NATAL PRESS

Meu pai já fez a travessia mas eu nunca fiquei triste com isso. Primeiro pelo fato dele ter ido com 89 anos, quase 90. Segundo por ter dito a ele tudo que ele merecia ouvir. Eu te amo era quase todo dia e demais carinhos e reconhecimentos eram constantes.
Meu pai nunca precisou me falar sobre honestidade. Ele era e me bastava.
Nunca houve necessidade de dar aulas de educação. Eu prestava atenção nele, e aprendia.
Papai nunca ressaltou o quanto era interessante ser bem humorado. Sair com ele deixava isso patente.
Papai não precisava expressar seu amor pelos filhos. Sua presença tornava isso claríssimo.
Sua memória é legado suficiente. Sua lembrança um grande presente. Sua importância para minha formação, não tem como mensurar. Sua generosidade, não consigo limitar.
Meu amor Fernando Rezende é um pai que nunca foi. Não o vejo apartado. Não o sinto distante.
Aqui perto, acima, abaixo, ao lado, em frente, por onde esteja, meu ser o sente.
Papai em mais este dia do senhor, todo meu carinho, meu amor.

Flávio Rezende, um filho fundido no pai, aos 14 dias do mês oito do ano 2016

Tenho observado a crescente intolerância dos petistas com todos que expressam indignação com os casos de corrupção,  a condução econômica do governo e com o legítimo ato constitucional de pedir impeachment de uma gestora.

Além de palavrões e outras coisas mais, deram agora para ameaçar dizendo que se Dilma cair não vai ficar assim, que isso e aquilo e tudo comendo corda do staff petista que, orquestrado pelo maestro marqueteiro vai incentivando uma reação violenta como última trincheira para evitar a queda do bunker.

A tal coração valente, por sua vez, braba que só siri na lata diante de sua maré vermelha, parece na verdade acovardada diante da real prova de valentia: falar a verdade sobre o que sua tribo realmente fez.

Falsa,  mentirosa e produto de marketing, engana uns gatos pingados com sua fantasia de corajosa,  ficando nua em sua complexidade abilolada diante de uma nação estarrecida com suas falas desarticuladas,  desprovidas de nexo e, principalmente, falácias em verso e prosa de uma verdade escondida,  mas que está vindo a tona homeopáticamente, proporcionando no fim a assepsia,  enfim,  desses pacientes terminais, que uma vez diagnosticados de grave moléstia nacional,  seguirão com nossas bênçãos para a UTI da Papuda Federal.

Sentimos diversos tipos de contentamento durante nossa vida, sendo muitos com origem em nosso próprio corpo. Ao ingerir determinados alimentos ficamos felizes com aquele gosto agradável promovendo um carnaval na língua e na mente.

Quando estamos na praia pegando um gostoso sol, sentimos aquela energia nos preenchendo até que a coisa começa a esquentar um pouco, ai a mente nos sugere um mergulho na praia e ao acontecer tal intento, a pele entra em êxtase com a mente reproduzindo uma sensação sem igual de frescor em nosso ser.

As alegrias ocorrem ainda em vários níveis físicos e mentais, provocadas por milhões de eventos, tornando a vida de cada um de nós um manancial de possíveis gozos múltiplos, sendo essas possibilidades alheias a condição social e econômica, cor, raça, religião e time de futebol, daí advir a informação dos mestres de que a felicidade está dentro de cada um de nós e, não apenas, de alguns.

Além desta felicidade individualizada induzida por fontes diversas, temos a felicidade terceirizada, pois pode ter como fonte a felicidade do próximo. Quando meu pai estava vivo eu sentia um imenso prazer interior, quando o via vibrar com minhas conquistas, aparições na tv e quando o levava para presenciar palestras que faço, inaugurações de obras sociais que tenho a oportunidade de trazer a materialidade planetária e outros babados mais, pois a sua energia positiva me transpassava e me inundava de grande satisfação.

Minha amada mãe, em idade avançada, sensível por ainda estar inserida num mundo muito confuso e perigoso, necessita cada vez mais de carinho e atenção e, neste contexto, quando tenho a oportunidade de fazer algo por ela, como um jantar, uma dormida amiga, um abraço carinhoso, uma palavra confortadora ou um beijo sincero, ela emite uma onda energética tão intensa, que por tabela sou preenchido com este amor maternal de alto valor.

Todos nós podemos sentir estas boas energias que circulam quando ativamos de maneira sincera atos e bondades que devem ser regra em nossas vidas, deixando para as exceções as nossas fraquezas, vacilações e quedas, naturais no processo evolutivo.

Em nosso lar, com a esposa e os filhos, temos a oportunidade de sentir a verdadeira alegria da vida, viajando através das frases da pequenina, como a minha doce Mel, do cuidado zeloso e bonito da amada mãe Deinha e da dedicação a seu futuro como jogador, do filhão Gabriel Kalki. Estando mergulhado neste oceano de beatitude podemos ampliar nossa satisfação, sentindo cada conquista e cada vitória de cada um deles, ocorrendo no cotidiano, proporcionando um upgrade fantástico de contentamento.

Diante do exposto confesso que vivo por mim e por eles. Confesso que vivo por meus pais, irmãos, amigos e, por cada criança, adolescente e idoso atendido na Casa do Bem. Procurando digerir e ir eliminando os problemas e as ingratidões, encontro na assimilação e incorporação do lado bom da vida e de cada um dos que estão próximos, o bálsamo para o enfrentamento das tribulações e para o reforço da divindade presente em nossa existência.

A alegria de todo e qualquer um em todos os mundos, preenche nossa própria vida com um pouco mais de felicidade. Sinto isso. Vibro quando vejo alguém sorrindo. Choro diante de filmes, textos e cenas reais que tenham conteúdo do bem. Me sinto parte do todo e procuro, dentro de minha maneira de ser, ser cada vez mais positivo para que a unidade caminhe cada vez mais para o que os mestres chamam de paraíso, um planeta onde os seres entendem que para o estabelecimento do dharma coletivo do bem estar geral, as partes precisam vibrar na sintonia fina da alegria e da felicidade.

• É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Muitas vezes vivenciamos certas situações extremamente desagradáveis, que promovem desarmonia e muita confusão. Em alguns casos demoram e deixam marcas em todos os envolvidos.

Peguem como exemplo do acima afirmado, um lar onde objetos começam a sumir, o pai percebendo surrupiamento de cédulas de sua carteira, com um determinado filho da família utilizando drogas, promovendo a visita de policiais à residência e a constante vigilância de todos com bens pessoais, além do estresse permanente de más notícias.
Nesta situação a mãe começa a definhar, o pai fica depressivo, os irmãos perdem a vontade de estudar e até de trabalhar e aquele lar vive a dor e a tristeza permanente em decorrência de atos de uma só pessoa.

Tudo parece estar irremediavelmente perdido quando de uma hora para outra o indivíduo decide mudar de vida e a harmonia volta ao lar, todos se reequilibram energeticamente e a paz e o amor voltam a reinar entre todos os envolvidos.

Vejamos agora uma turma escolar. Um pequeno grupinho começa a roubar celulares, tumultuar o ambiente, atraindo constantemente a atenção do diretor, câmeras são instaladas para identificar os ladrões e a postura dos professores com aquela turma fica bastante rígida, com a situação atingido todos e prejudicando a grande maioria que é ordeira e estudiosa.
Com a identificação dos malfeitores e bagunceiros e consequentes expulsões, a turma volta ao equilíbrio, com as relações entre alunos e professores se normalizando, assim também com a diretoria. A performance dos alunos volta ao nível normal e o aprendizado flui de maneira satisfatória.
Não preciso dizer mais. É por demais óbvio que situações desagradáveis podem voltar a um patamar de normalidade quando os elementos que tumultuam e complicam os ambientes ou mudam por consciência própria, ou recebem o devido corretivo.
Vivemos hoje no Brasil uma situação semelhante. Elementos criminosos, instalados no governo e no meio empresarial, em praticamente todos os setores, assaltaram os cofres públicos com superfaturamento de contratos, vilipendiando a pátria com tenebrosas transações e traindo a confiança de milhões de brasileiros que depositaram neles a devida confiança para o gerenciamento na nação.

A descoberta de tantas falcatruas entristeceu e revoltou a quase totalidade dos brasileiros, criando um clima insustentável de desarmonia, que está levando o Brasil a descer a ladeira, com sua economia em frangalhos, desemprego crescente, empobrecimento, perda de conquistas sociais pretéritas e falta de credibilidade aqui e no exterior.
A turma dos malfeitos afundou a maior empresa do Brasil e orgulho nacional. Viciou o parlamento em dinheiro, a partir do momento que começou a comprar apoio com recursos não contabilizados e operou nas sombras a maior transferência de dinheiro público para o privado, enviando dinheiro para o exterior e pagando campanhas trilionárias.
Mas a exemplo dos dois casos citados, esse câncer que se instala em setores da vida, como em lares e escolas, também pode ser extirpado de governos e instituições públicas. A justiça já os alcançou e os juízes e promotores tem o apoio da população. Num trabalho sem pressa vai chegar ao ex-presidente Lula, que ao se auto canonizar, derrama asneiras e mentiras em falas para plateias amestradas, tendo sua sucessora Dilma, a mesma insanidade, com a repetição de mentiras e mais mentiras e um medo crescente de cair em decorrência dos roubos e mais roubos que junto com Lula formatou em nome de um projeto de poder, que agora exposto, revela os reais interesses de socialistas falsificados em solo brasileiro.

As pessoas de bem aguardam ansiosamente pelo desfecho e consequente prisão de toda organização criminosa instalada no Brasil. E ela não contém apenas petistas e aliados. De todos os partidos surgem malfeitores e a torcida é que todos, indistintamente, sejam expurgados da vida pública e cumpram pena e devolvam recursos.
A casa precisa ter harmonia. A escola necessita de um ambiente sadio para que seus alunos naveguem bem no mar do aprendizado. A pátria só cresce e obtém progresso social, político e econômico quando se vê livre dos bandidos que assaltam cofres e roubam sonhos e esperanças.
Que situação...

· * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Vivemos uma sociedade de cobranças. Os políticos vivem apontando o dedo para os adversários, chamando os outros de ladrões, reacionários, isso e aquilo. Os religiosos também cobram santidade dos outros e acusam seguidores de tradições diferentes de pedofilia, terrorismo, mercantilização, etc.

Boa parte destas cobranças objetiva a atração de mais adeptos para seu lado, numa competição cada vez mais radical para aumento de suas agremiações.
Neste contexto é correto afirmar que certo é uma pessoa ter comportamento compatível com o que prega, uma vez que sair da linha atrai olhares de reprovação e possível cobrança do desvio em algum momento da vida.

Enquanto o Papa Francisco segue na direção de tornar verdadeiro o ideal cristão com hábitos simples e conduta humilde, diminuindo lentamente a forte influência da opulência e da delinquência no Vaticano, aqui no Brasil observamos atitude contrária em socialistas que, sempre falando no povo, passaram a levar vida de bilionários, com hábitos que passam pelo consumo das melhores bebidas, hospedagem nos mais caros hotéis, manutenção de frotas de veículos caríssimos e de palácios, utilização indiscriminada de cartões corporativos, além da recepção de recursos provenientes de fontes nada republicanas e com fortes indícios de caixa dois.

Teoricamente um socialista é aquele ser que muito preocupado com as desigualdades sociais e a conduta egoísta de empresários do mundo capitalista, oprimindo os trabalhadores com cruéis jornadas de trabalho e baixa remuneração, passa a ter uma atuação no sentido de mudar essa situação, trabalhando para harmonizar a distribuição de bens e riquezas do País para todos, humanizando as questões trabalhistas e lutando por melhorias em todos os sentidos para a classe trabalhadora.
Esse tipo de político, missionário ou idealista por tomar as dores do povo e querer a todo custo melhorar a vida dos mais sofridos - diante de uma sociedade formada por milhões e milhões de seres desprovidos do mínimo necessário para a sobrevivência, devia ter uma conduta a mais correta possível, não aceitando que nada de errado possa ocorrer em sua atuação ou com seu partido, uma vez que orador do bem, da labuta santificada de querer uma justa e humanizada distribuição do bolo para todos, deve pautar o conjunto de sua missão por atitudes e posturas radicalmente em comum acordo com o que se propõe a defender.

Lamentavelmente no Brasil, uma enorme leva de políticos socialistas foi lentamente sendo tragada e influenciada pelos encantos do materialismo, adentrando em terrenos que antes condenavam e, ainda hoje condenam mantendo apenas a retórica, internalizando hábitos e mudando radicalmente suas vidas e atuações.
A simples observação dos grandes socialistas que se aglomeraram em torno do Partido dos Trabalhadores e outros menos conhecidos, revela claramente seus gostos pelas coisas mais caras, passando por hotéis, carros, bebidas, casas, aviões, com estes socialistas vivendo nababescamente, movimentando bilhões em contas no exterior, realizando tratativas para o superfaturamento de contratos, com o Estado pagando um plus de onde, por debaixo do pano, saem comissões para abastecer o partido e os demais aliados, irrigando ainda contas bancárias pessoais e retroalimentando um esquema, certamente formatado e operado pelos mais conhecidos ícones do socialismo nacional, numa prova cabal de desvio de conduta e falta de ética.

Desconheço, a exemplo do Papa Francisco, ações no sentido de desocupar palácios, que podem vir a ser museus, utilização de carros mais populares, corte na utilização de cartões corporativos, conduta pessoal compatível com a missão anunciada, além, principalmente, da expulsão, solicitação de prisão, de todos aqueles que tiveram desvio de conduta, jogando na lama todo um trabalho que vinha sendo construído no sentido de tornar a sociedade mais justa e fraterna.
Numa patética e infantil defesa, os socialistas pegos em tenebrosas transações, acusam a mídia golpista e a elite branca de perseguição, enquanto as pessoas veem nitidamente o conjunto da obra, o desvirtuamento dos ideais e a implosão de ação política tão nobre, como a de defender o povo das agruras de uma existência tão problemática.
Hoje não vejo mais necessidade de socialismo na política. E nem de isso e aquilo. O que precisamos é de pessoas sérias, honestas, corretas, que trabalhando junto aos empresários, busquem a ampliação do mercado, proporcionando emprego e renda. Quanto menos a presença do Estado, melhor.

Esses mesmos socialistas que falam horrores do mundo capitalista, são clientes de carteirinha dos melhores resorts, viajando só de jatinhos, utilizando serviços de acompanhantes de luxo e mantendo criminosamente grande parte da população refém, através de ações políticas que visam a fidelização do voto, enquanto anos e anos passam e esses seres não alcançam ascensão econômica.
Muito ainda pode ser escrito, mas encerro deixando essa reflexão. Acreditei muito e estava junto dos socialistas que surgiram para tornar o Brasil um lugar de boas práticas, de honradez, justiça e ação social. Hoje vivemos intensa crise econômica, revelação de uma organização criminosa formada por socialistas e capitalistas, em casamento que não faz bem ao povo, posto que diante dos acontecimentos, é ele que se prejudica com a inflação, o fim de projetos do seu interesse, quebra de suas empresas mais rentosas e, o pior, o fim de um sonho.
Apesar de tudo, os socialistas ladrões continuam não sabendo de nada e repetindo baboseiras produzidas por marqueteiros e advogados, como se fossemos débeis e cegos brasileiros.
Passarão...


· * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Ao longo de nossa passagem pela materialidade ao tempo em que existimos, vamos gostando de coisas e mais coisas e, depois, valorizando mais outras e, abandonando algumas, ou até mesmo deixando no cantinho para que não morram e possam voltar – ou não, em novos tempos ou em momentos a posteriori.

E nesse gostar e odiar coisas e mais coisas, o tempo dessas coisas é o tempo dessas coisas, sem que aparentemente possamos conscientemente dizer por quais e tais motivos as coisas são importantes em alguns momentos e, em outros, são meras lembranças. A vida é assim e nenhuma filosofia mais complexa e profunda tira da transitoriedade das coisas, essa coisa das coisas serem assim e assim são e pronto.

E essas coisas que são e essas coisas que foram e essas coisas que serão, são coisas que jogamos carinhoso olhar no retrovisor ou que no momento gostamos de falar sobre as mesmas, lembrando agora de quantas coisas já gostei e que hoje não tem mais importância alguma, citando as lutas de boxe que envolviam Muhammad Ali, Joe Frazie, Mike Tyson, George Foreman; a Fórmula 1 com Senna; os clássicos Flamengo e Fluminense, mantendo apenas relativo interesse por futebol, mais em solidariedade a meu filho Gabriel Kalki que quer ser jogador, que mesmo por achar muito legal os jogos e pelejas atuais.

Assuntos que já dominaram minha mente e eram temas constantes em meus “escritos”, hoje são apenas reminiscências como a questão ecológica que continuo gostando mais no aspecto de cumprir minhas obrigações para um mundo melhor, mas nada que me ocupe mais que leituras e presença em eventos pontuais. A questão da religião, onde fui entusiasta militante, hoje é interessante no que diz respeito agregar uma ética ao existir, ficando cada vez mais claro que a essência religiosa de tudo é uma postura e que todas as coisas relacionadas, são apenas experiências dos outros e, que em determinados momentos, servem ou não servem para condutas que julgo corretas em meu existir terreno.

E nesse fluir atualmente tenho me interessado em escrever sobre a questão política nacional e, vários amigos em grupos de convivência cibernética, criticam certa constância e insistência neste setor, no que respondo, que fosse eu cirurgião, certamente passaria o dia realizando procedimentos relativos a este mister ou, fosse corretor, igualmente estaria tecendo loas sobre apartamentos e mansões, buscando potenciais compradores para os imóveis que estivessem a venda neste universo comercial tão dinâmico na atualidade.

Como sou escritor e jornalista e movido sempre a prática da escrita, é esse assunto que me inspira e me vem à mente, pedindo perdão a quem se incomoda, mas ao mesmo tempo pedindo vênia posto que livre, posso divagar e expressar o que bem entenda, ficando a critério do leitor ler ou não, concordar ou não, sendo normal e democrático o processo de balançar a cabeça afirmativamente ou negativamente, em lagartixística participação neste relacionamento que os escritores mantém com seu público receptor.

Pode ser que essa coisa de criticar as posturas do Partido dos Trabalhadores na atualidade seja coisa de marido traído. Como era simpatizante, votante e defensor intransigente do PT, acreditava piamente que ele mudaria todas as práticas políticas vigentes, implantando verdadeiramente posturas corretas e éticas neste mar de lama em que nos encontramos faz tempo.

O fato de descobrir que era tudo farsa, que por debaixo do pano a prática dos líderes era igual ou pior de tudo que tanto falávamos e combatíamos, tudo isso me levou a um estado de chateação tão grande, uma amargura, uma perda de esperança tão profunda, que encontrei nessa coisa de baixar o cacete, uma certa remediação, uma certa obrigação para comigo mesmo e, nesta coisa ainda presente, continuarei até que um outro assunto, se faça presente e, minha mente, naturalmente, passe a gostar, se inspirar e simpatizar com algum outro assunto.

Enquanto isso não acontece, sigo fazendo o que gosto, expondo o que vem de dentro para que externamente, possa ter serventia para alguém ou, simplesmente, extravase algo que é natural em quem produz textos como vício e com essa coisa de satisfação pessoal e profissional.

* É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Tenho observado a crescente intolerância dos petistas com todos que expressam indignação com os casos de corrupção, a condução econômica do governo e com o legítimo ato constitucional de pedir impeachment de uma gestora.

Além de palavrões e outras coisas mais, deram agora para ameaçar dizendo que se Dilma cair não vai ficar assim, que isso e aquilo e tudo comendo corda do staff petista que, orquestrado pelo maestro marqueteiro vai incentivando uma reação violenta como última trincheira para evitar a queda do bunker.

A tal coração valente, por sua vez, braba que só siri na lata diante de sua maré vermelha, parece na verdade acovardada diante da real prova de valentia: falar a verdade sobre o que sua tribo realmente fez.

Falsa, mentirosa e produto de marketing, engana uns gatos pingados com sua fantasia de corajosa, ficando nua em sua complexidade abilolada diante de uma nação estarrecida com suas falas desarticuladas, desprovidas de nexo e, principalmente, falácias em verso e prosa de uma verdade escondida, mas que está vindo a tona homeopáticamente, proporcionando no fim a assepsia, enfim, desses pacientes terminais, que uma vez diagnosticados de grave moléstia nacional, seguirão com nossas bênçãos para a UTI da Papuda Federal.

Ao longo de nossa passagem pela materialidade ao tempo em que existimos, vamos gostando de coisas e mais coisas e, depois, valorizando mais outras e, abandonando algumas, ou até mesmo deixando no cantinho para que não morram e possam voltar – ou não, em novos tempos ou em momentos a posteriori.

E nesse gostar e odiar coisas e mais coisas, o tempo dessas coisas é o tempo dessas coisas, sem que aparentemente possamos conscientemente dizer por quais e tais motivos as coisas são importantes em alguns momentos e, em outros, são meras lembranças. A vida é assim e nenhuma filosofia mais complexa e profunda tira da transitoriedade das coisas, essa coisa das coisas serem assim e assim são e pronto.

E essas coisas que são e essas coisas que foram e essas coisas que serão, são coisas que jogamos carinhoso olhar no retrovisor ou que no momento gostamos de falar sobre as mesmas, lembrando agora de quantas coisas já gostei e que hoje não tem mais importância alguma, citando as lutas de boxe que envolviam Muhammad Ali, Joe Frazie, Mike Tyson, George Foreman; a Fórmula 1 com Senna; os clássicos Flamengo e Fluminense, mantendo apenas relativo interesse por futebol, mais em solidariedade a meu filho Gabriel Kalki que quer ser jogador, que mesmo por achar muito legal os jogos e pelejas atuais.

Assuntos que já dominaram minha mente e eram temas constantes em meus “escritos”, hoje são apenas reminiscências como a questão ecológica que continuo gostando mais no aspecto de cumprir minhas obrigações para um mundo melhor, mas nada que me ocupe mais que leituras e presença em eventos pontuais. A questão da religião, onde fui entusiasta militante, hoje é interessante no que diz respeito agregar uma ética ao existir, ficando cada vez mais claro que a essência religiosa de tudo é uma postura e que todas as coisas relacionadas, são apenas experiências dos outros e, que em determinados momentos, servem ou não servem para condutas que julgo corretas em meu existir terreno.

E nesse fluir atualmente tenho me interessado em escrever sobre a questão política nacional e, vários amigos em grupos de convivência cibernética, criticam certa constância e insistência neste setor, no que respondo, que fosse eu cirurgião, certamente passaria o dia realizando procedimentos relativos a este mister ou, fosse corretor, igualmente estaria tecendo loas sobre apartamentos e mansões, buscando potenciais compradores para os imóveis que estivessem a venda neste universo comercial tão dinâmico na atualidade.

Como sou escritor e jornalista e movido sempre a prática da escrita, é esse assunto que me inspira e me vem à mente, pedindo perdão a quem se incomoda, mas ao mesmo tempo pedindo vênia posto que livre, posso divagar e expressar o que bem entenda, ficando a critério do leitor ler ou não, concordar ou não, sendo normal e democrático o processo de balançar a cabeça afirmativamente ou negativamente, em lagartixística participação neste relacionamento que os escritores mantém com seu público receptor.

Pode ser que essa coisa de criticar as posturas do Partido dos Trabalhadores na atualidade seja coisa de marido traído. Como era simpatizante, votante e defensor intransigente do PT, acreditava piamente que ele mudaria todas as práticas políticas vigentes, implantando verdadeiramente posturas corretas e éticas neste mar de lama em que nos encontramos faz tempo.

O fato de descobrir que era tudo farsa, que por debaixo do pano a prática dos líderes era igual ou pior de tudo que tanto falávamos e combatíamos, tudo isso me levou a um estado de chateação tão grande, uma amargura, uma perda de esperança tão profunda, que encontrei nessa coisa de baixar o cacete, uma certa remediação, uma certa obrigação para comigo mesmo e, nesta coisa ainda presente, continuarei até que um outro assunto, se faça presente e, minha mente, naturalmente, passe a gostar, se inspirar e simpatizar com algum outro assunto.

Enquanto isso não acontece, sigo fazendo o que gosto, expondo o que vem de dentro para que externamente, possa ter serventia para alguém ou, simplesmente, extravase algo que é natural em quem produz textos como vício e com essa coisa de satisfação pessoal e profissional.

· * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Os estudantes andam apavorados com um tal de Charlie Charlie, que segundo a crença, move diabolicamente lápis entre sins e nãos, e depois, passa ao imaginário deles como algo real, gerando pânico e medo, desaguando tudo em noites mal dormidas e estresse para os pais.

Os jovens, assim como nossos antepassados e todos nós, buscam crer em algo, para que esse vazio que povoa nossa mente possa ser preenchido com algum tipo de certeza que existe algo pós, para fazer ter sentido o presente e, algo, superior, para que possamos diante de fardo pesado, ter esperança que esse acima, maior e potência máxima em resolutividade possa ter pena de nós e aliviar a barra.

E acreditando em uma coisa ou outra, vamos seguindo, sem que, diante de muitos e muitos anos já por aqui, tenhamos certeza absoluta que realmente tenha algo após ou superior, posto que sendo questão de fé, essa crença como existe hoje, só tem razão de ser nesse crer sem ver e nesse acreditar sem nada de real presenciar.

Nestas aparições que assustam, que surgem via mídia, ou naturalmente em fenômenos sociais, minha pequena e amada Mel chegou em casa temendo uma tal de Cabra Cabriola, que segundo o Wikipédia, “é um ser imaginário da mitologia infantil portuguesa, mas também surge no resto da península Ibérica, foi depois levada para o Brasil pelos portugueses. A Cabra Cabriola é a personificação do medo, um animal em forma de cabra, um animal frequentemente de aspecto monstruoso comedor de crianças, um papa-meninos. “

Pois a minha caçula anda temendo cerrar pálpebras e dar de cara com a Cabriola, receando não ser suficientemente arrojada para encarar a danada, crente que a cabra tem força e poderes suficientes para pintar e bordar e transformar sua alegre vida num inferno precoce.

Seja os adolescentes arrepiados com Charlie Charlie ou as crianças tremendo diante dos feitos diabólicos da Cabra Cabriola, temos também hoje no Brasil uma turma que não acredita em nada. Esses seres já começam a despertar o interesse dos mais pós pós pós doctors do planeta. É incrível como diante de tantos fatos, antes mensais, depois semanais, hoje diários e caminhando para de hora em hora, histórias escabrosas de dólares em cuecas, dinheiro em aviões e bancos de todos os paraísos, desvios, roubos, editais direcionados, gráficas que não imprimem e recebem, eventos que não existem e tem verbas, contratos superfaturados, comissões, taxas de sucesso, administração de recursos não contabilizados, uma gama infinita de técnicas e práticas que estamos tomando conhecimento diariamente e, esta turma, nem nem, simplesmente são ateus dos eventos ocorridos no Brasil nos últimos doze anos.

E assim seguimos, tentando amenizar os terrores que narrativas cabriolísticas e charlísticas ocorrem a nossos filhos, e pasmos diante dos ateus políticos em voga no Brasil hoje, que não sabem de nada, não acreditam em nada e, assim, voando, viajando e se fazendo de doido, vão apostando naquela coisa que perigosamente repetimos sempre, tudo passa, temos memória curta, tendemos a esquecer e perdoar...

Queria eu que essa tal de Cabra Cabriola desse um susto bem grande nesses bandidos que assaltaram e devem ainda estar assaltando o Brasil, pois depois do mensalão engataram o petrolão e quem confia agora que não tem nada acontecendo, pois parece que não vivem sem meter a mão em alguma coisa pública.
Além do susto da cabra, torço para que o Charlie Charlie na consulta deles no sentido de se vale continuar a prática criminosa, leve o lápis para o não. Quem sabe esse conselho mediúnico faça efeito e essa turma entre nos eixos deixando o que é público para o público e perdendo a mania feia de privatizar nosso butim para seus projetos pessoais e partidários, empobrecendo o Brasil e aterrorizando nossas vidas com mentiras, roubos, falsidades e vergonha.

É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quase todos nós vivemos uma existência que pode ser rotulada de normal. Ao longo de nossas vidas vamos cumprindo ritualmente as passagens comuns de paparicação, estudos, trabalhos, reprodução, envelhecimento, doenças e morte.


Um ou outro tem em suas andanças coisas bem radicais como viver perigosamente e confrontar a morte ou estágios avançados de evolução espiritual. Como disse, esses são poucos.


Nessa vida quase de gado, como um cantor já revelou tempos atrás, tendemos a existir no caminho do meio, sem problemas muito complicados e sem alguns êxtases desejados, lembrando que as referências do presente escrito não levam em conta questões financeiras e nem correlatas.


Essa navegação humana por caminhos nem tão espinhosos e nem tão floridos, possibilita um fluxo normal de seres em passagem expiatória por este mundo material, com cada individualidade cumprindo sua sina e, imprimindo a sua história, as conquistas ou débitos que naturalmente temos devido a nosso DNA cósmico.


Ao se aproximar dos extremos saímos dessa navegação mais tranquila e suave e passamos a experimentar picos de adrenalina que podem ser do bem ou do mal. Seja para um lado ou para o outro, o homem quando está diante do extremo, sente certo pavor e toda sua estrutura físico-química muda, com o interno buscando elementos que possuímos para fazer frente a novidade, e o emocional em estado de choque tentando entender a situação.


No caso negativo isso pode ocorrer na iminência de um acidente de trânsito, diante de um bandido armado, numa briga mais barra ou sabendo de uma notícia bem negativa. Ficamos paralisados, trêmulos, pernas bambas, coração dispara, desmaios podem ocorrer, confusão mental, enfim, o extremo negativo desestrutura o ser e, nesta situação, não conseguimos sobreviver muito tempo. É preciso se restabelecer. Continuar muito tempo assim, é morte certa.


Mas situações desconfortáveis também acontecem diante do extremo positivo. Quem tem familiaridade com relatos místicos, textos religiosos ou metafísicos, já leram que alguns seres evoluídos foram indo, seguindo em seus caminhos ascendentes até que diante de suas divindades, tremeram, não conseguiram olhar, ficaram cegos diante da luz, tímidos, sem voz, envergonhados e muitos voltaram ao plano normal sem conseguir dar prosseguimento a essa vivência espiritual profunda.


Que leitura podemos fazer deste confronto do ser comum - qualquer um de nós, com altos representantes do mundo espiritual? Que vacilo é esse? Por qual motivo poucos conseguem abrir os olhos e se fundir na energia divina que o encontro proporciona?


Não sei a resposta mas identifico isso em pequenos detalhes em meu cotidiano. Como dirigente de uma organização não governamental lisa, que vive constantemente pedindo recursos para continuar suas ações humanitárias, percebo claramente que muitas pessoas temem a proximidade com as coisas do bem. No meu caso, sou mais ajudado por pessoas que não conheço, do que por milhares e milhares que conheço e que até elogiam o trabalho, mas não concretizam o que seus lábios proferem, em forma de ajuda concreta.


Vejo em minhas reflexões que as pessoas preferem ajudar aquelas entidades em que elas muitas vezes não conhecem seus dirigentes mais a fundo, preferindo manter certa distância. Na ONG que atuo já realizei muitos e muitos eventos e convidei todos os amigos e familiares. Conto nos dedos das mãos os que foram. Sinto então que as pessoas temem essa proximidade com o bem, temem se comprometer de alguma forma, preferindo a distância.


Podia aqui citar muitos e muitos exemplos de como fico isolado neste ato de tentar apoio para o projeto que realizo, de como é difícil ver meus milhares de conhecidos, amigos e parentes, não prestigiando os acontecimentos, não ajudando financeiramente, não doando nada, apenas para não estar perto, pois sei que são pessoas de bem.


Finalizo então deixando essa reflexão. Somos seres do meio, que encontram neste setor a tranquilidade que não apavora. Se para baixo as pernas tremem diante da morte iminente, para cima, para o bem, também não queremos muita conversa, não é um espaço que nos deixe tão confortáveis assim, daí muitos terem uma filosofia ativa de elogios e uma prática morna de ações concretas.


Diante da percepção que boas amizades e milhares de amigos não movem os moinhos da caridade e da fraternidade que me propus a realizar e que venho tocando há muitos e muitos anos, estou caminhando para passar o bastão e continuar ajudando de maneira mais livre, sem o peso de uma entidade e os compromissos diários de um dirigente.


Por enquanto continuo acreditando em dias melhores e sonhando em ganhar na loteria para deixar os amigos em paz e tocar sozinho o projeto social. Nada mais humano que sonhar, pois nossa divindade anda distante e envolvida na névoa cotidiana de nossos egos imperfeitos.


*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo." target="_blank" style="color:rgb(17, 85, 204)">escritorflaviorezende@gmail.com)



Twitter