NATAL PRESS

Cresce entre pessoas sensatas a direita o prestígio de Paulo Guedes, Rogério Marinho, Rodrigo Maia, Fernando Gabeira, Sérgio Moro e representantes do Partido Novo, que a despeito de uma ruma de tuiteiros inconsequentes, tocam o barco das reformas, analisam corretamente as situações e seguem apesar de tudo.


Já o 17 - e seus filhinhos tuitados, está dando uma de adolescente, não entrando em campo com firmeza para aprovar o que interessa, mas ágil em motociclismo e politiquismo, pois de muitas coisas prometidas, já deu ré em algumas, freiou outras e, sei não, pode terminar até espantando as almas que funcionam nesse governo meio blábláblá. 
Que situação rapá..

Sou um homem feliz por ter sempre muitas mulheres por perto. Durante toda a existência de minha mãe tivemos relação super bacana, carinhosa e cheia de trocas constantes de amor profundo e respeitoso. As relações em todos os níveis, com o sexo feminino, foram e são permeadas das melhores energias disponíveis no universo. Com a partida da mama, tenho hoje por perto a esposa Deinha e a filhota Mel. Somos grudadinhos, coladinhos, estamos sempre juntinhos.


Que dizer e não ser repetitivo, uma vez que elas estão sempre presentes em minhas crônicas, repito incessantemente meu amor por todas todos os dias, ao ponto de Mel dizer: - eu sei papai. Ou então quando aproximo minha boca da orelha dela, já vai logo dizendo: - já sei que vai dizer que me ama.


E assim nosso dia das mulheres são todos eles, pois convivemos, viajamos, dialogamos, sorrimos, vivenciamos a vida em sua mais maravilhosa expressão: o amor. E seguirei repetindo exaustivamente que amo, estando perto, lambendo, escrevendo, fotografando, sorrindo, me encantando com elas, querendo mais, sempre mais. E não são só elas, tem as duas cadelas, igualmente mulheres em minha existência.


E a todas as demais, meus parabéns gerais.
Amoooooooo

Nos primórdios da existência o homo sapiens começou a cometer delitos e, ao passar do tempo, ao optar pela vida em comunidade, as infrações foram sendo punidas de maneiras diferentes.

As punições mais antigas contemplam agressões por artefatos como armas brancas, tacapes, flechas, evoluindo para armas de fogo, até que a chegaram aos crimes de guerra e os contra a humanidade, que podem ocorrer tanto nas guerras, como em tempos de paz, dando como exemplo assassinatosmassacresextermínioexperimentação humana,  esquadrões da morteseqüestros, prisões injustas, estuproescravidãocanibalismotortura e repressão política ou racial.

A inexorabilidade temporal vai agregando a nossa existência novas vivências que possibilitam novas práticas criminosas, exigindo do conjunto dos seres, avaliação para atualização permanente dos mecanismos punitivos, visando sempre inibir essas ações, mantendo assim mais humana a coexistência pacífica entre os seres que levam a uma vida sadia e respeitadora do quadrado alheio.

Nesta passagem apareceram os crimes virtuais, oriundos do vasto universo que a internet oferta, com pessoas ofendendo as demais via espaços midiáticos, incitando terrorismo, expondo crianças nuas, chegando os diversos países a atualização de suas leis, para que os criminosos desse novo espaço tenham suas atividades punidas e seus atos criminalizados.

Os crimes de trânsito também foram tipificados, existindo ainda muita malemolência com motoristas que matam utilizando seus carros como meios para este fim, mas é correto concluir que já houve muita evolução neste campo.

Estes dias assisti um vídeo dando conta de muitos chineses mortos no trânsito e em acidentes triviais, pelo fato de estarem manuseando aparelhos celulares de maneira aluarada.

Não vai tardar para que tenhamos que legislar sobre isso. Pessoas estão sendo abandonadas da convivência por causa dos casamentos entre muitos seres e seus aparelhos. Pessoas atropelando sem querer muitos por causa de displicência, ficando depressivos e carregando peso na consciência por estes eventos; pessoas vivendo totalmente fora da realidade tradicional, deixando filhos órfãos, esposas sem assistência e negligenciando o trabalho, etc.

São tantos os problemas que estão sendo causados, que não tardará a criação de penas para esses viciados e escravos das maquinas supridoras de necessidades diversas.

Que situação, rapaz...

O apelo dominical para usufruir da existência material num corpo espiritual, torna meu despertar feliz e, imerso no gozo dos sentidos, sinto o paladar vibrar com uvas passas, pão e queijo, café prensado a francesa, goiaba, enquanto o sentido auditivo navega nirvânicamente em Frank Sinatra, Os Cariocas, B B King e a sensacional Sweet Home Chicago, de Eric Clapton.
 
Devidamente aboletado no velho sofá, sentindo a doce fragrância de Mel e Deinha, agregada ao objeto deleitador, mergulho em pensamento nas coisas do dia anterior. 
Estive pela manhã em Ponta Negra e com olhos de ver, fui percebendo ações sociais em andamento. 
 
Turmas da Estácio mediam a pressão de ambulantes, orientando a procurar atendimento médico quando a pressão apontava alta no equipamento. 
Adelante jovens com sonhos ao vento, recebiam instruções gratuitas para surfar e, entre a exibição de uma manobra radical, e um cut-back, noções de uma vida correta eram transmitidas como ondas no mar.
Caminho um pouco mais e vejo alunos da Maurício de Nassau incluindo deficientes nos prazeres marítimos. 
 
Como trabalho na UFRN, que é pública, fiquei pensando no quanto a mesma pode direcionar os jovens de lá para ações sociais. Vejo tantos experts em fascismo, coxismos e tantos ismos, com quase nenhuma atividade social relevante. Claro que deve ter, óbvio, mas por ser enorme, praticamente uma cidade, pode muito, deve muito mais a sociedade.
 
A UFRN terá novo reitor em breve e, torço para que ele se inspire nas universidades privadas, cheias de ações sociais, possibilitando aos alunos, principalmente de humanas, mais práticas, e menos teorias. Fica a dica. 
E o resto da manhã em Ponta Negra e do dia em ambientes diversos, foi de maravilhosos encontros com seres queridos, como Canindé Soares e Paulo Cesar Dantas Fernandes na feijoada da Soamar, Wagner Marinho e esposa em Ponta Negra, Juciara Tinoco no Natal Shopping, fechando com Carlos Maia do Burro Elétrico no Praia Shopping. 
 
E assim vivemos, vamos vendo, sentindo, comendo,  papeando, observando, interagindo, sugerindo, curtindo, existindo. 
 
Um domingo maravilhoso e uma semana feliz para todos, além de ser grato aos que lêem meus escritos. 
Luzzzzzz

Tempos atrás uma jornalista amiga, Thaisa Galvão, ligou e disse que tinha uma vaga na Academia de Letras, se eu ia me candidatar. Eu estava no auge da vida ativa, trabalhava três expedientes, em tvs e jornais, escrevia compulsivamente, publicava livros anualmente e, cheio de energia, pensei em agregar à Academia de Letras, essa disposição para tornar o local mais animado etc e tal.

A candidatura teve zero voto, uma vez que dizem ali só adentrar quem for previamente aprovado por um grupo dominante, que só aprecia almas antigas e amigas. Pois bem, li estes dias de um jornalista local, que vive de atacar a honra alheia, que ali só entra pessoas da área jurídica e que se um dia fosse convidado, daria o dedo para os imortais.

Ai fiquei pensando no assunto novamente. Tendemos a falar mal de quem não nos quer, mas quando o querer chega, como reagimos de fato?

Ai lembrei das louras. Quando nenhuma quer o sujeito, ele diz que loura é coisa artificial, que a morena é mais atraente, brasileira, gostosa, até que um dia uma loura faz fiu-fiu para ele e o cabra vê a possibilidade se tornar real e, não mais, apenas uma possibilidade.

Diante da loura maravilhosa, assobiante, possante, o camarada manda as favas o passado de críticas e abraça a cabelante de ouro cheio de alegria, partindo junto com ela para o delicioso mundo do desfrute dual.
Será que esse tal escriba vai dar o dedo mesmo, diante de um convite real?

Creio que vai correr para garantir a vaga e, depois, cheio de argumentos, arrumará uma maneira de justificar o aceite. Se procurar os escritores jurídicos que tanta ataca, terá boa assessoria neste mister.

Que situação, rapaz...

Acordo cedo para ver França e Austrália. Com o café fumegado e o pão integral com queijo branco e uvas passas no bucho, fico logo desinteressado do jogo e parto para caminhar e mergulhar em Ponta Negra.

Durante a caminhada fiquei pensando na Copa. Sei que tem o lado ruim, mas quando estou na beira da praia normalmente vejo preferencialmente o lado bom das coisas.

Aí fiquei pensando nas reportagens que antecedem as pelejas e vibro com os torcedores brincando, mostrando bandeiras, uns enfeitados, os chapéus, cornetas, adereços, todos num clima de muita união, confraternização, demonstrando que as Copas ofertam a possibilidade de uma convivência pacífica, harmoniosa e até bem humorada entre os povos.

Todos nós sonhamos com essa interação, com esse encontro de países, com essa troca de energias, de maneira ordeira e pacífica, tendo as Copas conseguido criar esse clima, possibilitando uma cadeia mundial de assistência de pessoas torcendo educadamente por seus lugares, todos brincando, curtindo, numa espécie de realização de um sonho coletivo de prazer universal.

Podem falar o que for da Copa do Mundo, mas as edições tem sido assim, muito legais nestes aspectos, muitas pessoas se abraçando, brincando, mostrando criatividade e as torcidas aceitando resultados adversos e comemorando vitórias.

Também adoro ver as reportagens sobre as cidades e o País que sedia. Passamos a conhecer tantas coisas novas, ampliando conhecimento e dando mais vontade ainda de bater perna por aí.

A Copa no Brasil deixou um prejuízo grande, mas adorei participar. Fui alguns jogos em Natal e amei estar ali com meu filho Gabriel.

Como disse, tudo na vida tem vários aspectos, hoje, aqui, celebro o lado bom, a junção feliz de tantos povos em torno da pelota.

Viva a Copa do Mundo que agrega, que une, que nos humaniza e possibilita urros e choros sem bombas, murros ou empurrões.

Celebremos o que nos diviniza e todas as glórias ao futuro campeão, seja quem for.

Luzzzzzz

Flávio Rezende aos dezesseis dias, mês seis, ano dois mil e dezoito. 10h25.

Um excelente fim de semana e boa Copa do Mundo para todos

Logo no início da prazerosa caminhada dominical, ao mentalizar àqueles que reverencio por reconhecer neles autoridade para agradecer e pedir coisas mundanas, que me ocorrem ou que gostaria que ocorressem, pela data com Jesus comemorada, em memória a sua ressurreição, direcionei a mentalização aqui relatada, a ele, grande mestre do nosso planeta, reverenciado por várias religiões e respeitado por outras, numa espécie de altar as suas falas, sugestões e posturas, até hoje comentadas, seguidas e disseminadas Terra afora.

Uma vez internalizado com a boa energia de Jesus fui percebendo sua presença nas nuvens, que estavam diferentes, na água do mar em orgástico banho, nas frutas dispostas para venda, na espontaneidade das crianças, deslumbramento dos argentinos com a exuberância da praia de Ponta Negra, nos vendedores e suas técnicas de exposição dos produtos, no balançar dos galhos, farfalhar das folhas, gostosidade do sentir da brisa, alegria do conjunto dos seres em aprazível domingo de sol, e a nirvânica imersão no quadro visual de tudo percebido, emoldurado por sons e mantras devidamente selecionados, indo de "Sacred chants of Índia", até "Angie", do Rolling Stones.

Que maravilha estar imerso em Jesus, dissolvido Nele, pensando Nele, sentindo Ele, vendo Ele em tudo e em todos, preenchido de luz, abençoado de amor, perpassado de misericórdia e imantado de divindade genuína.

Se tem uma coisa que busco incorporar a meu viver, agregar a existência e busco internalizar e colar ao atma que me anima, é estar em companhia de almas boas, puras, que santificam os passos e pavimentam a estrada com as pérolas de suas exemplificações.

Por isso podem me criticar por aqui enaltecer tantos mestres e ter tantos gurus, não ligo, a cada data, dia, momento, oportunidade, vou lembrando de um, ou de outro, trazendo para perto, abraçando, buscando compreender, entender, imitar, seguir, me dissolver.

Não me interessa exclusividade, me interessa estar sempre e cada vez mais cheio de amor, mesmo que na vida cotidiana, as vezes, precisemos de certa dureza com algumas coisas e certos alguéns, isso mesmo também aprendido dos mestres, que nos mostram necessidade de não fugir a luta e seguir o dharma, para que os ravanas, belzebus, capetas ou cabras de peia não tomem conta do lindo planeta azul.

Quero estar, portanto, dentro de Jesus, ao largo, acima, abaixo, dissolvido, embebido, extasiado, ressuscitado em sua essência, absorto em sua postura, amoroso em seu viver.

Luzzzzz e boa Páscoa para todos.

Primeiro dia do mês quatro, ano dois mil e dezoito. 12h09. Praia de Ponta Negra.

         Quando estamos em nossa cidade temos uma maneira de viver e de se locomover.  Quando viajamos, alguns mantêm o mesmo modus vivendi. Eu gosto de mudar.

         Aqui tenho carro e o utilizo bastante. Atualmente disponibilizei para um filho social fazer Uber e tenho andado também de ônibus e de carona, mas independente disso, quando dirigindo tenho uma direção contemplativa. Internalizei amor pela vida e busco em cada olhar, em cada andar e em cada deslocar a extração do cotidiano, a visão dos movimentos diversos e a própria essência de nossa existência material.

         Explico melhor, a distração, a abstração ou alheiamento do que acontece a nosso redor, joga no lixo, desperdiça um universo de cenas, visuais e eventos interessantes que acontecem a todo o momento e em todo canto.

         Perceba andando ou parado em sinais e engarrafamentos, que animais estão por perto, comendo, subindo árvores, acompanhando companheiros, seres humanos ofertam serviços e muitos são engraçados, agradecem rezando, outros são rudes, uns alegres, têm os divertidos, cheios de manias, além da própria natureza com céu azul, chuva, ventos, temperaturas etc.

         A vida na verdade é uma produção cinematográfica viva e em constante dinâmica, passe a observar tudo a seu redor como um filme, como gravações e viaje em cada detalhe, em cada acontecimento, em casa movimento.

         Quando viajo, então, voltando ao “x” da questão, prefiro o ônibus, primeiro pela altura, nos possibilitando um olhar sobre a cidade e seus habitantes de cima, segundo ele vai parando o que nos dá uma oportunidade sem paralelo de observação da polis de camarote. Tem ainda a possibilidade de ver as pessoas comuns, aquelas que muitas vezes não nos relacionamos.

         Nos ônibus surgem do nada religiosos, vendedores, ladrões, dondocas, prisiacas, estudantes, bem vestidos, maracatus, figuras bem interessantes e diferentes, oportunizando a um olhar mais atento, uma gama enorme de tipos muito apreciados sob o prisma da curtição sem preconceito, e sem julgamento negativo.

         Cada vez mais amo viver, circular, observar, em todo canto e em todo lugar existe algo para se ver, para se deleitar, claro que as negatividades estão à espreita e não é nada bom experienciar situações assim, mas mesmo assim, elas existem e segundo os espíritas, acontecem conosco e no entorno como consequência de alguma lição que devemos passar ou karma que temos que quitar.

         Viver, olhar, circular, estar neste planeta, seja de qual categoria ele for, estar tendo esta maravilhosa oportunidade de estar vivo na matéria, depois livre da carne mais fluído para voar, volitar, transitar por dimensões e mundos outros, já percebeu o quanto devemos ser gratos por termos nos tornado um atma, uma alma, um espírito, uma unidade cósmica, um cidadão planetário?

         Exerçamos nossa cidadania cósmica com muita boa energia e na absorção necessária e positiva do amor, busquemos encher o nosso tanque com esse combustível para poder com ou sem asas distribuir amor por onde possamos estar.

         Luzzzzzzzzzzzzzzz.

 

Flávio Rezende aos vinte e sete dias, mês sete, ano dois mil e dezessete. 10h35. Natal/RN, Brasil, Planeta Terra, Universo.

           Caro possível leitor, durante muito tempo compartilhei meus "escritos" através de uma lista enorme de endereços de e-mails, e semanalmente enviava ou minhas reflexões ou os boletins do bem da Casa do Bem. Quem me acompanhava deve ter notado ausência neste último ano,  e de fato, ocorreu.

            É que fiz opção por escrever textos mais curtos e publicar num blog, o www.blogflaviorezende.com.br, pelo qual agradeço visitação e divulgação caso julgue interessante meus escritos. No espaço aqui posto publico minhas ideias das coisas através de textos e entrei também na onda dos vídeos, postando algumas observações neste formato.

            Com relação a Casa do Bem continuei administrando até hoje e, agora, dia 1 de janeiro, passo a presidência para Vânia Cruz, assumindo o cargo de diretor de comunicação da ONG, continuando servindo a comunidade de Mãe Luiza da mesma forma, agora de maneira mais leve posto que a presidência exige muito e já estou nisso há 22 anos, estando um pouco cansado de tantas lutas e compromissos.

            Passo a direção da Casa do Bem que idealizei e fundei feliz e com a consciência tranqüila, com as contas aprovadas pelo Ministério Público e sem nenhum tipo de problema judicial, denúncia e nenhum acidente envolvendo os jovens, adultos e idosos. Digo isso pois imagina a quantidade de vezes que levamos até 250 jovens para banhos de piscina, de mar, jogos de futebol, shows etc. e nunca em tempo algum, ocorreu nenhuma negatividade.

            Fico feliz com todos os apoios que recebi, pois consegui dirigir e manter ativa e viva uma entidade sem captar recursos no exterior e nem de governos, tendo apenas por uns 3 anos convênio de pouca monta com a prefeitura da cidade do Natal, no caso 2.500,00, que desisti de continuar diante de tanta burocracia por valor tão pequeno diante de nossas necessidades. Optei por continuar apenas com os depósitos em conta corrente dos nossos amigos do bem e assim fui indo até agora, entregando a Casa do Bem sem nenhuma conta atrasada, nenhuma pendência, com todas as certidões negativas sendo geradas , como já disse, sem nenhum processo de natureza nenhuma.

            O saldo positivo é enorme, muita gente formada em cursos, muitos jovens com habilidades diversas agregados através de esportes, artes marciais, cultura, educação, com os jovens e idosos tendo conhecido muitos pontos turísticos, ido a eventos de todo tipo, recebido ovos de páscoa todos os anos, presentes, comemorado todas as datas, tendo acesso a palestrantes diversos e até caros, freqüentado restaurantes, museus, estádios de futebol, cinemas, teatros, enfim, muitas coisas mesmo ocorreram sem que eu colocassem nisso questões de política e nem de religião, não cobrando nada e nem exigindo coisíssima nenhuma de ninguém em tempo algum.

            Deixo a presidência da Casa do Bem da mesma forma que entrei, nunca usei um centavo sequer para viajar para eventos, coisa bem aceita neste ramo, evitando congressos e seminários e, quando ia, com meus próprios recursos. Agora é tocar o barco até a aposentadoria como servidor federal, ampliar minha atuação jornalística como blogueiro, cuidar mais dos filhos e parentes, viajar que adoro e continuar no bem de maneira mais leve, uma vez que a presidência é muito complexa e cheia de compromissos diversos.

            Que a Casa do Bem siga sua linda história de amor com os novos dirigentes e eu me despeço de vocês deste canal de comunicação via e-mail, estando meus posts e pensamentos disponíveis no www.blogflaviorezende.com.br.

            Obrigado a todos por todos estes anos de convivência e muita luz em 2017 e por todo o sempre.

            Luzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Flávio é escritor, jornalista e blogueiro em Natal/RN (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Chego neste começo de 2015 a 53 anos e seis meses de vida. Quando bem jovem, não era comum meus amigos terem gosto por política. Comecei a ter muito cedo. Lembro que fui orador do meu pré em 80, no IMA, quando o presidente era Figueiredo e o governador era biônico, naquele tempo Lavoisier Maia, pai de uma das amigas formandas.

No púlpito da igreja do Instituto Maria Auxiliadora, diante do então governador, das freiras, familiares e convidados, fiz um discurso político, incisivo, a anistia fazia meses tinha sido decretada, o clima já era de distensão, mas todo cuidado era pouco e ninguém ousava tocar no assunto abertamente. Todos ficaram boquiabertos. Papai me deu uns carões e, internamente, gozava com minha ousadia.

Com o tempo fui gostando dos comunistas, dos socialistas, lendo tudo que aparecia, participando de movimentos, greves na UFRN, passeatas e com o surgimento de Lula e dos movimentos grevistas em São Paulo, fui tomado por intensa paixão. Tudo ligado a Lula me embriagava, como jornalista fazia questão de cobrir suas passagens por Natal, o entrevistando em comício no Alecrim. Era da minoria, vestia camisa, empunhava bandeira e lembro-me de ter participado de uma das primeiras reuniões da fundação do partido aqui em Natal, numa salinha num primeiro andar perto da Igreja do Galo.

O tempo passou e participei das campanhas debatendo, escrevendo artigos, brigando com todo mundo que não era lulista/petista, chegando a ficar com amizade arranhada com muitas pessoas, pois brigava, chorava, esperneava e não acreditava nunca que nem Lula e nem ninguém do PT e nem o partido enquanto instituição política pudesse cometer de forma nenhuma nadica de nada de errado, o PT e Lula eram sagrados, incapazes de malfeitos, pois tudo que ouvia, lia e acreditava era que tudo aquilo tinha surgido justamente para fazer o contraponto das maldades que faziam com os trabalhadores, com o povo, com as instituições etc.

Apesar de nunca ter pensado em ter uma atuação política como vereador ou outro espaço qualquer e nem de ocupar cargos em nome do partido, minha paixão era por um ideal, pela loucura que sempre tive pelo povo, de ajudar, de ser útil, tanto que desenvolvo um trabalho social há 25 anos sem nunca em tempo algum ter recebido um só centavo por isso e nem ter pedido voto para seu ninguém atrelando meu trabalho social aos meus gostos pessoais, por ter a consciência que isso é uma coisa minha, pessoal, mais ligado ao espiritual que propriamente ao político, creditando ao espiritual no que diz respeito a achar que tenho que fazer algo pelo semelhante independente de quem o faça institucionalmente ou pessoalmente.

E esse amor pelo PT foi indo até um dia desses, parecia cego, numa confraria que ia todos os dias numa padaria, brigava, saia puto da vida quando confrontado com o julgamento do mensalão. No meu entender Lula era vítima, todos estavam sendo injustiçados, até que comecei a chegar a casa mais cedo para acompanhar atentamente o julgamento.



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