NATAL PRESS

“We shall never surrender”. Palavras ditas por Churchill em seu famoso discurso ao Parlamento no dia 4 de junho de 1940, logo após nomeado Primeiro Ministro, diante das ameaças da invasão da Inglaterra, e poucos dias antes da rendição, já prenunciada, da França. Nesse discurso, em que conclamava o povo a lutar até o fim, enfatiza que a Grã Bretanha nunca se renderá – “nunca nos renderemos”.

É assim que me sinto hoje, quando olho e vejo as candidaturas que se propõem, no Brasil e no nosso Estado. Não podemos nos render. Temos que lutar por um país melhor. A eleição é a nossa arma principal para combater tudo o que está errado por aí.

Sei, e você também, como é difícil a escolha de um bom candidato. Dá vontade de desanimar e jogar tudo para o alto, entregar à Deus, e esperar um milagre.

Estamos vivendo um momento desses em nosso Estado. Procura-se, e não se acha, da parte dos candidatos falados, a mínima menção aos nossos problemas, que vêm num crescendo insofismável. Tudo gira em torno de nomes, que para o eleitor comum, e com um mínimo de consciência, não têm o maior significado. Ou o menor apelo. Acabam de fechar um chapão sem nenhuma novidade, ou qualquer atrativo.

Infelizmente, é o que aí se propõe. Como sou um otimista nato, tenho certeza que, no meio de muitos, encontram-se alguns que merecem nosso apoio. Podem não ser os de seu coração, talvez não respondam a todos os seus anseios mas, comparando com os demais, se sobre-saem. A escolha de seu candidato está exatamente nisso – comparar com os demais. Deixar de votar não é a solução, pois você contribui para eleger alguém que, no seu entender, não merece ser eleito. Votar em branco também não resolve; pode ajudar a eleger alguém que não teria o seu voto.
Os políticos profissionais, de forma geral, pensam que uma coligação, que julgam forte, de muitos partidos e de muitos candidatos, garantem automaticamente sua eleição. Esquecem que, como ainda não instituíram chapas fechadas, o que pretendem, nós ainda temos a possibilidade de votar em candidatos separados e de partidos diferentes, em função de nosso entendimento. Por isso, essa história de chapão fechado não funciona como eles desejam. Chapão rima com apagão. Ainda bem. Nós já tivemos, no nosso Estado, esse exemplo. Chapas que se julgavam eleitas, pelos apoios intensivos e numerosos que tiveram, perderam a eleição.

Não desanime. Não se renda. Acredite no futuro. E não deixe de votar. Na minha idade, não sou mais obrigado a votar. Mas esse é um direito do qual não abro mão, mesmo com as dificuldades naturais de locomoção e aglomeração.



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