NATAL PRESS

Numa homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, e à memória do valente Zumbi, apresento trecho de artigo que preparei para a Folha de S.Paulo em 15/5/1988. Nele enfatizo a necessária prática do Ecumenismo entre as mais variadas etnias:

Zumbi deu o brado que nenhum Domingos Jorge Velho poderia abafar: Liberdade! Dignidade! Somos seres humanos!

Morreu-lhe o corpo. Mas a Alma — quem conseguirá matá-la? — permanece... e se multiplica nas palavras e atos de um Patrocínio, Joaquim Serra, Luís Gama, Salvador de Mendonça, André Rebouças, Castro Alves, Joaquim Nabuco e de tantos outros negros, brancos, mestiços. Se ainda não há democracia étnica dentro de nossas fronteiras — embora o Brasil seja um povo de etnias mescladas, para cuja sobrevivência é essencial estar plenamente legitimada e vivida a sua brilhante mestiçagem —, é porque o espírito de senzala continua grassando. Contudo, é justamente na natureza miscigenada que consiste a sua força.

Voltando ao quadro atual, a situação está mudando. E de onde menos se espera, assistimos à reeleição do primeiro presidente afro-americano da história dos EUA, o dr. Barack Obama. Um grande avanço!

TODA A HUMANIDADE É MESTIÇA

Em “Crônicas e Entrevistas” (Editora Elevação, 2000), prossigo defendendo a tese de que toda a Humanidade é, desde os tempos iniciais da monera, uma mescla sem-fim, tornando-se, portanto, sem propósito, qualquer tipo de discriminação, principalmente, no que diz respeito à cor da pele. A inevitável miscigenação humana constitui fato de proporções globais. Vários estudiosos afirmam que, cada vez mais, diminui no mundo o conceito de linhagem pura. Um exemplo dessa constatação vem dos Estados Unidos da América, que criaram um item no seu censo para contemplar os mestiços, que compõem significativa parcela da população norte-americana.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Na felicidade ou na dor, o ser humano jamais está sozinho. Sabendo ou não, crendo ou não crendo, tem Deus por si. No deserto ou nos vergéis, na montanha ou nos vales, na cidade ou nos campos, se, reverente, contemplar o Alto, verá a multidão de estrelas, carregando em seu bojo bilhões de bilhões de vidas.

Com a mesma Fé Realizante que me levou a escrever essas palavras, depois publicadas em meu livro “Como vencer o sofrimento” (1990), gostaria de transmitir fraterna solidariedade ao povo do arquipélago das Filipinas, na Ásia. Nossos Irmãos em Humanidade terrivelmente padecem das consequências da passagem do supertufão Haiyan, na última sexta-feira, 8/11. Atingindo ventos de mais de 300 km/h, a tormenta, considerada uma das maiores já registradas em terra firme, devastou algumas regiões do país. Não é possível ainda precisar o número exato de vítimas. As autoridades estimam em milhares de mortos e desaparecidos.

CARIDADE, FERRAMENTA DE RECONSTRUÇÃO
Especialistas do comportamento humano concordam que, em situações semelhantes, quando a dor nos surpreende de maneira tão cruel, a superação requer postura de coragem. Deixar de lado sentimentos de angústia e revolta é igualmente indispensável.
Aos que acreditam em um poder superior, na Eternidade, essa provação é mais prontamente aceita e realizada. Contudo, mesmo os céticos podem encontrar energia construtiva para dar novo sentido às suas existências. Temos, por exemplo, a caridade, o auxílio ao próximo, como emblemática ferramenta de reconstrução (...).
Nos corações que ficam, a ausência repentina dos que voltaram à Grande Pátria da Verdade é amenizada pela certeza de que o Criador proporciona renovada condição de vida a seus entes queridos, pois os mortos não morrem. E, onde estiverem, necessitam dessa compreensão dos que permanecem na Terra. Consideremos a possibilidade de vida atuante em outras dimensões. O Mundo Espiritual não é uma abstração.

Todos nós, seres humanos e espirituais, somos sempre convocados ao entendimento das realidades mais profundas, a fim de suportar e superar os desafios diários.

SENADOR PEDRO SIMON

Presente na 59ª Feira Internacional do Livro de Porto Alegre, o senador Pedro Simon lançou, na quinta-feira, 7/11, “Fé e Política — de Pedro a Francisco”. Conjuntura nacional, relações entre fé e política, educação são temas desenvolvidos pelo autor.

Grato ao nosso ilustre amigo pela dedicatória que me enviou: “Ao meu grande irmão Paiva Netto, um abraço e as felicitações por toda a sua Obra feita a favor do Bem e da Paz”.


José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
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A Vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena.

De vez em quando, surge alguém a falar sobre o suicídio, como se ele fosse uma glória, a do desaparecimento das dores e das perturbações da vida.
No entanto, isso é um grande engano, no qual ninguém deve precipitar-se, porquanto todo aquele que procurar no fim da existência humana o esquecimento de tudo encontrará o supremo despertar da inteligência flagrada em delito, porque, buscando o fim, achará vida e suas cobranças a respeito do que o suicida terá feito com ela.

A morte não é o término da existência humana. Como dizia o saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979), “ela não existe em nenhum ponto do Universo”.

Realmente, porque nem o cadáver está morto. Ao desfazer-se, libera bilhões de formas minúsculas que vão gerar outras maneiras de existir.
Você não acredita? Tem todo o direito. Mas se for verídico?! Premie-se, minha amiga, meu amigo, com o direito à dúvida, base do discurso científico, que, na perquirição incessante, continua rasgando estradas novas para a Humanidade.

Pense no fato de que, se o que afirmamos aqui for realidade, Você encontrar-se-á, após um pseudoato libertário (o suicídio), terrivelmente agrilhoado (ou agrilhoada). Achar-se-á em uma situação para a qual, de jeito algum, estava preparado, ou preparada. Para quem apelar se, de início, afastou de si todos os entes queridos e alegrias que teimava em não ver?! Naquele momento, tardiamente, gostaria de voltar a enxergá-los. E, somente à custa de muitas orações, que Você, talvez, jamais, ou raras vezes, tenha proferido na Terra, perceberá, num gesto de humildade, uma luz que se lhe acendam nas trevas. Apenas desse modo poderá reencetar, depois de muitas dores, cobradas por seu próprio Espírito, uma caminhada que se terá tornado mais áspera.

Como se diz aqui, na Religião Divina, “o suicídio não resolve as angústias de ninguém”; portanto, nem as suas.
Meu Irmão, minha Irmã, a Vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena. Por pior que seja a escuridão da noite, o Sol nascerá, trazendo claridade aos corações.
Ainda mais, se passarmos os olhos pelo redor do nosso dia a dia, veremos que existem aqueles, seres humanos e até mesmo animais, em situação mais dolorosa, precisando que lhes seja estendida mão amiga. Não devemos perder a oportunidade de ajudar. Àquele que auxilia não faltará nunca o amparo bendito que lhe possa curar as feridas.
Viver é melhor.

Não há morte em nenhum ponto do Universo

Fui buscar no primeiro volume da coleção, de minha autoria, Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, o seguinte trecho, por bem apropriado:
Dois de Novembro é o chamado dia dos mortos.

Certa feita, um repórter perguntou-me se costumava orar por eles. Respondi-lhe: Naturalmente. Sentimos saudade daqueles que nos antecederam no caminho da grande Pátria Espiritual, o Mundo da Verdade. Lembremo-nos dos parentes e amigos com muito carinho. Compreende-se a saudade, mas não convém alimentar tristeza, porque isso perturba o Espírito da pessoa amada. Eles estão mais vivos do que nunca. Nada morre. Basta ver que o cadáver, que vestiu o Espírito, também se transforma em vida. A morte é um boato. O saudoso jornalista, radialista, poeta e escritor Alziro Zarur ensinava que “não há morte em nenhum ponto do Universo”. Deus não é morte. É Vida. E Vida Eterna. O próprio Jesus revelou aos Seus discípulos que o Pai Celestial universalmente governa seres imortais. E arrematou: “Por não acreditardes nesta realidade, viveis equivocadamente”. Aqueles que amamos não morrem jamais, mesmo já se encontrando no Mundo Espiritual. Muitos permanecem ao nosso lado, ajudando-nos; outros podem estar precisando de nossas preces. Oremos por eles, para que, quando chegue a nossa vez, alguém ore por nós, e agradeçamos a Deus por ser Deus de vivos. Os mortos não morrem.

Pascal (1623-1662) já definira: “A imortalidade da Alma tem para o homem tamanha importância, interessa-lhe tão profundamente, que é preciso ter perdido toda a sensibilidade para ser-se indiferente ao seu conhecimento”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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O problema do mundo não é primordialmente o pecado, mas a carência de Amor que o gera. “Deus é Amor”, definiu João, Evangelista e Profeta, o Discípulo Amado do Divino Mestre, em sua Primeira Epístola, 4:16: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é Amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele”.

No filme “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), de Franco Zeffirelli, há uma cena antológica: na ocasião em que recebeu, em Roma, Francisco de Assis (1181-1226), o Papa Inocêncio III (1160-1216), profundamente comovido pela presença e pelas palavras de “Il Poverello”, quase que em êxtase exclamou: “Erros podem ser perdoados. Nossa obsessão com o pecado original nos faz muitas vezes esquecer nossa inocência original!”.

Jesus trouxe aos povos a correta visão do Pai Celeste: Caridade, Fraternidade, Compaixão, Solidariedade e também a perfeita Justiça, porque, sem ela, vigora a impunidade, fomentadora da corrupção que estabelece o caos.

No livro “Os Mensageiros”, do Espírito André Luiz, na psicografia de Francisco Cândido Xavier (1910-2002), lemos explicação de Alfredo, administrador de um Posto de Socorro no Plano Espiritual, que diz: “Enquanto não imperar a lei universal do amor, é indispensável persevere o reinado da justiça”.

É evidente que, quando me refiro à Justiça, não estou tratando de oportunismo nem de vingança, porquanto esses são a mais completa negação daquela. Nesse sentido, o famoso escritor e libretista italiano Pietro Metastasio (1698-1782) declarou: “Sem piedade, a justiça é crueldade. E é fraqueza a piedade sem justiça”.

De minha parte, também, tantas vezes tenho ponderado que — premiar quem não merece é crime.

A mensagem do Cristo Ecumênico é eterna, mesmo quando demore a tornar-se realidade. “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho de Jesus segundo Lucas, 21:33), pois Ele divinamente apregoa o Amor do Novo Mandamento como a definitiva solução para os males que afligem a Humanidade: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35 e 15:13).

Nesta oportunidade, a todos convido para participarem da sessão solene comemorativa do 24o aniversário do Templo da Boa Vontade, sábado próximo, 26, às 17 horas. Mas, por toda a semana, haverá festividade. O TBV fica no SGAS 915, Lotes 75 e 76. Para outras informações, acesse www.tbv.com.br/24anos
O DFTV, 1a edição, da Globo, esteve, em 21/10, no TBV, onde realizou excelente reportagem. Nossos agradecimentos.

CONJUNTO EDUCACIONAL BOA VONTADE
Com muito prazer, estive na sexta-feira, 18/10, na Supercreche Jesus e no Instituto de Educação que mantemos na capital paulista. Visitei as novas instalações da biblioteca Bruno Simões de Paiva, onde o Grupo de Instrumentistas e o Coral Ecumênico Infantojuvenil Boa Vontade interpretaram músicas de seu repertório, incluída uma composição na Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Agradeço às crianças, jovens e educadores pelo carinho com que me receberam. A alegria estampada em cada rosto é uma demonstração de que vale a pena lutar por um Brasil melhor e uma Humanidade mais feliz.
José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Quinze de outubro, Dia do Professor! Um Ser, uma Causa, cujo nobre propósito esclarece criaturas, edifica bons cidadãos. Aos dedicados educadores, idealistas de vulto de nossa Pátria, os parabéns da LBV! E realmente eles precisam de melhores salários.

No mesmo espírito de elucidar seres humanos, o Templo da Boa Vontade (TBV), até o fim do mês, apresenta uma iluminação diferenciada em apoio à campanha internacional Outubro Rosa, que evidencia a importância da prevenção do câncer de mama.

Durante 31 dias, no Brasil e no exterior, o rosa, a cor do laço que simboliza a luta contra a doença, é estampado em monumentos, prédios públicos, pontes, igrejas, estabelecimentos comerciais, enfim, uma rede de solidariedade se forma em torno do tema, levando as pessoas a expressarem sua adesão das mais criativas formas. Assim tem feito também a Super RBV de Comunicação (rádio, TV — canal 20 da SKY —, imprensa e internet).

Realizar periodicamente exames preventivos é uma providência que deve nortear a todos. Segundo o Ministério da Saúde, “o câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres. Somente no ano de 2011, a doença fez 13.225 vítimas no Brasil”. A detecção precoce, com o exame clínico da mama e a mamografia, pode salvar muitas vidas.

O TBV, que completa seu 24º aniversário em 21 de outubro, reúne neste mês um número ainda maior de peregrinos que desejam usufruir de sua mística de esperança alimentada pelo Ecumenismo Total. Ocasião, pois, modelo para milhares de visitantes adquirirem mais conhecimentos quanto aos imprescindíveis cuidados com a saúde do corpo.

Diariamente, às 18 horas, na Hora do Ângelus, no Templo da Paz, estamos dedicando uma oração às famílias que lutam contra o câncer de mama. Venha compartilhar sua Fé nesse ato de Caridade Espiritual.

O Templo da LBV fica no SGAS 915, Lotes 75 e 76. Para outras informações, ligue: (61) 3114-1070 ou acesse www.tbv.com.br/24anos.

OTAVIO FRIAS FILHO
Na quinta-feira, 10/10, na capital paulista, o jornalista Otavio Frias Filho, diretor de redação da “Folha de S. Paulo”, recebeu personalidades, colegas de profissão e amigos para uma sessão de autógrafos de “Cinco peças e uma farsa”.

O trabalho literário apresenta-nos mais um pouco da obra dramatúrgica do autor que, segundo a sinopse, “pratica com virtuosismo uma variedade grande de registros, da tragédia à farsa, passando por variantes do drama (...)”.

Grato ao ilustre escritor pela dedicatória que me endereçou em um exemplar: “Para Dr. Paiva Netto, com o abraço cordial do Otavio Frias Filho”.


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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Temos uma boa notícia para comemorar este ano no Dia da Criança, 12 de outubro. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) comunicou que, entre 2000 e 2013, foram reduzidos em um terço os casos de trabalho infantil no mundo. O número de crianças e adolescentes (de 5 a 17 anos) que trabalham caiu de 246 milhões para 168 milhões.

Ao abrir oficialmente a 3ª. Conferência Global sobre Trabalho Infantil, que ocorreu em Brasília/DF, de 8 a 10 de outubro, a presidenta Dilma Rousseff informou que o Brasil reduziu, entre 2000 e 2012, em 67% o número de crianças envolvidas em trabalho infantil, um ritmo superior ao da média mundial de 36%.

Naturalmente, muito resta por se fazer no que diz respeito à proteção dos pequeninos e em diversas outras frentes de luta pela melhoria das condições de vida das criaturas humanas.

Na revista “Globalização do Amor Fraterno”, que enviamos à ONU em 2007, apresentei, no meu artigo “Oito Objetivos do Milênio”, trechos de uma entrevista que concedi ao jornalista Paulo Parisi, em 1981. Comento que nunca como agora se fez tão indispensável unir os esforços de ecologistas e seus detratores, assim como trabalhadores, empresários, economistas, o pessoal da imprensa (escrita, falada e televisionada, e, agora, eu incluo a internet), sindicalistas, políticos, militares, advogados, cientistas, céticos, ateus, religiosos, filósofos, sociólogos, antropólogos, artistas, esportistas, professores, médicos, estudantes ou não (bem que gostaríamos que todos os jovens, as crianças, e os idosos também, por que não?!, se encontrassem nos bancos escolares), donas de casa, chefes de família, barbeiros, manicures, taxistas, varredores de rua e demais segmentos da sociedade, na luta contra a fome e pela conservação da Vida no planeta. O assunto tornou-se dramático, e suas perspectivas, trágicas. Pelos mesmos motivos, urge o fortalecimento de um ecumenismo que supere barreiras, aplaque ódios, promova a troca de experiências que instiguem a criatividade mundial, corroborando o valor da cooperação sócio-humanitária das parcerias, como, por exemplo, nas cooperativas populares em que as mulheres tenham forte desempenho, destacado o fato de que são frontalmente contra o desperdício. Há realmente muito que aprender uns com os outros. O roteiro diverso comprovadamente é o da violência, da brutalidade, das guerras, que invadem lares por todo o orbe. Alziro Zarur (1914-1979) enfatizava que as batalhas pelo Bem exigem denodo. Simone de Beauvoir (1908-1986), escritora, filósofa e feminista francesa, acertou ao afirmar: “Todo êxito envolve uma abdicação”.

Resumindo: cada vez que suplantarmos arrogância e preconceito, existirá sempre o que absorver de justo e bom dos componentes desta ampla “Arca de Noé”, que é o mundo globalizado de hoje. Daí preconizarmos a união de todos pelo bem de todos, porquanto compartilhamos uma única morada, a Terra. (...)

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE IMPRENSA

Ocorreu na terça-feira (8/10), no Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados, em Brasília/DF, uma homenagem aos 80 anos da Associação Paulista de Imprensa (API).

A sessão solene, convocada pelo presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, atendeu a requerimento proposto pelo deputado Arnaldo Faria de Sá.

Com grande honra, recebi no ensejo o título honorífico comemorativo dos 80 anos de fundação da entidade. Grato aodr. Sérgio de Azevedo Redó, presidente da API, aos seus diretores e conselheiros por essa distinção.

PADRE FÁBIO DE MELO

“Onde houver um ser humano realizado, nele Deus estará revelado. Queiramos isso. Sempre. Até o fim. O fim que nunca tem fim.” Essa clara consciência do propósito da vida está na mais recente obra do padre Fábio de Mello, “Quem me roubou de mim?”. Agradeço-lhe a generosa dedicatória que me enviou em um exemplar: “Ao grande Paiva Netto, permaneçamos unidos! Com carinho, Fábio de Melo”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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Um levantamento da Academia Brasileira de Neurologia, ficamos sabendo que de 1999 a 2008 houve no país aumento descomedido do número de vítimas da doença de Alzheimer. Os óbitos saltaram de 1.343 para 7.882, caracterizando um acréscimo de quase 500%. Outro dado que chama a atenção aponta para o fato de que a maioria deles é de brancos e da Região Sudeste.
No programa “Viver é Melhor!”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), a especialista em gerontologia, pedagoga e diretora da Associação Brasileira de Alzheimer do Estado de São Paulo, Fabiana Satiro de Souza, abordou as causas e as formas de tratamento.

TABUS E DIAGNÓSTICO
Em seus comentários iniciais, destacou que a doença tem sido cercada de muitos tabus: “Existem famílias que não querem nem contar para vizinhos que o parente está com Alzheimer. As pessoas já pensam na enfermidade numa fase avançada e acabam se esquecendo de que, no início, o doente tem muita coisa boa para viver e realizar”.
Ela também comentou o estigma que o idoso carrega por não possuir uma memória tão ativa quanto antes: “Na verdade, se eu me esquecer de alguma coisa é porque estou estressada, mas se o ancião esquece é porque ele está senil. O idoso já possui raciocínio um pouco mais lento, uma natural perda de memória, mas isso é muito mais acentuado numa demência, e ela vem sempre agregada a alguns distúrbios de comportamento, que acabam nos mostrando a característica específica da doença”.
O diagnóstico, segundo a especialista, é feito por exclusão, ou seja, elimina-se a possibilidade de serem outras doenças, a exemplo da depressão ou mesmo de distúrbio da tireoide: “A família é um dos principais mecanismos para ajudar num diagnóstico, porque ela é que vai apontar para o médico quais sintomas estão aparecendo naquele idoso. Essa percepção de que ele está esquecendo raramente vai partir do paciente”.

QUALIDADE DE VIDA
Fabiana Satiro enfatizou que “um dos principais métodos para desacelerar a progressão da doença é a informação. Ela é aliada dos medicamentos e dos tratamentos multiprofissionais. Os familiares e todos aqueles que estão em volta do paciente necessitam conhecer sobre a enfermidade. Tendo o maior número de informações possível, com certeza, a terapêutica será mais adequada. Sendo um mal neurodegenerativo e sem cura, vai progredir, mas pode ser de uma forma mais lenta. Com isso, você ganha um paciente com uma melhor qualidade de vida por muito mais tempo”.
Ao lado da medicação, que é fundamental, existe o tratamento não medicamentoso. A médica explica: “Quanto menos coisa o paciente fizer, mais rápido a doença vai progredir. Além da medicação, a gente vai trabalhar a adequação do ambiente, um treino de memória, criar estratégias para que ele tenha a independência preservada por mais tempo. Em tudo ele vai precisar da supervisão de alguém. O problema é que o ‘ajudar’ é confundido com o ‘fazer por’. Com o tempo ele vai tendo cada vez mais problemas para ficar sozinho”.

MANTER-SE ATIVO
Sobre a prevenção, a também pedagoga Fabiana Satiro esclareceu: “Mesmo que você tenha uma predisposição, se praticar ao longo da sua vida atividade física e intelectual, se ingerir uma boa alimentação, conseguirá retardar a manifestação da enfermidade”.
Nossos agradecimentos à especialista em gerontologia, pedagoga e diretora da Associação Brasileira de Alzheimer do Estado de São Paulo, Fabiana Satiro de Souza, por elucidar o tema. Outros dados podem ser obtidos pelo site www.abrazsp.org.br.
Que lição essa misteriosa doença nos oferece? A de que a dor deve ser corajosamente encarada. Se dela tentarmos fugir pelo atalho do faz de conta, perderemos o caráter sublime de seus ensinamentos.
José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
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Prezadas leitoras e leitores, antes de tudo devo esclarecer-lhes sobre a palavra conSerto grafada com “s” no título deste artigo. Não se trata de erro ou distração no emprego do vocábulo em português. É conSerto mesmo, porquanto, da forma que se encontra o mundo a pré-abrasar-se com o aquecimento global, é melhor que os gêneros confraternizem, unam forças e realizem o conSerto urgente do que ameaça quebrar-se, porque, do contrário, poderemos acabar nuclear ou climaticamente cozidos numa panela fenomenal: o planeta que habitamos. Isto sem falar no ameaçador bioterrorismo.

Feita a observação, peço-lhes licença para justa homenagem às mulheres de todos os segmentos da sociedade, àquelas que são a base das nações, quando integradas em Deus e/ou nos mais elevados sentimentos que honram a raça humana, apresentando-lhes texto que enviei e foi traduzido pela ONU em seus seis idiomas oficiais (árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo), por ocasião da “51ª Sessão do Status da Mulher”, em 2007, na sede das Nações Unidas, em Nova York. Evento que sempre tem a presença da LBV, que leva a sua palavra de paz às delegações do mundo, como ocorreu novamente este ano.

“Pão e rosas”

A luta pela emancipação da mulher é antiga. Já nos tempos clássicos da Grécia, esse espírito libertário procurava, sob certo aspecto, o seu caminho nos esforços e dificuldades de Lisístrata, com sua greve do sexo, na qual moveu mulheres de Atenas e de Esparta, para deter a Guerra do Peloponeso, segundo a comédia de Aristófanes.

Em 1857, centenas de operárias das fábricas têxteis e de vestuário de Nova York iniciaram um forte protesto contra os baixos salários, jornada de mais de 12 horas e péssimas condições de trabalho. Em 1908, mais de 14 mil delas voltaram às ruas nova-iorquinas. Sob o slogan “pão e rosas” — “tendo o pão como símbolo da estabilidade econômica e as rosas representando uma melhor qualidade de vida” —, pleiteavam idênticos direitos aos reivindicados pelas trabalhadoras da década de 50 do século 19. Aproximadamente 130 delas faleceram durante misterioso incêndio. Mas não ficou só nisso a luta. Três anos depois, também naquela cidade, ocorreu outro trágico acontecimento provocado pelas infernais condições de segurança na Triangle Shirtwaist Company. Em 25 de março de 1911, mais de 140 tecelãs e tecelões, de maioria italiana e judia, morreram calcinados (21 eram homens). Os fatos foram, em sua dramaticidade, registrados: criaturas em desespero jogando-se das janelas do prédio em chamas. As manifestações ocorridas na metrópole cosmopolita alinham-se entre os principais degraus para a emancipação da mulher, bem como os esforços de tantas outras, a exemplo da alemã Clara Zetkin, uma das mais famosas ativistas pelos direitos femininos, que, em 1910, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, propôs a criação do Dia Internacional da Mulher.

A atitude corajosa delas encontra-se perfeitamente enquadrada nesta exclamação da inesquecível Helen Keller: “A vida é uma aventura ousada ou nada!”

É palmar que a famosa ativista social se refere à audácia que impulsiona os vanguardeiros a rever costumes e conceitos ultrapassados, que retardam a evolução das criaturas e dos povos (sobretudo no campo imprescindível do conhecimento espiritual). Ela própria é um modelo constante dessa premissa. Cega, surda e muda, em decorrência de uma doença manifestada aos 18 meses, rompeu barreiras, tornando-se uma das mulheres mais respeitadas da história.

A Alma da Humanidade

O papel da Mulher é tão importante, que, mesmo com todas as obstruções da cultura machista, nenhuma organização que queira sobreviver — seja ela religiosa, política, filosófica, científica, empresarial ou familiar — pode abrir mão de seu apoio. Ora, a Mulher, bafejada pelo Sopro Divino, é a Alma de tudo, é a Alma da Humanidade, é a boa raiz, a base das civilizações, a defesa da existência humana. Qual mãe deseja ver seu filho morto na guerra? Ai de nós, os homens, se não fossem as mulheres esclarecidas, inspiradas, iluminadas!

Essas nossas afirmativas encontram ressonância nas do educador norte-americano Charles McIver (1860-1906), que dizia:

“— O caminho mais econômico, fácil e certo para a educação universal é educar as mulheres, aquelas que se tornarão as mães e professoras de gerações futuras”.

Verdade seja dita, homem algum pouco realiza de verdadeiramente proveitoso em favor da Paz se não contar, de uma forma ou de outra, com a inspiração feminina. Realmente, pois, “se você educar um homem, educa um indivíduo; mas se educar uma mulher, educa uma família”. Exato, McIver.

Apropriada também a assertiva do velho Goethe: “O homem digno irá longe guiado pelas boas palavras de uma mulher sábia”.

Às mulheres do Brasil e do mundo, a nossa saudação pela data especial: 8 de março. Assim como ao 26 de agosto, dia da igualdade da mulher. Todo dia, porém, é dia da mulher, cujo exemplo de coragem encontramos no Evangelho do Cristo, segundo João, 19:25, que relata o apoio por Ele recebido, na derradeira hora: “E diante da cruz estavam a mãe de Jesus, a irmã dela e também Maria Madalena, e Maria, mulher de Clopas”. Essas heroínas, no instante supremo da dor, não O abandonaram, permanecendo ao Seu lado, num inaudito sinal de bravura. Nenhuma ação humana pode, decisivamente, progredir sem o auxílio, reservado ou público, das mulheres. A História está repleta de comprovações.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Em “Apocalipse sem Medo” (2000), no qual apresento trechos de algumas palestras que proferi na década de 1990, afirmei que a verdadeira reforma não surge exclusivamente de crenças, ideologias ou sistemas de governo humanos. Nasce no Mundo (ainda) Invisível, a Pátria de onde todos viemos e para a qual retornaremos, sem prerrogativa.

Dessa revolução permanente participam milhões e milhões de Espíritos aguerridos, mas de coração sublimado. Eles devem ser escutados, pois nos falam da sabedoria de outras existências, que premiam o correto esforço com a recompensa da libertação.

— “Ah! Não existe o Outro Lado da Vida?”.

Não?! Então, me responda, por favor: onde se encontram Deus, o Cristo e o Espírito Santo? E os santos de devoção? Para que local Você dirige as suas súplicas, quando ora? Para que lugar Você vai, quando for “transferido” deste para o “Outro Mundo”?

É bem melhor descobrir que prosseguimos vivos e atuantes numa dimensão espiritual do que nessa sinistra falácia de última fronteira dos “sete palmos de terra”, que, no mínimo, são bem pesados para quem não honrou seus compromissos na Terra. É melhor ter esperança do que passar a vida sofrendo um oculto medo da escuridão eterna.

A TERRA DEIXARÁ DE SER EXÍLIO

Na Terra, ninguém escapa da inevitável convocação da morte. Aliás, essa preocupação é pertinente também para os irmãos ateus materialistas.

A certa altura da jornada humana, não há quem não se indague, nos momentos solitários de reflexão, sobre o seu próprio futuro... mais além. Um porvir especial que terá de enfrentar sozinho, ou sozinha. É quando se chega ao que podemos chamar de “Cabo das Tormentas” (a idade que nem todos gostam de ter). Todavia, depois de contornado, como o fez Bartolomeu Dias (1451-1500), se desejamos investigar realmente a respeito de nossa essência imaterial, passa a ser o “Cabo da Boa Esperança”, que, não mais causando temores, nos revela que há um “Caminho ‘Marítimo’ para as Índias” do Espírito. Ali serão encontradas todas as especiarias e riquezas imortais.

A Vida é eterna, como o Amor autêntico. O Livro das Profecias Finais mostra essa realidade, quando para nós vislumbra Novo Céu, Nova Terra, Nova Jerusalém (Apocalipse, 21:1 e 2). Trata-se do torrão natal, para onde todo exilado deseja volver. Porém, um fato maravilhoso ocorrerá desta vez: o nosso país de origem, o Céu, é que virá ao nosso encontro, baixando das Alturas à Terra (Apocalipse, 21:9 a 11):

“9 Então veio um dos sete Anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos, e falou comigo, dizendo: Vem cá e eu te mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro de Deus.

“10 E ele me transportou, em Espírito, a uma grande e elevada montanha, e me mostrou a cidade santa, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus,

“11 a qual tem a claridade do próprio Deus. (...)”

PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

Dez de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Constantemente tenho lhes demonstrado que a morte não existe. Contudo, vale sempre ressaltar: o suicídio nunca deve ser considerado como alternativa a quem quer que seja. Alziro Zarur (1914-1979) já dizia: “O suicídio não resolve as angústias de ninguém”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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O representante da LBV na ONU, Danilo Parmegiani, informa-nos que as Nações Unidas vão celebrar pela primeira vez o Dia Internacional da Caridade. Recém-aprovada resolução situou a data em 5 de setembro.

A ONU afirma que a Caridade pode contribuir na promoção do diálogo entre pessoas de diferentes civilizações, culturas e religiões, assim como a solidariedade e a compreensão mútua. E reconhece os esforços das organizações caritativas e de particulares nesse propósito.

A CARIDADE SUSTENTA A VIDA HUMANA

É um tema muito presente em meus artigos, pois considero ser imprescindível à nossa sobrevivência. Aproveito o ensejo para lhes adiantar pequeno trecho de “O Capital de Deus”, livro que estou preparando, com muito cuidado, no qual apresento algumas das palestras que proferi, a partir da década de 1960:

Meditemos sobre esta passagem do Apóstolo João, na sua Primeira Epístola, 4:20: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.

Caridade, criação de Deus, é o sentimento que mantém o Ser vivo nas horas de tormenta de sua existência. Se você me disser que não precisa de Amor, está equivocado, ou equivocada, enfermo, ou enferma... Em resumo, trata-se simplesmente disto: Amor, sinônimo de Caridade, de que tanto carece a sociedade míope, obumbrada pela cultura insidiosa, mantida por aqueles que provocaram, para os povos, as desgraças todas que ensanguentam a História e que nos põem em perigo constante. Até quando?

A Caridade sustenta a vida humana. O jornalista Francisco de Assis Periotto, ao ouvir essas minhas palavras, completou-as assim: “no pão e na decência”.

ELEVADO ESPÍRITO SOCIAL

O avanço tecnológico tem derrubado muitas fronteiras e feito algumas desabar sobre outras. Entre elas, econômicas e sociais. Contudo, a globalização não vai impedir a diversidade. Porquanto, se mundializa, dá também expressão ao regionalismo. De várias formas, todo mundo influencia todo mundo. No entanto, barreiras, em diversas partes do planeta, ainda tornam cada vez mais distantes ricos de pobres. Isso pode resultar em consequências profundas, em amplitude internacional, a exemplo do fim do Império Romano. Entretanto, desta vez, tais transformações poderão provocar providências inusitadas até em corações de pedra, antes contrários ao pragmático espírito de Caridade, que serão levados a pensar que existem algumas coisas vitais, até mesmo para eles, como... a compaixão. (...) Caridade não é pífio sentimentalismo, a que alguns gostariam de reduzi-la. Acertou, pois, quando escreveu o grande Joaquim Nabuco (1849-1910): “À luta pela vida, que é a Lei da Natureza, a religião opõe a Caridade, que é a luta pela vida alheia”.

Não seria essa a função de um verdadeiro político? O que seria mais importante para o fortalecimento das comunidades do que esse elevado espírito social?

É possível igualmente esperarmos do alto significado da Caridade, na atitude diária, o completo caminho da verdadeira independência de nossa Pátria.

Caridade é assunto sério.


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
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