NATAL PRESS

É comum as pessoas temerem chegar à chamada “terceira idade ou melhor idade” – ambas de péssimo gosto, por sinal. Acham que o ocaso da vida se aproxima e, junto a isso, as doenças serão mais frequentes. Mas, nada apavora mais o homem do que, no meio dessas mazelas todas, do que o desejo sexual vá se extinguir, a libido vai desaparecer, etc.

Ledo e lamentável engano. Isso está dentro da cabeça de cada um. Tem tanta gente nova que já perdeu o interesse pelo “negócio”. Creio que muitos desses equívocos acontecem quando esses sessentões – homens e mulheres - partem em busca de pessoas bem mais jovens, saradas, frequentadores de academias. Tudo numa reles esperança de o tempo vai parar e, ao contato de uma pele mais jovem, o “cidadão” ou a “perseguida” vão se animar.

Ora, caros colegas. O tesão é da pele, do olhar, não tem nada a ver com longevidade. A parceria ideal é exatamente formada por aqueles que tem mais ou menos a mesma idade. Viveram épocas comuns, as lembranças são similares e, por conseguinte, a convivência é ótima, a conversa flui naturalmente.

Imaginemos um(a) coroa namorando uma figura de 30 anos. O cara ou a moça, barriga tanquinho, coxas duras como armaduras, cheio de energia, chegam em casa e, ao deitar, creio que os diálogos seriam mais ou menos assim:
- Fez quantos abdominais hoje? – ela responde:
- Mais de 100! Meu personal é show! E você, como foi o jogo de buraco? Ganhou alguma?

Porra! Não tem nada a ver. Papo furado! O bom mesmo é caminhar juntos, almoçar um olhando para o outro, e, na tão conhecida cama, ficar deitado lado a lado, olhos nos olhos e trocando palavras de amor. Puxa, que coisa boa um alisado de cabelos um do outro. E essa troca de carinhos continua. Até que, de repente, como num passe de mágica, as mãos ficam mais ousadas e começam a explorar seus corpos.

E o interessante é que toda vida é como se fora a primeira vez. E o amor se faz. Puro, olho no olho e o prazer é inigualável.

Essa idade é fantástica. Todo dia surge algo a motivar os corações. Pena que muitos resistam a isso e achem que a vida se encerra quando – exatamente – ela está começando. Quando chegamos nessa idade somos recém-nascidos. Tem um novo mundo a ser descoberto. Mãos à obra!



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