NATAL PRESS

Tempos atrás uma jornalista amiga, Thaisa Galvão, ligou e disse que tinha uma vaga na Academia de Letras, se eu ia me candidatar. Eu estava no auge da vida ativa, trabalhava três expedientes, em tvs e jornais, escrevia compulsivamente, publicava livros anualmente e, cheio de energia, pensei em agregar à Academia de Letras, essa disposição para tornar o local mais animado etc e tal.

A candidatura teve zero voto, uma vez que dizem ali só adentrar quem for previamente aprovado por um grupo dominante, que só aprecia almas antigas e amigas. Pois bem, li estes dias de um jornalista local, que vive de atacar a honra alheia, que ali só entra pessoas da área jurídica e que se um dia fosse convidado, daria o dedo para os imortais.

Ai fiquei pensando no assunto novamente. Tendemos a falar mal de quem não nos quer, mas quando o querer chega, como reagimos de fato?

Ai lembrei das louras. Quando nenhuma quer o sujeito, ele diz que loura é coisa artificial, que a morena é mais atraente, brasileira, gostosa, até que um dia uma loura faz fiu-fiu para ele e o cabra vê a possibilidade se tornar real e, não mais, apenas uma possibilidade.

Diante da loura maravilhosa, assobiante, possante, o camarada manda as favas o passado de críticas e abraça a cabelante de ouro cheio de alegria, partindo junto com ela para o delicioso mundo do desfrute dual.
Será que esse tal escriba vai dar o dedo mesmo, diante de um convite real?

Creio que vai correr para garantir a vaga e, depois, cheio de argumentos, arrumará uma maneira de justificar o aceite. Se procurar os escritores jurídicos que tanta ataca, terá boa assessoria neste mister.

Que situação, rapaz...



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