Considero-me um sujeito aberto, sem preconceitos e sem raivas ou iras desmedidas. Daí, tenho muito medo de fundamentalismos. Que vêm se exacerbando nos últimos anos, de uma forma já doentia. Embora haja fundamentalistas políticos, o religioso me parece mais perigoso, com uma intolerância agressiva.

Os países europeus, nos últimos anos, têm recebido grande número de mulçumanos. Nos países mais democráticos, especialmente os ocidentais, essa migração foi sempre bem recebida. Alguns outros países fazem restrições, que agora têm se mostrado aceitáveis, dado o comportamento extremista de alguns grupos desses imigrantes. Em vez de se adaptarem e assumirem a cultura dos que os recebem, tentam impor suas idéias e comportamentos. Querem implantar seus costume e preceitos em terra alheia. Poderiam ter permanecido na sua própria.

Putin disse há poucos dias: recebemos aqui todos que queiram viver conosco, mas têm que aprender russo e viver como russos. Que não tentem impor suas vontades, pois não vamos aceitar. Certíssimo.

Na Inglaterra, sem dúvida o mais democrata dos países, o comportamento desses imigrantes chega à absurdos. Tentam forçar a adoção de sua língua, sua religião, seus costumes, em vez de, como seria natural e óbvio, absorver a cultura na qual se inseriram.

Li, confesso que com espanto, a adoção da sharia, a lei islâmica, em tribunais britânicos, especialmente em decisões referentes às mulheres. É o que está nas páginas do “The Telegraph” do dia 23/3 – A lei islâmica é adotada por autoridades legais britânicas -. Uma decisão difícil de entender, mesmo restrita aos muçulmanos.

Pior, me parece, a notícia também publicada no mesmo jornal do dia 20 de abril, informando que extremistas muçulmanos procuram “islamizar” escolas na cidade de Birmingham, onde há uma quantidade maior de imigrantes muçulmanos. As autoridades inglesas batizaram essa tentativa de “Cavalo de Tróia”, por razões óbvias, e estão desmontando o esquema.

Essa ingerência já estava tão avançada, que o departamento de fiscalização do ensino, em alguns casos, está pensando em até fechar algumas dessas escolas. Apenas uma, das 17 escolas inspecionadas, estava com o que se pode chamar de “bilhete azul”. Todas as demais estavam contaminadas, inclusive com perseguição aos estudantes não mulçumanos.

É o caso de dizer: democracia tem limites, estabelecidos por suas leis. E esse limite é o momento em que começa a ser destruída por extremistas. Ou a Europa acorda, ou perde sua identidade ocidental. E nós, por aqui, especialmente com esse governo entreguista, precisamos estar atentos.