NATAL PRESS

Ascom Reitoria

 


Por Wilson Galvão - Ascom Reitoria


O vice-governador do estado do RN, Antenor Roberto Soares de Medeiros, e o investidor chinês da SPIC, Wang Weiguang, foram recebidos na manhã desta sexta-feira, 30, na Sala de Reuniões, pelo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo. Junto à assessora especial para o Parque, Ângela Maria Paiva Cruz, e ao diretor da Agência de Inovação, Daniel Pontes, o reitor expôs as potencialidades do projeto Parque Tecnológico Augusto Severo (PAX).

“Já temos uma estrutura edificada com mais de 15 mil metros quadrados, nos quais, após uma série de estudos, observamos a viabilidade de instalação de um parque com áreas principais de energia, reabilitação em saúde e tecnologia da informação. O projeto, inclusive, já foi pauta de reuniões nossas no Ministério de Minas e Energia e no de Ciências e Tecnologia e está alinhado com o Plano de Desenvolvimento Institucional, está amadurecido e a conversão de ideias, propostas e parcerias nos dá a ideia de que será bem sucedido”, enfatizou Daniel Diniz.

Ângela Paiva circunstanciou que as parcerias já estão sendo realizadas e que a presença do investidor é no sentido de mostrar a localização do PAX e, por conseguinte, trazer investimentos para nosso estado. “Explicamos aos dois que já temos a minuta do Estatuto e estamos concluindo o Estudo de Viabilidades, bem como procuramos explicitar o benefício para desenvolvimento científico-tecnológico e social do projeto”, colocou a assessora.

Wang Weiguang afirmou que a empresa está muito interessada no Brasil, ao mesmo tempo em que frisou que o foco da SPIC é o Rio Grande do Norte, em virtude da questão energética. “A forma de estruturação do parque nos interessa, e interpretamos que essa iniciativa renderá frutos para o país. O parque é instrumento útil para formar projetos para o estado, e não somente de experimento”, destacou. O vice-governador endossou o raciocínio, ressaltando que o Governo do Estado está engajado para a viabilidade do projeto do Parque Tecnológico Augusto Severo junto ao Banco Mundial.

Especialistas, representantes do governo e parlamentares defenderam, nesta quarta-feira, 28, que o Brasil aprimore o debate do uso do serviço 5G, a mais avançada tecnologia de telefonia móvel, com velocidade até cem vezes mais rápida que a plataforma atualmente disponível no país. 

De acordo com o senador Jean Paul Prates (PT-RN), autor do requerimento que gerou o debate, o Brasil tem legislação e instrumentos de fiscalização, mas precisa aprimorar os mecanismos de punição e aprimorar as políticas públicas para o setor.  “Estamos buscando mecanismos regulatórios para o uso do 5G, bem como formas de garantir a segurança dos usuários”, lembrou.

A a audiência pública, na Comissão de Ciência e Tecnologia foi conduzida pelo parlamentar. Ele lembrou que o debate em torno da segurança da rede e do uso do 5G virou uma questão mundial. “Essa é uma central para o desenvolvimento do setor e o amplo acesso da sociedade à nova corrida da era da informação”, destacou Jean Paul. 

Recentemente, o Google – detentor do sistema operacional Android para terminais de comunicações móveis – anunciou a suspensão de seus negócios com a Huawei. Com a medida, a empresa chinesa está ameaçada de perder acesso às atualizações do Android, com o qual todos os seus smartphones funcionam. A próxima versão de celulares da companhia poderá não conter alguns aplicativos. Os Estados Unidos proibiram empresas americanas de negociar com estrangeiras consideradas perigosas para segurança nacional.

Para a diretora do Departamento de Serviços de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Mirian Wimmer, o debate sobre a segurança do 5G adquire novos contornos, que não podem ser debatidos sem levar em conta os interesses do país. “É preciso pensar nas complexidades da segurança do 5G , mas dentro de uma estrutura robusta e com uma reflexão ampla de como podemos tratar estrategicamente o tema da segurança cibernética no país”, defendeu. 

Nos próximos meses, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançará uma consulta pública para a regulamentação e certificação dos equipamentos de 5G. Também será lançada uma campanha para reduzir os ataques cibernéticos. 

“Acompanhamos a discursão e estamos à disposição para atuar junto às operadoras para garantir a segurança da rede e ajudar na regulamentação das políticas públicas do uso do serviço 5G”, destacou o superintendente de Controle de Obrigações da Anatel, Carlos Manuel Baigorri.

O diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Sérgio Sgobbi, disse que o Brasil é o terceiro país com maior incidência de ataques, sendo necessário aprimorar os mecanismos de formação de profissionais na área. 

Em 2017, o Brasil formou apenas 358 profissionais, no curso de segurança de informação. Sgobbi disse que a segurança cibernética é um dos riscos mais sérios do mundo, atualmente. Em 2021, o custo das violações deve chegar a US$ 6 trilhões. “Os conhecimentos sobre a segurança da informação são elementos estratégicos de competitividade e segurança”, disse.  

Participaram do debate o diretor de relações institucionais da Huawei no Brasil, Carlos Lauria, e o assessor do Departamento de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Arthur Pereira Sabbat.

Por Wilson Galvão - Ascom Reitoria

A apresentação de um protocolo de intenções e a possibilidade de prospecção de parcerias na área de energias renováveis foram as pautas principais de uma reunião, via videoconferência, na manhã desta segunda-feira, 26, entre equipes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da empresa chinesa State Power Investment Corporation (SPIC), uma das maiores empresas da China, presente em 36 países.

Os dois temas convergiram para a perspectiva de uma cooperação para atividades de internacionalização de negócios, pesquisa e desenvolvimento aplicadas ao Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), unidade da UFRN que funcionará na cidade de Macaíba. Presentes, o gerente-geral, Steve Ang Zou, e o diretor chefe de tecnologia, David Yang, destacaram e elogiaram o potencial e a área de produção de energia renovável no Rio Grande do Norte. Eles destacaram que o principal foco da empresa é a produção de energia solar fotovoltaica e a eólica, bem como a instalação de um centro de desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologia.

Na oportunidade, o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, fez uma breve apresentação oral da universidade, expondo dados a respeito da quantidade de alunos, a classificação em rankings nacionais e o esforço da instituição em potencializar a inovação e o empreendedorismo nas diversas áreas acadêmicas da instituição. Ele circunstanciou exemplificando que, especificamente às pesquisas em energias, há muitas linhas de pesquisa na área de desenvolvimento sustentável, energias renováveis e redes elétricas inteligentes.

Junto ao diretor da Agência de Inovação (Agir), Daniel Pontes, ao secretário de Relações Internacionais e Interinstitucionais, Márcio Venício Barbosa, e ao diretor do Parque Metrópole Digital, Anderson Cruz, o reitor convidou a equipe chinesa para conhecer as instalações construídas do PAX e de alguns laboratórios da UFRN, no mês de setembro, momento no qual o Protocolo de Intenções poderia ser melhor debatido. Embora não confirmassem a vinda em setembro, Steve Ang Zou e David Yang afirmaram que até o fim do ano virão ao estado, haja vista que a SPIC assinará um termo de compromisso com o Governo do RN, documento este que prevê investimentos no estado em torno de 2 bilhões de reais.

Elpídio Júnior

 

Realizado pelo segundo ano consecutivo na capital potiguar, a Campus Party, evento de tecnologia, educação e cultura digital, entrou para o calendário oficial da cidade e é responsável por reunir um grande número de comunidades, usuários da rede mundial de computadores, estudantes e investidores do setor tecnológico. Aqui no Brasil, a Campus Party é presidida pelo italiano Francesco Farruggia, que na noite deste sábado (17), foi agraciado com o título de Cidadão Natalense, de propositura do vereador Sueldo Medeiros (PHS).
 
“Sueldo é um grande fã da Campus Party e foi um articulador do evento aqui para Natal. Hoje ele me dá esse presente, esse título de Cidadão Natalense. Nós queremos contribuir através da Campus Party que a garotada aqui de Natal tenha a oportunidade de aprender tudo que existe em tecnologia. A gente procura levar a tecnologia a todos os lugares, regiões e Natal não poderia ficar de fora dessa inclusão”, afirmou Francesco Farruggia.
 
Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o segundo homenageado da noite é o recifense Dino Lincoln Figueirôa. Fundador de uma startup de tecnologia em simulação militar, ele agradeceu o reconhecimento do vereador pela luta em trazer o evento para Natal. “Me sinto muito honrado em ser oficialmente natalense e fico muito grato ao vereador Sueldo Medeiros e à Câmara Municipal por esse reconhecimento em propor isso, após toda luta para trazer esse intercâmbio de ciência e tecnologia para os cidadãos natalenses, impulsionando ainda mais o turismo e a tecnologia na cidade”, ressaltou Dino Lincoln Figueirôa.
 
O secretário estadual de Educação, Getúlio Marques, elogiou a propositura do título aos homenageados da noite e destacou a importância do evento para o estado. “Muito merecido o título. Trazer a Campus Party para Natal não é fácil. Tivemos aqui o apoio dos poderes estaduais, empresários, e esse evento é importante para os estudantes do estado. Os dois são grandes merecedores desse título”, acrescentou o secretário.
 
“Com o apoio da UFRN, Governo do Estado, Prefeitura e outros poderes pudemos realizar a primeira edição da Campus Party Natal, essa já é a segunda edição agora aqui dmno novo centro de convenções. Agora com a cessão do título de Cidadão Natalense a esses dois parceiros que só vem a engrandecer o trabalho da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da casa legislativa. É importante destacar que esse evento só acontece graças a uma lei de minha autoria que pôde incluir a Campus Party no calendário da cidade”, acrescentou o vereador Sueldo Medeiros.


Texto: Kehrle Junior

JOANA LIMA

O prefeito Álvaro Dias participou, na noite desta sexta (16/08), da abertura da Campus Party Natal 2019, que está sendo realizada durante todo o fim de semana no Centro de Convenções de Natal, na Via Costeira. Considerado o maior evento de desenvolvimento tecnológico, social e empreendedor do mundo, há uma estimativa de público em torno de 65 mil pessoas durante os três dias de evento na capital potiguar.

O chefe do executivo Municipal ressalta a importância dos investimentos em tecnologia da atual gestão. "Fizemos um esforço enorme para trazer a Campus Party mais uma vez pra cá. Mas não é só isso. Estamos trabalhando, concedendo incentivos fiscais para empresas dentro desta área tão importante e promissora, para que haja mais desenvolvimento, emprego e renda. Hoje, temos 46 empresas beneficiadas, que empregam mais de mil pessoas", comemorou Álvaro, que estava junto com a governadora Fátima Bezerra e a senadora Zenaide Maia.

"Trazendo a Campus Party para Natal, levamos o nome da cidade para o resto do mundo, físico e digital. O empenho do prefeito Álvaro Dias foi fundamental para que tudo isso acontecesse", explicou Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party.

Dentre as diversas atividades que a Prefeitura programou para a #CPNatal2, destaque para a troca de equipamentos eletrônicos - celulares, tablets, computadores (funcionado ou não) - por ingressos do evento. Serão 50 por dia, no sábado (17) e domingo (18). Uma outra atividade é o "Hackaton", onde programadores, designers e outros irão se "desafiar" numa maratona de trabalho buscando melhorias em algumas áreas, especialmente para a saúde e educação. E ainda tem estudantes de escolas municipais que irão participar da #CPNatal2.

CAMPUS PARTY

O tema central é "Tecnologia para a Transformação", mas outros serão amplamente abordados, como: games, marketing digital, presença das mulheres na tecnologia, etc. Tudo isso, em 350 horas de conteúdo, compartilhados em 45 workshops e 145 conferências. A Campus Party surgiu em 1997 na Espanha e já passou por vários países como: Holanda, Alemanha, Inglaterra, Cingapura, entre outros. No Brasil, o evento está presente há 12 anos.

A Campus Party Natal começa na próxima sexta-feira (16). E quem ainda não adquiriu um ingresso agora tem  uma opção de participar do maior evento de tecnologia da América Latina. É só levar um aparelho eletrônico que não usa ou não funciona (computador, impressora, aparelho de DVD) e trocar por um dia de acesso ao evento. Serão disponibilizados 50 ingressos por dia.

A campanha da Prefeitura do Natal tem por objetivo incentivar o descarte correto de lixo eletrônico. Todo o material coletado será distribuído para empresas responsáveis por reciclagem. Serão aceitos celulares, notebook, nobreak, estabilizados, tablet, CPU, monitor, TV LCD, PLASMA ou LED, impressora, DVD, vídeo cassete, rádio, caixa de som, microondas, liquidificadores, exaustores, ventiladores, central telefônica, câmera fotográfica, retoprojetor, decodificador, geradores, gravador, scanner, swith, ipod, triturador, receptador, entre outros similares.

Por risco de contaminação, não serão aceitos materiais como pilhas, lâmpadas, tubo de TV, cartuchos e toners.


Como efetuar a troca:

Para garantir sua entrada na 2ª edição da Campus Party Natal, basta comparecer ao Ecoponto da Natal Reciclagem, que estará na parte aberta do evento nos seguintes dias e horários:
 
17/08 - 10h às 20h


18/08 - 10h às 19h
 
 
Tem início na próxima sexta-feira (16), no Centro de Convenções da capital potiguar, a segunda edição da Campus Party Natal, considerada a maior experiência em tecnologia e informação do mundo. Cerca de 60 mil pessoas devem passar pelo evento ao longo dos três dias de intensa programação.
 
Autor da lei de número 6.789, que instituiu a Campus Party no calendário oficial de Natal, o vereador Sueldo Medeiros (PHS) acredita que a segunda edição vai consolidar a cidade como sede do evento. 
 
"Estamos muito entusiasmados. A primeira edição já foi um tremendo sucesso e plantou sementes importantes. Teremos em 2019 cerca de seis mil campuseiros, 350 horas de conteúdo e 60 mil pessoas circulando pelo evento ao longo dos três dias. É uma oportunidade única para estudantes, pesquisadores e pessoas que pretendem conhecer de perto as últimas novidades tecnológicas do mundo", destacou o parlamentar.
 
A fixação do evento no calendário da cidade ajudou o vereador a aprovar recentemente outro projeto na área de tecnologia. A Câmara Municipal de Natal promulgou a lei de número 588, também de autoria de Sueldo, que inclui a robótica como atividade complementar na rede municipal de Natal. 
 
"Nada pode acontecer de maneira isolada. Estamos batalhando por uma cidade mais moderna e conectada com as tendências que são vistas no mundo inteiro. Queremos transformar a nossa cidade em referência em tecnologia e a Campus é peça fundamental nesse processo de desenvolvimento", explica o vereador.  
 
O evento é dividido em três áreas principais. A Open Campus é gratuita, com Startup & Makers, Campus Future, Educação do Futuro, Roboticampus, Drones e Simuladores. Enquanto isso, a Arena é a área paga do evento, com palestras, workshops, hackathons, além de bancadas com internet de alta velocidade. Por fim, o Camping é a espaço reservado para as pessoas que compraram ingresso com camping. Barracas, duchas, e um espaço wellness para cuidados com a saúde e bem-estar ficam à disposição.

Com o objetivo de desenvolver projetos relacionados à energia eólica e à distribuição de energia elétrica, através de aplicativos e protótipos inovadores, a primeira edição do Hackathon Neoenergia UFRN será lançada no Instituto Metrópole Digital (IMD), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no dia 1º de agosto.

O evento, que vai ocorrer a partir das 19h, no Auditório B-205 do IMD, será realizado em uma palestra, na qual serão explicados todos os detalhes do Hackathon. Na mesma data, será disponibilizado o link de inscrição para os interessados em participar da competição, o que poderá ser feito sem pagamento de taxa.

O Hackaton acontece entre os dias 23 e 25 de agosto, também no Instituto Metrópole Digital (IMD), parceiro do realizador, o Grupo Neoenergia.

 

Premiação

A premiação para os três melhores grupos da competição vai somar R$ 17,5 mil, sendo R$ 10 mil para o primeiro colocado, R$ 5 mil para o segundo e R$ 2,5 mil para o terceiro. O público-alvo são alunos de cursos relacionados às áreas de Tecnologia da Informação (TI) e Computação, além de Administração, Engenharias e Design.

O Hackaton acontece por meio da formação de equipes multidisciplinares, com capacidade de solucionar problemas que envolvem energia eólica e distribuição de energia elétrica.

Os desafios serão apresentados pelo Grupo Neoenergia, que vai disponibilizar especialistas do setor para auxiliar os participantes. Além disso, haverá dados disponíveis e professores da UFRN que poderão apoiar as equipes.

O professor Leonardo Bezerra, um dos organizadores do evento por parte da UFRN, afirma que o Hackaton é importante para os estudantes, pois proporciona um contato mais próximo com o mercado de trabalho, que precisa de profissionais específicos da área. “As empresas querem uma aproximação com o ensino superior, pois o setor de energia eólica precisa de engenheiros para trabalhar na área, que representa um tema relativamente novo para a Universidade”, afirma ele.

Após uma programação intensa de apresentações e disputas, a primeira fase do HackFest MPRN 2019, maratona de desenvolvimento de tecnologias voltadas ao combate à corrupção, foi encerrada no último sábado (20). A ocasião foi marcada pela classificação dos cinco melhores projetos cidadãos, que passarão a concorrer, na segunda fase, a prêmios que somam R$ 10 mil.

A maratona, promovida pelo Ministério Público do RN em parceria com o Instituto Metrópole Digital (IMD), classificou os grupos de estudantes BiopsiaR, Spellcodes, Elefante Branco, Tedesco Software e Pandora Team.

Segundo o professor Nélio Cacho, responsável pelo evento no IMD, o resultado foi bastante positivo. “Acho que foi um sucesso, com 680 participantes e diversas palestras, além de excelentes projetos na maratona”, avalia ele.

De acordo com o edital da competição, também conhecida por hackthon, a classificação é “zerada” na segunda rodada, de maneira que todas as equipes voltam a competir em igualdade de condições. Nessa segunda fase, as equipes – formadas principalmente por discentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) – terão 30 dias para desenvolverem, na prática, as soluções idealizadas na primeira etapa do evento.

Projetos cidadãos

Segundo o professor Nélio Cacho, os projetos classificados são plataformas de análise de dados e aplicativos de denúncias públicas. A proposta é unir a criatividade e a ciência para elaboração de produtos inovadores, capazes de auxiliar órgãos públicos no combate à corrupção.

Para isso, durante o evento, cada grupo recebeu de membros do MPRN e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) uma série de problemáticas que nortearam o trabalho dos estudantes durante a disputa.

“Vários promotores e fiscais do Ministério Público e do Tribunal participaram. A proposta era que cada grupo pudesse desenvolver projetos tecnológicos que sanassem uma ou mais das problemáticas levantadas por essas pessoas”, explica o professor.
Dentre os temas expostos, encontravam-se, por exemplo, o de cruzamento de dados, e o de dispositivos de comunicação direta entre o cidadão e os órgãos públicos de fiscalização.

Competição

Participaram da competição 16 grupos de estudantes, que somaram um total de 75 pessoas. Com atividades que iam das 8h às 22h, o hackthon teve início na quinta (18) e seguiu até a tarde de sábado (20).

Cada projeto apresentado foi julgado conforme os critérios de criatividade, potencial de impacto, completude e viabilidade. Para julgar as soluções tecnológicas, estiveram presentes membros do MPRN, IMD, Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Foram muitos projetos apresentados, mas alguns não se mostraram viáveis. Isso contribuiu para o julgamento final. Essas soluções serão postas em prática pelo MPRN e, portanto, devem obedecer o critério de viabilidade”, comenta Nélio Cacho.

HackFest 2019

Ainda de acordo com o professor Nélio Cacho, a participação de estudantes na maratona é um resultado positivo, pois, a partir dela, é possível perceber como a Universidade vem contribuindo para suprir as necessidades de formação na área de Tecnologia da Informação (TI). “O Metrópole Digital tem uma forte formação no que diz respeito à ciência de dados, inteligência artificial e processamento de grandes dados. Então, certamente eles (os maratonistas) estão bem apoiados no conhecimento que eles viram no curso e estamos confiantes que desenvolverão ótimas soluções”.

Além da disputa em TI, o HackFest 2019 também contou com uma série de palestras e debates, que discutiram temas como investimentos em TI, cidadania, design, entre outros. Segundo Nélio Cacho, dado o retorno positivo do evento, a organização já prevê uma segunda edição para o próximo ano.

A primeira edição do HackFest MPRN 2019, maratona de programação voltada para a criação de projetos tecnológicos de combate à corrupção, começou nesta quinta-feira, 18, nas dependências do Instituto Metrópole Digital (IMD). Realizado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em parceria com o IMD, o evento se estende até o sábado, 20, com a participação de programadores, estudantes e profissionais ligados ao desenvolvimento de softwares.  No último dia, serão conhecidos os três melhores projetos apresentados, que serão premiados com valores que somam R$ 10 mil.

A abertura do HackFest foi realizada pelas autoridades do MPRN e de entidades parceiras, e contou com as presenças do procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Eudo Rodrigues Leite e do reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), professor Daniel Diniz.  Ao saudar os participantes  ele agradeceu a organização do evento e destacou o número de equipes inscritas, 16 ao todo.  Em seguida, ressaltou a importância de eventos como o HackFest, segundo ele, “oportunidades para aproximar da sociedade tanto o Ministério Público como a Universidade.” Sobre o objetivo da maratona disse: “Esses protótipos de aplicativos que aqui serão desenvolvidos, destinam-se aos cidadãos comuns, para que estes possam, através do controle social, contribuir com o combate à corrupção. São 16 equipes, então teremos necessariamente 16 soluções tecnológicas.” 

O reitor da UFRN, José Daniel Diniz, além de destacar a importância científica do evento, ressaltou que a maratona poderá proporcionar ações cidadãs. Sobre a participação da Universidade, por meio do IMD, disse ser motivo de reconhecimento e prestígio. “Aqui teremos um movimento tecnológico, cujo propósito remete ao combate direto à corrupção. Então, serão três dias destinados a essa nobre finalidade e, como reitor da Universidade, que tem primado por zelar pela boa administração pública, devo confirmar meu entusiasmo e minha alegria com essa realização aqui no nosso Instituto Metrópole Digital”. 

A programação da manhã teve continuidade com as palestras magnas “O Conselho Nacional do Ministério Público e o Combate à Corrupção”, ministrada pelo promotor de Justiça Octávio Paulo Neto, e “Investimento em TI e inovação no âmbito do MPRN - resultados e perspectivas”, conduzida pelo procurador-geral, Eudo Rodrigues. 

Também estiveram presentes na abertura do evento o senador Jean-Paul Patres, o conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público Federal (MPF) Sílvio Amorim, o superintendente da Controladoria-Geral da União (CGU), Marcelo Borges, a superintendente da Polícia Federal do Rio Grande do Norte (PFRN), Tânia Fogaça, o chefe da Procuradoria Regional do Trabalho no RN, Luís Fabiano Pereira, e o promotor de justiça Rafael Galvão. 

Contribuições

De acordo com o professor Nélio Cacho, que faz parte da organização, a maioria das equipes inseridas no hackthon são formadas por profissionais oriundos dos cursos do IMD, em especial, e da UFRN de modo geral, dado que, segundo ele, permite perceber como a Universidade vem contribuindo para suprir as necessidades de formação na área de Tecnologia da Informação (TI).  

Já para o vice-diretor do IMD, professor Adrião Duarte, a parceria com o MPRN para a realização do HackFest marca mais um passo nos avanços e contribuições que o Instituto vem promovendo em relação ao âmbito jurídico potiguar.   “Para o Rio Grande do Norte, o evento tem uma importância muito grande. Primeiro, a Tecnologia da Informação, por ser uma área transversal, ou seja, aplicada em diferentes setores, têm encontrado na área jurídica um elemento fértil para o desenvolvimento de novas tecnologias, que auxiliam a prática em diferentes setores, desde a tramitação de processos até a organização institucional”, avalia o vice-diretor. 

Paralelo à maratona, o Hackfest conta com uma programação com painéis e palestras sobre corrupção, finanças públicas, transparência e controle. Entre os expositores, Juliana Sakai, Diretora de Operações da Transparência Brasil, e Daniel Bramatti, Editor de Dados do jornal O Estado de São Paulo.

Para mais informações, acesse o site do evento.



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