NATAL PRESS

Todos os seres em estadia transitória neste lar chamado Terra apresentam virtudes e deficiências, características que enquadram nossa raça no time dos ainda em estado evolutivo. Enquanto devo ter alguns aspectos de minha existência com tendência para o lado bom e positivo, obvio que também tenho que entrar nos eixos em alguns aspectos e, entre eles, já confesso certa queda na ingestão um pouco além do necessário, de gêneros alimentícios a nosso dispor em todos os momentos.

Para corrigir o rumo e tentar seguir mais ágil e lépido pelo mundo desejável da saúde física, tenho minhas cartas na manga, como seguir em direção ao maravilhoso spa do casal Egídio Dantas/Wanderléia Firmino, localizado na aprazível cidade praiana de Rio do Fogo, litoral norte do lugar ao qual pertenço, o Rio Grande do Norte.

Recentemente estive naquele abençoado espaço para, mais uma vez, sentir o gostoso e desejado prazer de ver aqueles renitentes números da balança, darem uma marcha à ré e encherem de esperança meu ser neste caminhar para o corpo mais saudável, ficar.

O bom no spa Termas Center é que você sai da rotina e pode acessar outros mundos, um pouco enevoados ou parcialmente encobertos nas urbanidades das metrópoles, sempre emolduradas e maquiadas de tal forma, que envolvidos pelo estresse, vamos percebendo cada vez menos a presença do que chamamos de natureza.

Em Rio do Fogo tenho a oportunidade de caminhar e, sozinho por opção, consigo estabelecer uma harmoniosa conexão entre a minha natureza interior e a natureza formada pelas árvores, rios, mares, jardins e animais em geral, extraindo desta mina de preciosidades, joias tão raras, que normalmente extasiam meu ser e me remetem a estágios avançados de beatitude, chegando muitas vezes ao ponto de chorar de contentamento e, agradecer com profundidade e realidade, minha estadia por lá.

Nesta ultima passagem pelo spa tive a sorte de ser promovido a um lugar encantador do Termas Center, um apartamento cercado de altas árvores, com gramado a frente, piscina, um lindo jardim e objetos decorativos, além de uma providencial rede como altar, onde repousei meu corpo físico, deixando o mental viajar e buscar a mais perfeita harmonia com o espírito das coisas belas, das energias puras, da natureza esplendorosa e ali ricamente representada.

A cada observação, estando ótimo interiormente, casei meus bons pensamentos e minha gratidão pela graça de ali estar podendo desfrutar tal visão, com tudo que me cercava e tocava, como a brisa sem igual dos 23 graus perfeitos, aveludando minha pele e carnavalizando meus poros em sensação sem igual, como aquele sol rútilo e belo, que pintava o céu do mais perfeito azul anil e oferecia o mais abrangente passaporte para ingresso imediato e sem burocracia no universo do espaço, das brancas nuvens e dos pássaros a cantar e a pousar na grama, como a me saudar em animadas gorjeadas.

As caminhadas revelaram a cada instante, memoráveis prazeres físicos, espirituais e mentais, tendo como indutores os pescadores e seus ofícios praianos, as crianças e as pelotas na beira-mar, as conchas, as vacas, as flores, as saliências naturais das rochas e das dunas e falésias, o vento, o sol, a chuva, o mar, a vida, esplendorosa, amorosa, sempre ali disponível para todos nós, ricos, pobres, pretos, brancos, gordos e magros, clamando unicamente por atenção e, nos relembrando a todo instante, que para ter acesso a tão maravilhoso e fantástico universo, basta sintonizar a nossa natureza interior na mesma frequência da exterior.

Quando as duas naturezas entram em comunhão, o silencio reina, a alegria toma conta, a lágrima do êxtase verte e a vida festeja ecoando aos quatro cantos feito mantra: isso é DEUS, isso é DEUS...

Flávio é escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)



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