Adoro o frescor da manhã
Raios de sol beijando o orvalho
Eu colho e depois espalho
A felicidade que emana
A minha alma se irmana
Com o meu eu e de imediato
Materializa o abstrato
E de jeitinho melancólico
Nasce um poema bucólico
Com gosto e cheiro de mato


Gotas de chuva misturam-se
Com as lagrimas do sertanejo
Uma nova paisagem eu vejo
Ganha a força a esperança
Paira o sossego, a bonança
Abrandando o coração
As aves de arribação
Entoam uma bela sinfonia
Saudando o nascer do dia
O alvorecer no Sertão


O sertanejo ganha o mato
Para capinar a terra
Confiante que ali se encerra
Mais um ciclo de agonia
O alvorecer de um novo dia
Com chuva, lhe dá firmeza
Admirando a beleza
De uma caatinga florida
Reza agradecendo a vida
A benção Mãe Natureza.