NATAL PRESS

 

Mas um feliz acordar

Aqui na Serra da Rajada

Só o silêncio faz zuada

Mexendo no inconsciente

O passado se faz presente

Mostrando sua importância

No café sinto a fragrância

Das lembranças do passado

O meu eu fica inundado

De lembranças da infância

O sol surge sorrateiro

Pássaros cantam em sinfonia

O gado muge em harmonia

Com o som de seus chocalhos

Minha mente faz atalhos

Entre o passado e o presente

Hoje fruto, ontem semente

Minha alma sente-se acolhida

Mostrando que lá fora a vida

É dessa vida decorrente

E nisso um “bença vovô”

Traz-me pra realidade

Percebo a felicidade

Albergada em nosso ninho

No cantar do passarinho

Na imensurável grandeza

Dos braços da natureza

Que acalanta e faz vigília

Na minha amada família

Minha infinita riqueza. (Celso Cruz)

 
O meu sonho de consumo
Era um chapéu de couro
Gastei a pele de um touro
Veja você se pode
Ainda usei uma de bode
Que tinha lá na fazenda
Pra fazer uma emenda
Pois a do touro não deu
Mas um problema se deu
E eu estou pondo a venda
 
Todo dia aparece gente
Pedindo ele emprestado
Eu já estou encabulado
Pois pedem ele pra tudo
Fico sério carrancudo
Mas num tem jeito não
Acho falta de educação
Mas nego aqui acolá
Já foi uru, foi caçuá
Vai terminar em confusão
 
Resolvi: eu vou vender
Não quero mais emprestar
Se pedirem vou negar
Pra evitar uma besteira
Nele guardo minha feira
É um chapéu de cabra macho
Só de coco tem três cacho
Meio saco de farinha
Umas coisas de cozinha
Umas três panelas e um tacho
 
Fiz doação a um amigo
Que é músico e é cantor
Exímio compositor
Ele anda aperreado
Pois ficou meio apertado
Mas eu soube de uma fonte
Que ele não quer que conte
Mas eu digo por onde ando
Que o nome dele é Ivando
E o sobrenome é Monte. (Celso Cruz)

NATAL é um estado de espírito
Muito mais que uma data
Traduz na medida exata
O nascer de uma nova esperança
É o aliar-se com a mudança
Conjugação do verbo sonhar
É o exercício do amar
De maneira fraternal
Renove-se pois é NATAL
Deixe o amor desabrochar

Cante, dance, sorria
Ser feliz é o seu papel
Liberte o Papai Noel
Do seu tempo de criança
Vá até onde a mente alcança
Viaje pelo irreal
Ser feliz é atemporal
Abuse da simplicidade
E curta a felicidade
Que emana do NATAL

Distribua mais abraços
Presenteie com o coração
Irmão amigo, amigo irmão
Não canse de conquistar
Disponibilize-se pro amar
Dando ao mundo mais cor
Deixe o coração se expor
Seu eu fugir da razão
E curta a feliz emoção
De um NATAL com amor.

FELIZ NATAL! (Celso Cruz)

"Um acordar na Rajada".Por Celso Cruz

Mas um feliz acordar

Aqui na Serra da Rajada

Só o silêncio faz zuada

Mexendo no inconsciente

O passado se faz presente

Mostrando sua importância

No café sinto a fragrância

Das lembranças do passado

O meu eu fica inundado

De lembranças da infância

O sol surge sorrateiro

Pássaros cantam em sinfonia

O gado muge em harmonia

Com o som de seus chocalhos

Minha mente faz atalhos

Entre o passado e o presente

Hoje fruto, ontem semente

Minha alma sente-se acolhida

Mostrando que lá fora a vida

É dessa vida decorrente

E nisso um “bença vovô”

Traz-me pra realidade

Percebo a felicidade

Albergada em nosso ninho

No cantar do passarinho

Na imensurável grandeza

Dos braços da natureza

Que acalanta e faz vigília

Na minha amada família

Minha infinita riqueza. (Celso Cruz)


Currais Novos do ciclo do gado
Do ciclo do algodão
Do ciclo da mineração
De um povo simples e ordeiro
Do destemido vaqueiro
Do valoroso agricultor
Terra do minerador
De uma forte gastronomia
Do bem viver, da alegria
Da amizade e do amor

Rica em arte e cultura
De um povo autêntico e verdadeiro
Alegre e hospitaleiro
Amante do bem servir
É desde o seu existir
Uma Progressista cidade
Terra da prosperidade
Orgulho do Seridó
Nascida no Totoró
Berço da felicidade. (Celso Cruz)

Um coração Infartado


Eu fui abrir para ver
Um coração infartado
Tinha medo aprisionado
Tinha manchas de ingratidão
Resquícios de solidão
E muito choro contido
Mágoas de ente querido
Um amortecido saber
A vontade de viver
É que não vi, tinha fugido

Por isso bebo, jogo e danço
Extravaso a alegria
Persigo no dia-a-dia
A vontade de viver
Eu não quero é padecer
Do medo de ir embora
Ponho a tristeza pra fora
Pois se a vida Deus me deu
Meu destino faço eu
Vivo o aqui e o agora

Confesso sou sonhador
Sou preso a esperança
Só quem busca é quem alcança
Essa tal felicidade
Busco na simplicidade
Ser empático, dar atenção
Ser amigo, ser irmão
Tento viver o momento
E sempre ouvindo atento
O que me diz o coração

Alicerçado na amizade
Me solto, tento voar
Não é utópico sonhar
Dou asas á imaginação
Demonstro satisfação
Com o pouco conquistado
Eu valorizo o passado
Não o deixo adormecido
E sempre tenho agradecido
Ao que a vida tem me dado

Se é complicado ser simples
Ser simples é mais complicado
O que a vida tem me dado
Não é muito, é o bastante
Sou feliz e sigo avante
Vivo preso a liberdade
Procuro ter humildade
Sou simples não me envergonho
Persigo meu maior sonho
Viver na felicidade.

Eu nunca entendi direito
O que é felicidade
Se é na simplicidade
Que ela faz sua morada
Pra matar essa “charada”
Eu resolvi pesquisar
Fui pruma mesa de bar
Um sorria, outro cantava
A cada um que passava
Eu resolvi perguntar

Agora, como entender
Essa tal felicidade
É muita subjetividade
Veja a pergunta que fiz
Como se sente feliz?
Responda como quiser
A resposta que vier
Eu computo por inteiro
É simples, é ter dinheiro
Respondeu uma mulher

Uma outra ia passando
E também quis responder
É perder peso, emagrecer
Foi a resposta que deu
Um bêbado ouviu e respondeu:
É pinga, de copo cheio
É minha ex com um cabra feio
Nisso uma loura com um Iphone
Um litro de silicone!
Gritou levantando um seio

Me assustei com um grito
De um bêbado no balcão
Feliz só teve Adão
Pois ele não teve sogra!
Quase a pesquisa malogra
O bêbado estava agressivo
Um outro, calmo, emotivo
Disse: ele não sabe o que diz
Que eu saiba pra ser feliz
Não é preciso ter motivo

Por isso #boraserfeliz
Colabore, compartilhe
Busque o caminho e trilhe
Não importa de onde vens
Se queres, podes e tens
Direito à felicidade
Não importa a idade
Vale o aqui e agora
Pois já sabes onde ela mora
Juntinho à simplicidade. (Celso Cruz)

Confesso que já nem sei quem sou.
Me chamam de Pedra do Navio, de Pedra do Cruzeiro, Pedra do Mirante...
Dizem que eu tenho mais de 500 milhões de anos. Que já fui margem de rios que corriam banhando-me com águas livres da poluição que hoje me circunda.
Acho bonito quando dizem que sou uma feição magmática/ígnea tabular em posição vertical. Um pegmatito. Uma rocha plutônica rica em minerais vários de cores e brilhos que me emprestam uma beleza única.
Envaidecido fico quando fotografado, em ângulos e formas diferentes.
Em uma foto abaixo Alex Gurgel me mostra de um ângulo na qual lembro um navio, singrando caatingas e despertando lembranças que justificam meu primeiro nome. Pedra do Navio.
A lua me empresta a luz que me é negada pelos homens. #cruzeiroiluminado
Em outra foto de autoria de Carla Belke, eu ressurjo no amanhecer emoldurando um sol que já surge abrasador, ardente, desquitado de nuvens e que não é ainda o céu sonhado pelo sertanejo castigado pelos efeitos da seca, mas que mesmo assim é belo e reacende a esperança e a fé, depositada aos meus pés pelas diversas religiões, e eu me presto ao serviço de depositário de preces. Talvez por ser ecumênico, talvez por ser um exemplo de resistência ao tempo ou, que quem sabe talvez, por estar mais perto dos céus.
Fico triste quando abandonado pelos homens. Quando fico no escuro e não cumpro o meu papel.
Fui tombada pelo Patrimônio Histórico, iluminada, e orgulhosa fiquei, pois estava ali cumprindo o meu papel ecumênico, histórico, contemplativo, testemunhando promessas feitas, graças alcançadas, juras de amor e por que não dizer, de atos irresponsáveis de uma juventude sem rumo, abandonada pela falta de compromisso de uma sociedade injusta.
Que pena que a minha importância não justifique uma iluminação que não seja a do sol e da lua.
Que pena que eu não possa receber visitas à noite nem ser contemplada dos diversos pontos da cidade que eu guardo.
Sigo feliz por ser iluminada pelo Senhor, pelo Sol, pela Lua mas, me confesso triste por permanecer na escuridão dos homens...
(Celso Cruz)

chico

Do amigo Chico Machado
Desfrutei da amizade
Um amigo de verdade
Por quem tenho gratidão
Bom pai, amigo e irmão
Amante da fraternidade
Na história da cidade
Algumas páginas escreveu
Quem com ele conviveu
E o passado desbrava
Ver um Machado que plantava
E a cidade colheu
Ela colheu no atletismo
Na cultura, no lazer
Vi Currais Novos vencer
Inacreditáveis batalhas
Trazendo troféus, medalhas
Tirando crianças da rua
Que Deus do céu retribua
E aos seus dê serenidade
É fato que a cidade
Vai sentir saudade sua. (Celso Cruz)

Saiba que tem duas vidas
E veja você por quê
Uma é a que cuida você
A outra é a que inventam
Ache bom quando comentam
Alegre-se no caminhar
A vida que deve levar
É a que lhe dita o coração
Articulado com a razão
Siga na vida a cantar

Só preste contas da vida
Quando conversar com o seu eu
Se a vida Deus lhe deu
Viva a vida com verdade
Buscando a felicidade
Fazendo por merecer
Todo dia é um renascer
Tenha sempre em sua mente
Que a humildade é tão somente
A razão do bem viver

E nunca se preocupe
Com o que venham a dizer
Viva e deixe viver
Deixe livre o seu pensar
Assim o seu caminhar
Será calcado na verdade
Alicerçado na amizade
Na família e no amor
Orgulhe-se em ser sonhador
E viciado em liberdade. (Celso Cruz)



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