NATAL PRESS

Os alquimistas das ciências médicas afirmam desde tempos imemoriais que, morremos um pouco a cada segundo. Se todos nós temos um fim físico, um tempo de estada neste belo planeta Terra, nada mais óbvio que a morte, mesmo que temporária para uns, ou definitiva para outros.

Esse fim, no entanto, é discutido de maneira religiosa, filosófica, acadêmica, metafísica e biológica de diversas maneiras, sendo aceito por diversos pensadores que não é certo que o próprio possuidor do que chamamos de vida, ponha um the end a esta oportunidade evolucionária, ou a esta dádiva divina ou simplesmente e este existir.

Apesar de muitos pensarem assim, o suicídio é o ato mais praticado em nosso planeta em todos os tempos. Não falo daquele suicídio que não tem mais jeito, onde o ser vai e pula de uma ponte ou deixa que um projétil desalme sua estrutura celular e ponha em colapso seus órgãos vitais.

A referência no presente escrito é ao suicídio lento, gradual e seguro ao qual quase todos estão praticando, na medida em que não seguem determinadas normas médicas, cidadãs ou de outras origens.

O exemplo de um suicida dentro das normas cidadãs é aquele sujeito que continua bebendo e dirigindo, cortando sinais de trânsito, correndo com seu veículo ou brigando e até mesmo usando drogas ou praticando roubos e ilícitos. É uma espécie de suicídio, pois todos nós sabemos que essas práticas levam quase sempre a morte.

Vou citar o meu caso particular, que certamente encontrará similitude em muitas pessoas. Sou hipertenso, tomo medicação e, vez por outra como aquela gostosa pipoca no cinema e outras comidas portadoras de sódio. Ao não seguir a recomendação médica de evitar o sal, estou sim cometendo suicídio. Se um dia desencarnar em decorrência de problemas relacionados à hipertensão, terei sido o único responsável por minha própria morte.

E o mesmo acontece com a ingestão de açúcar e outros alimentos, que são nocivos a minha saúde, mas que continuam a fazer parte de minha dieta e, consequentemente, pavimentam a estrada da morte, uma vez que poderei em decorrência destas infringências médicas, bater biela e dar tchau a presente existência.

Sei também que posso morrer de alguma coisa que não tenha nada a ver com as que estou desobedecendo e que esse suicídio lento, gradual e seguro que estou cometendo, pode ocorrer já com idade avançada, não se constituindo nenhuma grande perda em termos do que tinha que fazer por aqui.

Em todo caso, com o avanço dos anos, a desaceleração das atividades e ampliação da consciência, tendemos a obedecer mais e mais às prescrições médicas e ir diminuindo os riscos, mas, o próprio avançar, nos empurra inevitavelmente para a vala comum das doenças degenerativas.

O melhor é ter uma dieta saudável desde a juventude, procurando o equilíbrio propalado pela macrobiótica e a pureza do vegetarianismo ou do veganismo, que serão as dietas do futuro. Além, é claro, de não beber, fumar, brigar, matar, roubar, coisas que desde o arco da velha, em textos bíblicos, já avisavam serem bombas destruidoras e matadoras.

A vida não é sem graça sem essas coisas e sem essas comidas que acham gostosas demais. A vida será sempre bela quando todos perceberem olhando para dentro, que é lá onde reside a verdadeira felicidade.

· * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

A modernidade avança e todo o cenário vai mudando. Não vou aqui julgar se para pior ou melhor, pois tudo na vida tem o lado positivo e o negativo.

Antigamente todos os ônibus tinham cobradores e indo para o colégio todos os dias, na linha Tirol - Ribeira ida e volta do colégio Salesiano São José, terminava conhecendo-os, além dos motoristas e outras personagens que orbitavam no universo dos transportes coletivos. Era o tempo da fraternidade total entre jovens e trabalhadores diversos como garçons, flanelinhas, sorveteiros, pipoqueiros, lanterninhas de cinema, confeiteiros etc.

Hoje fica mais difícil estabelecer um link fraterno com todos eles pelo fato de que alguns sumiram do cenário, substituídos por máquinas ou empresas com logomarcas e funcionários fardados e devidamente enquadrados na CLT.

Lembro de seu Louro, eterno sorveteiro no Instituto Maria Auxiliadora, do pipoqueiro Waldenício na praia dos Artistas e de um confeiteiro sarará muito alegre também no IMA. Nesta olhada retrô sinto brotar novamente em meu coração, todo o carinho que nutria por cada um deles, que tornavam nossas vidas mais felizes e divertidas.

Saindo do plano geral e adentrando numa área mais particularizada, o passado também permitia que vários lares pudessem albergar servidoras domésticas que praticamente faziam parte da família.

Em minha casa residiu durante mais de 50 anos a senhora Maria das Dores Gabriel dos Santos, basicamente conhecida como Dorinha. Esta anja divina e maravilhosa chegou para compor com os Leite Dantas de Rezende com 16 anos e só saiu quase aos 60 já aposentada.

Dorinha praticamente dedicou sua vida a todos nós, cozinhando, coordenando nas tarefas caseiras outras duas fantásticas almas como Tereza e Maria e sempre extrapolando suas funções, pois se metia em nossos namoros, aprovava e desaprovava agregados e tinha autonomia para dar ordens que deviam ser obedecidas quando ainda não tínhamos descoberto a juventude transviada e suas revoluções por minuto.

Apesar de analfabeta Dorinha sabia de cor e salteado várias rezas do repertório cristão medieval e junto com os raminhos invocava os santos para que os dragões da maldade não pudessem cuspir fogo em nossos destinos. Também acendia velas em profusão, iluminando nossos caminhos e nos prevenia de desvios de conduta que pudessem ter consequências negativas no porvir.

Dora era uma santa sem paramentos e sem nenhum cargo eclesiástico mas, na privacidade de sua existência, acendia um cachimbo noturno em seu espaço arquitetônico e baforava até que goipava um cuspe preto num pinico de alumínio.

Em seguida deitava na rede e ia confabular com sua trupe celeste em lindos sonhos reconfortantes.
A cada olhar para trás meu coração fica cheio, repleto, transbordando de amor. Sou grato a um vasto time de seres que ao executar individualmente seus ofícios, formaram a sinfonia que foi compondo minha vida e, nesta partitura amorosa, fui sendo educado numa atmosfera muito agradável e sadia.

Se somos hoje um muito do que já fomos em outras existências e um pouco do que vamos sendo no aqui e agora, posso avalizar como muito positiva a presença de todos os músicos que passam por minha sinfônica, esperando continuar afinado e alinhado com almas boas, para que na última apresentação, possa ser aprovado para esferas superiores.

O mérito, certamente, não será meu. Se somos todos UM, cada um fazendo bem a sua parte, a grande canção final será concluída com mais brevidade.

Esta semana está sendo marcada por picos intensos de amor por todos os seres, especialmente pelos mais próximos, provocando em meu ser, maravilhosas e fantásticas emoções, que só encontram nesta vivência sem igual, uma certa dificuldade de perfeita expressão, pelo simples fato da fala não conseguir traduzir corretamente o que sentimentos originários no que convencionamos chamar de coração e/ou mente, provocam na gente.

Estive uma noite com mamãe e a observando, fiquei refletindo o quanto ela direcionou amor para que eu pudesse ter saúde, educação, quantas vezes me levou para cantos e recantos e muitas outras coisas que uma mãe faz pelos filhos. Aí, a olhando com seus 80 anos, pele enrugada, assustada com a violência externa, fechando janelas e rezando todos os dias por todos nós, seus amados filhos, confesso que senti uma forte emoção, um amor enorme tomou conta e eu não consegui expressar. No meu silêncio irradiei a energia que me fez muito bem.

Papai fez a travessia e nos relacionamos em outro nível. Todos os dias mando mentalmente bons pensamentos para ele e sempre sinto algo muito forte, chegando a chorar de maneira positiva nestes momentos. Neste caso não existe mais a necessidade da verbalização. Ele agora é nutrido pela alimentação do amor pensamental.

Levei meu filho Gabriel para o cinema. Rotina que temos pois os filmes oportunizam diversão, aprendizado e convivência positiva. Em alguns momentos o observo e sinto o amor pulsando feito vulcão por dentro. Algo tão forte que não encontraria palavras que traduzissem perfeitamente a fidelidade deste amor. Amo intensamente Gabriel desde o primeiro momento de sua existência.
A pequena Mel é outra que provoca neste apaixonado pai, sentimentos e mais sentimentos de um amor intraduzível. Por ser pequena, nos brinda o tempo todo com frases interessantes, carinhos repentinos, colocando matéria prima a cada instante nesta fábrica amorosa que só cresce, cresce e cresce e que não encontra no dicionário, sinônimos perfeitos para o que o coração sente.

A querida Deinha que simboliza a nova mãe, a companheira, parceira, aquela a quem repasso os elogios que recebo, a quem mostro primeiro os escritos que produzo, com quem faço contas, divido planos e traço projetos, é outra que me remete a um doce amor, coroando nosso casamento com sentimentos que tornam nossos laços mais fortes e perenes.
E o amor encontra ainda muitas outras fontes, como a Casa do Bem, a UFRN, espaços que frequento, amigos e irmãos, que me abraçando carinhosamente promovem internamente uma fonte sempre pura e límpida deste amor universal.

Através da oralidade esse amor pode ser expresso, mas nunca será fidedigno de sua real intensidade interna. Através da escrita podemos tentar passar uma ideia dele, jamais sua alma.
Então, que todos nós, seres amorosos pelo DNA divino que herdamos, devemos exercitar o amor, expressar o amor, escrever o amor, compartilhar o amor para que imantados de amor o tempo todo e em qualquer lugar, possamos nos dissolver no amor, pois só a comunhão com esta energia primordial, nos aproximará cada vez mais do que realmente somos: amor em forma humana.

alt

As pessoas que convivem mais de perto comigo morrem de rir pois nunca conseguem andar no banco do carona em meu carro. O banco está sempre cheio de papeis, livros, documentos e toda a sorte de trecos necessários ao meu existir jornalístico, de dirigente de ONG e de responsável por um monte de coisas diversas.
Quem me visita no apertado quitinete onde moro tem igual impressão com pastas acomodadas por cima do guarda-roupa e até a pseudo cama (pois durmo de rede), serve para abrigar os muitos papeis que teimam em agregar vida a meu existir cotidiano.
No trabalho normal e social também tenho problemas de espaço, chegando ao ponto de na Casa do Bem renunciar a uma sala própria, para que algo não seja sacrificado e o bem possa alcançar mais esplendor.
A vida é assim, uns dispõem de imensos espaços para trabalhar, dormir e guardar suas particularidades, enquanto outros se viram nos centímetros para abrigar o que precisa ser albergado.
O que é mais importante, eu creio, é que os demais espaços, possam ser ocupados com sentimentos e pensamentos que sirvam para aumentar a área da alegria, o terreno do amor e a espacialidade da divindade, procurando este escrevinhador de letras, estar sempre pensando positivo e agindo de maneira a ser útil aos demais, contribuindo assim, para que o mundo em toda a sua extensão, seja preenchido pelo combustível recomendado pelas almas boas que conseguiram ver um pouco mais além.
Faço então um olhar retrô e percebo que se passo por temporária ou eterna limitação física de espacialidade em meu viver, sou livre e posso expandir outros espaços, bastando para este fim ter atitude e agir de acordo com recomendações de seres angelicais, no que concerne direcionar minhas ações para os caminhos da fraternidade.
Criemos pois nossos próprios terrenos, plantemos amor em todas as áreas que possamos semear e, nos passos que vamos dando, ocupemos espaços com o bem, afinal, nós construímos o amanhã com os tijolos do hoje e, precisamos cimentar um futuro de luz com gestos e atitudes de igual frequência energética.
Um 2014 com muitas atitudes verdadeiramente sadias. Não sejamos hipócritas de viver compartilhando sinalizações de bondade nas mídias sociais, enviar palavras belas e bonitas sempre, repassar e achar que assim já está fazendo muito. Precisamos é de criar espaços reais de ação para que a perfeita comunhão não seja apenas uma mera ilusão.

* É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quando a gente pensa em enviar algo para alguém, sempre cabe uma dúvida na questão. Se for algo material, existe uma tendência de acreditar que a pessoa já tem tudo e, vem logo a interrogação do que se dar a alguém que já possui um monte de coisas. Aí fica difícil escolher algo diferenciado, que tenha valor de utilidade e de espiritualidade.
Quando a gente pensa em enviar algo para alguém, em termos pensamentais, no nível energético, positivo, ai não existe espaço para dúvidas e nenhuma questão se apresenta. A coisa pura, a energia boa, a emanação do bem não se adquire em lojas.
Não se contra monetariamente.

Esse tipo de presente é sensacional. Ele é fabricado no coração e não precisa de embalagens e nem de cartões acompanhando. Ele chega ao endereço com um simples pensar, com um comando muito singelo de mentalizar uma coisa legal e liberar para que flua no espaço e atinja o alvo com precisão.
Então, conversando com Deinha, Gabriel , Fernando e tendo a assistência de Mel, decidimos enviar para todo o planeta, o nosso maior presente. O que temos de melhor: nosso amor. Então para todos os amigos, conhecidos, parentes, avatares, animais, seres angelicais e de todos os reinos, o que tem de melhor dentro de nós é transferido agora, neste exato momento. Aceitem.
A fonte agradece a recepção e, em comunhão, saudemos uns aos outros em abençoada unidade amorosa.
Luzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Flávio/Andrea/Mel /Gabriel & Fernando

alt

Por Flávio Rezende*

Sou aquele tipo de pessoa que se reclamar de algo na vida, pode afirmar seguramente que estou fazendo isso de “bucho” cheio, como se diz no popular.
Com uma constelação de amigos, familiares próximos, esposa e filhos presentes, tenho caminhado pela vida colecionando sorrisos e catalogando amizades, podendo escrever sem medo de errar, que se existe felicidade, venho tendo o êxtase de ser parente dela, diante de tantos momentos mágicos e de experiências benfazejas nesta existência material que passo na presente encarnação.

Apesar de estar tendo o gostoso prazer de sentir muitas satisfações interiores e de poder gozar das preciosidades que a vida oferta em generosos momentos desde o meu nascimento, ultimamente, um vácuo assume lugar vez por outra e, a alegria passa por relativização, principalmente quando gostaria de potencializá-la, ao querer compartilhá-la com um dos seres mais importantes: meu amado pai.

Ele despediu- se da vestimenta corpórea há pouco tempo e, desde então, todas as maravilhosas notícias que gostaria de dizer-lhe - quase sempre em primeira mão, experimentam a desagradável sensação de sua não audição, me deixando um pouco triste, pois, ao dar uma importante entrevista, passar numa seleção de mestrado ou receber uma importância financeira que pudesse realizar algum projeto material, teria nele a interlocução agradável, a partilha saudável, a divisão do prazer adequada.

Meu pai era muito mais que um simples pai, era amigo, era conselheiro, era psicólogo, ouvinte e, vibrava com cada conquista, com cada passo que fui dando como escritor, jornalista e ativista social. Meu amado pai Fernando Rezende era um porto seguro, uma segurança, uma verdadeira bem aventurança para meu ser.

Não sou dado à depressão, só tristezas ligeiras, que vem e passam, mas elas estão dizendo sim às vezes, principalmente nos fins de tarde, quando invariavelmente ligava para dizer algo de bom ou que o amava. Sempre começava com uma brincadeira, fazia imitações, ele sorria de lá e eu de cá, juntos confessávamos coisas e, não era incomum terminar um dizendo que era igual ao outro.

Não sei se agora digo se somos ou que fomos parecidos em doenças, casamentos, gostos, passagens pessoais na vida, enfim, papai gostava de repetir que éramos uma cópia fiel um do outro e eu feliz, aceitava a sina de bom grado, pois sempre o amei profundamente e o admirei apaixonadamente.

Continuo tendo muitas coisas para lhe dizer meu querido pai. O tenho feito no silêncio. Apesar de ter crenças espíritas, sou meio fraco nestas certezas e, nas minhas dúvidas existenciais, não sei ao certo se o senhor me ouve de fato.

Na dúvida continuarei compartilhando minhas vitórias e pedindo auxílio nas minhas vacilações. Na dúvida continuarei revelando meu amor por ti papai e, torcendo para que não se apresses em voltar, pois quero um dia lhe abraçar ai, nas nuvens, neste lugar que dizem ser bom, neste paraíso que dizem existir, pois pelo que aqui fizeste, sei que numa boa morada deves estar.
Ilumina meus passos querido pai, para que possa ter crédito suficiente para em teus braços me afundar quando um dia por ai chegar. Inspira minhas decisões amantíssimo PAI, para que meus débitos terrenos não me afastem de sua área divina, torcendo eu para que trilhando a estrada dos seus ensinamentos, possa pavimentar a rota de estar em sua presença, quando a hora adequada chegar.

Pretendo levar na bagagem uma tonelada de bondades, quilos e quilos de boas ações, para que no abrir das malas em sua doce presença, possas presenciar o quanto fui fiel ao que me ensinou e, na comunhão do pai e do filho, o espírito santo possa reinar, absoluto, nos amalgamando em divina e maravilhosa unidade de amor filial.
Papai passe um cotonetezinho angelical em seu ouvido e ouça que seu apaixonado filho está repetindo diariamente feito mantra, te amo, te amo, te amo...

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

alt 

É fato que a valorização das coisas que tem relação com a vida de cada um de nós encontra momentos de pico elevado ou de baixa relevância, de acordo com acontecimentos variados e interesses igualmente múltiplos.
Quando estamos passando por problemas financeiros, de saúde ou nos sentindo deprimidos, geralmente encontramos na família o melhor porto seguro para jogar nossas âncoras e buscar amparo para suprir essas necessidades.

Muitos tem a benção de poder contar com irmãos, pais, tios e primos quando a barra fica pesada, enquanto outros, infelizmente, não tem esse maravilhoso oceano amoroso, muitas vezes por culpa própria, já que é comum o alheamento de alguns do seio familiar, buscando guarita neste meio, apenas nos momentos de dificuldade pessoal.
A obviedade desta introdução termina aqui e, passo a partir deste momento, a compartilhar minha experiência pessoal, no sentido de relatar o meu crescente amor por meus familiares, de uma maneira geral.

Com nossos pais já chegando a idades avançadas e a necessidade de comunicações constantes para tomada de decisões, vou me aproximando cada vez dos manos, sentindo a cada troca de mensagens pelo WhatsApp um amor brotando e as lembranças da infância retornando, todas permeadas de carinho e com reminiscências maravilhosas de um tempo que lançamos esplendoroso olhar.

Começo por Júlio, o mais velho, que influenciou meu destino. Lembro dele morando num pequeno apartamento na descida da Ladeira do Sol, sob o de Henfil, curtindo Led Zeppelin, Pink Floyd, Santana, Janis Joplin e me levando para curtir a Redinha, Mãe Luiza e os jogos do ABC, o que fez com que virasse casaca pois torcia pelo América. Até hoje meu gosto musical e minha identificação com o lado mais alternativo da vida, devo a Júlio, sem esquecer a paixão pelo Flamengo, que ele plantou em meu coração.

Já Leila, tendo ido morar muito jovem em Brasília, guardo a forma sempre carinhosa de tratar todos os assuntos, sua meiguice, uma espécie de mãe, de pessoa confiável e de agradável companhia.

Fernandinho era o empreendedor de minha infância. Mantinha uma boutique em seu quarto e sempre me tratou como um filho. Temos afinidades espirituais e lembro dele envolvido com o estudo dos extraterrestres, assunto que também me influenciou bastante. É de uma generosidade incrível, estando imediatamente pronto para dar sua colaboração quando necessário.

Lila era a estudiosa, quieta e, hoje, um vulcão de energia no sentido de curtir a vida. Explora todas as possibilidades de diversão e de alegria, compartilhando largos sorrisos e dando renovado exemplo de maternidade, estando com as crias sempre sob as asas e conduzindo as princesas Marinna e Marianna para os quatro cantos da vida. Temos graciosa amizade, sempre pontuada por risadas e troca de informações.

Jorge, o mais novo, é um ser que gosto muito. Quando menino era uma pilha, agora mais velho e pai amoroso, é um elogiado profissional da odontologia, travando com ele constantes diálogos sob questões metafísicas e, tendo a oportunidade de tê-lo a meu lado em ações da Casa do Bem, seja como colaborador, seja como eventual voluntário.

Gosto muito dele também.

Esse amor que sinto por todos os meus irmãos, aprofundado, renovado e amplificado cada vez mais, encontra parentesco no mesmo que sinto por minha esposa, filhos e pais. É na família que devemos cultivar os valores humanitários, éticos e religiosos que aprendemos na universidade da vida.

Lendo com atenção os ensinamentos do educador e mestre espiritual indiano Sathya Sai Baba encontro constantes referências a importância da família para o equilíbrio pessoal e planetário. Sou feliz por ter em todos os quadrantes da minha, o amparo, o carinho, a mão amiga e a palavra amorosa.

E pela acolhida e companhia constante, agradeço aqui publicamente aos manos, filhos, esposa, pais e demais familiares, toda essa emanação que me fortalece e proporciona as bases para que possa desenvolver dentro do meu ser, o amor necessário para poder fazer parte do mundo, como um ser produtivo e positivo.

Flávio Rezende é escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Tendo como gancho um congresso espírita utilizei serviços de uma agencia de turismo e de férias do trabalho, direcionei meu corpo e minha mente para breve estada em Asunción, no Paraguai.

Da mesma maneira que procedo em quase todas as viagens que realizo sozinho, utilizo o transporte comum como ônibus de linha, eventualmente um taxi ou metrô e muitas caminhadas, para ir curtindo o cotidiano dos cantos e recantos que visito, jogando olhar para as pessoas, os prédios, ruas, parques e, eventos culturais que minha situação financeira possa alcançar.

Em Asunción tive a oportunidade de ir por duas noites para um festival internacional de jazz, podendo relembrar este estilo musical tão rico e emoldurar minha presença no evento com pensamentos elevados do quanto é importante incorporar a nosso cotidiano, ritmos que possibilitam satisfação interior, como é o caso do jazz.

A lição que reforcei dentro do meu ser foi a de que a música precisa estar cada vez mais presente em vários momentos de nossa existência, ou seja, no ambiente de trabalho, nas relações familiares, nas comemorações de uma maneira geral e, em sendo uma melodia que promova o engrandecimento pessoal, agregará sublimado valor tornando tudo mais divino e maravilhoso.

No congresso espírita, apesar de ter ido muito pouco, reforcei internamente a necessidade de manter a conduta do bem, tendo ouvido de uma proeminente autoridade no assunto, relatos de devotos de Jesus que, mesmo acossados pelo perigo da crença que professavam em tempos difíceis, eram rochas na fé que seguiam e hoje exemplificam perseverança em eventos por todo o planeta, sendo considerados os pilares do universo cristão em que boa parte dos terráqueos esta inserida.

As caminhadas por ruas paraguaias revelaram muitas outras coisas. Andando por vários países, percebemos as diferenças econômicas, os costumes, a paciência, a gastronomia, com uns estando mais avançados nuns aspectos, que por sua vez complicam outros, existindo ganhos e perdas no ranking de se estar mais ou menos modernos, digamos assim.

A alta tecnologia, na medida em que nos insere num novo universo, possibilitando diversões e ferramentas uteis no trabalho comum, promove nosso isolamento, com ilhas de seres navegando por universos paralelos, mesmo que fisicamente agregados num mesmo continente.

Em países onde a tecnologia não está tão presente ainda, podemos perceber mais ajuntamentos humanos nos moldes antigos, menos luzinhas acesas e, a certa precariedade em diversos setores da vida, passa a ter certo charme, vez que a nova sociedade cibernética, também tem seu lado negativo, principalmente esse de ficarmos individualizados em meio a coletivos.

No Paraguai ainda não existem muitos carros e o trânsito flui tranquilamente. Semáforos são raros, as pessoas ainda tomam a bebida nacional em todo canto, as roupas não exibem tantas estampas estrangeiras, tudo é meio anos 80, oferta de produtos limitada, preços baixos, raros turistas, simpatia por todo lado e um lugar onde nos sentimos seguros.

As opções não são tantas e até minha cidade Natal do nordeste do Brasil creio ser mais moderna que a capital Asunción, mesmo assim, sinto que é importante o planeta ter muitos lugares ainda assim, afinal, essa vida mais ou menos que ainda se pratica na maior parte do planeta é a vida mais sentida, mais vivida, mais próxima de certa humanidade em que nos reconhecemos como seres.

No futuro vamos estar todos nivelados por uma alta tecnologia que vai nos elevar a outro patamar de existência. Isso terá um preço e ele passa pela relativização da nossa humanidade. Vamos renunciar a uma parte humana em favor de uma parte máquina.

No futuro, ao voltar a Asunción, deverei comparar os sentimentos de um humano puro caminhando por uma cidade ainda discretamente moderna, com um humano híbrido, navegando por uma metrópole digital.
Hoje sou feliz, amanha também serei?


Flavio Rezende é escritor e jornalista em Natal-RN

Todos os seres em estadia transitória neste lar chamado Terra apresentam virtudes e deficiências, características que enquadram nossa raça no time dos ainda em estado evolutivo. Enquanto devo ter alguns aspectos de minha existência com tendência para o lado bom e positivo, óbvio que também tenho que entrar nos eixos em alguns aspectos e, entre eles, já confesso certa queda na ingestão um pouco além do necessário, de gêneros alimentícios a nosso dispor em todos os momentos.

Para corrigir o rumo e tentar seguir mais ágil e lépido pelo mundo desejável da saúde física, tenho minhas cartas na manga, como seguir em direção ao maravilhoso spa do casal Egídio Dantas/Wanderléia Firmino, localizado na aprazível cidade praiana de Rio do Fogo, litoral norte do lugar ao qual pertenço, o Rio Grande do Norte.

Recentemente estive naquele abençoado espaço para, mais uma vez, sentir o gostoso e desejado prazer de ver aqueles renitentes números da balança, darem uma marcha à ré e encherem de esperança meu ser neste caminhar para o corpo mais saudável, ficar.

O bom no spa Termas Center é que você sai da rotina e pode acessar outros mundos, um pouco enevoados ou parcialmente encobertos nas urbanidades das metrópoles, sempre emolduradas e maquiadas de tal forma, que envolvidos pelo estresse, vamos percebendo cada vez menos a presença do que chamamos de natureza.

Em Rio do Fogo tenho a oportunidade de caminhar e, sozinho por opção, consigo estabelecer uma harmoniosa conexão entre a minha natureza interior e a natureza formada pelas árvores, rios, mares, jardins e animais em geral, extraindo desta mina de preciosidades, joias tão raras, que normalmente extasiam meu ser e me remetem a estágios avançados de beatitude, chegando muitas vezes ao ponto de chorar de contentamento e, agradecer com profundidade e realidade, minha estadia por lá.

Nesta ultima passagem pelo spa tive a sorte de ser promovido a um lugar encantador do Termas Center, um apartamento cercado de altas árvores, com gramado a frente, piscina, um lindo jardim e objetos decorativos, além de uma providencial rede como altar, onde repousei meu corpo físico, deixando o mental viajar e buscar a mais perfeita harmonia com o espírito das coisas belas, das energias puras, da natureza esplendorosa e ali ricamente representada.

A cada observação, estando ótimo interiormente, casei meus bons pensamentos e minha gratidão pela graça de ali estar podendo desfrutar tal visão, com tudo que me cercava e tocava, como a brisa sem igual dos 23 graus perfeitos, aveludando minha pele e carnavalizando meus poros em sensação sem igual, como aquele sol rútilo e belo, que pintava o céu do mais perfeito azul anil e oferecia o mais abrangente passaporte para ingresso imediato e sem burocracia no universo do espaço, das brancas nuvens e dos pássaros a cantar e a pousar na grama, como a me saudar em animadas gorjeadas.

As caminhadas revelaram a cada instante, memoráveis prazeres físicos, espirituais e mentais, tendo como indutores os pescadores e seus ofícios praianos, as crianças e as pelotas na beira-mar, as conchas, as vacas, as flores, as saliências naturais das rochas e das dunas e falésias, o vento, o sol, a chuva, o mar, a vida, esplendorosa, amorosa, sempre ali disponível para todos nós, ricos, pobres, pretos, brancos, gordos e magros, clamando unicamente por atenção e, nos relembrando a todo instante, que para ter acesso a tão maravilhoso e fantástico universo, basta sintonizar a nossa natureza interior na mesma frequência da exterior.

Quando as duas naturezas entram em comunhão, o silencio reina, a alegria toma conta, a lágrima do êxtase verte e a vida festeja ecoando aos quatro cantos feito mantra: isso é DEUS, isso é DEUS...

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Todos os seres em estadia transitória neste lar chamado Terra apresentam virtudes e deficiências, características que enquadram nossa raça no time dos ainda em estado evolutivo. Enquanto devo ter alguns aspectos de minha existência com tendência para o lado bom e positivo, obvio que também tenho que entrar nos eixos em alguns aspectos e, entre eles, já confesso certa queda na ingestão um pouco além do necessário, de gêneros alimentícios a nosso dispor em todos os momentos.

Para corrigir o rumo e tentar seguir mais ágil e lépido pelo mundo desejável da saúde física, tenho minhas cartas na manga, como seguir em direção ao maravilhoso spa do casal Egídio Dantas/Wanderléia Firmino, localizado na aprazível cidade praiana de Rio do Fogo, litoral norte do lugar ao qual pertenço, o Rio Grande do Norte.

Recentemente estive naquele abençoado espaço para, mais uma vez, sentir o gostoso e desejado prazer de ver aqueles renitentes números da balança, darem uma marcha à ré e encherem de esperança meu ser neste caminhar para o corpo mais saudável, ficar.

O bom no spa Termas Center é que você sai da rotina e pode acessar outros mundos, um pouco enevoados ou parcialmente encobertos nas urbanidades das metrópoles, sempre emolduradas e maquiadas de tal forma, que envolvidos pelo estresse, vamos percebendo cada vez menos a presença do que chamamos de natureza.

Em Rio do Fogo tenho a oportunidade de caminhar e, sozinho por opção, consigo estabelecer uma harmoniosa conexão entre a minha natureza interior e a natureza formada pelas árvores, rios, mares, jardins e animais em geral, extraindo desta mina de preciosidades, joias tão raras, que normalmente extasiam meu ser e me remetem a estágios avançados de beatitude, chegando muitas vezes ao ponto de chorar de contentamento e, agradecer com profundidade e realidade, minha estadia por lá.

Nesta ultima passagem pelo spa tive a sorte de ser promovido a um lugar encantador do Termas Center, um apartamento cercado de altas árvores, com gramado a frente, piscina, um lindo jardim e objetos decorativos, além de uma providencial rede como altar, onde repousei meu corpo físico, deixando o mental viajar e buscar a mais perfeita harmonia com o espírito das coisas belas, das energias puras, da natureza esplendorosa e ali ricamente representada.

A cada observação, estando ótimo interiormente, casei meus bons pensamentos e minha gratidão pela graça de ali estar podendo desfrutar tal visão, com tudo que me cercava e tocava, como a brisa sem igual dos 23 graus perfeitos, aveludando minha pele e carnavalizando meus poros em sensação sem igual, como aquele sol rútilo e belo, que pintava o céu do mais perfeito azul anil e oferecia o mais abrangente passaporte para ingresso imediato e sem burocracia no universo do espaço, das brancas nuvens e dos pássaros a cantar e a pousar na grama, como a me saudar em animadas gorjeadas.

As caminhadas revelaram a cada instante, memoráveis prazeres físicos, espirituais e mentais, tendo como indutores os pescadores e seus ofícios praianos, as crianças e as pelotas na beira-mar, as conchas, as vacas, as flores, as saliências naturais das rochas e das dunas e falésias, o vento, o sol, a chuva, o mar, a vida, esplendorosa, amorosa, sempre ali disponível para todos nós, ricos, pobres, pretos, brancos, gordos e magros, clamando unicamente por atenção e, nos relembrando a todo instante, que para ter acesso a tão maravilhoso e fantástico universo, basta sintonizar a nossa natureza interior na mesma frequência da exterior.

Quando as duas naturezas entram em comunhão, o silencio reina, a alegria toma conta, a lágrima do êxtase verte e a vida festeja ecoando aos quatro cantos feito mantra: isso é DEUS, isso é DEUS...

Flávio é escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)



Twitter