NATAL PRESS

Não sou uma pessoa bem informada sobre os bastidores do mundo político e, tudo que sei, é basicamente o que sai publicado na mídia, dai ter certeza, que não sei quase nada, afinal, são nos bastidores onde rolam as histórias e as estórias escabrosas da política local e nacional.

O que sei do deputado e hoje presidente da Câmara Federal, Henrique Alves, é de sua longevidade enquanto parlamentar e de uma ou outra ação que beneficia nosso povo, além de ouvir pessoas lamentando uma atividade mais efetiva dele em prol da gente, o que é controverso, pois também tem advogados dele neste mister.

O que motiva meu presente escrito foram algumas declarações dele, que causaram boa impressão em meu ser, notadamente no aspecto do perdão, palavrinha muito importante e sempre citada pelo mestre Jesus, uma vez que difícil de ser posta em prática, tem colocado em lado opostos, pais e filhos, amigos de longas datas, além de políticos e religiosos em geral.

Recentemente o deputado disputou a presidência da Câmara e teve opositores que distribuíram material denegrindo sua pessoa. Logo após a vitória, ao ser indagado sobre a descoberta dos autores da ação, disse isso já ser página virada e que perdoava os seus artífices.

Em vários momentos da política local, Henrique estendeu a mão para pessoas em situação difícil, perdoando antigas questões e ataques virulentos e, hoje, mesmo contra diversos setores do seu partido, perdoa cotidianamente coisas da atual governante e, praticamente em ação isolada, mantém viva a chama de sua governabilidade por aqui.

Não estou aqui julgando se seus atos políticos são certos ou não, estou tornando publica minha admiração por gestos constantes de perdão, fazendo dele uma pessoa aliada de inúmeros setores, tais como: lojistas, empresariais, sindicais e com trânsito amigável em todas as correntes políticas, até as de oposição ao governo que defende no nível federal.

Para fechar, parabenizo o deputado por estar sendo um obstáculo às constantes tentativas de setores da esquerda, de desestabilizar a democracia, tentando avançar com projetos absurdos de cerceamento da liberdade de comunicação, notadamente na área da imprensa e, da submissão da Suprema Corte a um parlamento hoje limitado, dominado por lobistas e por seres alienígenas aos reais interesses do Brasil, ávidos por vantagens pessoais e que, em decorrência de atuações e ações policiais tão constantes, já começam a criar um clima de abaixo o parlamento, tão perigoso para a nossa democracia e, prato cheio para que militares se animem novamente a solapar o poder e, em nome de tal governabilidade, iniciar um novo ciclo de escuridão por aqui.

Que Henrique continue colocando em prática o perdão e, como presidente da Câmara Federal, tenha o devido equilíbrio e o discernimento para influir nesta travessia tão importante de um País que avançou no campo social e que agora precisa se aliar à iniciativa privada para fechar o ciclo e gerar emprego, renda e infraestrutura, ocasionando mais alegria e bem estar para todos os seus habitantes.

Flávio é escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

UM PLANETA EM EVOLUÇÃO, APESAR DA CONSTANTE EXPOSIÇÃO MIDIÁTICA DA VIOLÊNCIA

Todos os dias, quase oito bilhões de seres em passagem material no planeta Terra, experimentam uma rotina radicalmente igual, existindo 24 horas de maneiras diferentes e em locais diversos, mas, cumprindo rigorosamente uma estadia isonômica por aqui em termos horários.

Levando em conta que a existência média está em torno de 70 anos atualmente, vivemos então 25.550 dias, o que dá 613.200 horas, um bocadão de tempo né? Pois então, perceba que a grande maioria vive esse tantão de tempo, sem presenciar ou sofrer algum tipo de violência mais significativo.

Peguemos como exemplo uma cidade como Natal, onde vivem uns 800 mil habitantes. Num dia qualquer essas 800 mil pessoas podem ser vistas indo para o trabalho, colégio, pegando ônibus, andando de carro, etc. A violência decorrente de assaltos, assassinatos, estupros, roubos e outros mais, podem chegar a atingir 0,12% da população, o que dá mil ocorrências, já considerando esse número fora da realidade.

Perceba que a criminalidade foi relativamente pequena diante da normalidade da vida dos demais habitantes, mas, se você for ligar uma TV ou ler algum impresso, perceberá no conjunto do tempo televisivo ou dos jornais, que o tema violência, ocupa cerca de 30% ou até mais, dissolvido em telejornais, filmes e em outros momentos, passando a falsa impressão que estamos vivendo num mundo bárbaro, num mundo sem jeito e que basta sair às ruas, para acontecer algo negativo.

Entenda bem que não estou negando a violência e os fatos reais que gravitam em torno da questão, apenas exponho aqui com dados, que eles não são tão grandes como estão falando, ocorrendo isso, pelo desproporcional espaço concedido aos fatos negativos pela imprensa em geral e, não vai aqui julgamento de valor sobre isso, pois sei que o próprio povo gosta de ver a desgraça alheia, até como forma de aliviar suas agruras pessoais e seus sofrimentos materiais e emocionais, sendo isto, prato cheio para outros artigos.

Apesar dos crimes, assaltos, atos terroristas, estupros e demais barbáries, o planeta Terra evolui. As leis são feitas no sentido da sociedade não aceitar mais a escravidão, a discriminação, atos de guerra absurdos, sendo que cada país, levando em conta questões religiosas, políticas ou culturais, decide com certas particularidades, como regular isso e aquilo.

Um olhar histórico e isento deixa bem claro que muitas coisas já foram bem piores. Que determinadas posturas violentas foram sendo lentamente modificadas e, até questões comportamentais relacionadas à sexualidade e ao livre pensamento, são respeitadas e amparadas por legislações mais humanistas.

A imprensa bem que podia dar mais espaço para documentários que mostrem os países e suas coisas boas, os campos, os lugares turísticos, a vida animal, as raças, as religiões, os rios, mares e a linda vegetação terráquea.

Tantas coisas boas para assistirmos e lermos em grandes veículos, as ações das pessoas do bem, belas imagens de gestos solidários, decisões políticas que incluíram milhões de pessoas em um universo de contentamento.

São tantos os acontecimentos fantásticos que nos remetem ao mundo mágico do coração sadio e feliz, que oro silenciosamente para que o véu da ignorância possa ser cada vez mais removido e, mergulhados na luz, possamos valorizar nosso lado pacífico, nosso comportamento adequado, deixando de lado cada vez mais esses seres momentaneamente desvirtuados e que, sem tanta publicidade sobre seus atos, mudem e, enfim, o paraíso, o planeta que evolui, possa chegar a tão esperada Era de Aquarius, onde o certo é que vai ter ibope e, o ser equivocado, será corrigido com amor, causando efeito prático e modificando a rota dos que ainda precisam de perdão e nova oportunidade de correção.

Flávio Rezende é escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Ao retornar para casa, no fim da tarde, gosto de sintonizar o rádio numa FM para saber as notícias do dia, uma vez que sempre absorto em atividades diversas, na maioria das vezes não fico sabendo o que está rolando no planeta que habito com renovado prazer.

Hoje temos uma grande variedade de programas, migrando a FM de espaço exclusivo de música, para um mosaico de muitas coisas, notadamente piadas, futebol, política, religião e comentários.

Vários programas apresentam comentaristas diversos e, alguns, pródigos em fácil verbalização de análises, conseguem fixar nossa atenção, devido a uma perfeita junção de frases de efeito com entonação de voz e, domínio do assunto eleito para aquele momento.

O danado é que as análises muitas vezes convergem para uma confiança absoluta de que o dito e o previsto, vão acontecer, nos levando a crer, devido ao enfeitiçamento em que somos mergulhados no caldeirão das capacidades apresentadas pelo analista, de que, de fato, o dito vai ser o futuro.

O tempo passa e, a realidade, teimosa que só ela, mostra um presente totalmente diferente e, tudo o que foi analisado e dito como caminho natural do pensado, não se traduz, frustrando o ouvinte e, encaminhando sua própria análise do analista e futurista, de que o mesmo tem mesmo é muita lábia, lero-lero, grande capacidade de expressar pensamentos, mas que suas colocações não passam de orgasmo mental.

Isso acontece com muitas pessoas. Elas começam a falar e essa capacidade que tem, além de causar admiração nos que estão próximos e naqueles que estão ouvindo através da mídia, também as embriaga, a pessoa passa a curtir a si mesma, se achar muito capaz, inteligente, ai começa a misturar zuada de lambreta com zero na caderneta, entrando num oito que deixa todo mundo extasiado, mas, que não passa disso, um vai e vem de frases fiadas sob o manto de um tema, que no fim, não produz um vestuário e, sim, um farrapo oratório.

Encontramos também esses analistas sem resultado concreto no futebol. O cara faz um comentário esculhambando o time e dizendo que da maneira que está o escrete não vai a lugar nenhum, ai no segundo seguinte, o mesmo time que não prestava para nada, começa a fazer gols, com o comentarista mudando da água para o vinho e, intitulando aquele mesmo time, de esquadra, seleção, timaço.

Essa é a vida, imprevisível, que parece não gostar de ser adiantada, preferindo acontecer como ela é, no momento, fugindo de regras, de paradigmas e, revelando a todo instante que não adianta falar bonito e citar grandes pensadores, afinal a única coisa que não muda, é que tudo muda e, a própria mutação como lei universal, não permite que no presente, possamos seguramente, querer saber o futuro.

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Sempre que viajamos buscamos pelos sentidos, assimilar o máximo possível todas as nuances do novo lugar. A possibilidade de sair de sua toca e estar, mesmo que temporariamente, na toca e na oca dos outros, é um momento ímpar de adentrar em novas formas arquitetônicas, climas, comidas e, principalmente, saber como aquele povo vive e pensa.

Já tive a oportunidade de viajar muito, conheci lugares radicalmente diferentes de nossa Natal e do amado Brasil, como a Índia, Nepal e o Peru. Todos os lugares provocam reflexões, mas a viagem recente que fiz para Cuba, foi a mais provocativa em termos pensamentais. Cuba está parada em termos físicos há 50 anos. Tudo lá é velho, os prédios, os carros e as ideias do poder central. Só os turistas desfrutam de internet, canais de TV e comida variada. Em Havana só tem uma FM, a 104.7 com transmissão estatal, o mesmo ocorrendo com as TVs que eles assistem, limitadas e do governo ou da Venezuela.

Nos deslocamentos que fazemos, eles nos pedem sabonetes e livros. Conversando com alguns, falam abertamente que preferem que haja abertura política. Poucos, geralmente os mais velhos, defendem a “revolución”. Indo aos fracos supermercados, que mais parecem cantinas daqui, notamos a falta de oferta de produtos, resultado, segundo alguns, do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos em 7 de fevereiro de 1962.

Cuba parece um cenário dos anos 50 e 60 com casas e prédios daquela época, carros igualmente antigos circulando e um povo educado e gentil. Esse é o lado bom da coisa toda. Com raríssimas exceções, ninguém pede nada, apenas oferecem alternativa da compra de charutos nas ruas. Não vi nenhuma criança pedindo absolutamente nada. Como tem poucos carros, não existe engarrafamento, o trânsito flui a qualquer hora e em qualquer lugar. Como sou vegetariano não posso falar sobre a comida local, mas, não vi nada muito diferente daqui, até pelo fato de que no resto do mundo, tudo está globalizado, tendo de tudo um pouco em todo canto que não seja como Cuba ou alguns outros poucos lugares ainda fechados do planeta.

A informação que eles dispõem de saúde e educação gratuita procede. Não existem analfabetos e o atendimento médico é free, mas, nem toda prescrição medicamentosa é gratuita. Apesar disso, os médicos e professores preferem largar seus empregos e buscar sombra em atividades relacionadas ao turismo, para que possam ganhar gorjetas, hoje o grande sonho dos cubanos, em função dos baixos salários pagos pelo governo.

A grande fonte de renda do governo é o turismo, eles taxam o dólar fortemente e quase todas as moedas ficam fracas lá, proporcionando grandes arrecadações e injetando muito dinheiro na economia, dai a correria de todos para atividades com ligações turísticas. Escrever sobre um tema tão complexo num limitado artigo é sempre temerário, a discussão dos pros e dos contras exige livros e livros, várias questões se apresentam numa hora dessas, mas, quem vai até Cuba e conversa com as pessoas sente que está na hora da abertura.


Lá a criminalidade é quase zero, andamos a qualquer hora e em qualquer lugar tranquilos, não sofremos assédio, as pessoas são atendidas pelo governo em alguns pontos importantes, mas, não ser livre para expressar opinião política e poder desfrutar das inovações tecnológicas do mundo moderno, são pontos que, pessoalmente, não acho certo. Acredito que dá para ter um meio termo, mantendo conquistas importantes da “revolución” com as facilidades e os prazeres da modernidade, tornando a vida mais feliz em todos os aspectos.

Fico torcendo para que os sucessores dos irmãos Castro, direcionem Cuba para este caminho e, de minha parte, volto feliz com a lembrança dos bons papos, dos sorrisos, da noitada no Buena Vista Social Club, da boa turma de espíritas natalenses que me fizeram companhia (fomos ao 7º Congresso Espírita Mundial), da bela praia em Varadero, dos deslocamentos nos coco taxis e de ter estado num lugar que apesar da pouca liberdade, preserva em sua história e em sua memória, o DNA do povo feliz que canta e dança cha-cha-chá, mambo, merengue, pachanga, rumba e salsa.
Hasta la vista Cuba, pretendo voltar.

Flávi é escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Vivemos o momento histórico de nossa passagem por este mundo material em que as comunicações estão presentes em todos os momentos do nosso cotidiano.

        

Vários seres podem ficar conectados praticamente o dia todo, tendo instrumentos para troca de informações via aparelhos que oferecem opções diversas como celulares, e-mails, facebook, twitter, whatsapp, iPad, iPod, IPhone e muitos outros.


A comunicação, claro, serve aos interesses das partes e, observamos que seus caminhos, passam necessariamente por estas vias, que muitas vezes, causa alegria e/ou tristeza.


Vejamos no mundo social, onde milito com maior intensidade no momento. Para que uma obra filantrópica possa acontecer, tenho que necessariamente viver pedindo isso e aquilo, utilizando muitas vezes estes caminhos da comunicação para que a vida fique mais prática.


Percebo que, pelo fato de já ser de domínio público minha condição de pedinte do bem, grande parte das tentativas de comunicação não são completadas. Exemplo, todo mundo sabe que quando um aparelho está na chamada de espera, desligado, fora de área ou um e-mail não volta, a pessoa do outro lado fica sabendo que a pessoa fez contato.


O normal é que a pessoa retorne ao menos eu assim faço e é educado que assim o seja. Como na cabeça das pessoas, não tenho nada a oferecer e sim a pedir, esse retorno quase nunca acontece. Também é comum demais não atenderem ligações.

        

O mesmo não acontece com pessoas que tem algo a oferecer, principalmente no campo financeiro ou do poder. Duvido que as pessoas não retornem ligações ou e-mails de pessoas com bons recursos financeiros, outras que podem conseguir ingressos para shows ou que detenham cargo de poder no aparelho governamental.

        

O ser humano, em sua grande maioria, é movido por interesses e, nisso não vai nenhuma crítica, são apenas observações de um escrevinhador que, vive esse cotidiano de precisar estar sempre pedindo, misturado com a tristeza de não ver seus apelos via mídias diversas, obter o mínimo: um retorno, uma satisfação.

       

Ninguém tem obrigação de ajudar, de dizer sim, principalmente os empresários que são assediados diuturnamente por todos os segmentos da sociedade, mas, creio não custar nada um retorno, um não educado, principalmente quando as partes se conhecem, como é o meu caso, voltando a repetir que existem exceções que muito me alegram.

        

Tem ainda vários casos de pessoas que prometem ajudar a causa social com isso e aquilo e, depois somem. Ai precisamos saber, pois muitas coisas são divulgadas e ai a pessoa não retorna, não dá uma satisfação, deixando o gestor social numa situação complicada, pois a sociedade fica pensando que aquela organização recebe muito apoio e que não precisa mais.

        

Não é ético que se divulgue o valor das ajudas e muitas vezes fazemos mais barulho com as doações que o valor material que elas representam, passando a falsa impressão de que estamos muito bem em termos bancários.

        

A vida de quem gravita na gestão de organizações humanitárias e que levam o trabalho a sério, sem intenções de se locupletar e nem de eleger político ou aumentar rebanho religioso, é difícil, pois gravita em torno do eterno pedir, das ingratidões, dos ofícios não respondidos, das ligações não acatadas, dos e-mails e mensagens diversas não prestigiados, além da necessidade imperiosa de passar o dia quase todo, tomando decisões e lidando com vários tipos de personalidades, dos dois lados do espectro social.

        

Mas como já me disse mamãe, “você inventou, agora vá”, estou indo, sou feliz, mas como humano que estou lógico, não deixo de me sentir triste quando os muitos amigos e familiares que tenho ficam surdos e mudos diante dos gritos de socorro que repetidamente emito via comunicações diversas.


Flávio é escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.



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