NATAL PRESS

Chego neste começo de 2015 a 53 anos e seis meses de vida. Quando bem jovem, não era comum meus amigos terem gosto por política. Comecei a ter muito cedo. Lembro que fui orador do meu pré em 80, no IMA, quando o presidente era Figueiredo e o governador era biônico, naquele tempo Lavoisier Maia, pai de uma das amigas formandas.

No púlpito da igreja do Instituto Maria Auxiliadora, diante do então governador, das freiras, familiares e convidados, fiz um discurso político, incisivo, a anistia fazia meses tinha sido decretada, o clima já era de distensão, mas todo cuidado era pouco e ninguém ousava tocar no assunto abertamente. Todos ficaram boquiabertos. Papai me deu uns carões e, internamente, gozava com minha ousadia.

Com o tempo fui gostando dos comunistas, dos socialistas, lendo tudo que aparecia, participando de movimentos, greves na UFRN, passeatas e com o surgimento de Lula e dos movimentos grevistas em São Paulo, fui tomado por intensa paixão. Tudo ligado a Lula me embriagava, como jornalista fazia questão de cobrir suas passagens por Natal, o entrevistando em comício no Alecrim. Era da minoria, vestia camisa, empunhava bandeira e lembro-me de ter participado de uma das primeiras reuniões da fundação do partido aqui em Natal, numa salinha num primeiro andar perto da Igreja do Galo.

O tempo passou e participei das campanhas debatendo, escrevendo artigos, brigando com todo mundo que não era lulista/petista, chegando a ficar com amizade arranhada com muitas pessoas, pois brigava, chorava, esperneava e não acreditava nunca que nem Lula e nem ninguém do PT e nem o partido enquanto instituição política pudesse cometer de forma nenhuma nadica de nada de errado, o PT e Lula eram sagrados, incapazes de malfeitos, pois tudo que ouvia, lia e acreditava era que tudo aquilo tinha surgido justamente para fazer o contraponto das maldades que faziam com os trabalhadores, com o povo, com as instituições etc.

Apesar de nunca ter pensado em ter uma atuação política como vereador ou outro espaço qualquer e nem de ocupar cargos em nome do partido, minha paixão era por um ideal, pela loucura que sempre tive pelo povo, de ajudar, de ser útil, tanto que desenvolvo um trabalho social há 25 anos sem nunca em tempo algum ter recebido um só centavo por isso e nem ter pedido voto para seu ninguém atrelando meu trabalho social aos meus gostos pessoais, por ter a consciência que isso é uma coisa minha, pessoal, mais ligado ao espiritual que propriamente ao político, creditando ao espiritual no que diz respeito a achar que tenho que fazer algo pelo semelhante independente de quem o faça institucionalmente ou pessoalmente.

E esse amor pelo PT foi indo até um dia desses, parecia cego, numa confraria que ia todos os dias numa padaria, brigava, saia puto da vida quando confrontado com o julgamento do mensalão. No meu entender Lula era vítima, todos estavam sendo injustiçados, até que comecei a chegar a casa mais cedo para acompanhar atentamente o julgamento.

Ali vi que tudo se encaixava, que não tinha conversa de mídia golpista, de manipulação, as coisas foram clareando, a mente foi abrindo, comecei a perceber que todo o discurso que acreditava estava ruindo, o partido tinha optado por ter apoio de sua base aliada através da compra dos seus representantes, que o dinheiro saia de ministérios, bancos, não conseguia acreditar, os acusados confessavam, eu ia ficando pasmo, sem graça, internamente acabado, como isso era possível, como Lula tinha aprovado isso, como Dirceu, a quem admirava demais, Genoíno, meus heróis, almas boas, podiam concordar com isso?

Depois comecei a entender tudo, alianças com pessoas totalmente desqualificadas, nossos antigos inimigos, como justificar ser aliado de gente como Maluf, Collor, Sarney? Como justificar um turbilhão de evidências que foram surgindo?
A cada dia fui percebendo o jogo de palavras, as conversas fiadas, contradições, Lula dizia uma coisa num lugar, outra noutro, as desculpas amarelas, sem liga, uma hora aceitou e pediu perdão, noutra negou e culpou o tribunal, no Brasil diz uma coisa, no exterior outra, chegou até a negar proximidade com os acusados, tantas discrepâncias, ai fui desmontando o castelo de sonhos, fui cedendo a realidade e de lá para cá, a cada dia, surgem novos casos dando a real dimensão dos desvios, dos erros, dos malfeitos, das cagadas e maldades que todos fizeram.

No meio desse turbilhão os companheiros começaram tentando segurar a onda: é à direitona sacana, a mídia, a elite paulista, são os capitalistas, a CIA, os Estados Unidos, querem o petróleo, a Amazônia, querem isso, aquilo e eu vendo cada dia mais coisas concretas. Eles com conversa fiada e a Polícia Federal e o MP com a realidade dos fatos invadindo casas, mostrando provas, ligações, depósitos, contas no exterior. Ai começou: não tem nada com o PT, estamos vendo, apurando, nunca antes investigaram tanto, rapaz quanta inocência, quanta desculpa amarela.

Agora dizem que sempre roubaram, que os outros também são ladrões, ora, os outros eu sabia, era PT o tempo todo por saber dos outros, não precisa falar deles, quero saber de quem se apresentou para fazer diferente, ganhando nossa simpatia, nosso apoio, nosso sangue. Não votava neles, não os apoiava, já sabia quem eram. Triste saber agora saber que quem atacava imitou no lugar de cumprir o prometido e ampliou e aperfeiçoou os procedimentos corruptos ao grau de excelência máxima, nunca antes postos em prática neste País.

Estou completamente decepcionado. Perdi a esperança, pois não tenho amor pelos outros, apenas nutro simpatia pela Marina Silva. O envolvimento criminoso do PT nos remete a todos os setores da economia, a todos os ministérios, não tem um lugar virgem, não tem uma área onde os ratos não tenham atuado e tenho absoluta certeza que nada, nada disso aconteceria sem o consentimento, aprovação da alta cúpula, especialmente Lula e agora Dilma.

Percebemos com olhos de ver que Lula e Dilma mentem descaradamente, buscam de todas as formas maquiar os malfeitos, nos bastidores existe intenso movimento de abafa e o discurso público é de apuração e elucidação, quando vemos que é tudo jogo de cena.
Perdi minha paixão, perdi meu amor, perdi meu discurso. Em minha opinião o PT governaria e teria apoio por fazer o certo, estaria sempre ao lado do povo, suas condutas seriam sempre absolutamente corretas, nunca, jamais na história deste país poderia haver compra de votos, desvio de recursos para pagamento de campanhas, caixa dois, indicações de ministros por questões políticas, os indicados seriam os mais técnicos e conhecedores de suas áreas, os cargos comissionados seriam de pessoas capazes, as relações internacionais seriam pautadas pelo interesse nacional e não ideológico e o PT nos levaria facilmente as reformas tão ambicionadas e elas seriam feitas resolvendo problemas históricos.

O PT não fez reforma nenhuma e culpa o congresso conservador. O PT aparelhou o Estado com gente da pior qualidade, militantes que roubam de todas as formas possíveis e trabalham em função do partido e não da pátria, o PT conseguiu dar potência máxima a corrupção, mostrando a todo planeta como se rouba bilhões de empresas tão caras a nós, como a Petrobras, hoje sinônimo de tudo que não presta e que pode nos levar ao fundo do poço com processos internacionais em andamento, altamente perigosos para nossa saúde econômica.

Hoje vivemos um governo de merda, mentiroso, disse uma coisa na campanha e agora faz outra, governo destinado à prisão, perdido e, neste contexto navega minha indignação. O PT acabou com o sonho, com a poesia de milhões de militantes, de simpatizantes. Jogou-nos na lama da corrupção em todo o planeta, hoje o Brasil é visto como o país dos ratos, dos malfeitos, dos bandidos.
Não posto nas mídias sociais minhas indignações por nenhum interesse em nada, não almejo votos, não quero apupos, não preciso de dinheiro, não estou a serviço de ninguém, muito pelo contrário, não tenho filiação partidária, não sou do PSDB, tenho perdido amigos, recebido ligações e avisos para parar, alguns deixando de ajudar as ações sociais, outros ameaçando, me bloqueando, mas não penso em parar, assim como vivia escrevendo loas para Lula e para o PT, falando, defendendo, elogiando e alimentando sonhos de um Brasil melhor, agora vendo o que fizeram, quem são e o que aprontaram, me sinto no dever e na obrigação comigo mesmo e apenas comigo mesmo, de ter a mesma energia, a mesma disposição para comentar os fatos do presente e criticar os malfeitos, pois eu continuo o mesmo, ainda quero antes de morrer, ver nascer uma liderança capaz de reavivar os sonhos e direcionar o governo para as práticas do bem, sem compra de votos, sem desvio de recursos, sem tantas ideologias, hoje furadas e ultrapassadas, o PT até isso conseguiu destruir, não existe mais direita, centro, esquerda, nada, existe sim é gente disposta a fazer o bem e gente disposta a fazer o mal e, sinceramente, a turma do PT que está ai a nível nacional, não me engana mais.

Os demais petistas estão devendo esclarecimentos à nação, tipo uma nota dizendo se apoiam as coisas que estão acontecendo ou se são contra isso, ficam em cima do muro, tirando onda de santos e dando sustentação a esses corruptos, covardes, adoram o dinheiro sujo que alimentam suas campanhas, idolatram os cargos públicos que rateiam entre seus pupilos, pecam pela omissão, fossem do bem expulsariam essa canalha que enlameia um partido que nasceu tão puro e cheio de ideais e começariam de novo a construção de um novo tempo, preferem o comodismo, se foram tão bravos no passado lutando até contra armas, agora devidamente pagos com o dinheiro sujo dos desvios federais, estão encastelados nas comissões, nas subvenções federais e, iludindo o povo com bolsas, com ideologia barata, atrasando nosso progresso e nos remetendo em todos os níveis a um Estado inflacionado, desmoralizado e processado internacionalmente, uma vergonha que merece oposição sem trégua, e não faço isso por ódio, por rancor, pois não tenho nada a ganhar pessoalmente, faço por amor ao Brasil e por ter coragem de dizer que errei ao ajudar a entronizar estes reis, que um dia postos na rua, passarão a história não como heróis e sim como ladrões, de sonhos, de ideais, de um futuro digno para o Brasil.

Lá na frente minha visão aqui expressa pode se revelar equivocada e a história provar a inocência de Lula/Dilma e membros do PT nacional, o que acho muito difícil diante do já exposto, mas caso isso ocorra, publicamente como já defendi e agora critico, reconhecerei meu equivoco.
Não sou dono da razão, mas, pelas evidências dos fatos expostos, acredito que o Partido dos Trabalhadores errou sua rota e vem decepcionando sistematicamente toda uma legião de fãs, eleitores e defensores, entre eles eu, lamentavelmente.

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Durante toda nossa existência na matéria vivenciamos diversas experiências e, muitas vezes, passamos largos espaços de tempo da vida dedicados a alguma atividade em especial. Ciclos giram e nem percebemos, quando num certo dia, começamos a ficar incomodados ou inquietos e, de repente, passamos a gostar e querer fazer outras coisas.

Nos últimos 25 anos além das atividades de jornalista, escritor, promotor de eventos, carnavalesco, construtor, pequeno comerciante e algumas outras, dediquei parte significativa de minha existência para trabalhos sociais, evoluindo aos poucos em abrangência, ao ponto máximo de fundar uma organização não governamental e mergulhar de corpo e alma neste projeto.

Para que tudo isso pudesse acontecer algumas coisas foram fundamentais, como a vontade irredutível de ajudar, sem nunca em tempo algum pensar em ser político e nem me beneficiar financeiramente disso e nem misturar minhas crenças espirituais neste trabalho, além do fato de ser jornalista e ter congregado um mundo de amigos que me ajudaram durante todo o processo, acrescentando aí alguns outros fatores de menor relevância.

Essa mistura de ingredientes me levou nos últimos tempos a uma série imensa de ações que passaram por horas e horas de esperas para falar com autoridades, de sentadas em bancos de repartições diversas no encaminhamento de soluções e pedidos vários com fins humanitários, muitas e muitas providências de ordem burocrática, lidando cotidianamente com questões de arrumar emprego para pessoas, ajudar financeiramente em situações de todo tipo, dar vida a projetos, executá-los, conseguir item por item coisas para que os mesmos acontecessem e me envolver na obtenção de apoio para construir a Casa do Bem, aprovar seu projeto, equipar depois do prédio pronto, fazer campanhas e campanhas para conseguir voluntários, dinheiro, equipamentos e até hoje, harmonizar situações que passam por conflitos humanos, não podendo em momento nenhum sair da linha, para que não ficasse só diante de tantas pessoas necessitadas de carinho e atenção.

Nesta caminhada de dez anos enquanto dirigente da Casa do Bem nunca pude contar com nenhum funcionário por não ter dinheiro suficiente para isso, conto sim com valorosos voluntários e alguns que gratificamos para que o barco da luz continue seguindo sua rota navegatória de bem servir.

Nestes dez anos vi meu prestígio lentamente diminuir ao ponto de hoje não conseguir reunir quase ninguém nos eventos da Casa do Bem e nem nos meus pessoais. Para ilustrar, chegava a vender mil livros num lançamento antigamente, com média em torno de 350 livros, hoje não passo de 50. Olho para um lado e para outro e não vejo quase ninguém.

Nos eventos da Casa do Bem só conto com o pessoal do bairro. Faço apelos praticamente todos os dias para que as pessoas possam depositar algo em nossa conta corrente e raríssimos o fazem, chegando a contar nos dedos as empresas e os abnegados colaboradores.

No passado era repórter de tevê, tinha coluna nos jornais e muito prestígio na sociedade. Hoje sou muito elogiado, abraçado, mas nada disso se traduz em apoio prático para a causa humanitária e até para meus projetos pessoais.

Como não sou um santo e tampouco um anjo, minha frágil condição foi degradando e acabou minando a até então impetuosa e imbatível força de vontade. Hoje faço as campanhas com certa vergonha, estou cansado de pedir. Hoje quando me deparo com a necessidade de ir buscar nos órgãos públicos as certidões e as providências para o continuar da Casa do Bem, um desânimo encarna e se pudesse eu desapareceria. Estou exausto.

Confesso que já não tenho tanta disposição para correr atrás de nada. Sinto-me impotente. Não acredito mais nas campanhas, reuniões e muitas promessas continuam chegando, a grande maioria não dando em nada. Estou desesperançado. Não tenho mais forças para enfrentar a burocracia. Não tenho mais vontade de engolir um monte de coisas calado e precisar ter paciência diante de incompetências, ingratidões e acusações vagas e injustas.

Ao mesmo tempo em que fui ficando inválido para continuar servindo ao nível de dirigente principal de uma organização sem dinheiro e cheia de projetos beneméritos, foi crescendo dentro do meu ser o amor pelos filhos e pela família. Sempre fui louco por meus pais e dediquei à Casa do Bem a meu amado pai Fernando Rezende e um condomínio que tenho a minha mãe e outro a minha esposa, filhos e irmãos. Com a morte de papai creio ter morrido boa parte de meu entusiasmo também.

Creio que hoje meu grande projeto é cuidar de minha mãe enferma, encaminhar meus filhos adolescentes na vida, estar mais presente no cotidiano de minha pequena Mel e de minha esposa Deinha, além de estudar um pouco mais, o que estou fazendo num mestrado e pensando num doutorado futuro.

Diante de tudo aqui revelado, anuncio que estou conversando com pessoas que podem assumir o comando da Casa do Bem e a mesma continuar por todo o sempre. Fundei e dirigi por muitos anos. É chegado o momento de passar o bastão. Novos idealistas do bem com prestígio, boa vontade e muita disposição precisam assumir o comando.

A Casa do Bem é muito jovem. Certamente na sequência ela vai ser uma organização profissional, prestando relevantes serviços à sociedade e lá do outro plano poderei acompanhar sua trajetória na seara do bem. Fico torcendo para que ela possa ter esse destino.

Agradeço a todos que colaboraram e que colaboram. Esta passada do bastão não tem data, mas está madura dentro do meu ser a decisão de mudar o foco de minha vida. Deverei continuar ajudando e até fazendo parte da diretoria, mas não tenho condições de ser o timoneiro, estou realmente sem energia para isso, perdão.

Apelo a todos que continuem ajudando a Casa do Bem, ela é importante e realiza muitas ações humanitárias maravilhosas. A decisão é no sentido de fortalecer, não de acabar e, para que isto seja possível, precisamos desta força. Quando um dia as coisas estiverem todas devidamente amarradas, anunciarei os novos rumos e, desde já, muita luz para todos nós.

Foto: Álbum de Família

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- Como Mel expande meu universo –

Quando acordamos nossa mente logo dá início a seu processo de pensar, pensar, pensar. Poucos seres neste querido planeta azul, destinaram minutos e horas dos seus afazeres à importante arte de desacelerar a mente.

Estudos científicos e de cunho esotérico comprovam que o processo de redução da atividade cerebral harmoniza mais o cérebro e proporciona equilíbrio e serenidade ao existir, sendo a meditação um importante aliado nesta área, tenha ela a excelência de um mosteiro zen ou a repetição mântrica da MT (Meditação Transcendental).

Essa atividade cerebral matinal pode ter início de diversas maneiras, com alguns começando logo a pensar no trabalho, como vai estar o trânsito, os afazeres a dar conta, enquanto outros podem pensar na performance noturna do seu time preferido ou o novo capítulo daquele caso de corrupção tão cheio de detalhes.

Apesar de muitas possibilidades, quem tem filhos e os amam devotadamente, direcionam na maioria das vezes estes pensamentos primeiros para eles, sendo este escrevinhador de artigos e livros, membro deste time, posto que apaixonadíssimo pelas crias, passo a tê-los como ampliadores de minha felicidade e multiplicadores das sensações diversas que a vida terrena nos oferta em generosas oportunidades, por quadrantes variados de nossa casa maior, a Terra.

Concentro agora a inspiração na minha linda, amada e querida Mel, princesa que hoje (dia 21) completa 5 aninhos e que enche esse pai cinquentão de alegrias diversas. Apesar de bem casado e marido apaixonado, compartilho com Deinha o pensamento moderno da morada individual. Ela alberga Mel e eu, Gabriel e Fernando. E assim vivemos, pacifica e harmoniosamente, nos vendo todo dia e compartilhando o mesmo espaço apenas nos fins de semana e, eventualmente, em momentos especiais.

Nos fins de semana, logo ao acordar, os pensamentos são no sentido de observar a doce Mel dormindo, depois abrindo os olhinhos, deitada no sofá pedindo para ligar a tv em seu sempre presente canal 40 e depois comendo. Cada momento desse despertar me enche de prazer e preenche meu ser com as mais energizantes e positivas energias.

Em seguida todos os eventos nos remetem ao mundo mágico da amplificação da ocorrência. Explico melhor, se o programa é a praia, além das sensações normais que sinto no contato com a areia, o mergulho no mar, a absorção fantástica dos raios solares e todas as visões relacionadas ao mágico estar em ambiente tão salutar, tudo converge para o processo ampliativo, pois passo a pensar no prazer que tudo aquilo está causando a pequena Mel, internalizando assim o seu possível deleite, e com isso, entrando no paradisíaco mundo nirvânico do prazer de sentir o gozo da cria e de poder estar ali em atitude cooperativa e amorosa, proporcionando tudo aquilo a uma pessoinha que tem ligação umbilical e cósmica comigo, sendo a mistura de todos os prazeres coletivamente, um dos grandes desfrutes que podemos ter enquanto seres imperfeitos em passagem expiatória por estas paragens materiais.

A mesma sensação ocorre em outros momentos, passando a filha querida a ser agente de amplificação das boas sensações, portanto uma bateria ambulante de positividade, elevando o prazer de viver e contribuindo naturalmente para um balanço satisfatório de aprovação desta encarnação. Isso termina alçando nossa alma à condição de aspirante a níveis mais elevados de grau evolutivo, motivado pelo amor entre um pai e uma filha e ancorado na percepção de que dois seres que se amam podem ocupar o mesmo espaço e, no lugar de ocasionar desperdício no transbordar do excesso, promove sim é o ajuntamento das emoções vividas, jogando no éter universal o apurado emocional e assim, devolvendo com juros ao Criador o investimento que foi feito tanto no pai, quanto na filha, que caminhando juntos, podem tranquilamente se fundir em amorosa unidade familiar e expandir de dentro para fora a poderosa e necessária energia que tanto precisamos produzir, a energia que chamam de amor.

Melzinha, te amo muito querida filhinha, parabéns e que possamos estar cada vez mais juntinhos na gostosa caminhada por este planeta azul.

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A complexidade da vida e as muitas nuances requeridas e existentes em todos os assuntos tornam muito complicada a publicitação de posições em determinadas discussões, posto que dentro de um mesmo objeto, são várias as situações, exigindo em alguns casos a concordância por uns ângulos e discordâncias por outros, ficando complicado quando, por exemplo, num processo eleitoral temos que decidir diretamente num só lado.

Na presente campanha venho passando por este dilema, uma vez que eleitor contumaz do PT, não vejo mais no partido e base aliada, seriedade necessária para condução do País e, sem essa salutar confiança, jogo olhar carinhoso na proposta de Marina Silva, identificando nela os mesmos elementos que me levaram ao voto no petismo, ficando porém com alma partida, visto que gosto de muitos projetos existentes e torço pela continuidade dos mesmos.

Essa dúvida existencial entre a confiança numa nova turma e a desilusão com a antiga eu tenho exposto em posts no facebook, levando minha página a fóruns permanentes de discussões muito interessantes, onde pululam personagens que amam e que odeiam o PT, exibindo argumentos sólidos e pífios, e deixando claro para os meros observadores, o processo de radicalização que estamos consolidando aos poucos, o que é deveras grave e preocupante, me fazendo crê que estamos caminhando lentamente para situações iguais as vivenciadas na Venezuela recentemente.

A mera testemunha das discussões políticas percebe claramente que as posições estão postas. Os petistas cegos e apaixonados pelo partido, não identificam problemas no oceano de corrupção reinante e na nomeação de pessoas desqualificadas para altos cargos federais, num caso gravíssimo de formatação do atraso da máquina pública, comprometida que fica em apenas manter o poder com quem já o detém e achando desnecessário gerir com seriedade e zelo os bens públicos, que passam a ser patrimônio de um partido e dos seus adeptos.
Por outro lado os radicais que odeiam o PT querem a todo custo apear do poder a turma ali instalada, apelando para palavrões e baixarias, tornando o processo eleitoral muito deprimente e enojando as pessoas de bem com postagens e colocações muito deselegantes, inclusive com a presidente, que pode ter lá seus defeitos, mas queira ou não queira alguns, ainda é o poste que tenta iluminar a pátria e solucionar suas mazelas, merecendo por isso todo o respeito dos que aqui residem.

É uma pena que não estejamos conseguindo produzir reformas que mudem o cenário eleitoral, tributário, político e que continuemos avançando para um cenário de confronto entre as pessoas e de aniquilamento do processo democrático, justamente por aqueles que tanto se dizem democratas.

A regulação da mídia, o aparelhamento do Estado por pessoas meramente partidárias, a ameaça de colocar permanentemente nas ruas os movimentos sociais em caso de derrota e o uso sistemático de marqueteiros para desconstruir a imagem de pessoas de bem, torna o PT e a base aliada um sério candidato a vencer uma eleição lamentavelmente encaminhada: a entronização do totalitarismo dito de esquerda, que na minha opinião é a ditadura das benesses, uma vez que os que chegaram ao poder, estão mais satisfeitos com os bônus da vida capitalista, que os méritos de uma governabilidade séria e necessariamente justa e humanitária.

Creio que o que se anuncia santo e popular, seja no fundo um grande engodo e que mais maracutaias, já tão aceitas e comuns no seio da seita instalada, virem regra no submundo dos acordos ainda por vir.
Lutemos para que a imprensa permaneça como está, pois ela regulada como eles desejam, a vaca pega o caminho do brejo e eu certamente devo passar uns dias vendo o sol nascer quadrado.
ps – respeito argumentos em contrário. O posto é o que penso.

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Tenho dito em conversas pessoais que a grande revolução que vai acontecer em nosso planeta, será a vinda dos seres extraterrestres.
Tudo que já acontece não consegue mais sensibilizar e nem provocar grandes mudanças por aqui. Já nos acostumamos com crimes violentos, sistemas políticos diversos, mudanças de comportamento, estações climáticas e tudo já foi devidamente processado, queira ou não queira as indignações e rejeições a determinadas coisas não tem força para provocar mudanças, então seguimos tendo que assistir periodicamente todas as coisas, apenas mudando de cenário, de sistemas ou de pessoas, mas como dizem por ai, tudo como dantes no quartel de Abrantes.

E em algumas ocasiões, quando cito que a grande onda vai ser essa vinda dos caras que ainda não conhecemos ao vivo e a cores, alguns interlocutores questionam o motivo deles ainda não estarem interagindo por aqui.

Como não tenho fontes no além e as canalizações e mensagens mediúnicas ou afins disponíveis por ai podem ser questionáveis e algumas amalucadas, tenho minhas próprias teorias que, claro, não tem nenhum embasamento real, sendo apenas viagens mentais que faço e que compartilho agora com vocês.

Se eles, os extras, chegarem aqui um dia, fica patente que tem superioridade sobre nós, que apesar de espionarmos o cosmos, não conseguimos enxergar nada muito além das estrelas que brilham e dos astros que vagueiam.

Não sei o tipo de superioridade. Se moral, não nos incomodarão, certamente vão querer explicar como as coisas são por ai e dissipar esse véu da ignorância que nos persegue e que nos incomoda por tanto tempo.

Se forem malvados, vão querer nos dominar, roubar coisas de nossa natureza e, quem sabe, nos aprisionar ou detonar tudo de uma lapada só.

Bem, então o que impede eles de se aproximarem? Na minha visão, eles são do bem e tem uma alta sensibilidade. Nosso planeta, que dizem ser do tipo “expiação”, gera muita energia negativa e isso fica como a nossa aura.

Quando eles se aproximam pelo alto, sentem logo aquela carga pesada, a energia deletéria, ficando impossível a permanência deles num ambiente assim, até mesmo pelo fato de que essa energia muito negativa pode contaminar os extras e eles adoecerem ou até mesmo caírem em nossa malha do mal e ficarem com vontade de sair por ai falando mal dos outros, subtraindo objetos, desviando recursos e outros babados mais.

Algumas informações espirituais dizem justamente que lá em nossa origem éramos anjos, que decaímos e que nessa vinda para este pedaço do universo, entramos nesta roda e dificilmente sairemos daqui, pois nos enredamos nessas picuinhas e vamos contraindo cada vez mais débitos (karma).

Então almas boas, se minha tese for verdade, ou melhoramos individualmente, colaborando para que coletivamente possamos passar a gerar uma energia mais positiva, nos habilitando assim a integrar a comunidade cósmica universal, ou vamos continuar por aqui indo e voltando do material para o umbral ou para algum lugar mais ou até menos, num vai e vem sem fim, podendo até, segundo alguns, regredir e voltar a habitar mundos bem mais complicados.

Não sei se tudo isso é um pensamento sem eira e nem beira, mas por via das dúvidas, procuro seguir o que alguns mestres andaram dizendo, que colaborar com essa boa energia é necessário e que fazer o bem sem olhar a quem e amar a todos e servir a todos é fundamental.

Faça muito, faça médio ou faça pouco, mas faça algum bem para que possamos sair desse ciclo repetitivo de nascimentos e mortes e poder junto a nossos amigos mais adiantados, celebrar a obra divina com todo o amor que nela existe e que só pode ser acessado com um corpo material devidamente purificado e energizado com as boas práticas já devidamente divulgadas por aqui.

É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Toda viagem agrega uma série de acontecimentos. As mais comuns, que carregam nosso ser em deslocamentos curtos e locais, exigem apenas pequenas providências e, muitas delas, são realizadas praticamente no piloto automático, uma vez que ficamos tão condicionados aos roteiros repetidamente utilizados, que os seguimos sem nem mesmo pensar a respeito das curvas e sinalizações existentes.

As viagens mais longas exigem atenção mais apurada, posto que nos remetendo ao novo, pedem um olhar mais atento, uma mala que substitui o guarda-roupa e vigilância para evitar que os malfeitores se interponham em nosso roteiro, transformando o bem bom num baixo astral daqueles.

Tenho viajado bastante, colocando em prática real aquela música dos Novos Baianos que em bela letra revela, “vou mostrando como sou e vou sendo como posso, jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos e pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto e passo aos olhos nus, ou vestidos de lunetas, passado, presente, participo sendo o mistério do planeta...”.

Num desses deslocamentos, nem tão automático e nem tanto vigilante, fui bater na bela praia da Pipa, pertinho de Natal, recanto que albergou parte de minha juventude, onde maconha, surf, comida enlatada, água de coco e cerveja gelada, eram tão presentes quanto o sol e as moças bonitas, numa mistura emoldurada por rock progressivo e MPB e que deixou até hoje, boas recordações de um tempo muito interessante e bem curtido.

Neste deslocamento pude presenciar e participar graças à bondade da amiga Yanna Medeiros, do Festival Literário da Pipa, conhecido como Flipipa. Foi puro encantamento. O desfrute da pousada Bicho Preguiça com Deinha e Mel, o banho de mar, o passeio pela rua principal e, o êxtase de ouvir palestrantes, bebendo cultura e me alimentando de conversas paralelas de teor literário, reavivaram em meu ser, o grande e fantástico prazer das coisas culturais, dando novo ânimo a minha vida e imantando potente satisfação a meu viver.

Ouvir pessoas interessantes, falando de coisas legais, sorrir internamente em prazeroso gozo de absorção de saberes, é uma coisa extraordinária, mostrando mais uma vez para este escrevinhador, o quanto é importante e necessário este processo nutricional de alimentação cultural, tão salutar quanto as demais formas de sobrevivência, tais como respirar e comer, uma vez que um ser sem o usufruto da informação que edifica, é um ser sem essência, ficando faltando algo, como se sem alma passasse por sua existência material.

A praia da Pipa vai nos brindar novamente com esse tipo de alimentação, agora na incrível área da música, aquele setor onde essa nutrição essencial adquire igual potência. Lá vai ocorrer, de 21 a 24 deste mês de agosto, o Fest Bossa & Jazz, tão bem organizado pela amiga Juçara Figueiredo, que promete colocar no palco gente muito boa do jazz como Street Band, Ricardo Silveira Quarteto, Mark Rapp Quartet, Rogério Pitomba, Nuno Mindelis, Camila Masiso, Marcos Valle, Roberto Menescal, Glen David Andrews Band, Sambossamba & Blues, Jaques Morelenbaum & Cello Samba Trio e o Eric Gales.

Gente da qualidade de Dácio Galvão, Juçara Figueiredo, Yanna Medeiros e outros produtores e fomentadores culturais da cidade como Marcelo Veni, Diana Fontes, Zé Dias, Gustavo Wanderley, Zelma Furtado, Toinho Silveira, Candinha Bezerra, Jomardo Jomas, Daniel Rezende, Margot Ferreira, Claudia Soares, Alexandre Dunga, Jorge Elali, Abmael Silva, Carito Cavalcanti, Rodrigo Cruz, Alexandre Barros, William Collier, Ivonete Albano, Buca Dantas, Daliana Cascudo, Civone Medeiros, Laumir Barreto, Carlos Fialho, Marcílio Amorim, Cinthya Lopes, Yuno Silva, João Hélio, Fernando Mineiro, Hugo Manso, Neiwaldo Guedes, Franklin Jorge, Conrado Carlos, Marcos Sá de Paula, Marília Sá, Chico Guedes, Véscio Lisboa, Rejane Souza, Nalva Melo e Jeane Bezerril, entre tantos outros que me anistiem pela falta de memória momentânea, além de entidades culturais, deveriam ser reverenciados, uma vez que fornecedores de alimentação da melhor qualidade para nossas vidas tornam as passagens por estas paragens mais interessantes e agregam valor de alto nível ao nosso existir terreno.

Quando escolhemos um destino para jogar nossos corpos, se nele estiver inserido o item cultura, pode colocar no automático e relaxar quanto à segurança, certamente você vai levitar e no fim achar, que valeu a pena ter estado ali para viajar numa fina estampa de alto valor espiritual, carnal e emocional.

* É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Algumas religiões aceitam a crença na vida depois da morte e, aqueles seres que conseguiram apresentar uma conduta reta, adequada e que tiveram a oportunidade de servir ao próximo e desenvolver aptidões espirituais anunciadas como corretas, podem gozar neste período livre da matéria corporal, sensações muito agradáveis, além de deslocamentos inimagináveis no espaço que ora habitamos, além de observar paisagens diferentes e paradisíacas em cenários descritos em canalizações e psicografias, como também nos livros que regem as citadas religiões.

Enquanto não chega a hora de experienciarmos estes paraísos celestes - caso tenhamos merecimento para tais estágios superiores, vamos buscando emoções por aqui mesmo e, no leque de prazeres que a existência material possibilita, está o de viajar para terras distantes e observar cenários diferentes dos habituais que fazem parte do nosso cotidiano, tendo o viajante ainda oportunidade de conhecer novas pessoas e travar conhecimento com culturas, gastronomia e linguagens que não são conhecidas.

Neste mês de julho resolvi dividir férias em dois períodos e neles elegi quatro destinos para jogar o corpo e levar a mente vazia para que pudesse ser preenchida com novos saberes e igualmente usufruir de novas vivências e convivências, enriquecendo assim meu viver, já bastante pleno de experiências em outros cantos e recantos deste amável planeta azul.

A primeira semana das férias foi em Brasília e Pirenópolis, com incursões candangas em locais de trânsito popular de Brasília, sem esquecer os tradicionais pontos turísticos. Nesta parte do todo relaxante o ponto forte foi à troca de amabilidades e a proximidade com uma querida irmã, a Leila, e toda sua maravilhosa família, com a energia fluindo entre todos nós no aniversário infantil da doce Inah.

Por ser canceriano todas as relações que envolvem familiares são sempre muito agradáveis e causadoras de prazerosas sensações interiores, curtindo cada sorriso, cada gesto de acolhimento de todos, com muita gratidão e, saindo destes contatos abastecido de cestas e cestas de carinho e de lembranças da fortaleza que é uma família com irmãos e demais parentes unidos pelo amor universal.

Em Pirenópolis pude desfrutar da agradável companhia de antigos amigos da família, como o Dr. Neri, Cristina e outra amiga, formando juntos uma turma que compartilhou por dois dias papos agradabilíssimos, que iam das coisas da política nacional aos textos sagrados e aparições da Virgem Maria. Como é boa a fluidez de conversas edificantes, a união de seres de bem, os passeios, as apresentações de novos amigos que chegam para tornar a vida mais interessante, a ida ao mercadinho, a preparação do alimento, o jogo de cartas e, finalizando, o banho de cachoeira, uma espécie de purificação daqueles pensamentos comezinhos que o cotidiano e suas mazelas ainda produzem e que inconscientemente vamos agregando, até que em contato com a pureza da natureza, conseguimos perceber e expurgar, sem necessidade de desobsessão e nem de mandingas acessórias.

A segunda parte das férias teve como destino a cidade de São Luiz com seus casarões antigos, com desfrute de passeios pelo centro histórico, breves e interessantes contatos com os amáveis funcionários da pousada Portas da Amazônia, encontro com uma protetora de animais e seareira espírita Cláudia Franco, além de filmes e observação do modus vivendi do maranhense da capital.

E as férias incluíram ainda uma longa viagem aos Lençóis Maranhenses, com prazerosos mergulhos nas lagoas que se formam entre as dunas, agregando vibrações inesquecíveis ao corpo e imantando na alma através dos olhos, registros de paisagens e de passeios de jardineiras, lanchas e escaladas, tudo arquivado em meu HD espiritual para futuras recordações de alegres momentos mágicos.

Registro ainda, para finalizar, que em Barreirinhas/Lençóis, escolhi hospedagem na casa do Alexandre, adepto do conceito de “Cama, Café e Aventura”, possibilitando a convivência com sua doce família, criando carinhoso vínculo com seu filho Paulinho e travando conhecimento com outros turistas, numa escolha acertada e muito proveitosa. A lição desta hospedagem numa casa nativa foi à constatação que o melhor de uma viagem, além das paisagens e curtição das sensações corporais e gastronômicas, é o supremo prazer de conhecer seres semelhantes, dividir experiências, conhecer a biografia dos simples e referendar a feliz constatação do grande mestre Câmara Cascudo, quando disse em sublime momento de lucidez: “o melhor do Brasil é o brasileiro”.

· * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Peço licença a meus leitores para tecer algumas considerações e explicar algumas decisões que andei tomando nos últimos dias.

Já é do conhecimento público que em meados de novembro/dezembro a Casa do Bem encerrará suas atividades humanitárias e, os trabalhos sociais conquistados e executados com muito amor, devem continuar sob a égide do Conselho Comunitário de Mãe Luiza e Aparecida.

Para chegar a este momento vamos retroceder ao tempo de minha juventude, fim dos anos 70, totalidade dos 80 e começo dos 90. Neste tempo não havia entre os jovens envolvimentos mais relevantes relacionados a ajudas ao semelhante, questão dos animais e do meio ambiente e, circulávamos entre festinhas diversas, romances, futebol e muito pouco nos relacionávamos com política.

Apesar de tudo isso, desde cedo, gostava de ajudar as pessoas que batiam na porta lá de casa e, fazia amizades com carentes, causando até comentários e algumas pequenas complicações, já contornadas e que viraram história.
O tempo passou, comecei a trabalhar muito jovem, me meti em diversas atividades e fui juntando dinheiro até que decidi comprar um terreno e levantar minha casa. Num episódio que por si só merece um artigo inteiro, decidi comprar este terreno em Mãe Luiza, causando espanto na família e entre amigos.

Apesar de tudo levantei o lar e morando lá comecei a caminhar pela comunidade, conhecendo pessoas e seus problemas e, fui ajudando uma família aqui, melhorando um banheiro ali, levando para hospitais pois não tinha Samu, para ter filhos, até que depois de muitas ajudas pontuais, comecei a ajudar projetos já existentes e, em minha própria casa, fiz uma escola de balé, a piscina era coletiva, fundamos uma escolinha de futebol e as coisas foram aumentando, aumentando e, quando percebi, minha casa era a própria Casa do Bem de tantas coisas que já aconteciam lá.

Aconselhado pelo amigo Paulo Campos decidi comprar uma casa e deslocar para a mesma todo o movimento que já ocorria naturalmente na minha, onde chegava a receber diariamente mais de 20 pessoas com problemas pessoais, de emprego, saúde e onde buscava com meus próprios recursos e conhecimentos, minorar aflições e conseguir colocações no mercado de trabalho, entre diversas outras ações do bem.

Diante da necessidade de ter um novo espaço, fui igualmente aconselhado a abrir uma ONG para receber recursos para a compra desta casa. Assim foi fundada em agosto de 2005 a Casa do Bem. A luta para comprar a casa foi radicalmente mudada quando o empresário Ricardo Barros doou um terreno, vizinho onde morava e, através da Lei Câmara Cascudo, obtive apoio da Petrobras e da Cosern e construímos a sede própria da Casa do Bem, inaugurada em julho de 2010.

De lá para cá os voluntários foram chegando e as ações acontecendo, nunca havendo interrupção e a Casa do Bem funcionando, prestando relevantes serviços, contando para seu funcionamento com depósitos financeiros de pessoas físicas e de empresas, mas sempre com somatório apertado para as reais necessidades que se apresentavam a cada dia.

A dificuldade foi amenizada com assinatura de um convênio na administração de Micarla de Sousa, que possibilitava o pagamento de despesas básicas, livrando um pouco a conta principal do total dos gastos.

O convênio foi renovado através de Carlos Eduardo, mas, ano passado, uma greve no órgão que analisa as prestações de contas do município atrasou tudo no meio do ano e a Casa do Bem e outras entidades ficaram sem o benefício do convênio o resto do ano.

Depois de reuniões onde as decisões do setor jurídico iam mudando, decidimos esquecer 2013 e renovar para 2014, mas, infelizmente, chegamos em julho e o convênio não foi assinado.

Sem o convênio a Casa do Bem foi entrando na conta normal e a fragilizando ao ponto de ter que realizar, praticamente todos os dias, campanhas através das mídias sociais e de outras formas, não obtendo êxito, com poucas pessoas depositando algo e na maioria das vezes, depósitos apenas naquele momento em que demonstrava desespero pela situação.

Esse apertado existir financeiro, aliado as muitas decisões que tenho que tomar diariamente, relatórios a preencher de conselhos diversos, pegar pessoalmente doações em lugares distantes, enfim, muitas e muitas atividades, solicitações diversas de mil coisas para os projetos, literalmente me fragilizaram e me levaram a decisão de extinguir a Casa do Bem e continuar meu trabalho social sem o peso de dirigir uma ONG com tantas necessidades e apoio financeiro insuficiente.

Não critico ninguém pelo ocorrido, podia ter tido a competência de tornar a Casa do Bem viável através de editais e outros convênios, mas confesso que tentei de tudo que se possa imaginar, mas não aconteceu comigo. O Cidadão Nota 10, antes uma esperança das ONGs praticamente não funciona, os convênios são difíceis de conseguir e de operar, uma vez que a legislação trata igualmente coisas de centavos e de bilhões e os editais nunca conseguimos material humano para nos inscrever a tempo em suas nuances burocráticas.

Só as pessoas próximas sabem o tempo que dediquei a muitas coisas, o dinheiro próprio que gastei no início e durante todo este tempo, atendendo com recursos meus inúmeros pedidos que a Casa do Bem não deveria se meter, além de ter que aguentar com resignação confissões de amigos dizendo que algumas pessoas acham que desviava recursos para viajar, como se eu não tivesse condições de fazer tudo que faço com meus próprios rendimentos, posto que sou funcionário de nível superior da UFRN, concursado, com especialização em Ciências da Religião e mestrado em andamento em Estudos da Mídia, com passagens por televisões, jornais, incursões no comércio e na construção civil, com vários apartamentos populares construídos, torre de telefonia num terreno meu, enfim ganho mais que deputados, vereadores, só não consigo ter o padrão de vida que muitos tem e nem apresentar na declaração anual do Imposto do Renda os bens que os mesmos usufruem e a incrível e ascendente curva patrimonial.

Apesar de me considerar muito bem sucedido financeiramente meu carro é um Sandero, o de minha esposa um Clio, moro num apto de 52 metros quadrados e minha esposa numa casa herdada da mãe. Nossos filhos estudam em colégios simples, um inclusive com bolsa e, quando viajamos, buscamos sempre os pacotes ofertados pelos sites de busca e nos hospedamos na casa de amigos e parentes ou em hotéis de classificação mediana.

Encerro então um ciclo de ativismo social como dirigente de ONG de maneira honesta, com toda a contabilidade da Casa do Bem exposta no link – prestação de contas, no site www.casadobem.org.br, acreditando ter feito um monte de bondades, nunca pedindo um voto sequer a seu ninguém, não colocando o fator religioso na ordem do dia e nem permitindo remuneração para nenhum dirigente da entidade.

Os trabalhos sociais vão continuar com o Conselho Comunitário, estarei por perto ajudando, devo permanecer junto com amigos com a Escolinha de Futebol que permanecerá com o nome Casa do Bem, mas sem o peso de uma entidade devidamente regularizada, vou levar a escolinha como antes, informalmente.

Todos que ajudam a Casa do Bem podem continuar até dezembro e caso desejem, repassarei contatos e conta do Conselho Comunitário para continuidade dos projetos desenvolvidos, quanto a escolinha vou buscar apoios para tocar o barco com 250 jovens em várias categorias.

Gratidão aos que estão ajudando e aos que elogiam e dizem coisas bonitas. Gratidão principalmente aos valorosos e queridos voluntários que tornaram tudo possível e que devem continuar fazendo o bem sem olhar a quem. Sem eles nada seria possível e fui apenas o mentor e o buscador de apoios, eles é que dão as aulas, cuidam do cotidiano e suam de maneira heroica e verdadeira.

Quaisquer dúvidas passem e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., meu envolvimento com o ativismo social apenas chega a uma nova fase, continuo com boa vontade para ajudar, só adequarei o fardo a minha capacidade de suportar o peso, vamos que vamos, luz e paz.

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quem acompanha minha trajetória de escritor, lendo alguns dos meus livros e “escritos” produzidos constantemente, pode perceber claramente o meu crescente amor pela vida, com êxtase sempre presente em diversas ocorrências comuns ao cotidiano de muitos seres.

Além do eterno casamento com a natureza e suas fantásticas plantas, montanhas, rios e lagos, temos satisfação em contemplar os animais e os seres humanos em suas atividades, ficando feliz em ver o tempo passar e a existência se manifestar, mesmo com suas diferenças e pluralidades, o que pode ser motivo de reflexões e de atitudes, mas são realidades sempre presentes que não me cabe aqui filosofar.

E neste fluir existencial os sentimentos vão se alternando, com mobilidade ininterrupta, posto que expostos a variadas nuances, seguem navegando entre alegrias e tristezas, sempre de acordo com o enredo apresentado no aqui e no agora.

Atualmente o Facebook tem servido como fórum de discussões políticas – o que considero saudável e interessante, proporcionando a exposição de posições e de opiniões, com o clima variando do educado para o exacerbado, promovendo consequente fluidez de sentimentos, que igualmente migram do feliz para o preocupante, passando pelo neutro e até o chateado.

O problema da questão política hoje é que os argumentos são sempre os mesmos para ambos os lados e, venho percebendo que as posições já estão cristalizadas, havendo raríssima possibilidade de mobilidade, o que torna o clima às vezes pesado, agressivo, e o papo começa a ficar chato e até perigoso.

Perigoso no sentido de amizades que vão sendo desfeitas, atitudes tomadas em decorrência dos posicionamentos como negativas de apoios culturais e sociais, xingamentos e até brigas físicas.

O sentimento antes prazeroso em torno da questão política migra lentamente e tende a piorar para o campo das batalhas verbais e posições radicais, elevando a temperatura e entristecendo no lugar de alegrar.

Então começo a arrefecer e a ter preguiça de argumentar e debater, ao mesmo tempo em que observo minha pequena filha, de apenas quatro anos, brincando com sua cadelinha chamada de Chica Linda Donzela, visão esta que alquimicamente transmuta meu sentimento entristecido com o acirrado debate político, fazendo-o migrar rapidamente para a seara do carinho, o campo do amor, o espaço da beatitude.

Se numa espécie de mágica pudéssemos transpor o puro amor que sentimos por nossos filhos, para todos os campos da vida, estaríamos nos aproximando celeremente para o que chamam por ai de paraíso, posto que esse genuíno sentimento que temos por nossas crias, carrega em seu DNA, a pureza dos mestres e a postura dos deuses, encerrando em sua essência, a magnificência da existência.

É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Os seres que cultivam os valores humanos tais como fraternidade, tolerância, amizade, pureza, generosidade, paz, serviço voluntário e os demais que já sabemos, ficam encantados com lindas fotos, vídeos enobrecedores, frases edificantes e buscam ajudar ou fazer parte de ações humanitárias, pois, sentem prazer e júbilo no envolvimento com as coisas do bem.

Esses seres, que existem espalhados pelo planeta, gostam dos arquitetos que trabalham unindo conhecimento técnico com projeção de suas obras impregnadas de respeito à natureza e formas que elevem o pensar e a boa mobilidade de todos. Esses seres curtem quando todos os profissionais liberais executam seus ofícios levando em conta todas as nuances positivas e ofertam serviços diversos com o tempero do amor e o açúcar do humanismo.

Os seres de bons hábitos e pensamentos altruístas vibram quando pessoas decidem direcionar suas existências para o universo político, pois acreditam que a difícil decisão, precisa necessariamente agregar valores missionários, uma vez que esse rumo constrói ou destrói vários outros caminhos, daí ser fundamental que a política seja o espaço de almas boas e verdadeiramente servidoras do bem-estar coletivo.

Quando esses seres observam os movimentos de um semelhante chamado Mujica, que habita ao sul do continente, entram em êxtase com sua simplicidade, com a dispensa de aparatos exagerados de segurança, de transporte e de moradia, que apesar de ocupar o mais alto cargo de seu País, o Uruguai, vive da mesma maneira que antes, não perdendo nenhuma oportunidade de estar com as pessoas, ouvindo, abraçando, sorrindo, como um cidadão qualquer, vestindo as mesmas roupas de sempre e buscando a todo custo melhorar a vida do coletivo.

Seres da seara política como Mujica, Gandhi, Luther King, Mandela, Lincoln e tantos outros, elevam a alegria planetária dos seres de bem, que nutrem nestes exemplos suas vidas, buscando amparo em suas posições, falas e posturas, tornando o planeta mais lúcido e a história mais bela.

Aqui no Brasil, os seres do bem ficaram todos animados quando tempos atrás surgiu uma estrela no céu da política nacional, anunciando uma constelação de novas maneiras de agir e um modus operandi ético e cheio de esperanças para um novo cenário.

O tempo passou, importantes e salutares políticas públicas foram implementadas, o céu estava em constante êxtase até que as nuvens negras começaram a surgir encobrindo o límpido e apreciado azul celeste.

No começo os seres acreditavam que aquele extraordinário líder não sabia de nada, ouviam suas desculpas e promessas de afastamento das nuvens negras, mas, infelizmente, a tempestade foi aumentando, novos temporais surgindo de todos os lados, enchentes, todo tipo de precipitação apareceu e, o líder, encharcado, começou a vacilar, uma conversa aqui, outra diferente ali, até que a nação, vítima do dilúvio, entendeu que o meteorologista sabia sim de tudo, mas não podia informar e nem medidas tomar para estancar as águas, pelo simples fato de estar todo molhado, impossível fazer algo, era parte do temporal e só lhe restava bazofiar.

Hoje os seres de bem lamentam a perda de um Mujica verde e amarelo. O que se apresentou como um possível líder do bem, não anda mais como antes, perdeu a humildade no caminho, prefere a companhia dos companheiros filósofos do esquerdismo ineficiente, buscando inspiração em mumificados sistemas falidos e em decomposição, do que a companhia do povo, do qual se aproxima apenas para pedir, justo o povo que tanto lhe deu.

Hoje o que poderia ser o nosso Mujica distribui frases desconexas e compartilha alegorias vazias para parte de uma plateia eletrizada e anestesiada, virou um ilusionista, ainda prometendo requentados paraísos, que teve oportunidade de criar, mas cedeu a tentação de dominar a tudo e a todos e governar sob o signo da subordinação e da coação.
Mujica é um homem do povo e dá sem querer nada em troca, nem para si e nem para os seus, pois não os tem. Não se apossa dos seres, serve-os com dignidade e humildade crescentes. O nosso arremedo de líder perdeu todas as características de suas origens, no vestuário, na aparência, nos hábitos, sendo hoje um traidor da esposa e da pátria, a mãe maior, posto que cheio de conversa fiada, não faz um “mea culpa” corajoso e assume que junto com seu stablishment, equivocadamente projetou tomar posse do Brasil, no lugar de governá-lo com os valores que alguns acreditam que já teve um dia.

Agora é tarde. A esposa ainda aguenta a farsa da fidelidade, mas a pátria, acordada, brada aos quatro cantos: queremos o prometido e não concordamos que práticas condenáveis ontem e sempre, sejam ainda utilizadas sob o manto da mentira, deixando os seres de bem decepcionados e os demais sem o mínimo que um bom gestor deve ofertar: segurança, saúde e transporte de boa qualidade.
Dinheiro tem e muito, mas o líder se faz de doido e o povo já atento pode sentenciar que doido também apanha (nas urnas).

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)



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