Em 1961, escrevi um documento* à Mocidade Brasileira, quando, àquela altura, já desempenhava o papel de secretário particular do saudoso proclamador da Religião do Terceiro Milênio, Alziro Zarur (1914-1979). Na ocasião, com apenas 20 anos, convidei-a a cerrar fileiras no grande Ideal da Boa Vontade, “por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz”. A pedido de meus editores, trago a seguir a referida mensagem, que me sugeriram chamar “Receita de um jovem para os jovens”: 

Jovem esclarecido do Brasil: Tu que lutas pelo bem-estar do povo brasileiro, por que te enganas? Só o Novo Mandamento de Jesus trará o equilíbrio social à nossa Pátria!

Moços de Boa Vontade: O Brasil já foi colônia; depois, vice-reino; a seguir, reino unido ao de Portugal e Algarves; veio o Império; a República; uma escadinha ascensional construída por aqueles que viam nestas mudanças a solução dos problemas que esmagam o povo. A maioria morreu desiludida. Por quê? Ora! Nenhum se lembrou de que só o Amor de Jesus realiza as modificações para o progresso.

Estudante do Brasil: Desperta para o Mestre! 

Não te convidamos para seguires um Jesus estático, incompreensível, ausente! Não! O Jesus do Novo Mandamento – “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” – é o Jesus reforma para o melhor, Jesus antimiséria, Jesus cumprimento das Leis de proteção aos humildes. 

Ele te espera com as ferramentas do progresso na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo!

Jovem de Boa Vontade que procuras o equilíbrio social, raciocina comigo: no cenário mundial, cada povo, cada continente tem sua função no mundo, como o sabem os Iniciados Espirituais:

A Ásia: a função metafísica;

A Europa: a função racional;

A Rússia: a função revolucionária;

Os Estados Unidos: a função econômica;

O nosso Brasil: a função cósmico-pacificadora.

E como transmitir essa Paz? Não será através da paz armada, e, sim, com o cumprimento do Mandamento Novo de Jesus, revelado pela Religião do Amor Universal.

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* Publicado na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, em 15 de outubro de 1961 – domingo.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.