo dos Corações, as pessoas. Somente assim, e com perseverança, os diversos segmentos da sociedade passarão a viver em harmonia, demore o tempo que for preciso até que isso venha a ocorrer. Cabe aqui, perfeitamente, este raciocínio profundo de Abraão Lincoln (1809-1865), que se encontrava exposto no gabinete de Alziro Zarur, na antiga Rádio Mundial, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil, naquele tempo, de 1956 a 1966, a Emissora da Boa Vontade: “O homem que se decide a parar até que as coisas melhorem verificará, mais tarde, que aquele que não parou e colaborou com o tempo estará tão adiante que jamais poderá ser alcançado”.

Costumo afirmar em minhas palestras que, se é difícil, comecemos já, ontem!, porque resta muito a ser feito.

E quando digo seres espiritualizados, quero reiterar: revestidos do Amor Fraterno, que a Humanidade precisa viver, também politicamente, com urgência. Como escreveu José Bonifácio (1763-1838), o patriarca da Independência brasileira: “A sã Política é filha da Moral e da Razão”.

Assim é a ação religiosa e política do Ecumenismo dos Corações, aquele que levanta o caído; que não se precipita ante as ilusões das contendas filosóficas, quando estas ocorrem apenas pelo prazer de discutir assuntos, sem levar em conta o que padece à beira do caminho. Ele não se influencia pelas lucubrações do intelecto quando arrogante. Pelo contrário. Ilumina-o incansavelmente toda vez que é convocado a manifestar sua qualidade excelsa. Desconhece os ódios, isto é, não os vive nem os dissemina. É Amor Fraterno, que promove a Estratégia da Sobrevivência, que espiritualiza a Economia e a disciplina. (...) É o Ecumenismo Irrestrito.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Em uma palestra que proferi de improviso no Rio de Janeiro/RJ, em 5 de julho de 1991, asseverei que a Fé é o combustível das boas obras; portanto, do trabalho. Tantos anos se passaram, e essa frase continua cumprindo o papel de fortalecer os corações. É como a prece. Ela é necessária a todo instante, porque a Alma, assim como o corpo, necessita de alimento. O que sustenta o Espírito é justamente a oração. O Amor que vem de Deus é resultado de nossa permanente sintonia com o Pai Celestial. Mas é preciso não esmorecer ante as intempéries da existência. É de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, este incentivo basilar: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Evangelho segundo Mateus, 10:22).

ORAÇÃO DO TRABALHADOR

No ensejo do Dia do Trabalhador, comemorado em primeiro de maio, dedico aos operários da Terra e do Céu da Terra — já que os mortos não morrem — a “Oração do Trabalhador”, de autoria do nobre médico dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), Espírito, por intermédio da sensitiva Maria Cecília Paiva, constante do livro “Veleiro de Luz”:

“Senhor, nossos corações reunidos aos corações que oram e trabalham em Teu Nome entoam o cântico de amor e de felicidade que nos invade a Alma.

“Humildes trabalhadores de Tua Seara, somos ainda os pequeninos aprendizes do Teu Evangelho que nos esclarece para a longa jornada do infinito.

“Louvamos a Tua Grandeza que estende mãos generosas à nossa debilidade, amparando-nos para que possamos exercer o Divino Mandato que nos confiaste.

“Nós Te louvamos o nome sagrado que imprime em nossas vidas a força necessária para empunharmos a enxada do trabalhador consciente de sua responsabilidade.

“Nós Te agradecemos as bênçãos generosas que deixas em nossos caminhos como frutos sazonados do Teu Amor, ofertando-nos vitalidade maior.

“Nós Te suplicamos, Senhor, que não nos deixes viver ao som das trombetas da vaidade, ou ao som dos elogios fáceis.

“Sabemos, Divino Mestre, quão pequenos e frágeis somos e quão necessárias são as Tuas Bênçãos para o nosso fortalecimento.

“Reergue-nos, Senhor, quando fraquejarmos.

“Inspira-nos nos momentos difíceis.

“Ampara-nos hoje e sempre.

“Que os dias de trabalho que Te ofertamos sejam iluminados pelas Auras de Teus Anjos, a fim de que aqueles que se aproximarem de nós recebam a gota de orvalho que balsamiza e cura.

“Não nos deixes entregues ao orgulho que ainda vive em nosso íntimo e permite que, humildes trabalhadores de hoje, possamos prosseguir sempre, rumo aos mais altos planos, amando-Te e servindo sempre em Teu Nome.

“Anjo de Deus, envolve-nos na Tua Luz, e, estrada afora, cantaremos glórias ao Teu Nome para sempre!”.

Belíssima oração! Faz bem à Alma. Espiritualidade Ecumênica é para isso: fazer bem ao nosso Espírito. Portanto, muito oportuna esta palavra do meu saudoso amigo ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL) Austregésilo de Athayde (1898-1993): “A verdadeira religião ensina, orienta, edifica, porém não ameaça. A infinita bondade de Deus não pode ser clava mortal para os pecadores”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Diante das mais variadas situações, em que a dor e o sofrimento chegam, muitas vezes sem avisar, é imprescindível o gesto solidário das criaturas em prestar socorro material ao seu próximo. E, ao lado desse apoio imediato, é preciso alimentar a força da esperança e da Fé Realizante, que movem o ser humano a se manter sob a proteção do Pai Celestial e o estimulam a arregaçar as mangas e concretizar suas mais justas súplicas.

Nos desafios da existência, recordemos sempre a palavra de conforto e ânimo renovado de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, constante do Seu Evangelho segundo Mateus, 8:23 a 27; Marcos, 4:35 a 41; e Lucas, 8:22 a 25. A seguir, o texto da Boa Nova unificado por Wantuil de Freitas:

“Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus tomou uma barca, acompanhado pelos Seus discípulos; e eis que se levantou no mar tão grande tempestade de vento que as ondas cobriam a barca, enquanto Jesus dormia na popa, sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram aos brados, dizendo: ‘Salva-nos, Senhor Jesus, nós vamos morrer!’. E Jesus lhes respondeu: ‘Por que temeis, homens de pequena fé?’. Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e se fez grande bonança. Aterrados e cheios de admiração, os discípulos diziam uns aos outros: ‘Afinal, quem é Este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?’”.

ENFRENTAR E VENCER AS TORMENTAS

O que tem sido a vida humana senão o atravessar de procelas que devemos vencer, não fugindo delas? Vejamos o exemplo na própria náutica. Quando há uma tempestade com vagalhões, o comandante embica a proa do navio na direção das vagas, se ele não pôde fugir da tormenta e é surpreendido por ela. Não vira para o lado, não dá às vagas bombordo nem estibordo. Do contrário, a embarcação corre grave perigo de adernar e até afundar. Assim cada um de nós tem de ser. Enfrentar as tormentas do cotidiano com o potente navio que o Excelso Navegador nos oferece, que é nosso corpo, mesmo quando enfermo. Encarar a tempestade e vencê-la, derrubadas as ilusões da vida. Porque aí é possível sonhar com um mundo melhor. Iludirmo-nos é que não podemos, de maneira alguma. E, quando o temporal estiver mais forte, a ponto de pensarmos que soçobraremos — ou, o que é pior, acharmos que o Comandante Celeste está dormindo — tenhamos a certeza de que o Divino Timoneiro não dorme. Jesus encontra-se sempre alerta, pronto a orientar a Sua tripulação, indicando-lhe novas viagens pelo planeta inteiro, desde que cada um mostre a sua capacidade e perseverança.

“Por que temeis, homens de pequena fé?”. Assimilemos o quanto antes essa repreensão justa de nosso Mestre, pois, de qualquer forma, Ele vai erguer-se, repreender os ventos e o mar, e far-se-á paz nos corações.

Quem confia em Jesus não perde o seu tempo, porque Ele é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho. Urge aprendermos nestas horas, e isto irá se expandindo em todos os atos dos nossos dias, na Terra e no Céu da Terra, a sublimar inicialmente os dilúvios interiores. Ao amainar esses, as nuvens também se vão e o Sol da Caridade, que é Jesus, nos aquece a Alma.

Tudo neste mundo pode ficar fora do controle dos homens, mas nada escapa ao comando de Deus. Portanto, quanto mais perto Dele, mais longe dos problemas.

WALCYR CARRASCO

Um sonho do autor enquanto repousava durante viagem realizada à África. Assim nasceu a nova obra do ilustre escritor Walcyr Carrasco, renomado por suas peças teatrais e novelas de grande repercussão.

“Juntos para sempre” é o título lançado no último 3 de abril, quarta-feira, no Rio de Janeiro.

Com satisfação, recebi um exemplar autografado: “Paiva Netto, parabéns pelo seu trabalho! É iluminado por Deus! Abração. Walcyr Carrasco”.

Grato, estimado Walcyr, pelas palavras fraternas. Lerei o livro com atenção.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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