Estes dias que nos levam ao Natal, me pareceram apropriados para comentar sobre essa palavra, que tão bem simboliza como deveria ser o nosso comportamento.

Pouco tempo atrás escrevi sobre uma palavra em inglês que não conhecia, quando a escutei pelo primeira vez – “raincheck”. Hoje, escrevo sobre uma palavra que também escutei pela primeira vez em inglês e que internalizei permanentemente – “empathy” – empatia. Se traduzir “raincheck” era complicado, nesta é muito fácil. A ouvi pela primeira vez num curso sobre Recursos Humanos, durante o meu mestrado. Confesso a minha ignorância então, e minha surpresa, até hoje de, pelo menos aparentemente, vê-la tão pouco reconhecida e pouco aplicada por aqui. Exagero? Talvez.
É uma palavra que não escuto muito e que, se olharmos ao redor, pelo comportamento das pessoas, parece esquecida. Por isso, reproduzo o que diz o Aulete:

empatia
A A A A
(em.pa.ti. a)
sf.
1. Psi. Experiência pela qual uma pessoa se identifica com outra, tendendo a compreender o que ela pensa e a sentir o que ela sente, ainda que nenhum dos dois o expressem de modo explícito ou objetivo.
2. Capacidade de compreensão emocional e estética de um objeto, ger. de arte (um quadro, livro, filme, p. ex.).
3. Nas inter-relações pessoais e sociais, capacidade de alguém de se ver como os outros o vêem, de ver outrem como os outros o vêem e também como ele mesmo se vê.

Desenvolver esse sentimento, para mim, foi extremamente importante. Tenho esse comportamento sempre presente e, às vezes, penso que de forma exagerada. Concilio-me com a certeza de que é melhor errar por mais, no caso, do que por menos. Procuro, sempre que me confronto com uma decisão que pode afetar outras pessoas, me colocar na posição delas para sentir o efeito.
E não me irrito (faz mal ao coração), mas lamento, quando vejo pessoas decidirem coisas que irão afetar outras de modo desagradável, e muitas vezes de forma permanente, sem qualquer preocupação com suas reações. Sem empatia.
Vocês já pensaram como viveríamos, todos nós, bem melhor, se nossos lideres (?) desenvolvessem esse comportamento? Será que eles conhecem a palavra, já que pelas suas decisões isso não parece evidente? De vez em quando, sinto que nem todos ignoram “empatia”, mas gostaria de ver sua prática mais acentuada.
A época do Natal é o momento apropriado para pedir à Deus a generalização dessa prática, se é que ele é mesmo brasileiro. Tenho minhas dúvidas.