NATAL PRESS

Ao longo de nossa passagem pela materialidade ao tempo em que existimos, vamos gostando de coisas e mais coisas e, depois, valorizando mais outras e, abandonando algumas, ou até mesmo deixando no cantinho para que não morram e possam voltar – ou não, em novos tempos ou em momentos a posteriori.

E nesse gostar e odiar coisas e mais coisas, o tempo dessas coisas é o tempo dessas coisas, sem que aparentemente possamos conscientemente dizer por quais e tais motivos as coisas são importantes em alguns momentos e, em outros, são meras lembranças. A vida é assim e nenhuma filosofia mais complexa e profunda tira da transitoriedade das coisas, essa coisa das coisas serem assim e assim são e pronto.

E essas coisas que são e essas coisas que foram e essas coisas que serão, são coisas que jogamos carinhoso olhar no retrovisor ou que no momento gostamos de falar sobre as mesmas, lembrando agora de quantas coisas já gostei e que hoje não tem mais importância alguma, citando as lutas de boxe que envolviam Muhammad Ali, Joe Frazie, Mike Tyson, George Foreman; a Fórmula 1 com Senna; os clássicos Flamengo e Fluminense, mantendo apenas relativo interesse por futebol, mais em solidariedade a meu filho Gabriel Kalki que quer ser jogador, que mesmo por achar muito legal os jogos e pelejas atuais.

Assuntos que já dominaram minha mente e eram temas constantes em meus “escritos”, hoje são apenas reminiscências como a questão ecológica que continuo gostando mais no aspecto de cumprir minhas obrigações para um mundo melhor, mas nada que me ocupe mais que leituras e presença em eventos pontuais. A questão da religião, onde fui entusiasta militante, hoje é interessante no que diz respeito agregar uma ética ao existir, ficando cada vez mais claro que a essência religiosa de tudo é uma postura e que todas as coisas relacionadas, são apenas experiências dos outros e, que em determinados momentos, servem ou não servem para condutas que julgo corretas em meu existir terreno.

E nesse fluir atualmente tenho me interessado em escrever sobre a questão política nacional e, vários amigos em grupos de convivência cibernética, criticam certa constância e insistência neste setor, no que respondo, que fosse eu cirurgião, certamente passaria o dia realizando procedimentos relativos a este mister ou, fosse corretor, igualmente estaria tecendo loas sobre apartamentos e mansões, buscando potenciais compradores para os imóveis que estivessem a venda neste universo comercial tão dinâmico na atualidade.

Como sou escritor e jornalista e movido sempre a prática da escrita, é esse assunto que me inspira e me vem à mente, pedindo perdão a quem se incomoda, mas ao mesmo tempo pedindo vênia posto que livre, posso divagar e expressar o que bem entenda, ficando a critério do leitor ler ou não, concordar ou não, sendo normal e democrático o processo de balançar a cabeça afirmativamente ou negativamente, em lagartixística participação neste relacionamento que os escritores mantém com seu público receptor.

Pode ser que essa coisa de criticar as posturas do Partido dos Trabalhadores na atualidade seja coisa de marido traído. Como era simpatizante, votante e defensor intransigente do PT, acreditava piamente que ele mudaria todas as práticas políticas vigentes, implantando verdadeiramente posturas corretas e éticas neste mar de lama em que nos encontramos faz tempo.

O fato de descobrir que era tudo farsa, que por debaixo do pano a prática dos líderes era igual ou pior de tudo que tanto falávamos e combatíamos, tudo isso me levou a um estado de chateação tão grande, uma amargura, uma perda de esperança tão profunda, que encontrei nessa coisa de baixar o cacete, uma certa remediação, uma certa obrigação para comigo mesmo e, nesta coisa ainda presente, continuarei até que um outro assunto, se faça presente e, minha mente, naturalmente, passe a gostar, se inspirar e simpatizar com algum outro assunto.

Enquanto isso não acontece, sigo fazendo o que gosto, expondo o que vem de dentro para que externamente, possa ter serventia para alguém ou, simplesmente, extravase algo que é natural em quem produz textos como vício e com essa coisa de satisfação pessoal e profissional.

* É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Tenho observado a crescente intolerância dos petistas com todos que expressam indignação com os casos de corrupção, a condução econômica do governo e com o legítimo ato constitucional de pedir impeachment de uma gestora.

Além de palavrões e outras coisas mais, deram agora para ameaçar dizendo que se Dilma cair não vai ficar assim, que isso e aquilo e tudo comendo corda do staff petista que, orquestrado pelo maestro marqueteiro vai incentivando uma reação violenta como última trincheira para evitar a queda do bunker.

A tal coração valente, por sua vez, braba que só siri na lata diante de sua maré vermelha, parece na verdade acovardada diante da real prova de valentia: falar a verdade sobre o que sua tribo realmente fez.

Falsa, mentirosa e produto de marketing, engana uns gatos pingados com sua fantasia de corajosa, ficando nua em sua complexidade abilolada diante de uma nação estarrecida com suas falas desarticuladas, desprovidas de nexo e, principalmente, falácias em verso e prosa de uma verdade escondida, mas que está vindo a tona homeopáticamente, proporcionando no fim a assepsia, enfim, desses pacientes terminais, que uma vez diagnosticados de grave moléstia nacional, seguirão com nossas bênçãos para a UTI da Papuda Federal.

Ao longo de nossa passagem pela materialidade ao tempo em que existimos, vamos gostando de coisas e mais coisas e, depois, valorizando mais outras e, abandonando algumas, ou até mesmo deixando no cantinho para que não morram e possam voltar – ou não, em novos tempos ou em momentos a posteriori.

E nesse gostar e odiar coisas e mais coisas, o tempo dessas coisas é o tempo dessas coisas, sem que aparentemente possamos conscientemente dizer por quais e tais motivos as coisas são importantes em alguns momentos e, em outros, são meras lembranças. A vida é assim e nenhuma filosofia mais complexa e profunda tira da transitoriedade das coisas, essa coisa das coisas serem assim e assim são e pronto.

E essas coisas que são e essas coisas que foram e essas coisas que serão, são coisas que jogamos carinhoso olhar no retrovisor ou que no momento gostamos de falar sobre as mesmas, lembrando agora de quantas coisas já gostei e que hoje não tem mais importância alguma, citando as lutas de boxe que envolviam Muhammad Ali, Joe Frazie, Mike Tyson, George Foreman; a Fórmula 1 com Senna; os clássicos Flamengo e Fluminense, mantendo apenas relativo interesse por futebol, mais em solidariedade a meu filho Gabriel Kalki que quer ser jogador, que mesmo por achar muito legal os jogos e pelejas atuais.

Assuntos que já dominaram minha mente e eram temas constantes em meus “escritos”, hoje são apenas reminiscências como a questão ecológica que continuo gostando mais no aspecto de cumprir minhas obrigações para um mundo melhor, mas nada que me ocupe mais que leituras e presença em eventos pontuais. A questão da religião, onde fui entusiasta militante, hoje é interessante no que diz respeito agregar uma ética ao existir, ficando cada vez mais claro que a essência religiosa de tudo é uma postura e que todas as coisas relacionadas, são apenas experiências dos outros e, que em determinados momentos, servem ou não servem para condutas que julgo corretas em meu existir terreno.

E nesse fluir atualmente tenho me interessado em escrever sobre a questão política nacional e, vários amigos em grupos de convivência cibernética, criticam certa constância e insistência neste setor, no que respondo, que fosse eu cirurgião, certamente passaria o dia realizando procedimentos relativos a este mister ou, fosse corretor, igualmente estaria tecendo loas sobre apartamentos e mansões, buscando potenciais compradores para os imóveis que estivessem a venda neste universo comercial tão dinâmico na atualidade.

Como sou escritor e jornalista e movido sempre a prática da escrita, é esse assunto que me inspira e me vem à mente, pedindo perdão a quem se incomoda, mas ao mesmo tempo pedindo vênia posto que livre, posso divagar e expressar o que bem entenda, ficando a critério do leitor ler ou não, concordar ou não, sendo normal e democrático o processo de balançar a cabeça afirmativamente ou negativamente, em lagartixística participação neste relacionamento que os escritores mantém com seu público receptor.

Pode ser que essa coisa de criticar as posturas do Partido dos Trabalhadores na atualidade seja coisa de marido traído. Como era simpatizante, votante e defensor intransigente do PT, acreditava piamente que ele mudaria todas as práticas políticas vigentes, implantando verdadeiramente posturas corretas e éticas neste mar de lama em que nos encontramos faz tempo.

O fato de descobrir que era tudo farsa, que por debaixo do pano a prática dos líderes era igual ou pior de tudo que tanto falávamos e combatíamos, tudo isso me levou a um estado de chateação tão grande, uma amargura, uma perda de esperança tão profunda, que encontrei nessa coisa de baixar o cacete, uma certa remediação, uma certa obrigação para comigo mesmo e, nesta coisa ainda presente, continuarei até que um outro assunto, se faça presente e, minha mente, naturalmente, passe a gostar, se inspirar e simpatizar com algum outro assunto.

Enquanto isso não acontece, sigo fazendo o que gosto, expondo o que vem de dentro para que externamente, possa ter serventia para alguém ou, simplesmente, extravase algo que é natural em quem produz textos como vício e com essa coisa de satisfação pessoal e profissional.

· * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Os estudantes andam apavorados com um tal de Charlie Charlie, que segundo a crença, move diabolicamente lápis entre sins e nãos, e depois, passa ao imaginário deles como algo real, gerando pânico e medo, desaguando tudo em noites mal dormidas e estresse para os pais.

Os jovens, assim como nossos antepassados e todos nós, buscam crer em algo, para que esse vazio que povoa nossa mente possa ser preenchido com algum tipo de certeza que existe algo pós, para fazer ter sentido o presente e, algo, superior, para que possamos diante de fardo pesado, ter esperança que esse acima, maior e potência máxima em resolutividade possa ter pena de nós e aliviar a barra.

E acreditando em uma coisa ou outra, vamos seguindo, sem que, diante de muitos e muitos anos já por aqui, tenhamos certeza absoluta que realmente tenha algo após ou superior, posto que sendo questão de fé, essa crença como existe hoje, só tem razão de ser nesse crer sem ver e nesse acreditar sem nada de real presenciar.

Nestas aparições que assustam, que surgem via mídia, ou naturalmente em fenômenos sociais, minha pequena e amada Mel chegou em casa temendo uma tal de Cabra Cabriola, que segundo o Wikipédia, “é um ser imaginário da mitologia infantil portuguesa, mas também surge no resto da península Ibérica, foi depois levada para o Brasil pelos portugueses. A Cabra Cabriola é a personificação do medo, um animal em forma de cabra, um animal frequentemente de aspecto monstruoso comedor de crianças, um papa-meninos. “

Pois a minha caçula anda temendo cerrar pálpebras e dar de cara com a Cabriola, receando não ser suficientemente arrojada para encarar a danada, crente que a cabra tem força e poderes suficientes para pintar e bordar e transformar sua alegre vida num inferno precoce.

Seja os adolescentes arrepiados com Charlie Charlie ou as crianças tremendo diante dos feitos diabólicos da Cabra Cabriola, temos também hoje no Brasil uma turma que não acredita em nada. Esses seres já começam a despertar o interesse dos mais pós pós pós doctors do planeta. É incrível como diante de tantos fatos, antes mensais, depois semanais, hoje diários e caminhando para de hora em hora, histórias escabrosas de dólares em cuecas, dinheiro em aviões e bancos de todos os paraísos, desvios, roubos, editais direcionados, gráficas que não imprimem e recebem, eventos que não existem e tem verbas, contratos superfaturados, comissões, taxas de sucesso, administração de recursos não contabilizados, uma gama infinita de técnicas e práticas que estamos tomando conhecimento diariamente e, esta turma, nem nem, simplesmente são ateus dos eventos ocorridos no Brasil nos últimos doze anos.

E assim seguimos, tentando amenizar os terrores que narrativas cabriolísticas e charlísticas ocorrem a nossos filhos, e pasmos diante dos ateus políticos em voga no Brasil hoje, que não sabem de nada, não acreditam em nada e, assim, voando, viajando e se fazendo de doido, vão apostando naquela coisa que perigosamente repetimos sempre, tudo passa, temos memória curta, tendemos a esquecer e perdoar...

Queria eu que essa tal de Cabra Cabriola desse um susto bem grande nesses bandidos que assaltaram e devem ainda estar assaltando o Brasil, pois depois do mensalão engataram o petrolão e quem confia agora que não tem nada acontecendo, pois parece que não vivem sem meter a mão em alguma coisa pública.
Além do susto da cabra, torço para que o Charlie Charlie na consulta deles no sentido de se vale continuar a prática criminosa, leve o lápis para o não. Quem sabe esse conselho mediúnico faça efeito e essa turma entre nos eixos deixando o que é público para o público e perdendo a mania feia de privatizar nosso butim para seus projetos pessoais e partidários, empobrecendo o Brasil e aterrorizando nossas vidas com mentiras, roubos, falsidades e vergonha.

É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quase todos nós vivemos uma existência que pode ser rotulada de normal. Ao longo de nossas vidas vamos cumprindo ritualmente as passagens comuns de paparicação, estudos, trabalhos, reprodução, envelhecimento, doenças e morte.


Um ou outro tem em suas andanças coisas bem radicais como viver perigosamente e confrontar a morte ou estágios avançados de evolução espiritual. Como disse, esses são poucos.


Nessa vida quase de gado, como um cantor já revelou tempos atrás, tendemos a existir no caminho do meio, sem problemas muito complicados e sem alguns êxtases desejados, lembrando que as referências do presente escrito não levam em conta questões financeiras e nem correlatas.


Essa navegação humana por caminhos nem tão espinhosos e nem tão floridos, possibilita um fluxo normal de seres em passagem expiatória por este mundo material, com cada individualidade cumprindo sua sina e, imprimindo a sua história, as conquistas ou débitos que naturalmente temos devido a nosso DNA cósmico.


Ao se aproximar dos extremos saímos dessa navegação mais tranquila e suave e passamos a experimentar picos de adrenalina que podem ser do bem ou do mal. Seja para um lado ou para o outro, o homem quando está diante do extremo, sente certo pavor e toda sua estrutura físico-química muda, com o interno buscando elementos que possuímos para fazer frente a novidade, e o emocional em estado de choque tentando entender a situação.


No caso negativo isso pode ocorrer na iminência de um acidente de trânsito, diante de um bandido armado, numa briga mais barra ou sabendo de uma notícia bem negativa. Ficamos paralisados, trêmulos, pernas bambas, coração dispara, desmaios podem ocorrer, confusão mental, enfim, o extremo negativo desestrutura o ser e, nesta situação, não conseguimos sobreviver muito tempo. É preciso se restabelecer. Continuar muito tempo assim, é morte certa.


Mas situações desconfortáveis também acontecem diante do extremo positivo. Quem tem familiaridade com relatos místicos, textos religiosos ou metafísicos, já leram que alguns seres evoluídos foram indo, seguindo em seus caminhos ascendentes até que diante de suas divindades, tremeram, não conseguiram olhar, ficaram cegos diante da luz, tímidos, sem voz, envergonhados e muitos voltaram ao plano normal sem conseguir dar prosseguimento a essa vivência espiritual profunda.


Que leitura podemos fazer deste confronto do ser comum - qualquer um de nós, com altos representantes do mundo espiritual? Que vacilo é esse? Por qual motivo poucos conseguem abrir os olhos e se fundir na energia divina que o encontro proporciona?


Não sei a resposta mas identifico isso em pequenos detalhes em meu cotidiano. Como dirigente de uma organização não governamental lisa, que vive constantemente pedindo recursos para continuar suas ações humanitárias, percebo claramente que muitas pessoas temem a proximidade com as coisas do bem. No meu caso, sou mais ajudado por pessoas que não conheço, do que por milhares e milhares que conheço e que até elogiam o trabalho, mas não concretizam o que seus lábios proferem, em forma de ajuda concreta.


Vejo em minhas reflexões que as pessoas preferem ajudar aquelas entidades em que elas muitas vezes não conhecem seus dirigentes mais a fundo, preferindo manter certa distância. Na ONG que atuo já realizei muitos e muitos eventos e convidei todos os amigos e familiares. Conto nos dedos das mãos os que foram. Sinto então que as pessoas temem essa proximidade com o bem, temem se comprometer de alguma forma, preferindo a distância.


Podia aqui citar muitos e muitos exemplos de como fico isolado neste ato de tentar apoio para o projeto que realizo, de como é difícil ver meus milhares de conhecidos, amigos e parentes, não prestigiando os acontecimentos, não ajudando financeiramente, não doando nada, apenas para não estar perto, pois sei que são pessoas de bem.


Finalizo então deixando essa reflexão. Somos seres do meio, que encontram neste setor a tranquilidade que não apavora. Se para baixo as pernas tremem diante da morte iminente, para cima, para o bem, também não queremos muita conversa, não é um espaço que nos deixe tão confortáveis assim, daí muitos terem uma filosofia ativa de elogios e uma prática morna de ações concretas.


Diante da percepção que boas amizades e milhares de amigos não movem os moinhos da caridade e da fraternidade que me propus a realizar e que venho tocando há muitos e muitos anos, estou caminhando para passar o bastão e continuar ajudando de maneira mais livre, sem o peso de uma entidade e os compromissos diários de um dirigente.


Por enquanto continuo acreditando em dias melhores e sonhando em ganhar na loteria para deixar os amigos em paz e tocar sozinho o projeto social. Nada mais humano que sonhar, pois nossa divindade anda distante e envolvida na névoa cotidiana de nossos egos imperfeitos.


*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo." target="_blank" style="color:rgb(17, 85, 204)">escritorflaviorezende@gmail.com)

Chego neste começo de 2015 a 53 anos e seis meses de vida. Quando bem jovem, não era comum meus amigos terem gosto por política. Comecei a ter muito cedo. Lembro que fui orador do meu pré em 80, no IMA, quando o presidente era Figueiredo e o governador era biônico, naquele tempo Lavoisier Maia, pai de uma das amigas formandas.

No púlpito da igreja do Instituto Maria Auxiliadora, diante do então governador, das freiras, familiares e convidados, fiz um discurso político, incisivo, a anistia fazia meses tinha sido decretada, o clima já era de distensão, mas todo cuidado era pouco e ninguém ousava tocar no assunto abertamente. Todos ficaram boquiabertos. Papai me deu uns carões e, internamente, gozava com minha ousadia.

Com o tempo fui gostando dos comunistas, dos socialistas, lendo tudo que aparecia, participando de movimentos, greves na UFRN, passeatas e com o surgimento de Lula e dos movimentos grevistas em São Paulo, fui tomado por intensa paixão. Tudo ligado a Lula me embriagava, como jornalista fazia questão de cobrir suas passagens por Natal, o entrevistando em comício no Alecrim. Era da minoria, vestia camisa, empunhava bandeira e lembro-me de ter participado de uma das primeiras reuniões da fundação do partido aqui em Natal, numa salinha num primeiro andar perto da Igreja do Galo.

O tempo passou e participei das campanhas debatendo, escrevendo artigos, brigando com todo mundo que não era lulista/petista, chegando a ficar com amizade arranhada com muitas pessoas, pois brigava, chorava, esperneava e não acreditava nunca que nem Lula e nem ninguém do PT e nem o partido enquanto instituição política pudesse cometer de forma nenhuma nadica de nada de errado, o PT e Lula eram sagrados, incapazes de malfeitos, pois tudo que ouvia, lia e acreditava era que tudo aquilo tinha surgido justamente para fazer o contraponto das maldades que faziam com os trabalhadores, com o povo, com as instituições etc.

Apesar de nunca ter pensado em ter uma atuação política como vereador ou outro espaço qualquer e nem de ocupar cargos em nome do partido, minha paixão era por um ideal, pela loucura que sempre tive pelo povo, de ajudar, de ser útil, tanto que desenvolvo um trabalho social há 25 anos sem nunca em tempo algum ter recebido um só centavo por isso e nem ter pedido voto para seu ninguém atrelando meu trabalho social aos meus gostos pessoais, por ter a consciência que isso é uma coisa minha, pessoal, mais ligado ao espiritual que propriamente ao político, creditando ao espiritual no que diz respeito a achar que tenho que fazer algo pelo semelhante independente de quem o faça institucionalmente ou pessoalmente.

E esse amor pelo PT foi indo até um dia desses, parecia cego, numa confraria que ia todos os dias numa padaria, brigava, saia puto da vida quando confrontado com o julgamento do mensalão. No meu entender Lula era vítima, todos estavam sendo injustiçados, até que comecei a chegar a casa mais cedo para acompanhar atentamente o julgamento.

Ali vi que tudo se encaixava, que não tinha conversa de mídia golpista, de manipulação, as coisas foram clareando, a mente foi abrindo, comecei a perceber que todo o discurso que acreditava estava ruindo, o partido tinha optado por ter apoio de sua base aliada através da compra dos seus representantes, que o dinheiro saia de ministérios, bancos, não conseguia acreditar, os acusados confessavam, eu ia ficando pasmo, sem graça, internamente acabado, como isso era possível, como Lula tinha aprovado isso, como Dirceu, a quem admirava demais, Genoíno, meus heróis, almas boas, podiam concordar com isso?

Depois comecei a entender tudo, alianças com pessoas totalmente desqualificadas, nossos antigos inimigos, como justificar ser aliado de gente como Maluf, Collor, Sarney? Como justificar um turbilhão de evidências que foram surgindo?
A cada dia fui percebendo o jogo de palavras, as conversas fiadas, contradições, Lula dizia uma coisa num lugar, outra noutro, as desculpas amarelas, sem liga, uma hora aceitou e pediu perdão, noutra negou e culpou o tribunal, no Brasil diz uma coisa, no exterior outra, chegou até a negar proximidade com os acusados, tantas discrepâncias, ai fui desmontando o castelo de sonhos, fui cedendo a realidade e de lá para cá, a cada dia, surgem novos casos dando a real dimensão dos desvios, dos erros, dos malfeitos, das cagadas e maldades que todos fizeram.

No meio desse turbilhão os companheiros começaram tentando segurar a onda: é à direitona sacana, a mídia, a elite paulista, são os capitalistas, a CIA, os Estados Unidos, querem o petróleo, a Amazônia, querem isso, aquilo e eu vendo cada dia mais coisas concretas. Eles com conversa fiada e a Polícia Federal e o MP com a realidade dos fatos invadindo casas, mostrando provas, ligações, depósitos, contas no exterior. Ai começou: não tem nada com o PT, estamos vendo, apurando, nunca antes investigaram tanto, rapaz quanta inocência, quanta desculpa amarela.

Agora dizem que sempre roubaram, que os outros também são ladrões, ora, os outros eu sabia, era PT o tempo todo por saber dos outros, não precisa falar deles, quero saber de quem se apresentou para fazer diferente, ganhando nossa simpatia, nosso apoio, nosso sangue. Não votava neles, não os apoiava, já sabia quem eram. Triste saber agora saber que quem atacava imitou no lugar de cumprir o prometido e ampliou e aperfeiçoou os procedimentos corruptos ao grau de excelência máxima, nunca antes postos em prática neste País.

Estou completamente decepcionado. Perdi a esperança, pois não tenho amor pelos outros, apenas nutro simpatia pela Marina Silva. O envolvimento criminoso do PT nos remete a todos os setores da economia, a todos os ministérios, não tem um lugar virgem, não tem uma área onde os ratos não tenham atuado e tenho absoluta certeza que nada, nada disso aconteceria sem o consentimento, aprovação da alta cúpula, especialmente Lula e agora Dilma.

Percebemos com olhos de ver que Lula e Dilma mentem descaradamente, buscam de todas as formas maquiar os malfeitos, nos bastidores existe intenso movimento de abafa e o discurso público é de apuração e elucidação, quando vemos que é tudo jogo de cena.
Perdi minha paixão, perdi meu amor, perdi meu discurso. Em minha opinião o PT governaria e teria apoio por fazer o certo, estaria sempre ao lado do povo, suas condutas seriam sempre absolutamente corretas, nunca, jamais na história deste país poderia haver compra de votos, desvio de recursos para pagamento de campanhas, caixa dois, indicações de ministros por questões políticas, os indicados seriam os mais técnicos e conhecedores de suas áreas, os cargos comissionados seriam de pessoas capazes, as relações internacionais seriam pautadas pelo interesse nacional e não ideológico e o PT nos levaria facilmente as reformas tão ambicionadas e elas seriam feitas resolvendo problemas históricos.

O PT não fez reforma nenhuma e culpa o congresso conservador. O PT aparelhou o Estado com gente da pior qualidade, militantes que roubam de todas as formas possíveis e trabalham em função do partido e não da pátria, o PT conseguiu dar potência máxima a corrupção, mostrando a todo planeta como se rouba bilhões de empresas tão caras a nós, como a Petrobras, hoje sinônimo de tudo que não presta e que pode nos levar ao fundo do poço com processos internacionais em andamento, altamente perigosos para nossa saúde econômica.

Hoje vivemos um governo de merda, mentiroso, disse uma coisa na campanha e agora faz outra, governo destinado à prisão, perdido e, neste contexto navega minha indignação. O PT acabou com o sonho, com a poesia de milhões de militantes, de simpatizantes. Jogou-nos na lama da corrupção em todo o planeta, hoje o Brasil é visto como o país dos ratos, dos malfeitos, dos bandidos.
Não posto nas mídias sociais minhas indignações por nenhum interesse em nada, não almejo votos, não quero apupos, não preciso de dinheiro, não estou a serviço de ninguém, muito pelo contrário, não tenho filiação partidária, não sou do PSDB, tenho perdido amigos, recebido ligações e avisos para parar, alguns deixando de ajudar as ações sociais, outros ameaçando, me bloqueando, mas não penso em parar, assim como vivia escrevendo loas para Lula e para o PT, falando, defendendo, elogiando e alimentando sonhos de um Brasil melhor, agora vendo o que fizeram, quem são e o que aprontaram, me sinto no dever e na obrigação comigo mesmo e apenas comigo mesmo, de ter a mesma energia, a mesma disposição para comentar os fatos do presente e criticar os malfeitos, pois eu continuo o mesmo, ainda quero antes de morrer, ver nascer uma liderança capaz de reavivar os sonhos e direcionar o governo para as práticas do bem, sem compra de votos, sem desvio de recursos, sem tantas ideologias, hoje furadas e ultrapassadas, o PT até isso conseguiu destruir, não existe mais direita, centro, esquerda, nada, existe sim é gente disposta a fazer o bem e gente disposta a fazer o mal e, sinceramente, a turma do PT que está ai a nível nacional, não me engana mais.

Os demais petistas estão devendo esclarecimentos à nação, tipo uma nota dizendo se apoiam as coisas que estão acontecendo ou se são contra isso, ficam em cima do muro, tirando onda de santos e dando sustentação a esses corruptos, covardes, adoram o dinheiro sujo que alimentam suas campanhas, idolatram os cargos públicos que rateiam entre seus pupilos, pecam pela omissão, fossem do bem expulsariam essa canalha que enlameia um partido que nasceu tão puro e cheio de ideais e começariam de novo a construção de um novo tempo, preferem o comodismo, se foram tão bravos no passado lutando até contra armas, agora devidamente pagos com o dinheiro sujo dos desvios federais, estão encastelados nas comissões, nas subvenções federais e, iludindo o povo com bolsas, com ideologia barata, atrasando nosso progresso e nos remetendo em todos os níveis a um Estado inflacionado, desmoralizado e processado internacionalmente, uma vergonha que merece oposição sem trégua, e não faço isso por ódio, por rancor, pois não tenho nada a ganhar pessoalmente, faço por amor ao Brasil e por ter coragem de dizer que errei ao ajudar a entronizar estes reis, que um dia postos na rua, passarão a história não como heróis e sim como ladrões, de sonhos, de ideais, de um futuro digno para o Brasil.

Lá na frente minha visão aqui expressa pode se revelar equivocada e a história provar a inocência de Lula/Dilma e membros do PT nacional, o que acho muito difícil diante do já exposto, mas caso isso ocorra, publicamente como já defendi e agora critico, reconhecerei meu equivoco.
Não sou dono da razão, mas, pelas evidências dos fatos expostos, acredito que o Partido dos Trabalhadores errou sua rota e vem decepcionando sistematicamente toda uma legião de fãs, eleitores e defensores, entre eles eu, lamentavelmente.

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Durante toda nossa existência na matéria vivenciamos diversas experiências e, muitas vezes, passamos largos espaços de tempo da vida dedicados a alguma atividade em especial. Ciclos giram e nem percebemos, quando num certo dia, começamos a ficar incomodados ou inquietos e, de repente, passamos a gostar e querer fazer outras coisas.

Nos últimos 25 anos além das atividades de jornalista, escritor, promotor de eventos, carnavalesco, construtor, pequeno comerciante e algumas outras, dediquei parte significativa de minha existência para trabalhos sociais, evoluindo aos poucos em abrangência, ao ponto máximo de fundar uma organização não governamental e mergulhar de corpo e alma neste projeto.

Para que tudo isso pudesse acontecer algumas coisas foram fundamentais, como a vontade irredutível de ajudar, sem nunca em tempo algum pensar em ser político e nem me beneficiar financeiramente disso e nem misturar minhas crenças espirituais neste trabalho, além do fato de ser jornalista e ter congregado um mundo de amigos que me ajudaram durante todo o processo, acrescentando aí alguns outros fatores de menor relevância.

Essa mistura de ingredientes me levou nos últimos tempos a uma série imensa de ações que passaram por horas e horas de esperas para falar com autoridades, de sentadas em bancos de repartições diversas no encaminhamento de soluções e pedidos vários com fins humanitários, muitas e muitas providências de ordem burocrática, lidando cotidianamente com questões de arrumar emprego para pessoas, ajudar financeiramente em situações de todo tipo, dar vida a projetos, executá-los, conseguir item por item coisas para que os mesmos acontecessem e me envolver na obtenção de apoio para construir a Casa do Bem, aprovar seu projeto, equipar depois do prédio pronto, fazer campanhas e campanhas para conseguir voluntários, dinheiro, equipamentos e até hoje, harmonizar situações que passam por conflitos humanos, não podendo em momento nenhum sair da linha, para que não ficasse só diante de tantas pessoas necessitadas de carinho e atenção.

Nesta caminhada de dez anos enquanto dirigente da Casa do Bem nunca pude contar com nenhum funcionário por não ter dinheiro suficiente para isso, conto sim com valorosos voluntários e alguns que gratificamos para que o barco da luz continue seguindo sua rota navegatória de bem servir.

Nestes dez anos vi meu prestígio lentamente diminuir ao ponto de hoje não conseguir reunir quase ninguém nos eventos da Casa do Bem e nem nos meus pessoais. Para ilustrar, chegava a vender mil livros num lançamento antigamente, com média em torno de 350 livros, hoje não passo de 50. Olho para um lado e para outro e não vejo quase ninguém.

Nos eventos da Casa do Bem só conto com o pessoal do bairro. Faço apelos praticamente todos os dias para que as pessoas possam depositar algo em nossa conta corrente e raríssimos o fazem, chegando a contar nos dedos as empresas e os abnegados colaboradores.

No passado era repórter de tevê, tinha coluna nos jornais e muito prestígio na sociedade. Hoje sou muito elogiado, abraçado, mas nada disso se traduz em apoio prático para a causa humanitária e até para meus projetos pessoais.

Como não sou um santo e tampouco um anjo, minha frágil condição foi degradando e acabou minando a até então impetuosa e imbatível força de vontade. Hoje faço as campanhas com certa vergonha, estou cansado de pedir. Hoje quando me deparo com a necessidade de ir buscar nos órgãos públicos as certidões e as providências para o continuar da Casa do Bem, um desânimo encarna e se pudesse eu desapareceria. Estou exausto.

Confesso que já não tenho tanta disposição para correr atrás de nada. Sinto-me impotente. Não acredito mais nas campanhas, reuniões e muitas promessas continuam chegando, a grande maioria não dando em nada. Estou desesperançado. Não tenho mais forças para enfrentar a burocracia. Não tenho mais vontade de engolir um monte de coisas calado e precisar ter paciência diante de incompetências, ingratidões e acusações vagas e injustas.

Ao mesmo tempo em que fui ficando inválido para continuar servindo ao nível de dirigente principal de uma organização sem dinheiro e cheia de projetos beneméritos, foi crescendo dentro do meu ser o amor pelos filhos e pela família. Sempre fui louco por meus pais e dediquei à Casa do Bem a meu amado pai Fernando Rezende e um condomínio que tenho a minha mãe e outro a minha esposa, filhos e irmãos. Com a morte de papai creio ter morrido boa parte de meu entusiasmo também.

Creio que hoje meu grande projeto é cuidar de minha mãe enferma, encaminhar meus filhos adolescentes na vida, estar mais presente no cotidiano de minha pequena Mel e de minha esposa Deinha, além de estudar um pouco mais, o que estou fazendo num mestrado e pensando num doutorado futuro.

Diante de tudo aqui revelado, anuncio que estou conversando com pessoas que podem assumir o comando da Casa do Bem e a mesma continuar por todo o sempre. Fundei e dirigi por muitos anos. É chegado o momento de passar o bastão. Novos idealistas do bem com prestígio, boa vontade e muita disposição precisam assumir o comando.

A Casa do Bem é muito jovem. Certamente na sequência ela vai ser uma organização profissional, prestando relevantes serviços à sociedade e lá do outro plano poderei acompanhar sua trajetória na seara do bem. Fico torcendo para que ela possa ter esse destino.

Agradeço a todos que colaboraram e que colaboram. Esta passada do bastão não tem data, mas está madura dentro do meu ser a decisão de mudar o foco de minha vida. Deverei continuar ajudando e até fazendo parte da diretoria, mas não tenho condições de ser o timoneiro, estou realmente sem energia para isso, perdão.

Apelo a todos que continuem ajudando a Casa do Bem, ela é importante e realiza muitas ações humanitárias maravilhosas. A decisão é no sentido de fortalecer, não de acabar e, para que isto seja possível, precisamos desta força. Quando um dia as coisas estiverem todas devidamente amarradas, anunciarei os novos rumos e, desde já, muita luz para todos nós.

Foto: Álbum de Família

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- Como Mel expande meu universo –

Quando acordamos nossa mente logo dá início a seu processo de pensar, pensar, pensar. Poucos seres neste querido planeta azul, destinaram minutos e horas dos seus afazeres à importante arte de desacelerar a mente.

Estudos científicos e de cunho esotérico comprovam que o processo de redução da atividade cerebral harmoniza mais o cérebro e proporciona equilíbrio e serenidade ao existir, sendo a meditação um importante aliado nesta área, tenha ela a excelência de um mosteiro zen ou a repetição mântrica da MT (Meditação Transcendental).

Essa atividade cerebral matinal pode ter início de diversas maneiras, com alguns começando logo a pensar no trabalho, como vai estar o trânsito, os afazeres a dar conta, enquanto outros podem pensar na performance noturna do seu time preferido ou o novo capítulo daquele caso de corrupção tão cheio de detalhes.

Apesar de muitas possibilidades, quem tem filhos e os amam devotadamente, direcionam na maioria das vezes estes pensamentos primeiros para eles, sendo este escrevinhador de artigos e livros, membro deste time, posto que apaixonadíssimo pelas crias, passo a tê-los como ampliadores de minha felicidade e multiplicadores das sensações diversas que a vida terrena nos oferta em generosas oportunidades, por quadrantes variados de nossa casa maior, a Terra.

Concentro agora a inspiração na minha linda, amada e querida Mel, princesa que hoje (dia 21) completa 5 aninhos e que enche esse pai cinquentão de alegrias diversas. Apesar de bem casado e marido apaixonado, compartilho com Deinha o pensamento moderno da morada individual. Ela alberga Mel e eu, Gabriel e Fernando. E assim vivemos, pacifica e harmoniosamente, nos vendo todo dia e compartilhando o mesmo espaço apenas nos fins de semana e, eventualmente, em momentos especiais.

Nos fins de semana, logo ao acordar, os pensamentos são no sentido de observar a doce Mel dormindo, depois abrindo os olhinhos, deitada no sofá pedindo para ligar a tv em seu sempre presente canal 40 e depois comendo. Cada momento desse despertar me enche de prazer e preenche meu ser com as mais energizantes e positivas energias.

Em seguida todos os eventos nos remetem ao mundo mágico da amplificação da ocorrência. Explico melhor, se o programa é a praia, além das sensações normais que sinto no contato com a areia, o mergulho no mar, a absorção fantástica dos raios solares e todas as visões relacionadas ao mágico estar em ambiente tão salutar, tudo converge para o processo ampliativo, pois passo a pensar no prazer que tudo aquilo está causando a pequena Mel, internalizando assim o seu possível deleite, e com isso, entrando no paradisíaco mundo nirvânico do prazer de sentir o gozo da cria e de poder estar ali em atitude cooperativa e amorosa, proporcionando tudo aquilo a uma pessoinha que tem ligação umbilical e cósmica comigo, sendo a mistura de todos os prazeres coletivamente, um dos grandes desfrutes que podemos ter enquanto seres imperfeitos em passagem expiatória por estas paragens materiais.

A mesma sensação ocorre em outros momentos, passando a filha querida a ser agente de amplificação das boas sensações, portanto uma bateria ambulante de positividade, elevando o prazer de viver e contribuindo naturalmente para um balanço satisfatório de aprovação desta encarnação. Isso termina alçando nossa alma à condição de aspirante a níveis mais elevados de grau evolutivo, motivado pelo amor entre um pai e uma filha e ancorado na percepção de que dois seres que se amam podem ocupar o mesmo espaço e, no lugar de ocasionar desperdício no transbordar do excesso, promove sim é o ajuntamento das emoções vividas, jogando no éter universal o apurado emocional e assim, devolvendo com juros ao Criador o investimento que foi feito tanto no pai, quanto na filha, que caminhando juntos, podem tranquilamente se fundir em amorosa unidade familiar e expandir de dentro para fora a poderosa e necessária energia que tanto precisamos produzir, a energia que chamam de amor.

Melzinha, te amo muito querida filhinha, parabéns e que possamos estar cada vez mais juntinhos na gostosa caminhada por este planeta azul.

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

A complexidade da vida e as muitas nuances requeridas e existentes em todos os assuntos tornam muito complicada a publicitação de posições em determinadas discussões, posto que dentro de um mesmo objeto, são várias as situações, exigindo em alguns casos a concordância por uns ângulos e discordâncias por outros, ficando complicado quando, por exemplo, num processo eleitoral temos que decidir diretamente num só lado.

Na presente campanha venho passando por este dilema, uma vez que eleitor contumaz do PT, não vejo mais no partido e base aliada, seriedade necessária para condução do País e, sem essa salutar confiança, jogo olhar carinhoso na proposta de Marina Silva, identificando nela os mesmos elementos que me levaram ao voto no petismo, ficando porém com alma partida, visto que gosto de muitos projetos existentes e torço pela continuidade dos mesmos.

Essa dúvida existencial entre a confiança numa nova turma e a desilusão com a antiga eu tenho exposto em posts no facebook, levando minha página a fóruns permanentes de discussões muito interessantes, onde pululam personagens que amam e que odeiam o PT, exibindo argumentos sólidos e pífios, e deixando claro para os meros observadores, o processo de radicalização que estamos consolidando aos poucos, o que é deveras grave e preocupante, me fazendo crê que estamos caminhando lentamente para situações iguais as vivenciadas na Venezuela recentemente.

A mera testemunha das discussões políticas percebe claramente que as posições estão postas. Os petistas cegos e apaixonados pelo partido, não identificam problemas no oceano de corrupção reinante e na nomeação de pessoas desqualificadas para altos cargos federais, num caso gravíssimo de formatação do atraso da máquina pública, comprometida que fica em apenas manter o poder com quem já o detém e achando desnecessário gerir com seriedade e zelo os bens públicos, que passam a ser patrimônio de um partido e dos seus adeptos.
Por outro lado os radicais que odeiam o PT querem a todo custo apear do poder a turma ali instalada, apelando para palavrões e baixarias, tornando o processo eleitoral muito deprimente e enojando as pessoas de bem com postagens e colocações muito deselegantes, inclusive com a presidente, que pode ter lá seus defeitos, mas queira ou não queira alguns, ainda é o poste que tenta iluminar a pátria e solucionar suas mazelas, merecendo por isso todo o respeito dos que aqui residem.

É uma pena que não estejamos conseguindo produzir reformas que mudem o cenário eleitoral, tributário, político e que continuemos avançando para um cenário de confronto entre as pessoas e de aniquilamento do processo democrático, justamente por aqueles que tanto se dizem democratas.

A regulação da mídia, o aparelhamento do Estado por pessoas meramente partidárias, a ameaça de colocar permanentemente nas ruas os movimentos sociais em caso de derrota e o uso sistemático de marqueteiros para desconstruir a imagem de pessoas de bem, torna o PT e a base aliada um sério candidato a vencer uma eleição lamentavelmente encaminhada: a entronização do totalitarismo dito de esquerda, que na minha opinião é a ditadura das benesses, uma vez que os que chegaram ao poder, estão mais satisfeitos com os bônus da vida capitalista, que os méritos de uma governabilidade séria e necessariamente justa e humanitária.

Creio que o que se anuncia santo e popular, seja no fundo um grande engodo e que mais maracutaias, já tão aceitas e comuns no seio da seita instalada, virem regra no submundo dos acordos ainda por vir.
Lutemos para que a imprensa permaneça como está, pois ela regulada como eles desejam, a vaca pega o caminho do brejo e eu certamente devo passar uns dias vendo o sol nascer quadrado.
ps – respeito argumentos em contrário. O posto é o que penso.

· É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Tenho dito em conversas pessoais que a grande revolução que vai acontecer em nosso planeta, será a vinda dos seres extraterrestres.
Tudo que já acontece não consegue mais sensibilizar e nem provocar grandes mudanças por aqui. Já nos acostumamos com crimes violentos, sistemas políticos diversos, mudanças de comportamento, estações climáticas e tudo já foi devidamente processado, queira ou não queira as indignações e rejeições a determinadas coisas não tem força para provocar mudanças, então seguimos tendo que assistir periodicamente todas as coisas, apenas mudando de cenário, de sistemas ou de pessoas, mas como dizem por ai, tudo como dantes no quartel de Abrantes.

E em algumas ocasiões, quando cito que a grande onda vai ser essa vinda dos caras que ainda não conhecemos ao vivo e a cores, alguns interlocutores questionam o motivo deles ainda não estarem interagindo por aqui.

Como não tenho fontes no além e as canalizações e mensagens mediúnicas ou afins disponíveis por ai podem ser questionáveis e algumas amalucadas, tenho minhas próprias teorias que, claro, não tem nenhum embasamento real, sendo apenas viagens mentais que faço e que compartilho agora com vocês.

Se eles, os extras, chegarem aqui um dia, fica patente que tem superioridade sobre nós, que apesar de espionarmos o cosmos, não conseguimos enxergar nada muito além das estrelas que brilham e dos astros que vagueiam.

Não sei o tipo de superioridade. Se moral, não nos incomodarão, certamente vão querer explicar como as coisas são por ai e dissipar esse véu da ignorância que nos persegue e que nos incomoda por tanto tempo.

Se forem malvados, vão querer nos dominar, roubar coisas de nossa natureza e, quem sabe, nos aprisionar ou detonar tudo de uma lapada só.

Bem, então o que impede eles de se aproximarem? Na minha visão, eles são do bem e tem uma alta sensibilidade. Nosso planeta, que dizem ser do tipo “expiação”, gera muita energia negativa e isso fica como a nossa aura.

Quando eles se aproximam pelo alto, sentem logo aquela carga pesada, a energia deletéria, ficando impossível a permanência deles num ambiente assim, até mesmo pelo fato de que essa energia muito negativa pode contaminar os extras e eles adoecerem ou até mesmo caírem em nossa malha do mal e ficarem com vontade de sair por ai falando mal dos outros, subtraindo objetos, desviando recursos e outros babados mais.

Algumas informações espirituais dizem justamente que lá em nossa origem éramos anjos, que decaímos e que nessa vinda para este pedaço do universo, entramos nesta roda e dificilmente sairemos daqui, pois nos enredamos nessas picuinhas e vamos contraindo cada vez mais débitos (karma).

Então almas boas, se minha tese for verdade, ou melhoramos individualmente, colaborando para que coletivamente possamos passar a gerar uma energia mais positiva, nos habilitando assim a integrar a comunidade cósmica universal, ou vamos continuar por aqui indo e voltando do material para o umbral ou para algum lugar mais ou até menos, num vai e vem sem fim, podendo até, segundo alguns, regredir e voltar a habitar mundos bem mais complicados.

Não sei se tudo isso é um pensamento sem eira e nem beira, mas por via das dúvidas, procuro seguir o que alguns mestres andaram dizendo, que colaborar com essa boa energia é necessário e que fazer o bem sem olhar a quem e amar a todos e servir a todos é fundamental.

Faça muito, faça médio ou faça pouco, mas faça algum bem para que possamos sair desse ciclo repetitivo de nascimentos e mortes e poder junto a nossos amigos mais adiantados, celebrar a obra divina com todo o amor que nela existe e que só pode ser acessado com um corpo material devidamente purificado e energizado com as boas práticas já devidamente divulgadas por aqui.

É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)



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