Sentimos diversos tipos de contentamento durante nossa vida, sendo muitos com origem em nosso próprio corpo. Ao ingerir determinados alimentos ficamos felizes com aquele gosto agradável promovendo um carnaval na língua e na mente.

Quando estamos na praia pegando um gostoso sol, sentimos aquela energia nos preenchendo até que a coisa começa a esquentar um pouco, ai a mente nos sugere um mergulho na praia e ao acontecer tal intento, a pele entra em êxtase com a mente reproduzindo uma sensação sem igual de frescor em nosso ser.

As alegrias ocorrem ainda em vários níveis físicos e mentais, provocadas por milhões de eventos, tornando a vida de cada um de nós um manancial de possíveis gozos múltiplos, sendo essas possibilidades alheias a condição social e econômica, cor, raça, religião e time de futebol, daí advir a informação dos mestres de que a felicidade está dentro de cada um de nós e, não apenas, de alguns.

Além desta felicidade individualizada induzida por fontes diversas, temos a felicidade terceirizada, pois pode ter como fonte a felicidade do próximo. Quando meu pai estava vivo eu sentia um imenso prazer interior, quando o via vibrar com minhas conquistas, aparições na tv e quando o levava para presenciar palestras que faço, inaugurações de obras sociais que tenho a oportunidade de trazer a materialidade planetária e outros babados mais, pois a sua energia positiva me transpassava e me inundava de grande satisfação.

Minha amada mãe, em idade avançada, sensível por ainda estar inserida num mundo muito confuso e perigoso, necessita cada vez mais de carinho e atenção e, neste contexto, quando tenho a oportunidade de fazer algo por ela, como um jantar, uma dormida amiga, um abraço carinhoso, uma palavra confortadora ou um beijo sincero, ela emite uma onda energética tão intensa, que por tabela sou preenchido com este amor maternal de alto valor.

Todos nós podemos sentir estas boas energias que circulam quando ativamos de maneira sincera atos e bondades que devem ser regra em nossas vidas, deixando para as exceções as nossas fraquezas, vacilações e quedas, naturais no processo evolutivo.

Em nosso lar, com a esposa e os filhos, temos a oportunidade de sentir a verdadeira alegria da vida, viajando através das frases da pequenina, como a minha doce Mel, do cuidado zeloso e bonito da amada mãe Deinha e da dedicação a seu futuro como jogador, do filhão Gabriel Kalki. Estando mergulhado neste oceano de beatitude podemos ampliar nossa satisfação, sentindo cada conquista e cada vitória de cada um deles, ocorrendo no cotidiano, proporcionando um upgrade fantástico de contentamento.

Diante do exposto confesso que vivo por mim e por eles. Confesso que vivo por meus pais, irmãos, amigos e, por cada criança, adolescente e idoso atendido na Casa do Bem. Procurando digerir e ir eliminando os problemas e as ingratidões, encontro na assimilação e incorporação do lado bom da vida e de cada um dos que estão próximos, o bálsamo para o enfrentamento das tribulações e para o reforço da divindade presente em nossa existência.

A alegria de todo e qualquer um em todos os mundos, preenche nossa própria vida com um pouco mais de felicidade. Sinto isso. Vibro quando vejo alguém sorrindo. Choro diante de filmes, textos e cenas reais que tenham conteúdo do bem. Me sinto parte do todo e procuro, dentro de minha maneira de ser, ser cada vez mais positivo para que a unidade caminhe cada vez mais para o que os mestres chamam de paraíso, um planeta onde os seres entendem que para o estabelecimento do dharma coletivo do bem estar geral, as partes precisam vibrar na sintonia fina da alegria e da felicidade.

• É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)